terça-feira, 29 de novembro de 2016

Heitor Férrer (Elmano de Freitas) e o futuro político de Zezinho Albuquerque (Cid Gomes) – O Anti-Cidismo pode salvar o Cidismo?



O deputado estadual Heitor Férrer (PSB) nunca escondeu o seu voto favorável à recondução do presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, o deputado estadual Zezinho Albuquerque (PDT), no biênio 2017-2018. Heitor Férrer esperava uma nova pactuação entre os parlamentares governistas, para a indicação do presidente da mesa diretora da casa do povo, mas desta vez haverá uma disputa entre duas chapas, com candidatos governistas.

O deputado estadual Elmano de Freitas (PT) é da base aliada do governador Camilo Santana (PT), por isso votaria no atual presidente da Assembleia Legislativa, como demonstração de união entre o PT e o PDT no Estado do Ceará. Elmano de Freitas nunca esperou ser seu o voto decisivo, para a sobrevivência do grupo hegemônico (Ferreiras Gomes) no comando do poder legislativo.

Nas últimas horas a recondução do presidente Zezinho Albuquerque, ao seu terceiro mandato, já virou uma luta aberta entre os cidistas e os anti-cidistas no Plenário da Assembleia legislativa do Ceará. O ex-governador Cid Gomes (PDT) e o deputado estadual Ivo Gomes (PDT) já declaram que o deputado estadual Sérgio Aguiar (PDT) e o conselheiro do TCM, Domingos Filho (PSD-PMB), são os novos anti-cidistas.

O deputado estadual Heitor Férrer (PSB) não deverá ratificar a manutenção do domínio do poder legislativo cearense ao aliado histórico (Zezinho Albuquerque), dos seus adversários: Cid Gomes (PDT) e Ciro Gomes (PDT). O deputado estadual Elmano de Freitas (PT) tem muita dificuldade de ser o responsável político-institucional pela vitória do presidente e deputado estadual, Zezinho Albuquerque, na sua segunda reeleição ou terceiro mandato. Elmano de Freitas poderá ser lembrado como corresponsável pela manutenção da áurea de invencibilidade dos irmãos Gomes (Cid-Ivo-Ciro) na política cearense.  Os cidistas precisam do apoio de dois deputados que são historicamente anti-cidistas. Assista o vídeo:


Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político
Terça-feira, 29 de Novembro de 2016



segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Sérgio Aguiar e o Realinhamento Político – Institucional da Assembleia Legislativa do Ceará - Parte 01



O deputado estadual Sérgio Aguiar (PDT) poderá realinhar parte dos parlamentares governistas e das bancadas oposicionistas em torno da sua pretensão de ser presidente da Assembleia Legislativa do Ceará. O atual presidente do legislativo, o deputado estadual Zezinho Albuquerque (PDT), vai tentar a sua terceira recondução ao comando da mesa diretora no biênio (2017-2018), na próxima quinta-feira (01/12).

O governador Camilo Santana (PT) permitiu o embate entre os parlamentares governistas da bancada pedetista, para a presidência da Assembleia Legislativa do Ceará. Camilo Santana criou todas as condições para o surgimento da segunda candidatura governista do deputado estadual, Sérgio Aguiar (PDT), com apoio de setores da base aliada (PSD-PMB) e as bancadas oposicionistas (PMDB-PR-DEM-PSDB).

O ex-governador Cid Gomes (PDT) procura manter o antigo aliado a frente do poder legislativo estadual, buscando com isso ser o principal fiador político dos últimos dois anos do mandato do governador Camilo Santana (PT). A segunda reeleição ou terceiro mandato do deputado estadual, Zezinho Albuquerque (PDT), poderá ser forte indicador  da provável da candidatura de Cid Gomes ao Governo do Estado do Ceará. 

