terça-feira, 26 de janeiro de 2021

A Responsabilidade Administrativa das Oposições: Capitão Wagner (PROS), Eduardo Girão (PODE), Vitor Valim (PROS), Roberto Pessoa (PSDB) e Danilo Forte (PSDB)

 



O pleito eleitoral de 2020 no município de Fortaleza, sem dúvida reduziu o papel político-eleitoral dos antigos líderes oposicionistas: Eunício Oliveira (MDB) e Tasso Jereissati (PSDB). O ex-senador Eunício Oliveira procurou construir uma coligação partidária (MDB-Solidariedade) pró-Camilo Santana (PT), porém, o candidato a prefeito dessa frente partidária entre MDB e Solidariedade, o deputado estadual Heitor Férrer (Solidariedade)não aceitou esse papel. O senador Tasso Jereissati (PSDB) simplesmente retornou a sua antiga aliança política -administrativa, com o ex-governador Ciro Gomes (PDT), sem muita influência na eleição do atual prefeito de Fortaleza: José Sarto (PDT). Os novos líderes oposicionistas cearenses são Capitão Wagner (PROS), Eduardo Girão (PODE), Vitor Valim (PROS), Roberto Pessoa (PSDB) e Danilo Forte (PSDB). 

 


O deputado federal, Capitão Wagner (PROS), é individualmente a principal liderança oposicionista cearense ao condomínio político-administrativo do governador Camilo Santana (PT) e do senador Cid Gomes (PDT). Capitão Wagner deverá apoiar a candidatura ao Governo Estadual do senador Eduardo Girão pela coligação PROS e Podemos, no próximo ano. Eduardo Girão começa a dialogar com o tradicional eleitorado anti-Ferreira Gomes, e por tabela com o eleitorado Bolsonarista, contudo, o seu grande feito discursivo, sem dúvida é o diálogo, com o eleitorado moderado que é simpático ao Governo Federal e o Governo Estadual. O bloco partidário PROS e Podemos tem a compreensão de sua provável participação no segundo turno do pleito eleitoral estadual de 2022.

 


O prefeito de Caucaia, o ex-deputado estadual Vitor Valim (PROS), não adotou o figurino da liderança oposicionista, no cargo de chefe do executivo. Vitor Valim não tem interesse numa zona de conflito, com o Governo Estadual, pois, isso seria muito prejudicial a população de Caucaia. O discurso da parceria administrativa entre os executivos (Federal, Estadual e Municipal) é o grande ativo político-administrativo do prefeito Vitor Valim (PROS), nos próximos dois anos (2021-2022). O prefeito de Maracanaú, o ex-deputado federal Roberto Pessoa (PSDB), não tem interesse numa aproximação ao Governo Estadual, todavia, será o principal município cearense privilegiado com os recursos do Governo Federal. Roberto Pessoa é a liderança oposicionista mais próximo do eleitorado pró-governista ao Planalto.

 




O deputado federal Danilo Forte (PSDB) passou muito despercebido pelo jornalismo político cearense, nos últimos três meses. Danilo Forte tem sido o parlamentar com mais visitas a Esplanada dos Ministérios, como também com trânsito livre no Congresso. Os deputados federais leais ao governador Camilo Santana (PT) e ao prefeito fortalezense, o médico José Sarto (PDT), não terão muito acesso ao Governo Federal, nos próximos meses. O Planalto não vai abastecer os cofres públicos dos aliados de anti-bolsonaristas, isso é algo muito lógico, para os preparativos do pleito eleitoral de 2022, a nível nacional e local. O deputado federal Danilo Forte (PSDB) vai participar da elaboração da reforma fiscal e da reforma administrativa, na Câmara Federal. 

