segunda-feira, 19 de setembro de 2016

O Esvaziamento Político-Eleitoral: Luizianne Lins (PT) e Heitor Férrer (PSB)







A sucessão municipal de Fortaleza, já entra na sua reta final do primeiro turno, faltam  menos de quinze dias para o fim da campanha eleitoral. A polarização entre os prefeituráveis Roberto Cláudio (PDT) e Capitão Wagner (PR), já antecipa a provável disputa do segundo turno, esse fato  reduziu as candidaturas, de Luizianne Lins (PT) e Heitor Férrer (PSB), que se tornaram meros coadjuvantes. A tendência será o debate público entre os concorrentes com agressões mútuas, sem espaço, para novos rearranjos na sequencia do pleito eleitoral da capital cearense.

A prefeiturável Luizianne Lins (PT) acreditava na sua ida ao segundo turno contra o atual prefeito de Fortaleza, o candidato Roberto Cláudio, que também esperava o duelo, com a petista na fase final do pleito eleitoral de 2016. A tendência natural deverá ser o esvaziamento político-eleitoral da postulação petista, em função do seu eleitorado ser composto por cidadão-eleitor, que sempre vota no candidato a prefeito de Fortaleza, que vai para reeleição: Juraci Magalhães (2000), Luizianne Lins (2008) e agora Roberto Cláudio (2016).


A única explicação plausível para a não desidratação total dos índices eleitorais da prefeiturável, Luizianne Lins (PT), sem dúvida poderá ser a adesão do eleitorado órfão do ex-prefeiturável e atual deputado estadual, Renato Roseno, pois esse eleitorado não fez a opção de apoiar o prefeiturável do PSOL, o vereador João Alfredo, que não tem o mesmo carisma político-eleitoral de seu companheiro de agremiação partidária. Luizianne Lins deverá se abster de apoiar os dois candidatos que irão ao segundo turno, mas a sua agremiação partidária deverá declarar voto útil, no atual prefeito de Fortaleza.

O prefeiturável Heitor Férrer (PSB) começa a perder um imenso contingente do seu eleitorado cativo, pois a antecipação do duelo do segundo turno, no final da campanha do primeiro turno, já provocou o esvaziamento de seus índices nas pesquisas eleitorais (Datafolha | Ibope | Ampla). O prefeiturável Capitão Wagner (PR) começa a representar o polo político-eleitoral anti-Cid Gomes – Roberto Cláudio no pleito eleitoral de 2016, papel que antes pertencia ao candidato Heitor Férrer (PSB), na sucessão municipal de Fortaleza de 2012. Heitor Férrer deverá ficar ausente do segundo turno, assim como não vai declarar apoio a nenhum postulante. No pleito eleitoral de 2000, o terceiro colocado (Moroni Torgan) e o quarto colocado (Patricia Saboya), não apoiaram os dois candidatos que foram ao segundo turno: Juraci Magalhães (Reeleito) e Inácio Arruda. Assista o vídeo:


Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político
Segunda-feira, 19 de Setembro de 2016



sábado, 10 de setembro de 2016

DataFolha: Capitão Wagner e a Classe Média Popular



O prefeiturável Capitão Wagner (PR) venceu a limitação financeira do início de sua campanha e tem apresentado um crescimento consistente nos setores populares e na classe média baixa de Fortaleza. Capitão Wagner criou empatia com o cidadão-eleitor fortalezense da periferia, em função da identificação social com sua origem humilde, através das peças publicitárias. O candidato republicano não é populista, mas tem o discurso político-eleitoral com característica popularesca, por causa do tema violência urbana.

Os analistas políticos foram quase unanimes nas críticas negativas, em relação às primeiras peças publicitarias da campanha do prefeiturável Capitão Wagner (PR), em função da massificação da informação da origem dos seus pais e da sua família,  tema da sua campanha nas primeiras duas semanas do horário eleitoral, mas o fato é que o mesmo superou a pobreza através dos estudos e dos concursos públicos. O cidadão-eleitor fortalezense com renda econômica de 0 até 2 salários mínimos é a grande maioria nas regiões com IDH de nível muito baixo nas periferias, que acabou por se identificar com o próprio candidato republicano e os seus pais. O representante da classe média de Fortaleza que ganha entre 2 até 5 salários mínimos se identificou, com a superação das dificuldades do Capitão Wagner (PR) conseguida através do seu esforço, trabalho e estudo.

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa
A segunda pesquisa Datafolha-O Povo trouxe o crescimento do prefeiturável Capitão Wagner (PR) de quase 17% ou 20%  no segmento social com renda de 2 até 5 salários mínimos, pois saiu de 10% para 27%  ou 13% para 30% dentro da margem de erro de 3% na metodologia do Datafolha. Capitão Wagner (PR) também cresceu no segmento de 0 até 2 salários mínimos, com capacidade de aumentar, na próxima pesquisa, os seus percentuais nas consultas eleitorais. No quadro geral o candidato republicano tem 24% ou 27% dos votos válidos. 

O cidadão-eleitor fortalezense da nova classe média está desencantado com os atuais governantes e os partidos de perfil ideológico de esquerda, como resposta política-eleitoral prefere uma candidatura de partido de direita que tenha histórico através da meritocracia e a não intervenção estatal, com discurso de combate à violência urbana. O prefeiturável Capitão Wagner (PR) poderá crescer nos próximos dias através da vinculação de sua imagem com o senador Tasso Jereissati (PSDB).

