domingo, 21 de maio de 2017

A Nova Geopolítica Cearense após o escândalo JBS - A Derrota dos Iguais: Cid Gomes (PDT) e Eunício Oliveira (PMDB)

A nova geopolítica cearense praticamente foi construída nas últimas horas, com as delações premiadas da empresa JBS na Operação Lava-Jato no Superior Tribunal Federal. O campo político governista e o principal campo político oposicionista, com as suas imagens negativadas perante a opinião pública local. O ex-governador Cid Gomes (PDT) e o senador Eunício Oliveira (PMDB) até o momento adotaram o silêncio como modelo de ação política.

A base aliada governista deverá procurar reconstruir a relação de reaproximação com o grupo oposicionista peemedebista, para que ocorra uma trégua dos ataques mútuos nas redes sociais, o que apenas aumentaria a rejeição da maioria da população contra os dois grupos. O ex-governador Cid Gomes (PDT) e o senador Eunício Oliveira (PMDB) vão passar essa semana, focados em suas campanhas de defesa das acusações da JBS na Operação Lava-Jato no Superior Tribunal Federal. 

O grupo político dos irmãos Ferreiras Gomes foi aliado do grupo político do senador Eunício Oliveira durante 11 anos (2003-2014) tanto na política local como na política nacional. O modelo de arrecadação de recursos financeiros foi o mesmo durante várias campanhas, onde havia o trabalho conjunto dos dois grupos: 2006 (Ceará), 2008 (Fortaleza), 2010 (Ceará) e 2012 (Fortaleza). O novo pacto político entre esses grupos é necessário para a sobrevivência de ambos aos ataques midiáticos dos principais veículos de comunicação da imprensa nacional.

Os cidistas e os eunicistas deverão sair derrotados nesse primeiro momento nas suas explicações jurídicas e institucionais, em relação às acusações da JBS na Operação Lava-Jato no Superior Tribunal Federal, por isso a maioria da opinião pública cearense terá muita dificuldade em aceitar os discursos de defesas dos principais grupos regionais. A polarização política cearense entre cidistas e anti-cidistas será substituída, pelo consenso, em torno da liderança do senador Tasso Jereissati (PSDB). Assista o vídeo:



Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político

Fortaleza, 21 de Maio de 2017

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Greve Geral e os seus Acertos e Erros no Ceará- A CNBB é a verdadeira força oposicionista ao presidente Michel Temer (PMDB)



O presidente Michel Temer (PMDB) demonstra preocupação mínima em relação às manifestações da Greve Geral realizada nas principais cidades brasileiras, nesta sexta-feira, 28 de Abril de 2017. Os partidos oposicionistas e as centrais sindicais discursaram contra as reformas na área trabalhista e na área previdenciária, mas o principal discurso foi o Fora Temer, com isso houve esvaziamento das manifestações. 

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apoiou a greve geral no Brasil, com nota e apoio logístico das suas dioceses aos manifestantes. A CNBB tem enorme capacidade de dialogar com os setores conservadores e moderados da sociedade civil, porém foi impedida pelas centrais sindicais de ser a principal porta-voz da Greve Geral a nível nacional. O discurso de saída do presidente Michel Temer (PMDB) não tem apelo ou eco entre os membros eclesiásticos conservadores da Igreja Católica, por este motivo diminuiu o raio de ação do movimento operário e campesino cristão. 

Os partidos oposicionistas ao Palácio do Planalto (Brasília) e os sindicatos dos trabalhadores ainda não foram a público fazer mea-culpa pelo período, que mantiveram uma relação de convivência pacífica, com o capital financeiro durante a Era Lula-Dilma Rousseff (2003-2016). A reforma trabalhista e a reforma previdenciária poderiam ter sida feitas com  pautas favoráveis as manutenções dos direitos conquistados da classe trabalhadora brasileira, nos quatro governos petistas. O discurso de ataque ao atual status quo da política nacional, não é vista pela opinião pública, como legítima nas vozes dos ex-governistas e aliados de primeira ordem dos banqueiros nos últimos treze anos ou até agosto 2016.

O discurso ideológico com refrão Fora Temer é propício para a criação de um gueto político-institucional, que agradaria ao presidente Michel Temer (PMDB), que não tem nenhuma pretensão de ser um líder carismático perante a sociedade civil, pois os setores moderados e conservadores não vão embarcar numa parceria política, com os partidários do ex-presidente Lula. O presidente Michel Temer (PMDB) sabe que a principal organização oposicionista, com credibilidade na opinião pública é a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. A CNBB deverá ser o principal fórum político nacional contra a votação final da Reforma da Previdência no Congresso, com apoio dos partidos oposicionistas e das centrais sindicais.

