quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Artigo no Jornal O Estado - Aliança PMDB – PT no Ceará

O futuro da aliança do Partido do Movimento Democrático Brasileiro e do Partido dos Trabalhadores, na política cearense, só será decidido no fórum interno de Brasília. A presidente Dilma Rousseff (PT) não colocará nenhum obstáculo para a concretização desse palanque estadual, em terra cearense.

O PMDB e o PT sempre tiveram posicionamentos eleitorais similares no campo da oposição e no campo da situação, nos últimos vinte anos. Durante os quatro pleitos eleitorais (1990 – 1994 – 1998 – 2002) para o Governo Estadual, esses partidos lançaram candidaturas próprias, nunca fizeram aliança no primeiro turno.

O PMDB sempre fez oposição aos tucanos enquanto estiveram no poder no Estado do Ceará. Essa agremiação partidária tinha como principal ponto da base política  se contrapor ao PSDB, através da sua administração no município de Fortaleza. Atuando  como polo de centro- direita na oposição de confronto ao grupo político do ex- governador Tasso Jereissati (PSDB).

O sociólogo Luiz Cláudio Ferreira Barbosa

O PT sempre liderou uma frente de oposição entre os partidos de centro-esquerda (PSB – PC do B), no período da Era Tasso Jereisssati (1987–2002). A construção de uma frente ampla de organizações sociais capitaneadas pelo PT, no período que era o partido da contraordem, foi essencial para conseguir aumentar as suas bancadas legislativas (Câmara, Assembleia, Congresso).

A vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no pleito eleitoral de 2002, foi importante para alguns setores peemedebistas, pois logo em seguida conseguiram entrar no Governo federal. Na época o deputado federal Eunício Oliveira (PMDB) foi indicado como Ministro da Comunicação, com isso o diretório estadual do PMDB criava uma interlocução direta com a cúpula nacional do PT via Planalto.

A primeira aliança numa chapa majoritária para eleger o atual governador Cid Gomes (PSB), no pleito eleitoral de 2006, entre essas duas agremiações partidárias, só foi possível, por interesse conjunto do Planalto, com o ex-deputado federal Ciro Gomes (PSB).

Os diretórios estaduais do PT e do PMDB fizeram os seus acordos particulares com o diretório estadual do PSB, naquela eleição. O mesmo expediente foi usado na construção da chapa majoritária vencedora para reeleição do governador Cid Gomes em 2010.

O PMDB e o PT não serão reféns de acordos diretos entre o Planalto e o presidente do diretório estadual do PSB, no caso do engenheiro Cid Gomes (PSB), todavia, o debate é feito diretamente por suas cúpulas a nível nacional. O futuro da coligação local entre o PT e o PMDB será traçado de acordo com os interesses dos palanques regionais favoráveis a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT).


segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Cid Gomes e o retorno tardio ao Facebook

O governador Cid Gomes (PSB) retorna ao universo de debates do espaço público abstrato do Facebook, depois de um período de longa ausência. O momento é importante para o chefe do executivo estadual, que volta a fazer o uso dessa ferramenta de comunicação social, pois há uma série de questionamentos de várias obras públicas por parte de setores oposicionistas da sociedade civil.

O Facebook não é o espaço tradicional da propaganda oficial do Governo do Estado do Ceará, como os veículos tradicionais  (Rádio, Televisão, Jornal) dos meios de comunicação. O perfil privado do engenheiro Cid Gomes será primordial para construir uma imagem pública mais próxima do comportamento social da maioria dos internautas do Facebook.

O sociólogo Luiz Cláudio Ferreira Barbosa

O número alto de compartilhamento e curtição de suas postagens, na sua página de Facebook, já será uma ofensiva propositiva, para melhorar a sua imagem de homem público. O governador Cid Gomes (PSB) terá oportunidade de reproduzir as propagandas oficiais de seu governo, como as suas entrevistas nos canais oficiais de comunicação do estado, para um público simpatizante a sua gestão administrativa.

