quinta-feira, 19 de outubro de 2017

O Futuro Núcleo Oposicionista Cearense: Genecias Noronha e Domingos Neto



Nos últimos dias os principais lideres oposicionistas cearenses estavam presos nas agendas negativas de Brasília: Tasso Jereissati (PSDB) e Eunício Oliveira (PMDB). Os senadores cearenses mantêm um bom diálogo, com o governador Camilo Santana (PT). O núcleo político - eleitoral anti-Camilo Santana virá das lideranças emergentes do cenário estadual.

O presidente estadual do Solidariedade, o deputado federal Genecias Noronha, já é considerado o provável candidato mais bem votado para a Câmara Federal, no próximo pleito eleitoral de 2018, na bancada cearense. Genecias Noronha teve 221 mil votos na sua reeleição de 2014, com perspectiva de quase 300 mil votos na sua segunda reeleição ou terceiro mandato. 

O presidente estadual do PSD, o deputado federal Domingos Neto, deverá ser o parlamentar ou liderança regional mais crítica ao governador Camilo Santana (PT) nos próximos dias. O bloco partidário liderado por Domingos Neto deverá construir uma série de estratégias eleitorais, com as seguintes agremiações partidárias: Solidariedade e Partido da República. 

O deputado federal Genecias Noronha (SD) tem o maior grupo político (prefeito, ex-prefeito, vereador, ex-vereador e outras lideranças) fora do Governo Estadual, com isso se torna o maior fiador individual da política local. O deputado federal Domingos Neto tem o controle do maior partido de oposição ao governador, no caso específico o Partido Social Democrático, com muito tempo de televisão e rádio, como também fundo partidário.

Este assunto merece ser bem acompanhado, portanto deverei escrever a segunda parte desse artigo. Assista o vídeo:




Luiz Cláudio Ferreira Barbosa sociólogo e consultor político

Fortaleza, 19 de Outubro de 2017

Programa Pela Ordem


domingo, 15 de outubro de 2017

Camilo Santana e o realinhamento político dos não-aliados: Tasso Jereissati e Eunício Oliveira



O governador Camilo Santana (PT) caminha para a construção do seu próprio condomínio político-administrativo, com a participação de liderança das oposições cearenses: Danilo Forte (PSB), Lúcio Alcântara (PR), Tasso Jereissati (PSDB) e Eunício Oliveira (PMDB). Camilo Santana mantém os irmãos Gomes (Ciro - Cid) e o Partido dos Trabalhadores como seus principais aliados no aspecto político, porém na área administrativa existem alianças com os principais partidos do Governo Federal: PSDB, PMDB e outros.

O senador Eunício Oliveira (PMDB) procura construir uma enorme parceria na área administrativa, com o governador Camilo Santana ( PT). Eunício Oliveira consegue a liberação dos recursos financeiros ,via o Governo Federal, para os cofres do Governo do Estado do Ceará. O governador Camilo Santana (PT) tem acesso livre aos ministérios peemedebistas, assim como também aos ministros tucanos do Governo Federal.

Os senadores Tasso Jereissati (PSDB) e Eunício Oliveira (PMDB), este ano, não persistiram no comportamento de oposicionistas dos últimos dois anos (2015-2016), em relação ao governador Camilo Santana (PT). O líder tucano e o líder peemedebista já são aliados no campo administrativo e constituem um importante elo político do chefe do executivo cearense nos seus pleitos junto ao presidente Michel Temer (PMDB). O Palácio da Abolição necessita dos seus neo-aliados (PSDB-PMDB) para a manutenção financeira da sua gigantesca base aliada de prefeitos. 

O governador Camilo Santana (PT) vai tentar fazer uma aliança política-eleitoral, com os senadores Tasso Jereissati (PSDB) e Eunício Oliveira (PMDB), para não permitir que a sua administração entre em colapso econômico o que aconteceria  sem os recursos financeiros do Governo Federal. Os prefeitos tucanos, peemedebistas e republicanos não são discriminados pelo governador Camilo Santana (PT), essa atitude já conseguiu uma imensa pacificação na política cearense e representam um novo pacto administrativo. Assista o vídeo:




Luiz Cláudio Ferreira Barbosa sociólogo e consultor político 

Fortaleza, 15 de Outubro de 2017 



domingo, 3 de setembro de 2017

Camilo Santana e o cálculo político-eleitoral do ex-presidente Lula no Ceará



O governador Camilo Santana (PT) demonstra interesse em manter o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no seu palanque de reeleição, no próximo ano. Camilo Santana sabe do peso político-eleitoral do lulismo cearense nas pequenas cidades, onde há enorme sentimento de saudosismo da Era Lula (2003-2010) devido as políticas sociais e aos créditos financeiros. A candidatura presidencial do petista poderá ter entre 17% até 25% dos votos válidos, no pleito de 2018, em nosso estado.