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político
Fortaleza, 28 de Abril de 2017


quarta-feira, 26 de abril de 2017

Camilo Santana e a Encruzilhada Lulista-Petista no Ceará




O fim da invencibilidade do bloco lulista-petista e aliados regionais na política nacional, sem dúvida vai ter reflexo no cenário eleitoral do Ceará. O governador Camilo Santana (PT) compreende que não existem mais os cenários eleitorais pró-Lula-Cid Gomes: 2006, 2010 e 2014. O provável quadro da sucessão estadual deverá ser de total dependência política do desempenho pessoal do chefe do executivo.


O ex-governador Cid Gomes (PDT) tem noção do fim do campo hegemônico na política cearense do seu grupo político-administrativo, sem o respaldo do Governo Federal. Cid Gomes foi beneficiado pelo alto índice de popularidade da Era Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), como também pelo abundante repasse de recursos financeiros do Governo Federal para o Governo Estadual, que foi mantido no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff (PT).


O governador Camilo Santana (PT) ainda tem lembrança do processo político-eleitoral do ex-governador Lúcio Alcântara (PR), que foi obrigado a enfrentar uma frente partidária, com apoio do Governo Federal, na eleição estadual de 2006, quando o mesmo não foi reeleito. Camilo Santana compreende o poder de uma oposição turbinada politicamente pelo Governo Federal.


A candidatura presidencial do ex-ministro, Ciro Gomes (PDT), não garante alavancar a reeleição do governador Camilo Santana (PT), pois no pleito eleitoral de 2002, o bloco político-administrativo tassista-cirista quase não elegeu o governador Lúcio Alcântara contra a frente partidária, com o apoio do futuro Governo Federal. A reeleição do governador Camilo Santana mais lembra o cenário de 2006 do que a reeleição do seu antecessor à frente do Governo do Estado do Ceará, no pleito eleitoral de 2010.


Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político

Fortaleza, 26 de Abril de 2017


O futuro presidenciável Ciro Gomes e o cidadão-eleitor (Anti-Lula)






A minha análise semanal da política nacional e local. Livraria Ler - North Shopping Jóquei. Tema: O futuro presidenciável Ciro Gomes e o cidadão-eleitor (Anti-Lula) | O eleitorado anti-lulista e os seus lideres: João Doria (PSDB) e Jair Messias Bolsonaro (PSC) | O senador Tasso Jereissati (PSDB) e as forças políticas pró- João Doria no Estado do Ceará.

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político 

Fortaleza, 26 de Abril de 2017



quarta-feira, 29 de março de 2017

Moroni Torgan é prefeito em exercício de Fortaleza



O homem público Moroni Big Torgan (DEM) sempre desejou ocupar o cargo de prefeito de Fortaleza de maneira plena. Moroni Torgan será chefe do executivo municipal da capital cearense até o término desse final de semana. O primeiro prefeito de centro-direita nos últimos nove anos, no comando da maior cidade do Estado do Ceará. O Democrata faz parte da base aliada do presidente Michel Temer (PMDB).


O cidadão-eleitor conservador fortalezense não conseguiu eleger o prefeito interino, Moroni Torgan, nas suas quatros tentativas eleitorais: 2000 - 2004 - 2008 - 2012. A principal liderança direitista fortalezense faz parte de uma administração pública de centro-esquerda tendo à frente o prefeito reeleito, Roberto Cláudio (PDT), que adotou o ideário econômico neoliberal de redução dos gastos públicos, na sua atual gestão.


O governador Camilo Santana (PT) não tem liderança de perfil conservador, com forte apelo midiático nos setores populares, como o prefeito em exercício, Moroni Torgan (DEM), no primeiro escalão do Governo do Estado do Ceará. Camilo Santana vai acompanhar o desempenho político-administrativo do democrata Moroni Torgan, à frente da área de segurança pública da capital. Moroni é o principal líder do eleitorado neo-conservador cearense. A onda direitista no Brasil e no Ceará pode ameaçar a reeleição do atual chefe do executivo do Estado do Ceará.


O prefeito em exercício Moroni Big Torgan (DEM) aprendeu fazer aliança pontual, com o condomínio político-administrativo do ex-governador Cid Gomes (PDT), como aliado de primeira ordem , na atual conjuntura política. Moroni Torgan deverá ser candidato ao Senado no próximo pleito eleitoral de 2018, em função do crescimento do perfil conservador entre os eleitores cearenses, mas o seu grande desafio é a construção de um grupo político estadual, sem depender dos votos pró-Ciro Gomes (PDT) de perfil progressista. 


Luiz Cláudio Ferreira Barbosa sociólogo e consultor político

Fortaleza, 29 de Março de 2017


terça-feira, 28 de março de 2017

Qual o verdadeiro significado da aliança política-administrativa: Camilo Santana & Eunício Oliveira?



