quarta-feira, 20 de março de 2013

Evaldo Lima e a publicidade política

O meu artigo na integra, no Jornal O Estado, na edição de ontem (19/03), no caderno Opinião: Evaldo Lima e a Publicidade Política. 





O link do artigo: http://www.oestadoce.com.br/noticia/evaldo-lima-e-publicidade-politica#.UUiULenRMRo.twitter

domingo, 10 de março de 2013

Luzianne Lins e o retorno ao papel de vítima das elites


A presidente estadual do Partido dos Trabalhadores do Ceará, a ex – prefeita de Fortaleza, Luzianne Lins, sempre teve a marca da guerreira injustiçada pelas elites desse Estado. Os dois primeiros mandatos para o legislativo do município de Fortaleza (1997 – 2000 / 2001 – 2002), e depois para Assembleia Legislativa do Ceará, como deputada (2003 – 2004), onde o seu principal discurso político – eleitoral, era a defesa das minorias sociais, e da moralização das políticas públicas.

Luizianne Lins usou, com maestria, na eleição para prefeito de Fortaleza de 2004, tanto no primeiro como também, no segundo turno, o discurso eleitoral da vitimização de sua candidatura pela cúpula nacional do seu partido, com um resultado positivo perante a opinião pública fortalezense  e nos setores organizados das classes médias, com essa estratégia obteve a vitória.

A ex – prefeita Luzianne Lins durante os seus oito anos de mandato, foi no caminho inverso dos seus oito  anos de parlamentar petista (1997 – 2002), com alianças bem pontuais no campo administrativo, com o antigo bloco de vereadores da Era Juracy Magalhães (1990 – 2004), na Câmara Municipal de Fortaleza.

Em seguida, como a principal aliada na eleição e na reeleição do atual governador do Ceará, o engenheiro Cid Gomes (PSB), numa demonstração clara de não ser vitima desse novo processo de acomodação ao status quo.

A reeleição no pleito eleitoral de 2008 da prefeita Luzianne Lins, ocorreu com apoio do governador Cid Gomes (PSB), e teve como companheiro de chapa, o presidente da Câmara Municipal de Fortaleza na época, o vereador Tin Gomes (PHS), que foi um antigo colaborador do ex – prefeito Juracy Magalhães (PMDB). Nesse período não havia perseguição à liderança da chefe do executivo da Prefeitura de Fortaleza, somente trabalho mútuo com essas forças políticas.

O consultor político Luiz Cláudio Ferreira Barbosa
  
No dia oito de março de dois mil e treze, na sede da Assembleia Legislativa do Ceará, a atual presidente estadual do PT, que foi ex – parlamentar da Casa, Luzianne Lins, entrou em choque, com a Mesa de Trabalho da solenidade de comemoração do Dia Internacional da Mulher. Luzianne Lins por seis anos foi aliada do Governo estadual, mas nunca usou o púlpito daquela Casa Legislativa Estadual, como prefeita, e quase nunca usava os veículos de comunicação da Prefeitura de Fortaleza, para fazer o balanço anual de sua administração pública.

A tentativa de ser vítima de uma conspiração das elites do condomínio político – administrativo do governador Cid Gomes (PSB), apenas, vai acentuar a sensação da fuga de realidade da ex – prefeita Luzianne Lins, pois, em seguida, a mesma chefiaria uma reunião do diretório estadual do Partido dos Trabalhadores, que mantém vários cargos no Governo estadual, pois nesse mesmo encontro, os petistas  presentes em sua maioria, em suas manifestações públicas, foram favoráveis, a manutenção da aliança, com o bloco partidário do PSB - PMDB.

A imagem da ex – vereadora fortalezense e da ex – deputada estadual, Luzianne Lins, como vitima das elites políticas, com certeza, é coisa do passado no imaginário do cidadão – eleitor.


O senador Eunício Oliveira precisará construir um consenso interno no PMDB cearense


O senador Eunício Oliveira (PMDB – CE) não espera o aval do governador Cid Gomes (PSB – CE), para o lançamento de sua pré – candidatura ao Governo estadual, no próximo ano.  O diretório estadual do PMDB já apresentou, nesse final de semana, as suas inserções de propaganda gratuita no horário nobre da televisão e do rádio. Eunício Oliveira foi o único a aparecer nas propagandas peemedebistas para o público cearense, como se já houvesse consenso no seu partido, para o lançamento de sua candidatura a governador do Ceará.

O condomínio político – administrativo do chefe do executivo estadual, o engenheiro Cid Gomes, já tem parceria, com a maioria dos partidos, como também, com os setores organizados da sociedade civil. Cid Gomes ainda está sofrendo uma pressão interna enorme, da cúpula estadual do Partido Socialista Brasileiro, para o lançamento de um nome próprio ao Governo estadual. Os irmãos Gomes têm o apoio do Planalto para a manutenção da aliança, com o Partido dos Trabalhadores, no próximo pleito eleitoral de 2014, no Ceará.