O governador Camilo Santana (PT) deverá criar o seu espaço político-institucional, com a vitória do deputado estadual, Sérgio Aguiar (PDT), para presidente da Assembleia Legislativa, pois teria condição de construir a sua própria base aliada que seria menos influenciada pelo ex-governador Cid Gomes (PDT). A parceria Camilo Santana e Sérgio Aguiar poderia diminuir a zona de atrito, com os parlamentares oposicionistas, nos próximos dois anos. Assista o vídeo: 


Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político
Segunda-feira, 28 de Novembro de 2016


segunda-feira, 24 de outubro de 2016

DataFolha - Roberto Cláudio e a manutenção da Classe Média Tradicional



O prefeito Roberto Cláudio (PDT) necessita manter os seus bons índices de aprovação da sua gestão pública, nos bairros nobres de Fortaleza. A pesquisa DataFolha-Jornal O Povo identificou a manutenção dos índices de votos no prefeiturável, Roberto Cláudio (PDT), nos estratos sociais da classe média tradicional fortalezense. A onda amarela pode sofrer um reverso, em função do surgimento do sentimento neoconservador dos formadores de opinião pública de Fortaleza.


O sentimento anti-esquerda é forte no discurso dos setores organizados da classe média tradicional, mas não havia ainda surgido no processo político-eleitoral da sucessão municipal de Fortaleza, porém a entrada do senador Tasso Jereissati (PSDB), no segundo turno, já mudou o cenário. Tasso Jereissati vai construir um movimento de polarização ideológica no estilo anti-petista contra petista.

Luiz Cláudio Ferreira barbosa
O prefeito Roberto Cláudio (PDT) sempre teve o apoio de partidos contrários ao bloco político-administrativo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como o deputado federal e companheiro de sua chapa majoritária, Moroni Big Torgan (DEM), e o empresário e secretário municipal, Alexandre Pereira (PPS), entre outras lideranças que sempre foram responsáveis pelo diálogo, com o sentimento anti-lulista-petista da sociedade civil local. A nacionalização do debate público, em detrimento da discussão municipalista, na classe média tradicional, já não é uma incógnita.


O prefeito Roberto Cláudio (PDT) deve criar uma estratégia para não perder o apoio do cidadão-eleitor neoconservador que sempre apoiou a sua administração pública. A onda azul pró-Capitão Wagner (PR) já começou a atrair a novíssima classe média nas regiões periféricas de Fortaleza, principalmente entre os eleitores do ex-prefeiturável Heitor Férrer (PSB), com isso é necessário a criação de uma nova onda amarela, nos bairros nobres de Fortaleza.


Nos próximos dias ou talvez mesmo nas próximas horas teremos a noção da reestruturação da campanha de reeleição do prefeito Roberto Cláudio (PDT), com espaço para as lideranças políticas de diálogo permanente entre os formadores de opinião pública fortalezense: Moroni Big Torgan, Alexandre Pereira e Beto Studart.  O eleitorado neoconservador fortalezense é na sua essência tassista-robertista, mas deverá se dividir em duas correntes antagonistas. Assista o vídeo:





Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político

Segunda-feira, 24 de Outubro de 2016



domingo, 23 de outubro de 2016

DataFolha – Capitão Wagner (PR) e a Onda Azul na Periferia de Fortaleza




A penúltima pesquisa do DataFolha – Jornal O Povo demonstrou o crescimento no numero de intenção de voto do prefeiturável Capitão Wagner (PR) nos bairros pobres da capital cearense. Capitão Wagner simplesmente adotou a estratégia política-eleitoral, no segundo turno, de dialogar com o cidadão-eleitor fortalezense de baixa renda e que tem apenas o ensino fundamental . O candidato republicano acredita numa onda azul que poderá contagiar a classe média fortalezense vinda dos bairros populares de Fortaleza.


O prefeiturável Capitão Wagner (PR) resolveu atacar na área de saúde pública da atual gestão municipal de Fortaleza. A campanha negativa foi toda em linguagem popular de fácil assimilação , bem ao estilo dos programas policiais, por isso  as peças publicitarias têm enorme alcance entre os cidadãos fortalezenses que avaliam como muito ruim (péssimo) ou regular os serviços públicos da Secretária Saúde Municipal de Fortaleza. 

