quinta-feira, 14 de setembro de 2023

O Novo Tempo no Cidadania 23






A mudança na executiva nacional do Cidadania era algo previsível nos últimos dias. O Cidadania acredita na necessidade do fortalecimento da Frente Ampla que elegeu o presidente, Lula (PT), no último pleito eleitoral, em 2022. É muito necessário o combate à extrema direita e não se tornar apenas uma quinta coluna no jogo político-institucional do Agrocentrão e do pós-bolsonarismo. 


A reorganização interna das ações políticas da nova executiva nacional do Cidadania ocorrerá sob a coordenação do Plínio Comte nos próximos meses. É o momento de literalmente tirar o sentimento anti-Governo Federal de algumas alas desta agremiação partidária social-liberal ou centrista, no campo ideológico da política brasileira. Haverá futuramente a rediscussão da federação partidária entre Cidadania e o PSDB.


O presidente estadual do Cidadania, o empresário Alexandre Pereira, sempre teve uma ótima convivência político-partidário com o ex-ministro Roberto Freire, nos últimos quatorze anos, pois ambos foram da direção nacional do Partido Popular Socialista e do Cidadania.


Alexandre Pereira mantém o seu papel de destaque na nova executiva do Cidadania, como também coloca o diretório cearense como grande fiador da nova configuração interna de realinhamento na Frente Ampla pró-Governo Federal, nesse primeiro ano do terceiro mandato do presidente Lula (PT), em função da necessidade de uma mínima governabilidade institucional. 


Luiz Cláudio Ferreira Barbosa é diretor-gerente 

da Consultoria LCFB 

quarta-feira, 13 de setembro de 2023

Jornal O Otimista - O eleitor silencioso do Juazeiro do Norte

 



 


Por ser totalmente urbano, o eleitor de Juazeiro do Norte, no Cariri, sofre menos influência de estratégias eleitorais externas, vinculadas aos governos estadual e federal.


A avaliação, colhida pela Coluna do consultor político Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, da LCFB Consultoria, estaria na base da aprovação de 58% da gestão do prefeito Glêdson Bezerra (Podemos).


Trata-se, diz o especialista, de um eleitor silencioso. O pré-candidato à reeleição tem 33% das intenções de voto, segundo pesquisa O Otimista/Real Time Big Data


P.S: a coluna do jornalista, Erivaldo de Carvalho, no Jornal O Otimista 


https://twitter.com/luizclaudioce/status/1701906920112587239?t=X29Uhc4cjEGBiTlZZOhB-A&s=08

terça-feira, 12 de setembro de 2023

Glêdson Bezerra e o eleitor silencioso de Juazeiro do Norte

 




A pesquisa Real Time Big Data do grupo de comunicação O Otimista trouxe dados muito importantes do pleito eleitoral de 2024, no município de Juazeiro, que é a municipalização da opinião pública local, em detrimento da estadualização ou federação do debate eleitoral.

O prefeito juazeirense, Glêdson Bezerra (PODE), é o mais bem avaliado nos espaços privados dos seus concidadãos, em comparação ao espaço público via as redes sociais. O município de Juazeiro do Norte é 100% urbano, pois não tem zona rural, assim como os municípios do Eusébio e de Maracanaú.

O debate político-eleitoral municipalista sobrepõe qualquer tentativa de estadualizar o pleito eleitoral municipal, nos seguintes municípios: Juazeiro do Norte, Eusébio e Maracanaú. Sendo esse o principal fator para explicar a alta popularidade do prefeito juazeirense, Glêdson Bezerra (PODE), assim como os seus índices de votos nas pesquisas estimuladas pelo Real Time Big Data a serviço do grupo de comunicação O Otimista.

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa é diretor-executivo da Consultoria LCFB


segunda-feira, 11 de setembro de 2023

Capitão Wagner é herdeiro de parte do eleitorado da Luizianne Lins? Sim!

 




A concretude do eleitorado conservador-liberal fortalezense já é um dado confirmado nas duas últimas eleições (2016 e 2020), na capital cearense. É grande a possibilidade da ida do ex-deputado federal, Capitão Wagner (UB), ao segundo turno do pleito eleitoral de 2024, em Fortaleza. Capitão Wagner tem entre 27% e 33% dos votos válidos nas pesquisas estimuladas dos institutos de opinião pública.