 

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político 





 

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

MEMÓRIA E HISTÓRIA: O estado do Ceará no “Campeão dos Campeões de BMX” em Minas Gerais (1986)

 



O jornal O Povo (5 de julho de 1986) – Caderno de Esportes - anunciava: “Cearenses irão a Minas”. Tratou-se de um momento marcante para o BMX do estado do Ceará. Uma equipe formada por quatro pilotos, no qual me incluo, participava de um torneio nacional: a Copa “Campeão dos Campeões” em Belo Horizonte, Minas Gerais, na primeira quinzena de julho de 1986. Completavam o time: George “Spirro”, categoria adulto “B” (16 anos), Alcântara “Cocântara” Nogueira, categoria adulto “A” (15 anos) e Juvêncio Parente, categoria adulto “D” (18 anos). Percorremos 2.665 km em 36h, em ônibus semi leito da empresa São Geraldo, de Fortaleza a Belo Horizonte até chegarmos ao nosso objetivo.

A competição se deu no Complexo Esportivo do Mineirinho, no bairro da Pampulha, na capital mineira, e contou com a presença de delegações do Nordeste, Centro Oeste, Sul e Sudeste; pilotos que só conhecíamos através de publicações especializadas como a “Bicisport” e “Quatro Rodas – Edição especial sobre Bicicross” marcaram presença, entre eles: os paulistas Ronaldo Pispico e Osvaldão, da categoria adulto “D” (acima de 18 anos, considerada na época, a “Fórmula 1” do esporte) e o saudoso Marcelo “Formiga” da categoria adulto “C” (17 anos). De Minas Gerais nomes como Maurício Lisboa e Murilo Coutinho, adulto “C” e “D” respectivamente, integravam a emergente equipe “Búffalo”, marca mineira que produzia bikes especiais de BMX para racing e freeStyle também destaques na revista “Bicisport”. Outro nome mineiro de destaque mas fora das pistas de competição, mas “fera” nos verticais e rampas era o pequenino  Angelo Sormani.



De Brasília, Charles Povoa e Antonio Carlos, o “AC” também das categorias adulto “C” e “D”. Uma equipe oriunda do interior de São Paulo, precisamente da cidade de Salto, que contava com patrocínio da prefeitura local, nos chamou a atenção, por se tratar algo inimaginável na época para a nossa realidade do BMX cearense. Foi de Salto que saiu um dos maiores destaques brasileiros do esporte, Domingos Lammoglia, que atualmente residente em Orlando, EUA. Lammoglia é um dos treinadores mais requisitados daquele país.

Também foi a primeira vez que vi de perto diversas marcas importadas, como as americanas: GTRedline e Hutch e a japonesa da Kuwahara. Além disso, tive contato com as primeiras bicicletas da marca JNA, originada a partir das letras iniciais de seus criadores Júnior, Nelson e Adrian. Durante os intervalos da competição, Nelson, o “Nelsão”, realizava manobras no modelo freeStyle no pátio do alojamento do Mineirinho. Uma Kombi oriunda de São Paulo comercializava peças importadas. Era o veículo da loja da Ergobrás, que comercializava peças e bikes importadas, oriundas do Chile, segundo o proprietário. Foi lá que adquiri o meu primeiro par de pneus de competição: o Comp-4, da marca Levorin. 

 


Após a competição, a nossa delegação ficou mais uma semana em Belo Horizonte. Aproveitamos os dias de folga e fomos conhecer a cidade. Caminhamos às margens da lagoa da Pampulha, pedalamos até o Centro da cidade, fomos a rodoviária antecipar o nosso retorno mas só havia ônibus uma vez por semana para Fortaleza. O percurso era de muitas subidas e descidas. Lembro da minha relação 46x16 e pedivela 170 que pesava bastante nas subidas.

Também conhecemos um pouco da noite da cidade. Na avenida Antônio Abrahão Caram, onde se situam o complexo esportivo do Mineirinho e o Estádio do Mineirão, havia uma série de bares e restaurantes. Era um local de “pegas” de carros e motos, que eram dispersados constantemente pela polícia mineira.



Em outro momento, encontramos o cantor e compositor Luiz Gonzaga Jr, o Gonzaguinha numa lanchonete que ficava vizinha a Casa Martins, loja especializada em bicicletas e que patrocinava a competição. Gonzaguinha residia no bairro da Pampulha e tinha um dos filhos que praticava BMX, não sei qual era deles.

