domingo, 20 de janeiro de 2013

Os vereadores fortalezenses e o futuro de suas principais lideranças


O presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, o vereador Walter Cavalcante (PMDB), não esperava fazer parte de um processo desgastante junto aos seus pares do legislativo municipal. O Gabinete do Prefeito de Fortaleza fez uma série de demissões em todos os órgãos da gestão pública, com a saída de vários funcionários comissionados, medida administrativa que também foi estendida  aos cargos terceirizados dos setores de serviços.

O vereador Walter Cavalcante deverá sofrer o primeiro momento de descontentamento político – administrativo na bancada governista, da Câmara Municipal de Fortaleza. O presidente Walter Cavalcante corre o perigo de entrar num limbo institucional perante o executivo municipal, no caso do mesmo sair em defesa dos seus companheiros do legislativo municipal, que são contra as demissões em massa na grade de funcionários da Prefeitura de Fortaleza.

O consultor político Luiz Cláudio Ferreira Barbosa

O vereador fortalezense do baixo – clero da Casa do Povo, por si só é um dependente desses cargos públicos, que não são concursados, pois os mesmos necessitam desses agentes sociais, com vínculos empregatícios na Prefeitura de Fortaleza, como indutores de políticas públicas, com perfil fisiológico, em suas bases eleitorais (Bairros, Associações, Sindicatos).

O líder do governo na Câmara Municipal de Fortaleza, o vereador Evaldo Lima (PC do B), já saiu em defesa da medida fiscal de cortes dos funcionários não concursados da gestão pública na capital cearense. O vereador Evaldo Lima precisa mostrar certa maestria na negociação para explicar aos vereadores das necessidades do executivo municipal em equilibrar as finanças públicas da Prefeitura de Fortaleza.


sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Os vereadores fortalezenses e as demissões dos funcionários comissionados e dos terceirizados


O prefeito de Fortaleza, o médico Roberto Cláudio, entra em rota de colisão com a sua base parlamentar na Câmara Municipal de Fortaleza. Os antigos administradores ( Cambraia – Juracy – Luzianne ) do executivo municipal da capital cearense, que durante muitos mandatos mantiveram uma relação nada saudável aos cofres públicos, numa relação institucional promíscua com os vereadores.

Roberto Cláudio (PSB) depois de conseguir obter uma maioria folgada entre os parlamentares municipais da Casa do Povo, já havia a certeza da continuação na relação institucional entre o executivo e o legislativo, que sempre foi baseado nas cotas de terceirizados e dos funcionários comissionados nos últimos vinte anos.

O consultor político Luiz Cláudio Ferreira Barbosa em entrevista na FM Universitária 107,9 - Fortaleza - Ceará.(17/01/2013)

A Secretaria de Governo e o Gabinete do Prefeito fizeram demissões em massa entre os terceirizados e funcionários comissionados dos órgãos públicos (Saúde, Educação, Serviços Gerais, etc...) da Prefeitura Municipal. A meta da administração municipal é a redução de mais da metade do número de terceirizados, algo em torno de 15.000 demissões, no quadro da máquina pública de Fortaleza, para os próximos quatro anos. O número de técnicos comissionados será mantido, pois é algo em torno de 3.200 funcionários provisórios, mas com modificação do quadro técnico em torno de 50% ainda nesse primeiro ano de mandato do prefeito Roberto Cláudio (PSB).

A maioria dos vereadores já não aceita essa resolução administrativa de enxugamento dos quadros profissionais na Prefeitura de Fortaleza. A Câmara Municipal de Fortaleza foi responsável pela mini - reforma  nas secretarias e nas autarquias na capital cearense, onde a maioria dos vereadores votaram sem conhecer o projeto em sua integra enviado pelo Gabinete do Prefeito.