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político
Fortaleza, 10 de Setembro de 2016



quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Ronaldo Martins e o Neo-Conservadorismo Fortalezense

Fonte: Google


O deputado federal e prefeiturável, o pastor Ronaldo Martins, do Partido Republicano Brasileiro (PRB) poderá ser a terceira via da sucessão municipal de Fortaleza. Ronaldo Martins procura atrair o eleitor neoconservador fortalezense que sempre votava na candidatura à prefeito do deputado federal, Moroni Torgan (DEM), nos últimos pleitos eleitorais: 2000, 2004, 2008 e 2012. O candidato do PRB ainda pode atrair uma parte do eleitorado do senador Tasso Jereissati (PSDB) de perfil evangélico ou católico carismático. 

O cidadão-eleitor neoconservador sempre manteve a sua manifestação política-ideológica bem restrita aos espaços privados: Família, Templos, Igrejas e os Círculos Sociais (amigos). No segundo turno do pleito eleitoral de 2004, em Fortaleza, esses setores organizados de perfil ideológico de direita, com viés moralista apoiaram abertamente a candidatura de Moroni Torgan (PFL) contra a candidatura petista de Luzianne Lins, que acabou vencedora da eleição, com isso foi prefeita por dois mandatos (2005-2012). O prefeiturável Ronaldo Martins (PRB) pode reorganizar essa base política-ideologica conservadora nos próximos dias, com um possível crescimento nas pesquisas eleitorais: Ibope e DataFolha.

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa
O universo do cidadão-eleitor neoconservador fortalezense deve ser algo em torno de 80 mil até 150 mil votos válidos no primeiro turno, na cidade de Fortaleza. O prefeiturável Ronaldo Martins (PRB) poderá pontuar entre 7% a 12% da preferencia eleitoral nas pesquisas de opinião pública, na véspera do termino do primeiro turno. A base de minha teoria é a votação do ex-prefeiturável Moroni Torgan (DEM) no final do primeiro turno, que recebeu 148 mil votos ou 15% dos sufrágios. A quase metade dos eleitores da candidatura demista foi de perfil ideológico de direita moralista ou neoconservador cristão.

O prefeiturável Ronaldo Martins (PRB) defende um projeto político-administrativo no campo econômico ortodoxo pela diminuição do papel da burocracia estatal, nas políticas públicas do município de Fortaleza. Ronaldo Martins é a favor da extinção de boa parte dos cargos comissionados e das autarquias que são cabides de empregos. A Parceria Pública e Privada nas áreas de educação e saúde do município de Fortaleza. O cidadão-eleitor conservador sempre vota por afinidade moral e afinidade política, em ambos os casos é favorável ao prefeiturável Ronaldo Martins (PRB) no decorrer do primeiro turno da eleição municipal de Fortaleza de 2016. Assista o vídeo:


Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político
Fortaleza, 08 de Setembro de 2016



domingo, 4 de setembro de 2016

A Invisibilidade Política-Eleitoral de Heitor Férrer

Fonte: Google


O prefeiturável Heitor Férrer (PSB) não fez uma boa pré-campanha para prefeito de Fortaleza, como também não conseguiu montar uma campanha competitiva nos primeiros dias da publicidade eleitoral (Rádio\Televisão). Heitor Férrer passa a ideia de uma candidatura solitária sem apoio político e social. O cidadão-eleitor fortalezense não está contente com a classe política, mas não deseja um futuro chefe do executivo municipal, sem apoio no Governo Estadual e no Governo Federal.

A campanha eleitoral de 2016 na capital cearense tem demonstrado uma grande capacidade de polarização das candidaturas que têm apoios políticos e sociais na sociedade civil, ainda no primeiro turno, como aconteceu no pleito eleitoral estadual de 2014: Camilo Santana (PT) e Eunício Oliveira (PMDB). O prefeiturável Heitor Férrer (PSB) poderá cometer o mesmo erro da candidatura petista de Luizianne Lins (PT), que não tem acesso aos parceiros públicos administrativos (União\Estado), com isso perde a preferencia do cidadão-eleitor na hora do voto.
 
Luiz Cláudio Ferreira Barbosa
O prefeito Roberto Cláudio (PDT) colocou como o seu companheiro de chapa majoritária um político da base aliada do presidente Michel Temer (PMDB), o deputado federal Moroni Torgan (DEM), que ainda tem o empresário e presidente estadual do PPS, Alexandre Pereira, como outro interlocutor perante o Palácio do Planalto. O prefeiturável Capitão Wagner (PR) tem a coligação partidária (PR-PMDB-PSDB-SD) toda aliada de Brasília. O prefeiturável Heitor Férrer faz parte do Partido Socialista Brasileiro que tem Ministério de Minas e Energia no governo do presidente Michel Temer (PMDB). A direção nacional é a principal financiadora da campanha da candidatura socialista de Heitor Férrer, que foi compreendida pela opinião publica fortalezense, como algo positivo, mas esse discurso político-eleitoral estilo REDE, PSOL ou PSTU, para isolamento institucional, já não é muito aceitou ou compreendido por ninguém, com bom senso.  

As próximas pesquisas de opinião pública poderão mostrar  uma queda nas intenções de votos do prefeiturável Heitor Férrer (PSB), em função do discurso esquerdista anti-classe política que é rechaçado pela classe média fortalezense. O cidadão-eleitor tassista  de tendência oposicionista que em 2012 votou no Heitor Férrer, neste pleito poderá votar no prefeiturável Capitão Wagner (PR), como  também outra parcela menor poderá  votar no atual prefeito.O fenômeno Heitor Férrer do pleito eleitoral de 2012, não é o mesmo no pleito eleitoral de 2016. Assista o vídeo:


Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político
Domingo, 04 de Setembro de 2016