quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Jair Bolsonaro e a Direita Cearense - Parte 01


O presidenciável Jair Bolsonaro  (PSC) tem enorme potencial de crescimento político-eleitoral na cidade de Fortaleza. Os movimentos sociais da nova direita local,  não são produtos de organizações partidárias ou lideranças políticas. Jair Bolsonaro conta com a segunda maior rede social ou comunidade,  com atuação, em solo cearense: A Direita Ceará. 

O movimento social ( midiático) de ideologia de direita tem o discurso de renovação das autoridades políticas e das autoridades públicas, com forte viés na área econômica a favor da reestruturação do Estado aos moldes administrativos do mercado.O grupo social-politico  Direita Ceará tem um perfil socioeconômico bastante interessante :a idade do seus membros: varia de 16 anos até 34 anos, escolaridade  (nível superior), renda mensal  (dois até cinco salários mínimos) e são moradores das cidades acima de 50 mil habitantes. Um fato  interessante é o discurso único pró-Jair Bolsonaro de todos os membros que participam nos seus núcleos, nas principais cidades cearenses: Fortaleza,  Caucaia, Juazeiro do Norte, Sobral e outras. 



O alto índice de violência urbana tem sido combustível ímpar na adesão do cidadão-eleitor cearense aos quadros da Direita Ceará. O sentimento anti-lulista-petista, assim como também anti-tucano-PSDB, é outro elemento agregador do aumento de simpatizantes nas comunidades midiáticas do movimento social Direita Ceará. 

As pesquisas eleitorais feitas pelos principais grupos econômicos do estado do Ceará,  já tirou o sono das lideranças tradicionais da política local,  pois nem o Governo Estadual e a principal  frente partidária da oposição podem prever, para onde vai esse contigente político-eleitoral nas eleições de 2018. O presidenciável Jair Bolsonaro é o terceiro colocado na preferência eleitoral do cearense,  já o cidadão-eleitor fortalezense tem o mesmo, como a segunda maior preferência na capital cearense.

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa sociólogo e consultor político 

Fortaleza, 07 de Dezembro de 2017


quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Luizianne Lins e a aliança eleitoral de Lula, Camilo Santana e José Pimentel

A deputada federal Luizianne Lins ( PT) deseja ser a pré-candidata ao Senado, na chapa majoritária de reeleição do governador Camilo Santana (PT). Luizianne Lins conseguiu unificar o discurso interno na sua agremiação partidária para manutenção da vaga do atual senador petista, o ex-ministro José Pimentel (2011-2019), que não foi consultado sobre o seu desejo de reeleição ao Congresso Alto (Senado). O Partido dos Trabalhadores secção cearense faz movimentação política-eleitoral à margem do governador Camilo Santana e do ex-presidente Lula. 

O governador Camilo Santana deverá construir o bloco partidário base do seu segundo mandato ( 2019-2022), com os seguintes partidos: Partido do Movimento Democrático Brasileiro e o Partido dos Trabalhadores. Camilo Santana vai reeditar o palanque político-eleitoral pró-Lula na sucessão presidencial, no estado do Ceará, visando manter no diretório nacional da sua agremiação partidária, o seu direito de disputar a reeleição pelo Partido dos Trabalhadores.

A deputada federal Luizianne Lins (PT) não faz parte do núcleo político-administrativo do governador Camilo Santana (PT), como também não é aliada de primeira ordem do ex-presidente Lula, em terras alencarinas. Luizianne Lins não compreendeu que o único papel do Partido dos Trabalhadores secção do Ceará,  será o  de veículo eleitoral de reeleição do governador Camilo Santana, no próximo ano. O jogo de conflito das correntes internas petistas contra os interesses eleitorais de Lula e de Camilo Santana, não tem força política perante a opinião pública.