A sociedade civil fortalezense tende a apoiar as medidas moralizadoras do prefeito Roberto Cláudio (PSB), na administração pública de Fortaleza, com a certeza de que deverão aumentar os índices de popularidade da atual gestão pública. A diminuição dos cargos terceirizados e dos técnicos comissionados do quadro de funcionários da Prefeitura de Fortaleza já gerou um debate público na sociedade civil. 


quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

O senador Eunicio Oliveira (PMDB - CE) e a candidatura informal para presidência do Senado


O senador José Sarney (PMDB – AP) não deseja a perda do comando da mesa diretora do Senado, para o biênio de 2013-2014, que deverá ficar nas mãos de um senador peemedebista. O senador Renan Calheiros (PMDB – AL) começa a sofrer uma série de ataques na sua conduta de homem público, que não é nada republicano, por isso  sua candidatura à presidência da Câmara Alta, não teve respaldo na opinião pública e com isso será vetada pelo Planalto, na véspera da escolha do nome entre os senadores do PMDB.

A presidente Dilma Rousseff (PT) praticamente está assistindo o cozinhamento do senador peemedebista do estado de Alagoas, sob a coordenação dos principais veículos de comunicação da imprensa nacional. Dilma Rousseff sempre leva em consideração os índices de aprovação do seu governo, na opinião pública. A chance da manutenção do apoio do Planalto às pretensões do senador Renan Calheiros (PMDB - AL), de voltar ao cargo maior da mesa diretora do Senado, cada dia fica bem menor.

O consultor político Luiz Cláudio Ferreira Barbosa foi entrevistado para o Jornal União Brasil. Sede da TV União de Fortaleza - Ceará.(17/01/2013)

O vice – presidente Michel Temer (PMDB - SP) e o senador José Sarney (PMDB - AP) já começaram a construção de uma nova alternativa ao nome do senador Renan Calheiros (PMDB - AL). O senador Eunício Oliveira (CE), que  é um nome de quase consenso para liderança do PMDB no Senado,  começa a ser também o nome oficial para substituir o atual mandatário peemedebista na presidência da Câmara Alta.

O senador Eunicio Oliveira (PMDB – CE) tem o apoio da bancada peemedebista da Câmara, como também, do grupo dos senadores independentes da bancada do PMDB, pois os mesmos não seguiram a orientação do senador José Sarney (PMDB-AP). Os senadores da ala do senador Renan Calheiros (PMDB - AL) poderão concordar com esse novo rearranjo da cúpula nacional do PMDB.

Eunicio Oliveira caminha para ser uma alternativa para conter o linchamento midiático do PMDB nos meios de comunicações, como uma espécie de renovação não programada, pelas antigas lideranças peemedebistas. Percebendo a inevitável queda do senador alagoano, o próximo nome de destaque  poderá ser o vice – presidente Michel Temer (PMDB – CE), por isso a necessidade de acalmar as mídias tradicionais ( Televisão, Rádio, Jornal), e as novas mídias sociais (Facebook, Twitter), com os seus debates públicos, quase sempre negativos ao PMDB na sociedade civil.
           

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O Centro Industrial do Ceará e os novos secretários na área de Desenvolvimento Econômico


O Centro Industrial do Ceará sempre foi considerado como o maior fomentador das discussões de políticas públicas na área da iniciativa privada. A geração de notáveis do CIC – FIEC foi ao final dos 1970, na presidência do ex – senador Beni Veras, com a participação de várias lideranças do sistema produtivo da Industrial e Comércio, entre eles: Tasso Jereissati, Amarílio Macedo, Sérgio Machado, entre outros.

No final do ano de 2012, o mundo da política cearense presenciou o surgimento de uma nova classe de homens públicos oriunda dos setores produtivos da iniciativa privada, pois todos são membros do Centro Industrial do Ceará. Os ex – presidentes do CIC, que são os dirigentes patronais,  Alexandre Pereira e Robson de Castro, nesse momento ocupam duas importantes secretarias nas administrações públicas do estado e da prefeitura de Fortaleza.