O novo processo de publicitação da vida privada do governador Cid Gomes (PSB) poderá ser um ponto alto, na recuperação de sua popularidade no Facebook.  As oposições nos setores midiáticos da sociedade civil vão reorganizar as suas estratégias de ataque a imagem pública do perfil do chefe do executivo estadual.


Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo, consultor político 

sábado, 24 de agosto de 2013

Cid Gomes e a oposição midiática: Ceará Moleque 2.0

No inicio do século 20 havia uma maneira atípica de manifestação política que era feita por textos ou pasquins apócrifos, com o objetivo de banalizar a figura do homem público em questão. Na cidade de Fortaleza não havia espaço para a liberdade de expressão nos grandes veículos de comunicação (Jornais), por isso eram usados esses jornais clandestinos para o debate popular.

A linguagem popularesca das matérias publicadas já  conseguia expressar  a vulgarização do fato em todos os grupos sociais de nossa ainda pequena capital cearense. O resultado prático dessa forma de deturpação da imagem pública do individuo em questão, era que a noticia por ser ao mesmo tempo fonte de informação e de entretenimento, era rapidamente compartilhada nos bate-papos das praças, restaurantes e cafés.

O resultado quase sempre era nefasto, em todas as rodas de conversas, para vitima dos comentários, pois sempre havia uma anedota ou piada, que popularizava  ainda mais o caso em questão. A manifestação apolítica de estilo “Ceará Moleque” que sobreviveu, com a chegada da liberdade de expressão nos meios de comunicação (Jornal, Televisão, Rádio, Internet).

 


O espaço público abstrato do Facebook e do Twitter, ainda mantém traços ou resquícios de um debate descontraído que não é necessariamente politizado ao extremo, e sim pelo contrário,   procura  ser  mais humorístico, com uma vestimenta linguística  popular, sempre com uso de frases bombásticas, acompanhadas com desenhos, charges e fotos.

O caso do Buffet do Palácio da Abolição tem esse debate atravessado em direção a uma discussão animada ao estilo informal das rodas de conversas nos espaços privados da sociedade civil. A arte gráfica e o novo pasquim, com uso de várias charges que estão na timeline do Facebook, Google+ e Twitter.




O ato de ser um grande bate-papo comunitário sem ter algum grupo específico à frente da organização para usá-lo como debate negativo em relação ao Governo estadual. O seu poder devastador poderá ser ainda maior na popularidade do chefe do executivo, exatamente por esse estilo informal de protesto despolitizado de ideias, mas político em questão da indignação do cidadão- eleitor sobre o caso do preço dos serviços prestados ao cerimonial do Palácio da Abolição. Pois contra fatos não há argumentos e a indignação mesmo expressa de forma bem humorada é legitima.




quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Artigo no Jornal O Estado - Religião, Turismo e Cultura

O artigo que foi publicado na quarta - feira, 21 de Agosto de 2013, no Caderno Opinião do Jornal O Estado:

O turismo religioso tem sua importância na economia cearense. O município de Juazeiro do Norte tem a sua principal fonte de renda, em função do culto ao Padre Cicero Romão. Na região metropolitana de Fortaleza na cidade de Canindé, tem sua economia  quase que totalmente voltada para os devotos de São Francisco das Chagas.Os dois fenômenos são muito bem retratados em vários estudos acadêmicos.

O Governo do Estado do Ceará através de suas secretarias de Turismo e Cultura, sempre mantém uma linha de atuação, para aumentar o número de romeiros a cada temporada de festas religiosas nesses dois municípios.

O perfil socioeconômico do romeiro ou turista religioso, revela que  eles possuem renda inferior a cinco salários mínimos, na sua grande maioria. Lógico que a cada ano aumenta o número de turistas com ganhos que variam de cinco salários mínimos até dez salários mínimos, isso  já está gerando uma alteração na infraestrutura  ( Hotel, Pousada, Restaurante) nos municípios de Juazeiro do Norte e Canindé.

