segunda-feira, 26 de junho de 2017

Camilo Santana e as bases inconciliáveis: Ciro Gomes e o Lula-PT - Tasso Jereissati é aliado de Camilo Santana


O governador Camilo Santana é a confluência política-institucional do cidismo e do petismo-dilmista, que saiu vitoriosa no pleito eleitoral de 2014 ao Governo do Estado do Ceará. Camilo Santana tem noção do fim dessa aliança após a derrocada de Dilma Rousseff e do Partido dos Trabalhadores à frente do Governo Federal. O grupo do ex-ministro, Ciro Gomes, já retornou ao comando do condomínio político-administrativo do governador Camilo Santana (PT).


O provável candidato à presidência da República pelo Partido Democrático Trabalhista, o ex-ministro Ciro Gomes, não vai dividir o palanque da reeleição do governador Camilo Santana, com o Partido dos Trabalhadores, mas sim, com o grupo político do senador Tasso Jereissati (PSDB). Ciro Gomes e o próprio Camilo Santana têm noção da necessidade da aliança política administrativa, com o tassismo cearense no pleito eleitoral de 2018, para a própria sobrevivência do cirismo-camilista, por mais quatro anos, à frente do Governo do Estado do Ceará.

O presidente nacional do PSDB, o senador Tasso Jereissati, tem confiança no governador Camilo Santana (PT), para a construção do novo pacto político cearense, sem o Partido dos Trabalhadores, no pleito eleitoral de 2018. Tasso Jereissati deverá ser o grande fiador político do bloco PSDB-PMDB, para a composição da chapa majoritária da reeleição de Camilo Santana, com a indicação das seguintes postulações: o candidato a vice-governador e o candidato à vaga do Senado. A triangulação política-eleitoral (Tasso-Camilo-Ciro) já é realidade na figura do secretário estadual, Maia Junior integrando o primeiro escalão do Governo do Estado do Ceará. 

O ex-governador Cid Gomes (PDT) vai ser candidato a uma vaga no Senado. Cid Gomes sabe que não terá apoio do Partido dos Trabalhadores a postulação presidencial do pedetista, Ciro Gomes, no próximo ano. O realinhamento político-eleitoral do cidismo com o tassismo será bem administrado pelo governador Camilo Santana (PT), nos próximos meses. O grupo político do ex-governador, Ciro Gomes (PDT), vai fazer as pazes políticas, com o senador Tasso Jereissati (PSDB), pois irão compor a mesma matriz ideológica-administrativa, sintetizada no chefe do executivo estadual: Camilo Santana. 

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político 

Fortaleza, 26 de Junho de 2017

Jornal da Câmara - Segunda Edição - TV Fortaleza


quarta-feira, 21 de junho de 2017

Os Novos Partidos da Oposição Cearense: Partido Social Democrático e o Partido Progressista



A política cearense deverá ter duas agremiações partidárias de centro-direita que serão oposicionistas ao governador Camilo Santana (PT), mas faziam parte da base aliada governista há pouco tempo atrás: Partido Progressista (PP) e o Partido Social Democrático (PSD). O presidente estadual do PSD, o deputado federal Domingos Neto, já havia feito o rompimento político-administrativo no final do ano passado. O presidente estadual do PP, o deputado federal Adhail Carneiro, não tem nenhuma relação política ou administrativa, com o atual chefe do executivo do Governo do Estado do Ceará. 

O ex-governador Cid Gomes (PDT) construiu o maior condomínio partidário-administrativo da política cearense nas últimas décadas. Cid Gomes sempre teve a compreensão do papel do PP e do PSD como agremiações partidárias que equilibraram o seu bloco político quando havia o rompimento de algum partido da base governista: PSDB (2010), PSB (2013) e PMDB (2014). A única agremiação partidária com número acima de quarenta deputados federais na Câmara Federal pertencente à base aliada do governador Camilo Santana: Partido dos Trabalhadores. 