O consultor político Luiz Cláudio Ferreira Barbosa e o secretario estadual Alexandre Pereira. Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico do Ceará. (16/01/2013)

O ex – presidente do CIC, o administrador de empresa, Robson de Castro, faz parte do primeiro escalão da prefeitura de Fortaleza, pois é o titular na Secretária de Desenvolvimento Econômico, com apoio do setor produtivo (CDL – FIEC – CIC) da capital cearense. Robson de Castro tem força para as novas diretrizes das políticas públicas na área de desenvolvimento econômico em Fortaleza, com apoio total do prefeito Roberto Cláudio (PSB).

O ex – dirigente máximo do Centro Industrial do Ceará, o empresário, Alexandre Pereira, é o novo secretário do Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico do Ceará. Alexandre Pereira será o novo homem forte na administração pública do governador Cid Gomes (PSB), com probabilidade de ir para Câmara Federal no próximo pleito eleitoral. 


terça-feira, 15 de janeiro de 2013

O discurso anti - petista não faz parte da retórica ideológica do PSB no Ceará


O prefeito Roberto Cláudio (PSB) durante o período eleitoral adotou um discurso anti – petista, no caso especifico do segundo – turno, para o executivo municipal de Fortaleza, onde o seu oponente, era o ex – secretario de Educação, o advogado Elmano de Freitas, que teve o apoio da ex – prefeita Luizianne Lins (PT). Roberto Cláudio ainda mantém um discurso midiático nos principais órgãos da imprensa cearense, onde nessas primeiras semanas de sua administração municipal, o seu foco é sempre com ênfase na maneira nada eficiente dos petistas durante a gestão (2005 – 2012) das políticas públicas da maior cidade do Ceará.

A construção da frente partidária no segundo – turno no pleito eleitoral de Fortaleza em 2012, que foi favorável ao prefeito eleito do PSB, por si só é caracterizado pela vinda de vários grupos anti – petistas a nível local e a nível nacional, como por exemplo: PPS, PDT e o DEM. O próprio PSDB de forma não institucional foi para dentro da campanha do PSB no segundo – turno da sucessão municipal de Fortaleza.

Este discurso anti – petista, com ingredientes ideológicos do cenário nacional, não é oriundo do discurso administrativo – político do governador Cid Gomes, e do seu partido (PSB), pois o Partido dos Trabalhadores ainda é aliado de primeira hora da atual gestão pública do Governo estadual.

O consultor político Luiz Cláudio Ferreira Barbosa

Os socialistas e os peemedebistas não desejam uma ruptura com o PT, isso traria uma série de empecilhos a uma eleição tranquila, na antiga forma de aliança entre essas três agremiações partidárias, na política cearense.

A direção estadual do Partido dos Trabalhadores já começa a sofrer uma série de pressões dos seus filiados, por essa posição de concordância com o linchamento público feito pelo atual prefeito de Fortaleza, em detrimento da herança administrativa de oito anos da gestão municipal da ex – prefeita, a jornalista Luzianne Lins. Na visão da militância petista, já se criou uma repercussão negativa, na imagem do partido da presidente Dilma Rousseff (PT), na avaliação da maioria das correntes internas do PT, este fato pode gerar um saldo negativo de votos, nas eleições de 2014, no eleitorado cearense.

O governador Cid Gomes deverá iniciar um processo de questionamento entre os novos aliados (PPS – DEM), num processo de conscientização de que não há necessidade de adotar o discurso anti – petista, nos próximos meses do ano de 2013. Esse posicionamento será estendido ao grupo político do prefeito de Fortaleza, o médico Roberto Cláudio (PSB). Cid Gomes deseja o monopólio do palanque eleitoral da reeleição da presidente Dilma Rousseff em solo cearense, nunca aceitaria entrar em zona de atrito, com a direção nacional do Partido dos Trabalhadores.



segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Dilma Rousseff e o enquadramento do governador Eduardo Campos


O governador Eduardo Campos (PSB – PE) reinicia o caminho de aliado da reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), numa espécie de recuo estratégico da ideia de candidatura própria do Partido Socialista Brasileiro para Presidência da República em 2014
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Eduardo Campos não encontrou espaço tático dentro do bloco governista do Planalto, para se tornar a opção não petista, para a sucessão da presidente Dilma Rousseff (PT), como também não será convidado para ser o vice – presidente na chapa majoritária liderada pelo Partido dos Trabalhadores.

