segunda-feira, 22 de agosto de 2016

DataFolha e Ibope vão errar de novo em relação Heitor Férrer?

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa



A pesquisa Ibope-Diário do Nordeste repetiu o mesmo resultado na estimulada pesquisa Datafolha - O povo, em relação aos prefeituráveis de Fortaleza. A minha dúvida é sobre o real percentual do candidato Heitor Férrer (PSB) nas duas metodologias dos institutos, em questão, pois foi idêntico o resultado de 9% na pesquisa estimulada.

O Datafolha e o Ibope têm errado nas pesquisas de opinião pública na capital, mas não fazem por interesses obscuros, pois o defeito é nas amostragens por escolaridade e renda econômica. Os institutos vão de acordo com os dados do IBGE da população de Fortaleza, por isso é bem menor o número de entrevistados de nível superior e com renda acima de dez salários mínimos. Esse foi o problema com esses estratos  majoritariamente pró-Heitor Férrer no último pleito eleitoral de 2012 na capital cearense. 

As últimas pesquisas estimuladas do Ibope e do Datafolha no primeiro turno de 2012, na cidade de Fortaleza,  tiveram resultados idênticos sobre os prováveis votos válidos do prefeiturável Heitor Férrer que seriam de apenas 14% , porem o resultado do Tribunal Regional Eleitoral  mostrou que os votos válidos para o  candidato na época do PDT, foram  21%, com isso um erro acima da margem permitida que é de 3% de ambos os institutos.

O prefeiturável Heitor Férrer (PSB) poderá estar de novo prejudicado nas amostragens, com isso mascara o seu verdadeiro percentual nas pesquisas estimuladas. A classe média de Fortaleza não é numerosa, mas sempre foi formadora de opinião pública nas classes médias de baixo poder aquisitivo, porém com aumento no nível educacional dos seus membros, a classe media pensa e voto de modo semelhante as classes mais altas. Eu volto a afirmar que o Ibope e o Datafolha não têm interesse de prejudicar deliberadamente a candidatura à prefeito do Partido Socialista Brasileiro. Veja o vídeo:


Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político
Segunda-feira, 22 de Agosto de 2016



domingo, 21 de agosto de 2016

A Pesquisa DataFolha – Jornal O Povo – Sucessão Municipal de Fortaleza

Fonte: Ceará Agora



A primeira pesquisa eleitoral da sucessão municipal de Fortaleza foi realizada pelo Instituto Datafolha a pedido do Jornal O Povo. A consulta de opinião pública não trouxe grande novidade política-eleitoral como esperavam os núcleos ou staff das campanhas dos prefeituráveis. Eu farei uma leitura em cima do que identifico como movimento de opinião pública: pró-Roberto Cláudio ou anti-Roberto Cláudio do cidadão-eleitor fortalezense.  

O candidato governista ou prefeito Roberto Cláudio (PDT) teve desempenho razoável na pesquisa estimulada, como primeiro cotado, com 27% dos votos válidos, mas há uma rejeição na ordem de 29% entre os entrevistados. O fato interessante é que os dois principais candidatos das oposições têm  29% dos votos estimulados: Capitão Wagner (20%) e Heitor Férrer (9%). O candidato à reeleição Roberto Cláudio (PDT) precisa crescer em cima da maior parcela  possível dos eleitores da candidata Luizianne Lins (PT), que teve 17% da preferência na pesquisa estimulada,  o cidadão-eleitor dessa prefeiturável  pode ser conquistado pelo candidato governista,  através  de uma campanha bem direcionada a esses eleitores  que moram nas regiões periféricas da capital cearense.

O principal prefeiturável oposicionista, o deputado estadual Capitão Wagner (PR), precisa conquistar o eleitorado do prefeiturável Heitor Férrer (PSB), que é na sua grande maioria da classe média fortalezense. Capitão Wagner (PR) deverá construir uma ponte de diálogo, com o cidadão-eleitor de alto nível de escolaridade e econômico através das suas aparições no horário gratuito eleitoral ao lado dos senadores: Tasso Jereissati (PSDB) e Eunício Oliveira (PMDB).  

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa
O candidato socialista Heitor Férrer compreende essa estratégia do seu principal concorrente pelos votos anti-Roberto Cláudio (PDT) entre os eleitores fortalezenses, no caso especifico o candidato republicano Capitão Wagner. O universo do eleitorado anti-cidista-cirista-robertista sempre foi acima de 35% dos votos validos, no primeiro turno nas ultimas eleições, para os candidatos oposicionistas à prefeitura de Fortaleza ou Governo do Estado do Ceará. No pleito eleitoral de 2012 os candidatos oposicionistas ao prefeito de Fortaleza foram Heitor Férrer (20%) e Moroni Torgan (15%). No pleito eleitoral de 2014  o candidato oposicionista ao Governo do Estado: Eunício Oliveira obteve 47% no primeiro turno.

A ex-prefeita e candidata petista, a deputada federal Luzianne Lins, tem alto nível de rejeição na pesquisa estimulado, algo entorno de 35% dos entrevistados. Luizianne Lins (PT) tem noção de que a campanha do prefeiturável Roberto Cláudio (PDT) tentará aumentar a sua rejeição, com isso tentará atrair o seu eleitor de perfil político-eleitoral de tendência a votar no candidato governista. A candidatura petista é mais uma dissidência da base governista cididista-cirista-lulista do que realmente oposicionista, pois o mais interessante é que uma parcela da opinião pública vai rejeitá-la por esse motivo. Veja o vídeo:


Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político
Domingo, 21 de Agosto de 2016.




segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Luizianne Lins (PT) vai reviver Anti-Moroni Torgan?