O governador Camilo Santana (PT) procura atrair o Partido Socialista Brasileiro para a sua base aliada, em função da necessidade de acomodação de aliados, e também porque  precisa do tempo de televisão e de rádio, para a sua reeleição no próximo ano. Camilo Santana como membro do Partido dos Trabalhadores tem apenas aliança administrativa, sem certeza de apoio nas eleições 2018, com os seguintes partidos: DEM, PPS, PSC, PRB e PTB. Os partidos citados anteriormente são obrigados a não fazer coligação, com o PT seja por ordem de suas executivas nacionais ou por serem aliados de primeira ordem do Governo Federal. 

O bloco partidário estadual (PMDB-PSD) deverá tentar atrair o Partido Progressista para a sua órbita política-institucional de oposição ao governador Camilo Santana (PT). Os deputados federais progressistas, Adhail Carneiro e Paulo Lustosa, ainda têm a possibilidade de fazer aliança, com o Solidariedade do deputado federal Genecias Noronha, que é o presidente estadual dessa agremiação partidária. A formação de uma coligação, com todos os partidos oposicionistas ao Governo estadual ou contra a reeleição do governador Camilo Santana (PT), já teria aproximadamente algo em torno de 60% do tempo de televisão e rádio, nas eleições de 2018 a nível regional: PMDB-PSDB-PR-PSD-PP-SD-PSDC e talvez to PRP. Os seguintes partidos são incógnitas por não terem se posicionado como oposição ou situação no futuro: PSL (Livres), PTN (Podemos) e PT do B (Avante).

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político 

Fortaleza, 21 de Junho de 2017


Programa Pela Ordem - TV Fortaleza - TV Assembleia


quinta-feira, 15 de junho de 2017

A Nova Oposição Exclusiva Anti-Camilo Santana (PT): Leonardo Araújo, Danniel Oliveira e Domingos Neto



O cenário político cearense foi remodelado no debate público, referente a extinção do Tribunal de Contas dos Municípios, na Assembléia Legislativa do Ceará. O governador Camilo Santana (PT) apesar de ter a maioria dos deputados estaduais, perdeu o controle de três partidos a nível regional, nos últimos seis meses: PSD, PP e PMB.  Este fato é devido ao surgimento de vários parlamentares que  fazem oposição ao chefe do governo do Estado do Ceará.  

O governador Camilo Santana (PT) foi bastante eficaz na arte de conciliação, com os seus adversários anticidistas que não são os seus inimigos: Tasso Jereissati (PSDB) e Lúcio Alcântara (PR). Camilo Santana não era o principal objeto de discurso negativo das oposições cearenses, sendo considerado como um apêndice do ex-governador Cid Gomes (PDT), porém, isso o ajudava a ficar longe dos debates políticos, com o senador Eunício Oliveira (PMDB) e com  a ex-prefeita Patrícia Aguiar (PMB) entre outros. 

O presidente estadual do PSD e deputado federal, Domingos Neto, e os deputados estaduais peemedebistas, Danniel Oliveira e Leonardo Araújo, já montaram o primeiro triunvirato de parlamentares, que vão atuar exclusivamente na desconstrução da imagem de gestor público do governador Camilo Santana (PT), enquanto, outras lideranças políticas farão a principal oposição cearense, em relação à tentativa de eleição do ex-governador Cid Gomes (PDT) ao Senado no próximo ano.

As executivas dos partidos PMDB, PSD e PMB deverão expulsar os parlamentares pró-Camilo Santana antes da janela de mudança partidária no mês de abril de 2018. O presidente estadual do PP, o deputado federal Adhail Carneiro, deverá romper definitivamente com o Governo estadual, para depois ameaçar de expulsão os seus deputados estaduais. A essência política-institucional do anti-Camilo Santana é baseado no expurgo de parlamentares pró-Governo estadual dos quadros partidários das oposições cearenses. Amanhã vou publicar a segunda parte desse texto. 

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político

Fortaleza, 15 de Junho de 2017