O sociólogo Luiz Cláudio Ferreira Barbosa

Nos últimos anos, temos acompanhado um novo fenômeno do turismo religioso :  A Mostra Brasileira de Teatro Transcendental que é uma promoção da ONG Associação Estação da Luz e já faz parte do calendário artístico e cultural do Ceará. Esse movimento surgiu com o intuito de divulgar e valorizar a produção teatral nacional, onde diversos espetáculos são selecionados, sempre  trazendo exemplos positivos e mensagens de paz, amor, respeito e ajuda ao próximo.

A 11ª edição da Mostra Brasileira de Teatro Transcendental será realizada entre os dias 21 e 25 de agosto, no Teatro Vial Sul, na cidade de Fortaleza. É uma festividade ecumênica, com forte participação dos grupos espiritas de Fortaleza e do Brasil. Ao todo, serão encenadas sete peças de companhias teatrais dos Estados do Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia

A economia da cidade de Fortaleza é afetada positivamente na área do turismo, gerando um aumento na ocupação dos hotéis da orla marítima e consequente aumento de fluxo nos principais shoppings da capital cearense. O efeito positivo é estendido para os restaurantes e os parques de alimentação.

O perfil sócio-econômico desse novo turista religioso é bem diferente dos dois exemplos mencionados no início do texto. Na sua grande maioria possuem renda econômica acima de dez salários mínimos, não são tão numerosos como os tradicionais romeiros.

O fato interessante é que uma boa parcela da sociedade fortalezense já participa dessa semana cultural da Mostra Brasileira de Teatro Transcendental. O turista religioso local que faz de sua própria cidade um lugar de diversão, com reflexão espiritual.




O senador Eunício Oliveira e as negociações multilaterais entre o PT e o PMDB – O novo coringa peemedebista do lulismo – petista

A tentativa de recomposição da aliança PT-PMDB e seus impactos na sucessão. Artigo publicado no Blog do Eliomar de Lima do Jornal Opovo:



O ex – presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) procura recompor aliança do Partido dos Trabalhadores com o Partido do Movimento Democrático Brasileiro, nos últimos meses do mandato da presidente Dilma Rousseff (PT) e do vice – presidente Michel Temer (PMDB).

A saída de cena do principal peemedebista aliado do ex – presidente Lula, o senador José Sarney (PMDB - AM), em função de problemas de saúde. Sem o ex – presidente do Senado como fiador das negociações regionais entre as cúpulas partidárias do PMDB e do PT, já que não há espaço para uma decisão unilateral. As negociações serão multilaterais e lentas para as duas agremiações partidárias.

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, o deputado estadual Rui Falcão (SP), e o presidente nacional peemedebista, o senador Valdir Raupp (RO), não são os verdadeiros negociadores das alianças estaduais. O ex – presidente Lula negocia com o consórcio do poder no PMDB, que é formado pelo vice – presidente Michel Temer (SP), o senador Eunício Oliveira (CE) e o deputado federal Eduardo Cunha (RJ), sobre o futuro dos palanques regionais.

Entrevista para o Jornal União Brasil - TV União

O vice – presidente Michel Temer não tem a mesma relação política, com o ex – presidente Lula, que o seu correligionário, o senador José Sarney (PMDB-AM), por isso não é o interlocutor principal das articulações do PMDB com o PT. O líder da bancada peemedebista na Câmara, o parlamentar Eduardo Cunha (PMDB-RJ), não mantém relação amistosa com o Planalto, com enorme histórico de conflito de interesses de ambas as partes.

O líder da bancada do Senado do PMDB, Eunício Oliveira (CE), pode ser descrito como o novo coringa do ex – presidente Lula no processo de reaproximação nada amistosa entre os dois principais partidos do condomínio político-administrativo da presidente Dilma Rousseff (PT). Eunício Oliveira vai influir na futura aliança PT – PMDB no estado do Ceará, com aumento do seu capital político perante o presidente de honra do PT.