O ex-presidente Lula deverá procurar o senador José Pimentel, para saber do seu interesse de renovação do seu atual mandato, no pleito eleitoral de 2018. Lula e a direção nacional do Partido dos Trabalhadores têm interesse na reeleição do atual senador petista do Ceará. O governador Camilo Santana (PT) não esconde o seu provável candidato de chapa majoritária, que é o senador Eunício Oliveira (PMDB),  o qual pretende a sua reeleição para o mandato no Congresso Alto. Assista o vídeo: 



Luiz Cláudio Ferreira Barbosa sociólogo e consultor político 

Fortaleza, 06 de Dezembro de 2017


terça-feira, 5 de dezembro de 2017

O presidente Lula é o principal articulador da aliança: Eunício Oliveira e Camilo Santana

O senador Eunício Oliveira (PMDB) deverá montar o seu palanque de reeleição ao Senado, no mesmo palanque de reeleição do governador Camilo Santana (PT), no próximo ano. Eunício Oliveira mantém uma aliança aberta, com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para opinião pública cearense,  isso irá garantir a dobradinha PT-PMDB numa chapa majoritária. O PMDB cearense vai retornar a ter presença no primeiro escalão do Governo do Estado do Ceará.

O fim da aliança do bloco PMDB-PSDB foi rápido e silencioso. O senador Tasso Jereissati (PSDB) não saiu pré-candidato ao cargo de governador, para unificar os partidos das oposições: PMDB-PSDB-PSD-PR-SD e PROS. Tasso Jereissati defendeu o nome do jovem empresário, Geraldo Luciano, para ser o candidato ao Governo estadual, sem contudo obter uma repercussão positiva entre os lideres oposicionistas. O PMDB secção cearense começou processo de saída do bloco partidário de oposição, para abertura de negociação, com a cúpula nacional do Partido dos Trabalhadores, e em seguida com o próprio governador Camilo Santana (PT). Este processo ocorreu nos meses de agosto, setembro e outubro de 2017. 

O governador Camilo Santana (PT) demonstra uma certa independência de aliança no campo administrativo, com provável desdobramento na formação do seu palanque de reeleição, no próximo ano. Camilo Santana deverá acomodar os interesses políticos do PMDB cearense, na reforma do primeiro e segundo escalão do Governo do Estado do Ceará. O surgimento do bloco PT-PMDB deverá sair do campo das boas relações do senador Eunício Oliveira (PMDB) e do governador Camilo Santana (PT), para uma relação institucional entre esses partidos.

O presidenciável Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem pretensão de ter excelente votação no primeiro turno no estado do Ceará. Lula sabe que é primordial demonstrar força política-eleitoral, em terras cearenses, para forçar a desistência do presidenciável Ciro Gomes (PDT), logo no início do próximo ano, para que ele possa apoiá-lo na sucessão presidencial. Nas pesquisas eleitorais no Ceará, o ex-presidente Lula (PT) e o ministro Ciro Gomes (PDT) são os primeiros colocados, para presidente da República, porém o presidenciável neoconservador, o deputado federal Jair Messias Bolsonaro (PSC), já vem crescendo com ritmo lento e gradual e se aproximando dos seus principais concorrentes, em terras alencarinas. 

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa sociólogo e consultor político 

Fortaleza, 05 de Dezembro de 2017


domingo, 3 de dezembro de 2017

Carlos Lupi e o fator político André Figueiredo - Camilo Santana refém do PDT nacional e local?



O presidente nacional do Partido Democrático Trabalhista, o advogado Carlos Lupi, nunca escondeu o desejo de eleger o deputado federal André Figueiredo, para o Senado, para uma das duas vagas no próximo  pleito eleitoral de 2018, no Ceará. Carlos Lupi foi o primeiro membro da executiva nacional do PDT a concordar com o pleito político do seu companheiro pedetista-brizolista, no primeiro semestre desse ano. O governador Camilo Santana (PT) mantém o seu estilo de concordar e discordar em profundo silêncio, com isso os seus aliados gritam sem eco na anti-sala do chefe do executivo estadual.



O presidenciável trabalhista Ciro Gomes vai fazer a indicação do presidente da Assembléia Legislativa do Ceará, para a vaga de candidato a vice-governador na chapa majoritária de reeleição do governador Camilo Santana (PT). O ex-governador Cid Gomes deverá ser o candidato ao Senado, na chapa governista. Cid Gomes procura conter o ímpeto dos pedetistas-ciristas pela outra vaga de candidato ao Congresso Alto (Senado). O PDT secção cearense tem duas correntes internas: os neocamilistas (ciristas) e os pedetistas-ciristas. 