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa
O presidenciável Ciro Gomes (PDT) não recebeu a caravana do ex-presidente Lula, em terras cearenses. Ciro Gomes começa a trabalhar com a perspectiva de não receber apoio do Partido dos Trabalhadores a sua postulação política-eleitoral ao Governo Federal. O condomínio político-administrativo que era cirista-cidista-lulista (2003-2016) já não existe mais, com isso o governador Camilo Santana (PT) vai ser a ponte entre os antigos aliados nas eleições do Ceará.

O governador Camilo Santana (PT) ampliou o seu arco de aliança após o fim da Era Lula-Dilma (2003-2016) à frente do Palácio do Alvorada, em Brasília. Camilo Santana mantém um  bom relacionamento administrativo com o presidente Michel Temer (PMDB) através do deputado federal Danilo Forte (PSB) e do presidente nacional do PSDB, o senador Tasso Jereissati.  O chefe do executivo estadual também já começa uma reaproximação com o senador Eunício Oliveira (PMDB), para ajudá-lo nas liberações dos recursos financeiros do Governo Federal.

Eu acredito na saída do governador Camilo Santana dos quadros do Partido dos Trabalhadores. Camilo Santana deverá ir para o Podemos ou para o Partido Socialista Brasileiro no início do próximo ano, com a construção do seu palanque de reeleição, porém terá três palanques a nível presidencial: Ciro Gomes (PDT), Lula (PT) e o candidato nacional do PSDB. A lógica política do Palácio de Iracema é a garantia antecipada da reeleição do atual chefe do executivo do Governo Estadual, já o processo eleitoral a nível nacional, sem dúvida é questão secundaria. Assistam aos vídeos:


 

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político

Fortaleza, 03 de Setembro de 2017 



                                             

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Jair Bolsonaro e o cidadão-eleitor cearense - Moroni Torgan e o eleitorado pró-Jair Bolsonaro



O provável candidato à presidência da República, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC), já se consolidou como a segunda via eleitoral do tabuleiro político brasileiro. Jair Bolsonaro começa a atrair os eleitores tradicionais tucanos das regiões Sul e Centro-Oeste, assim como da região Sudeste, de acordo com a última pesquisa do Paraná Instituto nos cenários estimulados: Sul (19,5%), Centro-Oeste + Norte (28%), Sudeste (17,6%) e Nordeste (15%).

As Igrejas Evangélicas foram as grandes responsáveis pelas as votações expressivas nas candidaturas presidenciais do ex-governador Anthony Garotinho (2002) e da ex-senadora Marina Silva (2010) na região do Nordeste. Os pentecostais e os neo-pentecostais nordestinos já começaram a demostrar a sua orientação política-eleitoral, para votarem na candidatura presidencial de Jair Bolsonaro nas pesquisas de opiniões públicas: Ibope, DataFolha, Vox Populi e Paraná Instituto. 

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) deverá herdar a base social-política organizada no Estado do Ceará, em torno do vice-prefeito de Fortaleza, o ex-deputado federal Moroni Torgan (DEM).  Durante os últimos pleitos eleitorais, para cargos executivos: 2000, 2004, 2008, 2012 e 2016. Moroni Torgan foi companheiro do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC), em várias legislaturas na Câmara Federal: 1991-1994, 1999-2002, 2003-2006 e 2015-2016. Eles constituíam  as duas maiores lideranças da bancada da segurança pública no Congresso, ficando evidente a mesma matriz ideológica conservadora-social.

A pré-candidatura presidencial do deputado federal Jair Bolsonaro  pode ter algo em torno de 25% até 27% das preferências eleitorais dos fortalezenses, que são eleitores tradicionais do discurso ideológico de endurecimento das políticas na área de segurança pública. Jair Bolsonaro deverá receber apoio político-eleitoral, nas pequenas e médias cidades cearenses, dos evangélicos e dos católicos conservadores e das classes médias aterrorizadas pela insegurança pública. A pré-candidatura presidencial do cearense Ciro Gomes (PDT) deverá impedir o crescimento eleitoral do deputado federal Jair Bolsonaro, em todo território cearense na sucessão presidencial de 2018, sendo  exceção a cidade de Fortaleza.





Luiz Cláudio Ferreira Barbosa sociólogo e consultor político

Fortaleza, 31 de Julho de 2017