O consultor político Luiz Cláudio Ferreira Barbosa

O senador Aécio Neves (PSDB – MG) já compreendeu que o PSB não vai abandonar a base de sustentação do Governo federal, pois a ala interna sob a liderança do governador do Ceará, o engenheiro Cid Gomes (PSB – CE), já conseguiu rachar a agremiação partidária socialista. Aécio Neves não deverá alimentar o sonho de uma aliança com o PSB, que com certeza seria o melhor caminho para ficar competitivo eleitoralmente na Região Nordeste.

O presidente nacional do Partido Socialista Brasileiro, o governador Eduardo Campos (PE), não tem como mantém uma aliança branca com o PSDB, sem desagrada o ex – presidente Luis Inácio Lula da Silva e a executiva nacional do Partido dos Trabalhadores.

A presidente Dilma Rousseff não tem o estilo de conciliação do antigo sucessor, por isso, as suas ordens são para o esvaziamento de qualquer defecção entre os aliados políticos do Planalto. O PSB sucumbiu a realidade de ser mero aliado com recursos públicos do Governo federal, com isso cresceu nas duas últimas disputas eleitorais (2010 – 2012) no cenário nacional.


domingo, 13 de janeiro de 2013

O senador Aécio Neves e os seus articuladores políticos: FHC - Tasso Jereissati - Sérgio Guerra


O senador Aécio Neves (PSDB – MG) será o novo presidente do Diretório Nacional do Partido da Social Democracia Brasileira, em substituição ao atual mandatário do cargo, o deputado federal Sérgio Guerra (PSDB – PE), numa clara estratégia de lançamento de uma candidatura presidencial competitiva, no pleito eleitoral de 2014.

O PSDB procura expurgar os seus erros nas últimas campanhas presidenciais (Serra – Alckmin – Serra), com seus efeitos negativos na agremiação partidária, e nos seus aliados mais próximos: O Partido Democratas e o Partido Popular Socialista.

O DEM faz uma aproximação com o PMDB, num trabalho de fusão das duas siglas partidária após o pleito eleitoral de 2014. O PSDB não tem futuro na agenda de prioridades eleitorais dos democratas nos palanques eleitorais dos Governos estaduais; o parceiro que será primordial é o PMDB do vice – presidente da República.

O consultor político Luiz Cláudio Ferreira Barbosa

O Partido Popular Socialista já caminha para fazer uma aliança nacional com o Partido Verde. Os populares socialistas e os verdes farão várias alianças regionais nas eleições de 2014, pois esses palanques estaduais, com certeza irão funcionar como o embrião de um novo partido de centro – esquerda. A candidatura própria no bloco partidário PV – PPS pode ser oferecido a ex – senadora, Marina Silva, como uma demarcação de espaço no espectro ideológico de não fazer parte da polarização na política brasileira das últimas campanhas presidenciais (1994 – 1998 – 2002 – 2006 – 2010), entre o PT e o PSDB.

O Instituto Teotônio Vilela do PSDB sob a presidência do ex – senador Tasso Jereissati (CE), já iniciou a montagem do programa de governo na área econômica, com a participação de renomados economistas no plano nacional: Armínio Fraga, Edmar Bacha e Pedro Malan. O ex – presidente da Republica, o sociólogo Fernando Henrique Cardoso, junto com o atual presidente nacional do PSDB, o deputado federal Sérgio Guerra (PT), já trabalham para atrair o presidente nacional dos Democratas, o senador Agripino Maia (RN), para esse projeto político – eleitoral. O PSDB procura os setores produtivos do Mercado Financeiro – Industrial como o primeiro parceiro político para corrida presidencial de 2014.