Luiz Cláudio Ferreira Barbosa
O diretório estadual do Partido dos Trabalhadores vai tentar manter a atual vaga do senador José Pimentel, com duas postulações internas: o deputado federal José Guimarães e a deputada federal Luizianne Lins. O governador Camilo Santana não é refém do diretório nacional do PDT, para se tornar candidato a sua reeleição, porém o mesmo é refém dos delegados petistas, para a sua indicação, como candidato ao Governo do Estado do Ceará. 



O governador Camilo Santana (PT) vai escutar os pleitos dos aliados, com o seu habitual bom humor e concordância em público. Camilo Santana somente vai formar a sua chapa majoritária de reeleição às vésperas do pleito eleitoral de 2018. O presidenciável Ciro Gomes (PDT) se estiver  numa situação boa a nível nacional no mês de maio do próximo ano, com certeza será o termômetro da política local, em relação a chapa majoritária de reeleição do governador Camilo Santana (PT). 



Luiz Cláudio Ferreira Barbosa sociólogo e consultor político 



Fortaleza, 01 de Dezembro de 2017 


quinta-feira, 30 de novembro de 2017

A Frente Conservadora do PRTB no Ceará e no Brasil

O Partido Renovador Trabalhista Brasileiro deverá construir a primeira frente conservadora como embrião da direita liberal social: militantes católicos, militantes evangélicos e monarquistas. O membro da executiva nacional do PRTB, o ex-vereador Júnior Aguiar, já teve experiência positiva na composição da bancada de vereadores de Fortaleza, pois tivemos confluência dessas correntes conservadoras, com a eleição de quatro parlamentares. 

Os conservadores católicos nunca tiveram participação importante, nenhum partido com concepção conservadora ou liberal, apenas atuam como agentes sociais secundários ou apoiadores informais. O presidente nacional do PRTB, Levy Fidelix começou um trabalho silencioso de recrutamento dos intelectuais católicos neoconservadores, para os mesmos formarem os quadros teóricos da Fundação residente Jânio Quadros (FPJQ) por todos os estados brasileiros. Os fiéis tradicionalistas da Igreja Católica e as suas redes sociais deverão encontrar espaço aberto de manifestações das suas ideias, nas redes sociais do PRTB.

Os conservadores evangélicos tiveram importante papel político-eleitoral nas campanhas presidenciais de Anthony Garotinho (2002) e Marina Silva (2010-2014), com votações expressivas nos grandes centros urbanos. A direção nacional do PRTB na figura de Levy Fidelix, já iniciou um processo lento e gradual de aproximação com os líderes cívicos dos movimentos sociais evangélicos não ligados a qualquer outra experiência política-partidária, mas apenas experiência como ativista social entre os fiéis protestantes. O PRTB poderá eleger representante evangélico na sua futura bancada no Congresso Nacional. 

As principais correntes monarquistas e maçônicas começaram uma aproximação com o renovador trabalhista, Levy Fidelix, para a construção de um excelente diálogo institucional. Os monarquistas brasileiros têm compreensão da necessidade da representação política-parlamentar, para a propagação de suas ideias de defesa do sistema de governo: monarquia parlamentarista. As redes sociais dos monárquicos deverão ter espaço acadêmico, na Fundação Presidente Jânio Quadro - PRTB, como receptora de suas bandeiras políticas.

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político 

Fortaleza, 30 de Novembro de 2017 



quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Tasso Jereissati e o palanque pró-Geraldo Alckmin no Ceará



O senador Tasso Jereissati (PSDB) manteve excelente relação política-administrativa, com o governador Camilo Santana (PT), nos últimos anos (2015-2016-2017). Tasso Jereissati não fez oposição na seara estadual, com isso não tinha discurso ideológico antagônico ao modelo administrativo-econômico do atual chefe do executivo do Governo Estadual. O PSDB secção Ceará deverá fazer do palanque do presidenciável Geraldo Alckmin, o novo embrião do seu discurso oposicionista ao grupo dos Irmãos Ferreira Gomes, na política local.

O governador Camilo Santana (PT) tem noção do realinhamento político dos partidos, no tabuleiro eleitoral cearense. Camilo Santana deverá fazer o palanque anti-Geraldo Alckmin (PSDB), com apoio aos presidenciáveis: Lula (PT) e Ciro Gomes (PDT). As agremiações partidárias pró-tucano (DEM-PPS-PSC-PHS-PTB-PSB e outros), que são aliados do governador Camilo Santana (PT), com certeza irão consultar seus diretórios nacionais. A base aliada governista pode ficar  reduzida somente a esse núcleo de partidos: PT-PDT-PC do B-PMDB e os partidos pequenos).