O diretório estadual do Partido dos Trabalhadores no Ceará, já preparava a reedição da aliança preferencial, com os irmãos Gomes, para o pleito eleitoral de 2014. O PSB poderia vir apoiar um nome interno do PT, para a sucessão do governador Cid Gomes (2005 – 2014). O PMDB nacional deverá redefinir o papel de sua sucursal local em relação aos seus antigos aliados: PT e o PSB.


Artigo no Jornal O Estado - Alexandre Pereira e o Empresário Político

O artigo que foi publicado na quarta - feira, 14 de Agosto de 2013, no Caderno Opinião do Jornal O Estado:

A globalização da economia mundial foi responsável pela incursão de vários empresários ao mundo da política. A política institucional tem como principal função a regulação do mercado. O empresário faz da carreira política um anexo aos seus interesses econômicos.

Os empresários foram os principais financiadores das campanhas eleitorais dos prefeitos eleitos e reeleitos nas eleições municipais de 2012. Os principais financiamentos eram feitos diretamente com as cúpulas partidárias dos principais partidos brasileiros: PT; PMDB; PSDB.

A crise de representatividade da classe política, nas manifestações, dos últimos meses, nas grandes cidades brasileiras, foi responsável pela criação de um movimento silencioso dos empresários para se tornarem menos dependentes dos políticos tradicionais e dos seus conchavos para aprovações de políticas propositivas ao mercado.

O sociólogo Luiz Cláudio Barbosa e o empresário Alexandre Pereira

O número de representantes dos sindicatos patronais, para os cargos legislativos, do próximo ano, para renovação da Câmara e de 1/3 do Senado, com certeza vai aumentar. Os parlamentares do Agronegócio são os responsáveis pela maior bancada informal do Congresso, mas existem outras bancadas informais (Indústria, Construção Civil, Banco Privado).

A presidente Dilma Rousseff começa a fazer uma maratona de reuniões com o setor produtivo da economia brasileira. Os empresários começaram a aumentar o tom de descontentamento com a equipe econômica do Ministério da Fazenda e do Banco Central.

A tendência será o aumento de pré-candidaturas de empresários para os cargos executivos. O exemplo da derrocada de políticos profissionais como o governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ), já são temas de análises entre os grupos patronais para não repetirem os rearranjos de apoio aos candidatos para os Governos Estaduais.

O empresário Alexandre Pereira representa o ressurgimento desse movimento silencioso no Estado do Ceará. Os empresários locais não são representados pelos prováveis pré-candidatos das chapas majoritárias para o Governo Estadual.

O presidente estadual do Partido Popular Socialista, o empresário Alexandre Pereira, atual presidente do Conselho Estadual do Desenvolvimento Econômico (Cede), é também o representante do setor de panificação na FIEC e no CIC, sendo sem dúvida o principal político empresário do Ceará. 
Alexandre Pereira deverá ser o nome natural dos empresários locais para representar os seus interesses políticos na futura chapa majoritária competitiva ao Governo Estadual, como candidato ao cargo de vice-governador ou senador.


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Artigo no Jornal O Estado - Domingos Filho e a Política Local

O artigo que foi publicado na quarta - feira, 07 de Agosto de 2013, no Caderno Opinião do Jornal O Estado:
http://www.oestadoce.com.br/noticia/domingos-filho-e-politica-local

O debate sobre a construção das futuras coligações regionais era dependente do cenário nacional. A presidente Dilma Rousseff (PT) tinha o domínio dos principais palanques estaduais para o pleito eleitoral de 2014. Os partidos de oposição eram reféns dos rachas dessas gigantescas estruturas partidárias.

O cenário pós-manifestação nos grandes centros urbanos, já colocou em colapso a base aliada do Planalto. O Partido dos Trabalhadores tem dificuldade em manter sua aliança estratégica, com o Partido do Movimento Democrático Brasileiro, para a sucessão presidencial de 2014.