Mesmo sem ter participado das finais do torneio, a viagem foi de grande valia, serviu para conhecer de perto uma realidade diferente da nossa, onde prevalecia profissionalismo das equipes e apoio do poder público e privado ao esporte. Para um menino de 16 anos incompletos foi uma descoberta em tanto, que ficaria marcada para sempre na minha vida como ciclista e como pesquisador.  



Amaudson Ximenes Veras Mendonça é sociólogo, pesquisador e praticante de BMX.






domingo, 10 de janeiro de 2021

Artigo de Leonardo de Araújo e Mota - O FUTURO do POPULISMO e a COVID em 2021

 

Fonte: Google


As tensões do século XXI iniciaram com a queda das Torres Gêmeas em Nova Iorque e a consequente “guerra ao terror”, mas a crise financeira de 2008 representou um divisor de águas na globalização acirrando as contradições do capitalismo em nível mundial. Se os índices de desigualdades sociais já eram preocupantes, houve um recrudescimento dessas condições em diversos países. A soberania econômica de vários países já havia se tornado frágil ao longo das últimas décadas, mas o colapso do sistema financeiro internacional conduziu a uma situação ainda mais adversa para os Estados-nações.

Por consequência, na medida em que as democracias liberais dependem de bases econômicas minimamente estáveis para sedimentar sua legitimidade, a crise econômica mundial solapou seus alicerces. De forma análoga ao que ocorreu nos anos subsequentes à Depressão de 1929, a crise de 2008 abriu espaço tanto para a eleição de líderes populistas, abrindo espaço para “democracias iliberais”. Em grande medida, tais regimes não se comprometem em conciliar crescimento econômico com liberdades democráticas e respeito aos direitos humanos e costumam utilizar uma narrativa pujante que propõe soluções simplistas para problemas complexos angariando forte adesão popular.



Para essas lideranças, o povo é compreendido em um nível emotivo, daí seu desprezo por instituições impessoais como órgãos de fiscalização e controle, universidades, centros de pesquisa, jornalismo profissional etc. O não-povo - em outros termos seus opositores - é considerado uma espécie de luz demoníaca, ou seja, um contingente de cidadãos em estado de conspiração permanente. O populismo insufla em seus apoiadores uma imaginação moralista da política, um modo de perceber o mundo político que coloca um povo moralmente puro e plenamente unido contra “elites” que são consideradas corruptas ou “moralmente inferiores”.

A retórica populista inviabiliza qualquer análise complexa em bases racionais de vários conflitos sociopolíticos como exclusão, pobreza, desemprego, corrupção etc., empobrecendo o debate público e privilegiando a fala do líder acima de qualquer outra avaliação. A verdade para os populistas não existe enquanto um bem público e compartilhado. A ideia da verdade como um empreendimento coletivo é considerada uma ilusão ideológica ancorada em interpretações político-partidárias da realidade. A busca pela verdade, assim, corresponde em reafirmar uma “verdade popular” contra as mentiras da “elite”.



Os populistas utilizam categorias como “elites” para classificar seus opositores; não necessariamente grupos mais favorecidos economicamente. O desprezo pelo jornalismo profissional, a negação de evidências científicas e a disseminação do ódio na era das fake news é prática comum entre eles. Nessa conjuntura, a comunicação livre de intermediações que a Internet e as redes sociais pareciam anunciar como um novo mundo de compartilhamento de conhecimento transformou-se em uma realidade preocupante. Entender o funcionamento dessa indústria de notícias falsas e os algoritmos por detrás delas é essencial para compreender a avalanche de obscurantismo e manipulação que atinge boa parte do mundo na atualidade.

