domingo, 7 de junho de 2015

O ex-presidente Lula e o desaparecimento público do mito político-administrativo





O Partido dos Trabalhadores não teve coragem de colocar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sua inserção partidária na televisão e no rádio, no último sábado (06/06/15). Os panelaços deram um choque de realidade à cúpula nacional do PT e do Instituto Lula.

O Partido dos Trabalhadores e o Instituto Lula sempre fazem uma série de pesquisas de opinião pública bem antes de qualquer propaganda partidária ou fala do ex-presidente Luiz Inácio Lula em rede nacional. O mito infalível do antecessor da presidente Dilma Rousseff (PT) não é mais o mesmo, pois praticamente desapareceu nas classes sociais A e B, tem pouco apelo midiático na classe social C e segue em processo de decadência de capital político nas classes sociais D e E.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva compreendeu que a onda anti-petista não se restringe ao Estado de São Paulo, os epicentros das manifestações ocorreram em sua maioria nas cidades brasileiras, com população acima de 200 mil habitantes. O Ajuste Fiscal do ministro da fazenda, o economista Joaquim Levy, com os seus cortes orçamentários nas politicas sociais do Governo Federal e os aumentos das tarifas públicas foram responsáveis pelo aumento do sentimento anti-petista em todas as regiões do Brasil.

O Partido dos trabalhadores vai assistir a  uma debandada de parlamentares e prefeitos petistas que irão para outras siglas, em função das eleições municipais de 2016. O lulismo-petista é bem menor nesse momento do que o anti-lulismo-petista, por isso, o Partido dos Trabalhadores poderá optar por uma estratégia política-eleitoral sem a presença de suas outroras estrelas principais: Lula e Dilma Rousseff.


           Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político






sexta-feira, 5 de junho de 2015