A indefinição interna no maior bloco partidário da história do Governo Federal, já começa a se refletir nas negociações de âmbitos estaduais. O PMDB começa a fechar as suas alianças locais, de acordo com as suas vantagens eleitorais. O PMDB será um governo independente do futuro presidente da República.

O palanque regional da presidente Dilma Rousseff (PT) tem os maiores partidos do Ceará: PSB; PMDB; PT. A manutenção da aliança vitoriosa, nas últimas duas eleições para o Governo estadual, já não depende dos interesses eleitorais do Planalto. O novo cenário não beneficia uma nova composição dessas forças políticas.

O consultor político Luiz Cláudio Ferreira Barbosa

O governador Cid Gomes (PSB) mantém o desejo de apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), mas não tem interesse de confrontar a direção nacional do Partido Socialista Brasileiro, na discussão de uma candidatura própria para presidência da República.

O diretório estadual do Partido dos Trabalhadores somente decidirá alguma coisa, em relação a sua futura coligação local, após, o Processo de Eleição Direta de 2013, com a nova direção estadual que será eleita e empossada.

O vice-governador Domingos Filho (PMDB) tem o único grupo político que estava somente focado nos dilemas da sucessão estadual do governador Cid Gomes (PSB). Domingos Filho não criou dependência do quadro político-eleitoral do Planalto e das oposições, em nível nacional.

A discussão da micropolítica ou municipalismo  norteia as ações do vice-governador Domingos Filho (PMDB), com isso a sua base política tem quase ¼ das prefeituras do Ceará, e o apoio da União dos Vereadores e das Câmaras do Ceará. O maior grupo político com ramificações em todos os partidos.


A direção estadual do PMDB necessita da permanência desse valoroso quadro político, para apoiar o seu pré-candidato a sucessão estadual do governador Cid Gomes (PSB). O futuro político-eleitoral do vice-governador Domingos Filho só irá depender de suas próprias articulações em âmbito local.


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Alexandre Pereira e a interlocução política com Eduardo Campos

O futuro presidenciável do Partido Socialista Brasileiro, o governador pernambucano Eduardo Campos, não tinha perspectiva de construir um palanque pré-eleitoral, em solo cearense. O diretório nacional do PSB, já esperava o recuo da direção estadual, em apoiar, a tese da candidatura própria, para presidência da República.

O governador  Cid Gomes, ainda mantém o discurso  de que o  PSB nacional irá apoiar a reeleição da presidente  Dilma Rousseff (PT), no próximo ano. O governador Eduardo Campos já esperava uma defecção dos irmãos Gomes nas discussões internas da agremiação partidária socialista.

O secretário do Conselho Estadual do Desenvolvimento Econômico (Cede), o empresário Alexandre Pereira, na sua última estadia em Recife, num evento da Federação das Industrias do Estado de Pernambuco, para a implantação do projeto Integra Brasil desenvolvido pelo Centro Industrial do Ceará. O mesmo criou uma relação política de admiração mútua, com o governador Eduardo Campos.

O empresário Alexandre Pereira e o sociólogo Luiz Cláudio Ferreira Barbosa

O empresário Alexandre Pereira, que é o presidente estadual do Partido Popular Socialista, não teve como não fazer interlocução política, com o governador pernambucano, Eduardo Campos, na ocasião em que se colocou como defensor da aliança de seu partido, no diretório nacional, em favor do Partido Socialista Brasileiro, para o pleito eleitoral de 2014.

O cenário pós-manifestação nas grandes cidades brasileiras é favorável ao crescimento político-eleitoral  da pré-candidatura do socialista Eduardo Campos, na sucessão nacional da presidente Dilma Rousseff (PT). O evento do Integra Brasil do CIC com a presença do presidente nacional do PSB, com certeza, já será a construção do primeiro grupo de apoio na sociedade civil desse futuro presidenciável, em solo cearense.