Ao desprezar evidências científicas quando essas vão de encontro às convicções do líder e seus seguidores, cria-se um sério problema, pois a ciência para atingir seus objetivos precisa analisar várias hipóteses para chegar a uma conclusão, fato que é incompatível com a retórica simplista dos populistas. Para além dos efeitos da “guerra ao terror” protagonizadas pelos EUA no Oriente Médio e da crise financeira de 2008 que lançou várias economias em recessão, eis que uma pandemia atinge o planeta justamente dentro desse cenário de desinformação alucinada, tornando um fenômeno que, já grave em termos sanitários e econômicos, transformou-se em uma aberração política e social.



As recentes aglomerações verificadas em vários locais no Brasil durante a passagem das festas de fim de ano não são apenas o resultado de uma população por natureza “indisciplinada” e com pouco “espírito público”. É impossível negar tais traços sócio históricos uma vez que a cidadania por aqui sempre foi precária, mas desprezar a lógica obscurantista e irracional do ideário do populismo “autorizando” tais práticas não pode ser desconsiderada. Os debates em torno das consequências da pandemia, de suas controvérsias políticas e sociais nos mais variados aspectos ainda está distante de cessar colocando todos nós em um estado de constante incerteza.

Segundo Guillermo O’Donnell, a democracia sempre projeta, ao mesmo tempo, um cenário de otimismo e insatisfação. Algumas delas são mais individualistas, outras mais comunais. Democracias também são influenciadas por aspectos culturais e religiosos, algumas têm instituições mais fortes, enquanto outras ainda são de baixa qualidade, porém qualquer uma delas é superior a regimes autoritários e irracionais. Eis aqui o grande desafio para 2021.


Leonardo de Araújo e Mota

Doutor em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará (UFC)

Professor Adjunto da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB)

E-mail: la-mota@uol.com.br




quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Artigo de Luís Carlos Paes de Castro - "Chefe, o Brasil está quebrado, chefe. Eu não consigo fazer nada..."

 



É o próprio presidente que se declara incompetente e incapaz de fazer qualquer coisa para melhorar o País.

Na realidade, não foi eleito para construir e sim para destruir e disseminar o ódio e a desunião.

Sei que é chover no molhado mas, de qualquer forma, encaminho aqui algumas sugestões para o capitão Bolsonaro melhorar o País:

A primeira e mais urgente de todas, já que reconheceu sua incapacidade, renuncie e leve junto o seu vice. Se desejar e for aceito por lá, pode viver seus últimos dias nos Estados Unidos, sua pátria amada. Não sentiremos sua falta.

Caso não concorde com a primeira opção, aqui vão outras sugestões:

- Proponha uma Reforma Tributária que taxe as grandes fortunas, a distribuição de lucros e dividendos, eleve as alíquotas sobre os ganhos financeiro, as heranças milionárias, as rendas mais elevadas e reduza os impostos sobre a produção e o consumo;

- Faça uma reforma profunda no Sistema Financeiro para que este funcione a serviço da economia nacional, financiando a produção e o consumo a juros baixos, como acontece na maior parte dos países do mundo;

- Proponha a revogação da Emenda Constitucional 95, aquela do teto de gastos;

- Faça investimentos pesados em infraestrutura, ferrovias, saneamento público, casas populares e assim por diante;


- Institua um programa de renda mínima para os brasileiros mais pobres e os desempregados;

- Invista mais no SUS e garanta, com urgência, vacina contra a Covid para todos os brasileiros e brasileiras;

- Garanta recursos suficientes para a educação e para o desenvolvimento científico e tecnológico do País;

- Combata a destruição ilegal de nossas florestas e a poluição criminosa de nosso meio ambiente;

- Pare de atacar e perseguir a imprensa, os intelectuais, os artistas, os cientistas e seus adversários políticos e respeite a Constituição que jurou defender;

- Adote uma política externa soberana, o oposto da subserviente aos Estados Unidos que tem sido adotada até o momento, defenda a paz e a solução dos conflitos pela via da negociação entre as partes, respeitando a autodeterminação de cada povo;
- Por fim, pare de politizar, desgastar e desmoralizar as Forças Armadas, um País soberano precisa de Forças Armadas como instrumento do Estado Nacional, profissionais, com capacidade de dissuasão e não um partido político armado contra o povo e incapazes de defender a Pátria.