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa
O prefeito Roberto Cláudio (PDT) mantém o controle político-eleitoral nos bairros nobres, pois a sua avaliação administrativa ainda se mantem consistente entre os formadores de opinião pública. Roberto Cláudio precisa manter o seu discurso propositivo entre os eleitores fortalezenses da classe média tradicional fortalezense. O problema é o sentimento não mais adormecido do anti-petismo nesse estrato político-econômico-social que simpatiza com o prefeito Roberto Cláudio, mas não tem o mesmo apreço ao futuro presidenciável Ciro Gomes (PDT) : o perigo da nacionalização do debate da sucessão municipal, na última semana.


O senador Tasso Jereissati (PSDB) começa a demonstrar uma capacidade impar de consolidação do voto pró-Capitão Wagner (PR) nas classes sociais (C,D e E), com a sua aparição nos programas eleitorais, e a massificação de suas mensagens nas redes sociais. Os voluntários da campanha republicana são em sua maioria jovens entre 16  e 35 anos, os quais classifico  como cidadão-eleitor neotassista, com viés ideológico de centro-direita. A grande  questão dessa ultima semana de campanha  é se a onda azul será capaz de atrair os votos dos indecisos. Assista o vídeo:





Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político
 
Fortaleza, 23 de Outubro de 2016



sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Datafolha e Ibope – O prefeito Roberto Cláudio conquistou a classe média fortalezense?



O prefeito Roberto Cláudio (PDT) caminha para conquistar o seu segundo mandato a frente do executivo do município de Fortaleza. As pesquisas de opinião pública (Datafolha e Ibope) do quadro eleitoral da capital cearense dão uma sensação de vitória do candidato governista a quase quinze dias do final do segundo turno. A maioria dos representantes da classe média tradicional de Fortaleza vai votar no prefeito Roberto Cláudio (PDT) e  aprova a sua gestão pública.


O senador Eunício Oliveira (PMDB) quando candidato ao Governo do Estado do Ceará, no pleito eleitoral de 2014, foi o mais votado na classe média alta (acima de dez salários mínimos) e na classe média baixa (entre cinco salários até dez salários mínimos), assim como também o senador eleito, o ex-governador Tasso Jereissati (PSDB), na cidade de Fortaleza. O prefeito Roberto Cláudio (PDT) foi o mais votado nesses segmentos sociais, no primeiro turno da sucessão municipal da capital cearense desse ano. 


A classe média tradicional de Fortaleza  na sua grande maioria ainda tem  o sentimento político-eleitoral anti-Ferreira Gomes e anti-petista-lulista, mas não tem o mesmo sentimento ou crítica negativa ao prefeito de Fortaleza, o médico Roberto Cláudio (PDT), como se houvesse  uma onda conservadora ou azul favorável a atual gestão pública. O mandato do prefeito Roberto Cláudio (PDT) é bem avaliado como ótimo e bom (Datafolha 50% e Ibope 48%) por todos os segmentos da sociedade civil fortalezense, de acordo com as últimas pesquisas eleitorais dos seguintes jornais: O Povo e Diário do Nordeste.  


O prefeiturável Capitão Wagner (PR) mantém o seu crescimento de perspectiva de voto entre os eleitores de baixo poder aquisitivo (zero até dois salários mínimos | dois salários até cinco salários mínimos) e com ensino fundamental (Incompleto ou Completo).  Capitão Wagner sofre uma rejeição crescente na classe média fortalezense, que é a responsável pelo crescimento da perspectiva de voto no segundo turno, para o prefeito Roberto Cláudio (PDT), pois a mesma faz boa avalição da atual administração municipal.  

Jornal da Câmara - Segunda Edição


Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político

Fortaleza, 14 de Outubro de 2016