terça-feira, 21 de março de 2017

Tasso Jereissati é o futuro político-administrativo de Roberto Cláudio? Não!



O prefeito de Fortaleza, o médico Roberto Cláudio (PDT), procurou construir uma boa relação pessoal, com o senador Tasso Jereissati (PSDB), após o fim da campanha eleitoral de 2016. Roberto Cláudio tem enorme dificuldade em manter parceria mais consistente na área administrativa, com o presidente Michel Temer (PMDB). O PMDB nacional é o maior empecilho para as parcerias de políticas públicas do Governo Federal e a Prefeitura de Fortaleza.


O senador Tasso Jereissati (PSDB) se empenha em ajudar o governador Camilo Santana (PT), nas liberações dos recursos econômicos na Esplanada dos Ministérios (Brasília),porém não tem o mesmo empenho, em ajudar o prefeito fortalezense. Roberto Cláudio iniciou um processo de aproximação, com o senador Tasso Jereissati, adotando o modelo operacional eficiente desenvolvido por Camilo Santana, para diminuir a zona de atrito político, com os tassistas-tucanos.


O ex-governador Cid Gomes (PDT) tem enorme influência política-administrativa na Prefeitura de Fortaleza. Cid Gomes foi o grande responsável pela carreira meteórica do prefeito Roberto Cláudio (PDT) nos últimos anos (2010-2017). O cidismo-robertista não teve origem no tassismo e funcionou como um contraponto ao mesmo. O PSDB nacional não reagirá  muito bem a essa aproximação do senador tucano cearense com o pupilo político do futuro presidenciável Ciro Gomes (PDT), que é oposicionista histórico da tucanada paulista. 


O futuro político-administrativo do prefeito Roberto Cláudio (PDT) não vai depender do senador Tasso Jereissati (PSDB), nos corredores da Esplanada dos Ministérios ou no Governo Federal. Tasso Jereissati deverá avançar na relação pessoal com Roberto Cláudio, mas não tem interesse de confrontar a sua agremiação partidária e os seus eleitores tradicionais, que são oposicionistas históricos aos Ferreira Gomes. O pré-candidato presidencial, o ex-governador Ciro Gomes (PDT), não poderia deixar ou permitir essa relação institucional entre os ciristas-cidistas, com os aliados cearenses do governador tucano Geraldo Alckmin (SP) e do prefeito de São Paulo, o neotucano João Doria, que são adversários declarados do próprio Ciro Gomes, na eleição presidencial do próximo ano. 




Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político 


Fortaleza, 21 de Março de 2017


segunda-feira, 20 de março de 2017

Luizianne Lins e a nova oposição ao Camilo Santana



A deputada federal Luizianne Lins (PT) começa a construir o discurso oposicionista ao governador Camilo Santana (PT), em função do alinhamento político - administrativo do Governo Estadual e do Governo Federal. Luizianne Lins vai atacar o seu companheiro de partido e chefe do executivo estadual, para fazer uma demarcação ideológica contra a base aliada do presidente Michel Temer (PMDB).


O governador Camilo Santana (PT) já faz parte da base aliada do presidente Michel Temer (PMDB) através de seus novos aliados: Deputado federal Danilo Forte (PSB) e o senador Tasso Jereissati (PSDB). Camilo Santana também recebeu apoio do deputado federal Raimundo Gomes de Matos (PSDB), no início do mês de março, logo  após a posse do secretário estadual e filiado tucano, Maia Junior, no primeiro escalão do Governo do Estado do Ceará.


O ex-governador Cid Gomes (PDT) vai reassumir o seu posto de maior lider do município de Sobral, durante a gestão do prefeito Ivo Gomes (PDT), que é o seu irmão mais novo. Cid Gomes optou por fazer um certo silêncio, em relação às liberações de recursos econômicos dos neo-aliados camilistas-temeristas, com trânsito livre no Governo Federal, que vão repetir esse mesmo comportamento ás avessas, com recebimento de recursos econômicos do Governo Estadual. O PSB e o PSDB são beneficiados pelas as duas administrações públicas: Estadual e Federal.