Creio que está bom para começar. Sim, aconselho, por último, a leitura de alguns livros de literatura, de história e sobre a experiência de construção das nações mais desenvolvidas. No caso do Brasil, vale a pena estudar a chamada Era Vargas e seu projeto de desenvolvimento nacional.

Luís Carlos Paes de Castro, funcionário público e presidente da secção cearense  do PC do B  






terça-feira, 5 de janeiro de 2021

José Sarto e o Desmonte do Palanque Anti-Bolsonaro?

 


 

O prefeito de Fortaleza, o deputado estadual José Sarto (PDT), iniciou uma série de viagens para Brasília após o resultado final do segundo turno. Os meses de dezembro (2020) e janeiro (2021) podem ser considerados como uma prova de ferro, para o prefeito da capital cearense, na sua romaria a Esplanada dos Ministérios. José Sarto sempre teve um perfil conservador muito próxima do bloco parlamentar do Centrão, pois nunca adotou o discurso social democrata liberal do presidenciável Ciro Gomes (PDT), porém, sempre foi fiel aliado do seu chefe político. O palanque anti-bolsonarista fortalezense ainda terá a presença física de José Sarto? Não!

 

O robertismo-cirista sempre foi de centro e as vezes de centro-esquerda no discurso ideológico, na concepção administrativa, nos últimos oito anos (2013-2020). O cirismo-sartista não tem outra alternativa senão a de ser de centro-direita tanto no seu discurso ideológico, como também nas políticas públicas neoliberais ao estilo do ministro Paulo Guedes via  Secretaria do Tesouro Nacional. O prefeito fortalezense, José Sarto (PDT), vai reforçar as suas relações institucionais, com as seguintes agremiações partidárias,  onde tem bom trânsito em Brasília: PSD ( Domingos Neto), Progressista (AJ Albuquerque), Democrata (Chiquinho Feitosa), PL ( Acilon Gonçalves - Júnior Mano), Solidariedade (Genecias Noronha) e Cidadania (Alexandre Pereira). O PSDB local ou tassismo-tucano é um diretório nulo na contabilidade do diretório nacional do PSDB. 

 



Os setores jacobinos anti-bolsonaristas do PDT e do PSB vão ocupar espaço administrativo, na prefeitura de Fortaleza, contudo, não vão reproduzir o discurso radical contra o Governo Federal, pois não há interesse do poder executivo municipal  de entrar em rota de colisão, com o Centrão cearense pró-Jair Bolsonaro. O PT e o PSOL vão trabalhar o processo de aproximação das suas direções estaduais, para a construção ou reestruturação do palanque anti-Jair Bolsonaro, como também a perspectiva do final do período administrativo do governador Camilo Santana, no biênio 2021-2022.

 

O ex-governador Ciro Gomes não tem a garantia do apoio do PSB nacional a sua candidatura presidencial, em 2022. Ciro Gomes não confia num eventual apoio do PC do B à sua quarta postulação a presidência da República. Os espaços administrativos do PSB e do PC do B não serão maiores do que do Centrão cearense (DEM-PSD-PL e Progressista), em Fortaleza. O prefeito José Sarto (PDT) precisa reconstruir, no campo do discurso moral, uma abordagem política-administrativa com o eleitorado conservador e anti-Ferreira Gomes, nos próximos dois anos (2021 e 2022). 

 


O presidente Jair Bolsonaro deverá cobrar uma fidelidade política-eleitoral ao PL, Progressista e PSD no seu palanque de reeleição, em terras cearenses. O governador paulista e presidenciável tucano, João Doria, não tem interesse de dividir o seu palanque regional, com o PSDB, DEM e MDB com o presidenciável pedetista, o ex-governador Ciro Gomes (PDT), no pleito eleitoral de 2022. O prefeito José Sarto (PDT) vai procurar neutralizar a política fortalezense, para não termos grandes rupturas de agremiações do Centrão cearense, no âmbito municipal, na sucessão presidencial ou reeleição do presidente Jair Bolsonaro. 


 

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político