O consultor político Luiz Cláudio Ferreira Barbosa

O vice – governador Domingos Filho (PMDB) mantém a sua pré – candidatura em silêncio em relação aos meios de comunicação, mas no caminho oposto, o mesmo tem uma plataforma de apoio entre os prefeitos e os deputados estaduais. Domingos Filho não demonstra interesse em sair do PMDB, para simplesmente deixar o espaço livre ao seu presidente estadual, no pleito eleitoral do próximo ano.

O governador Cid Gomes (PSB) deve consultar os seus aliados, para a sua própria sucessão estadual, no pleito eleitoral de 2014. A primeira consulta deverá ser ao seu vice – governador Domingos Filho (PMDB), que mantém um grupo político de apoio ao Governo estadual, isso por si só aumenta o seu papel, como um aliado primordial nos planos do chefe do executivo estadual, para a escolha do seu sucessor.

O senador Eunício Oliveira precisará construir um consenso interno na sua agremiação partidária, com o peemedebista Domingos Filho, pois sem esse rearranjo interno, a sua pré – candidatura apenas será uma propaganda eleitoral antes da campanha oficial para o Governo estadual de 2014.


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Ciro Gomes e o seu senso pragmático de fazer política


O ex-deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) se refez como liderança política, nesses últimos dias, e principalmente perante os meios de comunicação, como numa espécie de defensor intransigente da reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). Ciro Gomes conseguiu produzir um debate público, que não estava planejado, nos principais órgãos de notícias do país.

O Partido dos Trabalhadores não tem nenhuma liderança com esse perfil de discussão agressiva contra os seus adversários, e nem com os seus prováveis dissidentes da base aliada no Congresso, em relação ao pleito eleitoral de 2014. O ex – ministro Ciro Gomes (PSB) monopoliza as críticas radicais aos principais oponentes (Eduardo Campos, Aécio Neves, Marina Silva) à reeleição da presidente Dilma Rousseff. O PT tem dificuldade em fazer a defesa de sua candidata natural, pois a mesma não tem relação orgânica, com os militantes do seu próprio partido.

O consultor político Luiz Cláudio Ferreira Barbosa

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), não esperava um confronto interno, com um dos seus correligionários de agremiação partidária, sobre a sua postulação, como pré – candidato à presidência da República, no próximo ano. Eduardo Campos conta com enorme simpatia dos empresários e de políticos descontentes com a política econômica do Governo Federal.

O estilo comunicativo de Ciro Gomes, já demonstrou ser útil ao Governo federal na época da crise do Mensalão (2005), no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O novo cargo de questionador dos prováveis adversários da presidente Dilma Rousseff (PT), não estava preenchido por nenhuma outra liderança no circulo do poder, por isso o ex – governador Ciro Gomes, com seu senso político aguçado aproveitou esse espaço vazio, na disputa do pleito eleitoral de 2014. A reforma no primeiro escalão do Planalto, já pode ser interpretado, como um troféu de reconhecimento do seu valor político, para os interesses eleitorais da presidente Dilma Rousseff.


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

O governador Eduardo Campos (PSB-PE) e a sua pré - candidatura presidencial


O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, já não é governista de primeira hora, junto ao Planalto, como foi no período em que era Ministro da Ciência e Tecnologia, durante o mandato do ex – presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como também, durante o seu primeiro mandato como chefe do executivo no seu estado natal. O PSB terá uma candidatura própria para à presidência da República, no pleito eleitoral de 2014.

O Partido dos Trabalhadores não tem dúvida do rompimento com os socialistas para a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). As críticas negativas do governador Eduardo Campos (PSB), em relação à polarização entre  petistas e tucanos, devido às suas candidaturas presidenciais. 

O consultor político Luiz Cláudio Ferreira Barbosa

O presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, já não mais nutre nenhuma perspectiva de aliança política – eleitoral com o Partido da Social Democracia Brasileira, no primeiro turno na eleição presidencial de 2014. O PSB poderá ser a primeira via oposicionista em relação à tentativa do PT em manter o comando do executivo do Governo federal, por mais quatro anos (2015 – 2018).

O senador Aécio Neves (PSDB) já começa a temer o crescimento da postulação do pré – candidato socialista nas fileiras do seu próprio partido, numa espécie de consenso tucano, para derrotar a todo custo o Partido dos Trabalhadores, no pleito eleitoral, para presidente da República. Os tucanos paulistas já teriam demonstrado, em alguns momentos, o interesse de esvaziamento da pré – candidatura do ex – governador mineiro, Aécio Neves, nas instâncias do partido, com o discurso de serem a favor da candidatura mais competitiva anti - Planalto. O beneficiado desta cisão nas fileiras tucanas sem dúvida será o governador Eduardo Campos.


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

A simbologia da pré – candidatura do governador Eduardo Campos (PSB – PE) para presidência da República


O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), já é considerado um pré – candidato à presidência da República, por parte dos principais órgãos da imprensa nacional. A direção nacional do Partido Socialista Brasileiro mantém uma relação quase diária com a imprensa, alimentando essa versão da candidatura própria, para a sucessão eleitoral da presidente Dilma Rousseff. Notícias sobre o assunto são produzidas e reproduzidas, quase que diariamente nas redações dos principais veículos de comunicações com influência na opinião pública.  