O presidente estadual do PSDB, o ex-deputado estadual Francini Guedes, já compreendeu a necessidade de dialogar com as seguintes legendas oposicionistas na política local: PR ( Lúcio Alcântara), PSD (Domingos Neto), SD ( Genecias Noronha) e PROS (Marcelo Mendes). Francini Guedes num segundo momento vai negociar ou conversar com os partidos que serão parceiros a nível nacional no palanque do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), porém na esfera estadual são aliados da reeleição do governador Camilo Santana (PT): PTB (Arnon Bezerra), PP (Adail Carneiro), DEM ( Chiquinho Feitosa e Moroni Torgan), PRB ( Ronaldo Martins) e PPS (Alexandre Pereira). 

O governador Geraldo Alckmim (PSDB) vai construir a maior coligação partidária, para a sua candidatura presidencial, com quase 60% do tempo da televisão e rádio, nas eleições de 2018.  Geraldo Alckmin vai tentar verticalizar a sua enorme coligação, em estados chaves do Nordeste: Bahia, Pernambuco e Ceará. O governador Camilo Santana (PSDB) é refém de uma situação política-eleitoral que não dependeria somente dos diretórios estaduais dos seus partidos aliados. O PSB nacional pode fazer aliança eleitoral com o PSDB nacional.

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político 

Fortaleza, 29 de Novembro de 2017 


terça-feira, 28 de novembro de 2017

O Futuro da Esquerda Democrática Brasileira: Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (REDE)?

A ex-senadora Marina Silva (REDE) e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) vão iniciar um diálogo político-eleitoral, para a construção da nova frente partidária de centro-esquerda, com capacidade de chegar ao segundo turno da sucessão presidencial de 2018. A pré-candidatura presidencial do governador paulista, o médico Geraldo Alckmim, numa frente partidária de centro-direita, deverá ser o principal motivo de abertura de negociação entre o PDT e a REDE.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não vai unificar os partidos do campo democrático (PT-PDT-PSB-PC do B), na sua pré-candidatura ao terceiro mandato de presidente da República. Lula tem uma certa noção de que não será candidato, em função de sua condenação em segunda instância da Justiça Federal, com isso será barrado como ficha suja no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O presidenciável Ciro Gomes (PDT) não deverá mais esperar o apoio incondicional da direção nacional do Partido dos Trabalhadores, a sua postulação ao Palácio do Planalto. A presidenciável Marina Silva (REDE) não terá apoio incondicional do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e o Partido Popular Socialista (PPS) poderá apoiar as pretensões do governador Geraldo Alckmim (PSDB), para presidente da República.

A REDE e o PDT caso iniciem uma mesa de negociação dos seus respectivos diretórios nacionais, sem dúvida irão atrair num segundo momento os eleitores do campo progressista ou centro-esquerda. A coligação partidária PDT-REDE sem definição de cabeça de chapa majoritária, já colocaria agenda política-eleitoral de base ideológica ecológica e trabalhista em contraponto ao retorno do lulismo. O eleitor tradicional do ex-presidente Lula é na sua essência ideológica muito próximo do conservadorismo pró-Jair Messias Bolsonaro, em especial na região do Nordeste, com isso é necessária a união de Ciro Gomes e Marina Silva, para a recuperação de parte desse eleitorado lulista sem ideologia. 

A pré-candidatura presidencial do governador paulista Geraldo Alckmim (PSDB) deverá receber o apoio da maioria das agremiações de centro-direita: PSDB-PSD-PP-DEM-PR e PTB. Geraldo Alckmim ainda vai trabalhar no seu palanque, para a acomodação dos partidos de perfil de centro-esquerda: PSB-PPS-PHS-PV e Solidariedade. Os presidenciáveis Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (REDE) precisam criar fato político-eleitoral para sensibilizar o Partido dos Trabalhadores e o Partido Comunista do Brasil da necessidade de uma nova frente progressista, com condição de impedir o segundo turno da sucessão presidencial entre o tucano Geraldo Alckmim e o pós-liberal Jair Messias Bolsonaro.



Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político 

Fortaleza, 28 de Novembro de 2017