A provável saída da deputada federal, Luizianne Lins, como pré-candidata do diretório municipal de Fortaleza do Partido dos Trabalhadores (PT) à prefeitura da capital alencarina, com certeza aumentaria a votação do pré-candidato conservador-liberal (Capitão Wagner) nas regiões periféricas, no pleito eleitoral do próximo ano, e isso ainda no primeiro turno.


A pesquisa do Real Time Big Data para prefeito de Fortaleza do grupo de comunicação O Otimista nos trouxe através dos cenários estimulados, que o pré-candidato conservador-liberal, Capitão Wagner (UB), já está com o universo político-eleitoral de 33%, porém, a ex-prefeita da capital cearense, a deputada federal Luizianne Lins, já tem algo em torno de 22% da preferência eleitoral, nas pesquisas estimuladas. 


A não participação da pré-candidata petista na sucessão eleitoral do atual prefeito de Fortaleza, sem dúvida pode num primeiro momento fazer a pré-candidatura do Capitão Wagner se aproximar dos 40% dos votos fortalezenses, nas pesquisas estimuladas dos institutos de pesquisa de opinião pública.



Luiz Cláudio Ferreira Barbosa é diretor-gerente da Consultoria LCFB 

 


sexta-feira, 8 de setembro de 2023

Lula sucumbiu à estratégia do Centrão - A minirreforma ministerial do Arthur Lira

 



O presidente da Câmara, o deputado federal Arthur Lira (PP) propôs uma reforma ministerial, em duas etapas, a primeira etapa seria a substituição do comando do Ministério do Turismo, e a segunda etapa a proposta do comando de dois ministérios e o controle da diretoria da Caixa Econômica, em ambas as etapas o presidente Lula (PT) cedeu aos grupos de interesses do Centrão ou Agrocentrão sob o controle do Arthur Lira.

O presidente Lula (PT) está num processo político-institucional de uma reforma administrativa do primeiro escalão da Esplanada dos Ministérios. Lula assistiu a ida da bancada da Câmara do PSB e da bancada da Câmara do PDT para a zona de influência do presidente da Câmara, Arthur Lira, no Congresso. A ideia do presidente Lula em diminuir o espaço do PSB no Governo Federal, já era algo dado como certo na articulação política do Planalto, porém, não esperado pela cúpula nacional do vice-presidente, Geraldo Alckmin, e da direção nacional do PSB.

No início da segunda quinzena do mês de setembro o Centrão ou Agrocentrão terá ao todo três ministérios: Turismo (Celso Sabino), Portos e Aeroportos (Silvio Costas) e Esporte (André Fufuca). A participação dos presidentes nacionais dos três ministros citados é literalmente simbólica na articulação política-administrativa entre o deputado federal, Arthur Lira (PP), e o presidente Lula (PT): Marcos Pereira (Republicanos), Progressistas (Ciro Nogueira) e União Brasil (Luciano Bivar). Arthur Lira deverá procurar um posicionamento político-ideológico de afastamento dos holofotes, todavia, o Centrão vai propor mais uma mudança ministerial, no caso o Ministério da Agricultura.

O presidente Lula (PT) se tornou um fiador dos desejos de poder do Centrão ou Agrocentrão, na Esplanada dos Ministérios. Este é um papel institucional muito pequeno para o presidente Lula. A imprensa nacional da pauta política já sentiu a fragilidade do Palácio do Planalto em não construir a maioria parlamentar no Congresso, com isso a excessiva exposição midiática do presidente Lula sendo apenas o gerenciador da mudança dos titulares dos ministérios. Lula não teve o direito de fazer a indicação dos nomes dos novos titulares da Esplanada dos Ministérios e da Caixa Econômica.

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa é diretor-gerente da Consultoria LCFB


segunda-feira, 4 de setembro de 2023

O artigo no Jornal O Otimista - Lula à Direita! - O Fim da Frente Ampla

 




 

O presidente Lula (PT) vai finalizar a sua minirreforma ministerial com a entrada oficial do agrocentrão sob a coordenação do presidente da Câmara, o deputado federal Arthur Lira (PP), no Governo Federal. Lula inicia o processo de se tornar uma liderança do campo político-ideológico de centro-direita para a substituição dos seus antigos aliados de centro-esquerda (Partido Socialista Brasileiro e Partido Comunista do Brasil) por novos aliados de direita (Progressistas, Republicanos e União Brasil). Sendo o fim da frente ampla progressista e o surgimento da nova frente liberal. 