O ex – presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) ainda procura trazer o presidente nacional do PSB, para a chapa majoritária do Partido dos Trabalhadores, no pleito eleitoral de 2014, para a presidência da República. O PT não deseja o rompimento com o PSB, pois isso dividiria também a base aliada do Governo federal, nos pleitos eleitorais estaduais de 2014.

O PSB poderia reforçar os palanques eleitorais nos estados do bloco partidário de oposição federal (PSDB – DEM – PPS), com a possibilidade de atrair outros partidos governistas (PDT – PR – PP) para se tornarem dissidentes do bloco parlamentar do Planalto, para a sucessão da presidência da República.

O presidente nacional do Partido Socialista Brasileiro, o ex – ministro Eduardo Campos (PSB), iniciará uma reaproximação com ala socialista favorável a manutenção da aliança com o Partido dos Trabalhadores, visando o pleito eleitoral para presidente da República em 2014. Eduardo Campos tem um estilo conciliador de fazer macro – política, quase sempre consegue evitar o confronto, com os aliados e, sempre procura cooptar os adversários.

O líder da bancada pedetista na Câmara, o deputado federal André Figueiredo (CE)

O governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), é considerado a maior liderança pró – Dilma Rousseff nos quadros de filiados do Partido Socialista Brasileiro. Cid Gomes vai manter o seu discurso em defesa da manutenção da aliança, com a presidente Dilma Rousseff (PT), para eleição presidencial de 2014, mas não será intransigente ao ponto de romper com os interesses eleitorais da executiva nacional de sua agremiação partidária.

O quase presidenciável, Eduardo Campos, com certeza, vai procurar um meio termo interno no Partido Socialista Brasileiro, para manutenção de uma paz entre as correntes socialistas, em relação ao pleito eleitoral de 2014, para a presidência da República. A chave do processo conciliatório entre os socialistas, sem dúvida passará por uma boa relação entre os seus principais governadores: Eduardo Campos (PE) e o Cid Gomes (CE).


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Uma breve leitura do Partido dos Trabalhadores do Ceará


A ex – prefeita Luizianne Lins (PT) retorna de um período de estadia na cidade do Rio de Janeiro, onde foi resolver algumas questões de foro particular. A presidente do Partido dos Trabalhadores já voltou a ficar a frente da direção estadual, com o proposito de organizar uma oposição sistemática ao governador Cid Gomes (PSB), numa tarefa hercúlea, pois como no mito grego, a mesma está quase sozinha nessa empreitada.

O deputado federal Eudes Xavier (PT) mantém um posicionamento de solidariedade à sua corrente interna no PT local, mas continua a seguir a orientação do Planalto, em relação ao futuro da aliança nacional com o governador Cid Gomes (PSB).

O deputado estadual Antônio Carlos (PT) já se declara um parlamentar independente da base governista na Assembleia Legislativa do Ceará, mas não vai discordar do diretório estadual de sua agremiação partidária, em relação à manutenção da aliança estadual no pleito eleitoral de 2014, com o bloco partidário do PMDB e do PSB.

O Partido dos Trabalhadores já decidiu em suas instâncias internas, pela  manutenção da aliança com o Partido Socialista Brasileiro, sem levar em conta o desejo de sua presidente estadual que pretende fazer uma oposição radical ao condomínio político – eleitoral do governador Cid Gomes e do senador Eunício Oliveira (PMDB).

O consultor político Luiz Cláudio Ferreira Barbosa

O deputado federal José Nobre Guimarães e os secretários estaduais ( Camilo Santana, Professor Pinheiro, Nelson Martins) do Partido dos Trabalhadores, já se declararam pró –  Governo Estadual. A discursão sobre a aliança será feita somente em 2014, no ano do pleito eleitoral.

O deputado federal Artur Bruno (PT) começa a se movimentar no sentido de criar uma corrente política interna no Partido dos Trabalhadores, que mantenha aliança com o Governo estadual, num outro patamar de discussão de parceria politica - administrativa, ainda nesse ano, sem esperar o período eleitoral de 2014. O petista Artur Bruno já atraiu o grupo do vereador  fortalezense Acrísio Senna (PT), para a sua órbita de interesse político – eleitoral, na construção de uma nova corrente no diretório municipal de Fortaleza.

A ex – prefeita Luizianne Lins não tem como unificar o seu partido, em torno dos seus interesses para o pleito eleitoral de 2014. Os petistas são por natureza  governistas em relação ao Governo estadual, pois nesse sentido há quase um consenso anti – Luizianne Lins. A atual chefe da executiva estadual do Partido dos Trabalhadores, não terá tempo de construir uma oposição partidária ao governador Cid Gomes (PSB), somente haverá um posicionamento individualista da mesma dentro de seu partido.