O PPS do Ceará é o primeiro grupo partidário simpático à pré– candidatura presidencial de Eduardo Campos, no cenário político local. Alexandre Pereira tem todas as condições de ser o líder desse movimento cívico, com muita simpatia entre os empresários da Federação das Indústrias do Estado do Ceará. 


sábado, 3 de agosto de 2013

O I Congresso Estadual do Partido Trabalhista do Brasil - Projeto Vitória Ceará 2014

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O I Congresso Estadual do Partido Trabalhista do Brasil - Projeto Vitória Ceará 2014. O sociólogo Luiz Cláudio Ferreira Barbosa e o presidente nacional do PT do B, o deputado federal Luis Tibé (MG). Tema - A Reforma Política.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Artigo no Jornal O Estado - Deputado José Guimarães e o Neopetismo

O artigo que foi publicado na quarta - feira, 31 de Julho de 2013, no Caderno Opinião do Jornal O Estado:
http://www.oestadoce.com.br/noticia/jose-guimaraes-e-o-neopetismo


O ano de 2013 não será lembrado como o momento de comemoração dos dez anos do Partido dos Trabalhadores na presidência da República. A presidente Dilma Rousseff sofre um desgaste político-administrativo sem precedentes na historia da Nova República.


Os últimos sessenta dias reduziram o capital político do Planalto na sociedade civil. As manifestações populares nos grandes centros urbanos que cobraram por melhores serviços nas áreas de Saúde, Transporte e Segurança Pública. A inflação no setor de serviços ainda se mantém em níveis altos.



O mercado financeiro toda semana lança vários boletins econômicos, com dados negativos sobre a projeção de crescimento do Produto Interno Bruno. Os empresários das áreas da indústria e comercio não acreditam numa recuperação da credibilidade do discurso do Ministério da Fazenda e do Banco Central.

O consultor político Luiz Cláudio Ferreira Barbosa



O Partido dos Trabalhadores perdeu o debate público das reformas econômicas, com influência nas políticas públicas da área social. A sociedade civil demonstra que irá retirar o seu apoio político à presidente Dilma Rousseff. As últimas pesquisas de opinião pública demonstraram a queda da popularidade do Governo federal.



O presidencialismo de coalizão começa a cobrar um preço alto ao Planalto. A enorme bancada legislativa (Câmara/Senado) governista virou uma enorme peça de ficção no Congresso. O PMDB subiu o tom das críticas negativas ao núcleo político da presidente Dilma Rousseff.



O presidente nacional do Partido Socialista Brasileiro, o governador pernambucano, Eduardo Campos, já prepara a sua dissidência da base governista, ainda nesse segundo semestre de 2013. A saída do PSB poderá levar o PDT para o primeiro rompimento em bloco partidário ao Planalto.


O deputado federal José Nobre Guimarães (PT-CE) quando assumiu a liderança da bancada petista na Câmara Federal, não esperava um cenário agudo de crise política-administrativa na base governista da presidente Dilma Rousseff.


José Nobre Guimarães sempre foi um homem público forjado nos grandes desafios adversos a sua carreira como parlamentar. A bancada parlamentar petista não rachou sob o seu comando na maioria das votações importantes para a presidente Dilma Rousseff.



O Planalto reconheceu o excelente trabalho do deputado federal José Guimarães para controlar os dissidentes da base governista parlamentar nas últimas votações do Congresso. José Guimarães ampliou o seu raio de influência na bancada petista, com capacidade de se colocar como um novo líder petista após a superação dessa crise política- administrativa.


O Tassismo Tardio da Classe Média – Quem será o futuro líder do tassismo sem Tasso: Heitor Férrer ou Eunício Oliveira?