O governador Camilo Santana (PT) vai construir o maior condomínio administrativo-politico após o período do ex-governador Cid Gomes (2007-2014). Camilo Santana trabalha com a perspectiva de inclusão de neo-aliados (Danilo Forte e Tasso Jereissati) na base do Governo do Estado do Ceará. O senador Eunício Oliveira (PMDB) poderá ser aliado do governador Camilo Santana (PT), pois  pertencem a mesma base aliada do presidente Michel Temer (PMDB), com a saída do atual chefe do executivo, para nova agremiação partidária ligada ao Palácio Planalto ou Brasília.


O presidente Michel Temer (PMDB) e o governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) vão trabalhar com a perspectiva de pacificação da política cearense. Michel Temer tem tido a colaboração do deputado federal e presidente estadual do PSB, Danilo Forte, que vem atuando como o principal articulador político-administrativo da parceria entre o Governo Estadual e o Governo Federal. Geraldo Alckmin e o senador Tasso Jereissati vão trabalhar para atrair o governador Camilo Santana (PT), para o palanque nacional tucano, no próximo ano, por isso a maior liderança estadual do PSDB tem liberdade de fazer parte da base aliada do Governo do Estado do Ceará. 


O senador Eunício Oliveira (PMDB) procura construir a base governista do presidente Michel Temer (PMDB), em solo cearense. Eunício Oliveira é o principal líder da oposição estadual ao grupo político-administrativo do ex-governador Cid Gomes (PDT), com os seus tradicionais parceiros (Lúcio Alcântara e Tasso Jereissati), mas o diretório estadual do PSDB e do PR não têm áreas de atritos, em relação à pessoa do governador Camilo Santana (PT). O ex-governador Lúcio Alcântara (PR) poderá indicar algum dos seus aliados para compor o primeiro escalão do Governo Estadual, na próxima reforma dos secretariados.


O ex-governador Cid Gomes (PDT) já compreendeu que houve rompimento no seu modelo de administração pública, no atual governo de Camilo Santana (PT), sem haver o rompimento no campo pessoal. Cid Gomes vai aceitar a ida do governador Camilo Santana, para sigla partidária aliada do presidente Michel Temer (PMDB), como também aceitará o palanque duplo a nível nacional de seu principal aliado estadual (Camilo Santana). O senador Eunício Oliveira (PMDB) irá dialogar com o governador Camilo Santana (PT), quando os dois fizerem parte da base aliada do presidente Michel Temer (PMDB), isso ocorrerá nos próximos dias. 


Luiz Cláudio Ferreira Barbosa sociólogo e consultor político


Fortaleza, 28 de Março de 2017


terça-feira, 21 de março de 2017

Tasso Jereissati é o futuro político-administrativo de Roberto Cláudio? Não!



O prefeito de Fortaleza, o médico Roberto Cláudio (PDT), procurou construir uma boa relação pessoal, com o senador Tasso Jereissati (PSDB), após o fim da campanha eleitoral de 2016. Roberto Cláudio tem enorme dificuldade em manter parceria mais consistente na área administrativa, com o presidente Michel Temer (PMDB). O PMDB nacional é o maior empecilho para as parcerias de políticas públicas do Governo Federal e a Prefeitura de Fortaleza.


O senador Tasso Jereissati (PSDB) se empenha em ajudar o governador Camilo Santana (PT), nas liberações dos recursos econômicos na Esplanada dos Ministérios (Brasília),porém não tem o mesmo empenho, em ajudar o prefeito fortalezense. Roberto Cláudio iniciou um processo de aproximação, com o senador Tasso Jereissati, adotando o modelo operacional eficiente desenvolvido por Camilo Santana, para diminuir a zona de atrito político, com os tassistas-tucanos.


O ex-governador Cid Gomes (PDT) tem enorme influência política-administrativa na Prefeitura de Fortaleza. Cid Gomes foi o grande responsável pela carreira meteórica do prefeito Roberto Cláudio (PDT) nos últimos anos (2010-2017). O cidismo-robertista não teve origem no tassismo e funcionou como um contraponto ao mesmo. O PSDB nacional não reagirá  muito bem a essa aproximação do senador tucano cearense com o pupilo político do futuro presidenciável Ciro Gomes (PDT), que é oposicionista histórico da tucanada paulista. 


O futuro político-administrativo do prefeito Roberto Cláudio (PDT) não vai depender do senador Tasso Jereissati (PSDB), nos corredores da Esplanada dos Ministérios ou no Governo Federal. Tasso Jereissati deverá avançar na relação pessoal com Roberto Cláudio, mas não tem interesse de confrontar a sua agremiação partidária e os seus eleitores tradicionais, que são oposicionistas históricos aos Ferreira Gomes. O pré-candidato presidencial, o ex-governador Ciro Gomes (PDT), não poderia deixar ou permitir essa relação institucional entre os ciristas-cidistas, com os aliados cearenses do governador tucano Geraldo Alckmin (SP) e do prefeito de São Paulo, o neotucano João Doria, que são adversários declarados do próprio Ciro Gomes, na eleição presidencial do próximo ano. 




Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político 


Fortaleza, 21 de Março de 2017