Fonte: Portal da UOL


A prefeiturável e deputada federal, Luizianne Lins (PT), já decidiu que será uma oponente verbal da reeleição do prefeito Roberto Cláudio (PDT), com isso vai polarizar  ainda mais o já tradicional combate com o seu antigo adversário, o deputado federal e candidato a vice-prefeito, Moroni Torgan, da aliança PDT e DEM. A petista tem uma estratégia simples de polarização no início do primeiro turno, com o atual prefeito e o ex-governador Cid Gomes (PDT), pois sem coligação partidária, o seu tempo de televisão e rádio que é diminuto será usado basicamente para atacar os oponentes. 

A chapa majoritária de reeleição do prefeito Roberto Cláudio e do deputado federal Moroni Torgan (DEM), como candidato a vice-prefeito, já foi construída para esvaziar os prefeituráveis  Capitão Wagner (PR) e Luizianne Lins (PT), nos bairros da periferia de Fortaleza. A candidata petista compreendeu a estratégia da coligação robertista-moronista e começou um processo de ataque ao atual chefe do executivo municipal, com a esperança de que o candidato a vice-prefeito e deputado federal (Moroni Torgan) saia para o debate público no campo pessoal, com a ex-prefeita Luizianne Lins (PT).


O discurso anti-petista fortalezense sempre foi a principal bandeira do deputado federal Moroni Torgan (DEM) nos últimos pleitos eleitorais de Fortaleza: 2004, 2008 e 2012. A prefeiturável Luizianne Lins (PT) tem interesse em combater o moronismo como força de apoio do prefeito Roberto Cláudio (PDT), pois sabe que  no inconsciente do cidadão-eleitor fortalezense esse duelo verbal ainda é presente, pois a criação do debate público ou novo duelo verbal, com o prefeito Roberto Cláudio (PDT), não seria monopólio de sua campanha, já que isso irá ocorrer nas campanhas dos demais prefeituráveis como por exemplo Capitão Wagner (PR), Heitor Férrer (PSB) e outros.

O deputado federal Moroni Torgan (DEM) deverá ser a principal voz na bancada da Câmara de sua agremiação partidária o Democratas, a favor da saída definitiva da presidente Dilma Rousseff do Palácio do Planalto no mês de agosto. A deputada federal Luizianne Lins (PT) vai defender o discurso petista de golpe contra a futura ex presidente, afastada no processo de Impeachment do Congresso junto com o Supremo Tribunal Federal. Moroni Torgan tem os últimos quinze dias do atual mês, para ser a principal voz política-eleitoral anti-Dilma Rousseff-PT-Lula e lógico anti-Luizianne Lins (PT) no cenário eleitoral fortalezense. Veja o vídeo:
 

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político
Segunda-feira, 15 de Agosto de 2016    


   

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Capitão Wagner (PR) e a renovação da parceria com Tasso Jereissati (PSDB)

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa


O prefeiturável Capitão Wagner (PR) deverá refazer a aliança, com o senador Tasso Jereissati (PSDB), visando sua campanha midiática, para prefeito de Fortaleza. Capitão Wagner precisa aumentar as suas aparições com o ex-governador Tasso Jereissati, pois sem dúvida, é o seu maior trunfo perante a opinião pública fortalezense. A formação da chapa majoritária do prefeito Roberto Cláudio (PDT) e do seu candidato a vice-prefeito, o deputado federal Moroni Torgan (DEM), já é motivo para que ocorra mudanças na estratégia de campanha da coligação PR-PSDB-PMDB-SD.

O senador Tasso Jereissati (PSDB) não vai se tornar uma liderança secundária no pleito eleitoral de Fortaleza. Tasso Jereissati sabe do seu poder de transferência de voto, que pode chegar  a 20% do eleitorado, no final do primeiro turno da eleição nesse ano. O grande debate interno será a decisão do prefeiturável Capitão Wagner (PR), em relação a participação das lideranças tassistas na sua campanha, como por exemplo o deputado federal Raimundo Gomes de Matos (PSDB) e o deputado estadual Carlos Matos (PSDB), pois os mesmos têm forte apelo nos setores organizados das classes médias fortalezenses.

O deputado estadual e prefeiturável Capitão Wagner (PR) terá uma enorme perda de contingente eleitoral na periferia de Fortaleza, em função das máquinas administrativas da Prefeitura de Fortaleza e do Governo do Estado do Ceará, com a nova colaboração do candidato governista a vice-prefeito, o deputado federal Moroni Torgan, que tem condição de transferir em torno de 70 mil votos até 90 mil votos, para a reeleição do prefeito Roberto Cláudio (PDT), onde os principais prejudicados são os prefeituráveis: Luizianne Lins (PT) e o próprio candidato republicano (Capitão Wagner).

A essência da campanha do prefeiturável Capitão Wagner (PR) precisa ser tassista-tucano, sem espaço de criação  de algo hibrido, para o cidadão-eleitor que segue e vota de acordo, com a opinião do senador Tasso Jereissati (PSDB). O mito de que o eleitorado fortalezense não votaria no candidato apoiado pelo ex-governador Tasso Jereissati (PSDB), não é realidade, pois vamos lembrar que  a candidatura ao governo do Estado do senador Eunício Oliveira (PMDB), foi forte  e de certa forma vitoriosa em consequência do apoio de Tasso, se analisarmos os votos obtidos na capital, no primeiro e no segundo turno do pleito eleitoral de 2014, assim como o próprio senador Tasso Jereissati foi eleito como o mais votado na capital cearense.Veja o vídeo:


Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político
                                                  Quinta-feira, 11 de Agosto de 2016