O Tassismo Tardio da Classe Média – Quem será o futuro líder do tassismo sem Tasso: Heitor Férrer ou Eunício Oliveira? Artigo publicado no Blog do Eliomar de Lima do Jornal Opovo:

O ex-senador Tasso Jereissati (PSDB) demonstra ser um candidato quase imbatível em qualquer cargo da chapa majoritária ( Governador ou Senador) no próximo pleito eleitoral de 2014. A pesquisa do Ibope desse mês com quase 900 entrevistas em solo cearense, já confirmou esse favoritismo do líder tucano no eleitorado.

O que houve com o discurso de aposentadoria do ex-governador por três gestões públicas, que ajudou a eleger outros três ex–governadores: Ciro Gomes (1991 – 1994); Beni Veras (2002) e Lúcio Alcântara (2003 – 2006). O cidadão-eleitor ainda tem como referência política-administrativa a Era Tasso Jereissati (1997 – 2006).

O dado mais novo na pesquisa do Ibope é a liderança do ex–senador Tasso Jereissati nos segmentos sociais de alta renda econômica e com nível superior. A classe média alta ou tradicional se rendeu ao legado político- administrativo do seu antigo desafeto da metade dos anos 80, e das décadas de 1990 e 2000. O enigma está nessa demonstração de tassismo tardio por parte das classes médias cearenses.

O consultor político Luiz Cláudio Ferreira Barbosa

O empresário Tasso Jereissati foi responsável pelo crescimento dos negócios do Grupo Empresarial Jereissati S.A, nos últimos três anos. Tasso Jereissati saiu dos noticiários dos cadernos de política, e foi direto para os editorias dos cadernos de economia e negócio dos principais jornais brasileiros, suas respectivas páginas na internet, como também nos canais abertos e fechados da televisão brasileira.

O sucesso do empresário como gestor privado eficiente se destaca num período com baixo crescimento da Indústria e do comercio, e, com pequeno crescimento do PIB do Brasil, nos últimos dois anos. Esse fato por si só encantou os empreendedores e empresários da classe média cearense. Acredito que esse seja o grande motivo da diminuição da rejeição do político tucano nos estratos do topo da pirâmide social.

Tasso Jereissati saiu da macro-política sem deixar um único herdeiro interno no Partido da Social Democracia Brasileira no Ceará, mas o seu eleitorado não se desfez com o passar do tempo. O tassismo sem Tasso é mais forte do que a aposentadoria de seu líder da arena política-eleitoral. Os tucanos cearenses não herdaram esse segmento do eleitorado nas eleições municipais em 2012.

O deputado estadual Heitor Férrer (PDT) durante a sua campanha para prefeito de Fortaleza no ano passado, com bastante habilidade política-eleitoral teceu um rosário de comentários positivos sobre o ex-governador Tasso Jereissati (PSDB). O ex-prefeiturável pedetista atraiu a simpatia do eleitorado tassista na cidade de Fortaleza, mesmo sem ter o presidente de honra do PSDB do Ceará no seu palanque. Era o início do tassismo sem Tasso, com o seu primeiro líder: Heitor Férrer.

O senador Eunício Oliveira (PMDB) começou  uma maratona de visitas às cidades cearenses nas últimas semanas. O discurso de pré-candidato ao Governo estadual tem como algumas de suas referencias administrativas o período da gestão pública do ex-governador Tasso Jereissati (PSDB). Eunício Oliveira mantém uma boa relação de dialogo com o PSDB cearense, pois existe a possibilidade remota de uma aliança em 2014.

O cidadão-eleitor mandou um recado, através da pesquisa de opinião pública do Ibope, o de que olha para o passado como modelo político- administrativo em relação ao futuro. O tassismo sem Tasso estará presente como um segmento social forte no eleitorado cearense, no pleito eleitoral de 2014, com uma certa independência da decisão do ex-senador Tasso Jereissati de ser candidato a algum cargo majoritário: Governador ou Senador. O futuro candidato peemedebista ao Governo estadual não precisa, nesse primeiro momento, defender a coligação com o PSDB, mas com certeza vai precisar do apoio do tassismo tardio da classe média cearense, bem antes das definições das coligações.