O bloco partidário petista-pedetista começa a compreender que a governabilidade estadual, já virou apêndice político-administrativo do mandato do presidente Michel Temer (PMDB) e os seus aliados cearenses. A deputada federal Luizianne Lins (PT) deverá fazer várias críticas às viagens do governador Camilo Santana (PT), para  Brasília, com as pautas do Governo Estadual, em parceria com o deputado federal Danilo Forte (PSB) ou senador Tasso Jereissati (PSDB).

Brasília, 15 de Março de 2017 (Ministério da Educação)

Brasília, 15 de Março de 2017 (Ministério das Cidades)

 
Brasília, 16 de Março de 2017 (Senado Federal)
Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político

Fortaleza, 20 de Março de 2017



quinta-feira, 9 de março de 2017

Danniel Oliveira e a nova fase do Eunicismo-Peemedebista



O Senador Eunício Oliveira já comanda o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) secção estadual do Ceará há quase duas décadas. Eunício Oliveira conquistou a presidência peemedebista cearense e o primeiro mandato de deputado federal, no ano de 1998. O PMDB local tem corrente política dominante sob a liderança do atual presidente do Senado, mas começa a surgir uma nova liderança estadual que é o deputado estadual Danniel Oliveira. 


O eunicismo-peemedebista cresceu de acordo, com o acúmulo de força política do senador Eunício Oliveira nos seus três mandatos (1998-2002-2006) de deputado federal, e o mandato atual no Congresso Alto (Senado). A primeira eleição do deputado estadual, Danniel Oliveira, foi no pleito eleitoral de 2010, com apoio de um pequeno grupo de familiares, amigos e simpatizantes da corrente eunicista no PMDB. Danniel Oliveira muito cedo compreendeu que somente o fato de ter um sobrenome reconhecido politicamente, não era bastante, para se constituir como liderança peemedebista cearense.


No período legislativo de 2011 até 2014, o deputado estadual, Danniel Oliveira, fez parte da base aliada do Governo do Estado do Ceará, mas houve o rompimento do PMDB, com os antigos aliados. Danniel Oliveira conquistou um papel importante de articulador político-parlamentar da candidatura de governador da chapa peemedebista, como principal responsável pela aproximação do ex-governador Lúcio Alcântara (PR) e do senador Eunício Oliveira, que foi o ponta pé inicial da coligação PR-PMDB-PSDB e outros partidos. A reeleição para ocupar vaga na Assembleia Legislativa do Ceará, já o credencia como o novo líder do eunicismo-peemedebista. 


O presidente do Senado, o cearense Eunício Oliveira, em função do momento histórico do Brasil, deverá ter agenda política-institucional lotada à frente do Congresso, o que naturalmente irá afastá-lo do dia-a-dia da política local. O deputado estadual Danniel Oliveira deverá ser o principal articulador político-parlamentar do PMDB local, na construção de uma nova fase da corrente eunicista, como ponte de alianças das várias forças partidárias oposicionistas, para o pleito eleitoral de 2018.


Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político
 
Fortaleza, 09 de Março de 2017

quarta-feira, 8 de março de 2017

João Doria é a antítese de Michel Temer? Parte 01



O presidente Michel Temer (PMDB) representa ou personifica o vazio político-administrativo do Governo Federal. O prefeito de São Paulo, o empresário João Doria (PSDB), representa o super-executivo no imaginário popular. Michel Temer está totalmente refém dos desdobramentos jurídicos do Lava-Jato sob a supervisão do juiz Sérgio Moro, com probabilidade de renúncia ou cassação do atual chefe do executivo. João Doria vai tomar o comando nacional do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), como provável presidenciável do espectro eleitoral de centro - direita, sem adversário, sem aliados inconvenientes. 