 

O presidente Fernando Henrique Cardoso quando foi eleito pela primeira vez, ao cargo de chefe do executivo do Palácio do Planalto, no pleito eleitoral de 1994; a sua coligação partidária era formada pelo PSDB e PFL e ele simplesmente reeditou a frente liberal que elegeu o presidente Tancredo Neves, na última eleição indireta para a presidência da República em 1985, com o PMDB e os dissidentes do PDS. Fernando Henrique Cardoso durante os seus dois mandatos (1995-2002) praticamente manteve a maioria parlamentar no Congresso, com a sua frente liberal formada principalmente por quatro agremiações partidárias: PSDB, PFL, PMDB e PPR (Atual Progressistas). A frente liberal fernandista só apresentou fadiga de material quando o PSDB lançou o ministro José Serra como candidato a presidente, no pleito eleitoral de 2002.

 

Os governos lulopetistas (Lula I, Lula II, Dilma I e Dilma II) a nível nacional nunca conseguiram a construção de uma frente liberal ao estilo fernandista-tucano, contudo, após o escândalo do Mensalão, no segundo mandato (2007-2010) do presidente Lula, a entrada do PMDB no Governo Federal, sem dúvida trouxe uma certa calmaria entre o Planalto e o Congresso. Lula tenta agora criar uma terceira frente liberal com a chapa majoritária eleita no pleito eleitoral presidencial de 2010, com a presidente eleita Dilma Rousseff (PT) e o vice-presidente eleito Michel Temer (PMDB). Dilma Rousseff implodiu desde o início a formação da terceira frente liberal da história da novíssima República. 

 

O presidente Lula (PT) vai tentar pela segunda vez a reconstrução da sua frente liberal, mas, dessa vez via uma minirreforma ministerial, com a entrada do núcleo político ou bloco partidário (Progressistas, Republicanos e União Brasil) do agrocentrão sob a liderança do deputado federal, Arthur Lira (PP), em detrimento das agremiações partidárias de perfil progressista como o PSB e o PC do B que terão a sua participação política-institucional reduzida  ao mínimo sendo este o  caso específico do PC do B. Lula vai se tornar um chefe de estado que abandonou a centro-esquerda no campo político-institucional, para se tornar uma liderança de centro-direita. Será o fim da frente ampla e o nascimento da nova frente liberal entre o Planalto e o Congresso. 


O link da matéria: https://ootimista.com.br/jornal-impresso/lula-a-direita/

 

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa é diretor-gerente da Consultoria LCFB 

 


sábado, 2 de setembro de 2023

Carlos Lupi é aliado de Lula e de Evandro Leitão

 




 

O ministro da Previdência, o advogado Carlos Lupi, viu a provável diminuição do espaço político-administrativo do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e do Partido Comunista do Brasil na Esplanada dos Ministérios, na primeira reforma ministerial do presidente Lula (PT), para a acomodação do agrocentrão sob a liderança do deputado federal, Arthur Lira (PP), nos últimos dias.

 

O presidente nacional licenciado do Partido Democrático Trabalhista (PDT), Carlos Lupi, é adepto da filosofia empirista na arte da política, portanto, já se tornou um lulista não petista. Carlos Lupi compreende que o Grupo de Trabalho Eleitoral do diretório nacional do Partido dos Trabalhadores (GTE-PT) tem interesse principalmente nas eleições municipais de Porto Alegre (RS) e de Fortaleza (CE), mas, em ambas as capitais estaduais há o confronto político-eleitoral entre o PDT e o PT. 

 

A direção nacional do PDT deve lançar uma candidatura a prefeito de Porto Alegre ou fazer parte da chapa majoritária do atual chefe do executivo, no pleito eleitoral de 2024, na capital gaúcha. O sentimento antipetista do brizolismo-trabalhista gaúcho é um tabu na direção nacional do PDT. No caminho inverso, a direção nacional do PDT vai liberar o deputado estadual Evandro Leitão, a sair desta agremiação partidária, em direção ao Partido dos Trabalhadores, por onde poderá ser candidato a prefeito de Fortaleza. 

 

O ministro da Previdência, Carlos Lupi, manteve o espaço político-administrativo do PDT na primeira reforma ministerial do presidente Lula (PT), para a acomodação do agrocentrão. Carlos Lupi vai usar uma saída salomônica em relação aos interesses do Lula, nas seguintes cidades: Porto Alegre (RS) e Fortaleza (CE). O confronto na capital gaúcha entre o PDT e o PT, no outro lado do processo de reaproximação em Fortaleza, entre as duas agremiações partidárias.

 

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa é diretor-executivo da Consultoria LCFB