O presidente Michel Temer (PMDB) tem o controle do Congresso Nacional (Câmara e Senado), com boa equipe administrativa na área econômica, e para completar mantém excelente relação política, com os grupos de pressões dos setores organizados da sociedade civil. Michel Temer não tem apoio popular, com quase doze meses de mandato presidencial, pois o seu nível rejeição administrativa é bem semelhante do último ano de mandato da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). O comando nacional do Partido do Movimento Democrático Brasileiro deverá ser varrido pela operação Lava-Jato, nos próximos dias, com isso ficará um enorme vazio administrativo no Governo Federal. 


O prefeito João Doria (PSDB) tem o controle da Câmara Municipal de São Paulo, assim como tem agenda política-administrativa propositiva ao cidadão paulistano e ao cidadão brasileiro. João Doria é o novo exemplo de político construído exclusivamente nas redes sociais, com isso o seu mandato é on-line vinte quatro horas, para uma plateia formada pelo cidadão-contribuinte que se satisfaz politicamente, com as suas peças publicitárias institucionais e informais, sem nenhum vínculo, com os representantes partidários tucanos e os seus aliados. 


Os grandes atos políticos do presidente Michel Temer (PMDB) se tornam pequenos, em repercussão entre os formadores de opinião pública, pois não têm eco ou ressonância na classe média tradicional dos grandes centros urbanos. Os pequenos atos políticos do prefeito João Doria (PSDB) são agigantados pelos formadores de opinião pública, com grande estardalhaço nas redes sociais, com apoio de uma plateia cibernética na faixa etária de 16 até 35 anos, na sua grande maioria. João Doria tem a simpatia política da classe média brasileira, em boa parte dos municípios da Federação. O presidente Michel Temer está sendo eclipsado pelo prefeito João Doria no espaço público do debate administrativo, nas mídias tradicionais (Jornal, Televisão e Rádio) e nas redes sociais. 


Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político

Fortaleza, 08 de Março de 2017


terça-feira, 7 de março de 2017

Camilo Santana e a Nova Política de Conciliação no Ceará - Lúcio Alcântara e Camilo Santana




O governador Camilo Santana (PT) demonstra capacidade ímpar de diálogo, com as lideranças da base aliada do presidente Michel Temer (PMDB), na política cearense. Camilo Santana se aproximou do presidente estadual do PSB, o deputado federal Danilo Forte, com resultados positivos na relação política-administrativa Ceará - Brasília. O chefe do executivo estadual mantém excelente relação pessoal, com o senador Tasso Jereissati (PSDB), e o seu grupo político.


O ex-governador Lúcio Alcântara, atual presidente estadual do Partido da República,  começa um processo de aproximação no campo pessoal, com o governador Camilo Santana (PR). Lúcio Alcântara não tem nenhuma inimizade pessoal ou política, com Camilo Santana, com isso deixa aberta a possibilidade de uma futura aliança com o governador, bem ao estilo do deputado federal Danilo Forte (PSB). O lucismo e o tassismo são anti-Ferreira Gomes, mas são considerados oposicionistas moderados ou aliados informais do Governo Estadual.


A política da conciliação do governador Camilo Santana (PT) tem muita semelhança com o grande Pacto Pelo Ceará, em torno do ex-governador Virgílio Távora, no início dos anos 60 no século passado. Camilo Santana não vai romper com o ex-governador Cid Gomes (PDT), mas deverá virar aliado do presidente Michel Temer (PMDB) após a sua transferência para nova agremiação partidária ligada ao Palácio do Planalto ou Governo Federal. As opções de partidos: PSB, PPS e PSDB. O PR poderá vir ser a quarta opção, para o chefe do executivo do Governo Estadual. 


O presidente Michel Temer (PMDB) tem no seu aliado, o deputado federal Danilo Forte (PSB), um importante elo de ligação e diálogo, com o governador Camilo Santana (PT), nos últimos dez meses. Michel Temer sabe que será questão de tempo  ter o PPS do empresário Alexandre Pereira e o DEM do vice-prefeito Moroni Torgan (Fortaleza), no primeiro escalão do Governo do Estado do Ceará, com a saída do governador cearense do quadro partidário do Partido dos Trabalhadores . O anti-Ferreira Gomes não é o anti-Camilo Santana. 


Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político


Fortaleza, 07 de Março de 2017