segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

Larissa Gaspar e o Anti - Capitão Wagner | Lulopetismo x Direita Radical

 




A deputada estadual Larissa Gaspar (PT) tomou a iniciativa de provocar a maior liderança do espectro ideológico do conservadorismo social cearense, o deputado federal Capitão Wagner (UB), pois a parlamentar petista é como uma espécie de liderança neolulista e anti-bolsonarista, sem interesse em política de conciliação. Larissa Gaspar impõe uma ofensiva a direita radical, no campo do debate público estadual. A Consultoria LCFB sempre defendeu a tese, nos seus relatórios, do surgimento do novo lulopetismo de confronto aberto a direita radical, com a liderança da Larissa Gaspar, na política local. 

 

O neolulismo que é anti-bolsonarista tem duas lideranças consolidadas no espectro ideológico a nível nacional: Guilherme Boulos (PSOL) e Marília Arraes (Solidariedade). Ambos estão à margem da direção nacional do Partido dos Trabalhadores. Nos seus estados de origens: São Paulo e Pernambuco. O lulopetismo radical não é campo exclusivo de manipulação do presidente Lula (PT), e muito menos de controle da direção nacional do Partido dos Trabalhadores. É literalmente a vanguarda do lulopetismo eco socialista e de defesa das minorias sexuais. A Consultoria LCFB trabalha com a concepção que o lulopetismo é uma grande frente ampla de várias correntes ideológicas. 

 

A deputada estadual, Larissa Gaspar, não deve criar uma zona de conflito com a executiva estadual do Partido dos Trabalhadores, contudo, não vai acompanhar o processo de bom relacionamento do poder executivo local, com setores oriundos ou próximos dos pós-bolsonarismo cearense: União Brasil e Partido Liberal. Larissa Gaspar não vai imitar o posicionamento lulopetista moderado do deputado estadual, Acrísio Sena (PT) e do vereador fortalezense, Guilherme Sampaio (PT), como também estará à esquerda da atuação parlamentar do deputado estadual, Renato Roseno ( PSOL), na Assembleia Legislativa do Ceará. 

 

 

 

Anexo

 

O eleitorado lulopetista radical e anti-bolsonarista é uma realidade para o próximo pleito eleitoral de Fortaleza, em 2024. É algo fora do controle do governador Elmano de Freitas (PT) e do diretório estadual do Partido dos Trabalhadores, porém, muito próximo ou no alcance do mandato da deputada estadual, Larissa Gaspar (PT), nos próximos meses. O ecossocialismo lulista vai ser o grande antagonista político-eleitoral da direita radical pós - bolsonarista cearense.

 

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa é diretor - gerente da Consultoria LCFB 

 


sábado, 28 de janeiro de 2023

Adeus Tasso Jereissati

 



 

O senador Tasso Jereissati (PSDB) tem a característica de ser político de centro ou centro - direita, na sua vida de homem público, contudo, o posicionamento centrista na política brasileira, já virou uma sentença de desaparecimento eleitoral. O radicalismo criado pela direita radical é contra-atacado pelo campo progressista, como a sua antítese eleitoral, mas, ambas não são em hipótese algumas centristas, no campo ideológico. O eleitorado de centro-direita do tassismo acompanhou a direita radical, em relação ao antipetismo, o senador Tasso Jereissati (PSDB), não abraçou o lulopetismo; e ainda ficou no espectro ideológico nacional e local, num centrismo sem eleitorado. 

 

A Consultoria LCFB acredita que definitivamente o senador Tasso Jereissati (PSDB) vai dar adeus à política-eleitoral cearense, pois é muito difícil o seu novo posicionamento. No condomínio político - administrativo do lulopetismo sob a liderança do governador, Elmano de Freitas (PT), não há espaço e nem interesse de aliança política - administrativa, com o senador Tasso Jereissati (PSDB). O polo nacional-popular iliberal cearense tem a liderança emergente do senador Eduardo Girão (PODE), como o seu principal representante, sem espaço para o senador Tasso Jereissati que não tem identificação ideológica com a direita radical. 

 

O apoio do diretório municipal fortalezense do PSDB ao candidato pedetista a prefeito da capital cearense, o deputado estadual José Sarto (PDT), no pleito eleitoral de 2020, sem dúvida é o marco principal do auto isolamento do senador Tasso Jereissati (PSDB), nos setores conservadores das classes médias fortalezense, pois era a principal base eleitoral do tassismo cearense. A vitória de José Sarto para o cargo de prefeito de Fortaleza contra uma frente política conservadora social que votou em peso na recondução de Tasso Jereissati ao Congresso Alto (Senado), nos seis anos anteriores, no pleito eleitoral nacional e estadual de 2014. 

 

A Consultoria LCFB acompanhou o deslocamento do eleitorado cearense de centro-direita ou pós-liberal em direção à chapa majoritária local de Capitão Wagner (candidato a governador) e de Raimundo Gomes de Matos (candidato a vice-governador) e à reeleição do presidente Jair Bolsonaro, no pleito eleitoral nacional. No campo político eleitoral a direita radical e a extrema direita também acompanharam a centro-direita cearense, como síntese de votação dos polos em conjunto; veja a campanha ao Senado da ativista social, Kamila Cardoso, que teve quase ⅓ votos do eleitorado cearense. É o cenário político - eleitoral de divórcio do tassismo cearense, com o seu antigo polo conservador social e pró - mercado financeiro. 

 

O campo progressista cearense apoiou a eleição do candidato petista ao Governo Estadual, o deputado estadual Elmano de Freitas, e a candidatura vitoriosa ao Senado do ex-governador Camilo Santana (PT), para a vaga do senador Tasso Jereissati (PSDB), nos próximos oito anos. É preciso frisar que o campo progressista se diluiu no lulopetismo local, como força auxiliar contra o bolsonarismo. A influência do senador Tasso Jereissati (PSDB), no pleito eleitoral de 2022, no campo estadual, sem dúvida foi praticamente nulo, com a sua participação quase figurativa no palanque da chapa majoritária de Roberto Cláudio (PDT) e do Domingos Filho (PSD), sem a participação do PSDB na coligação partidária cirista - trabalhista. 

 

O ex-governador Tasso Jereissati (PSDB) vai se despedir do Senado, com o reconhecimento do eleitorado do lulopetismo, porém, nunca teria o seu voto de confiança, já no outro espectro ideológico, o polo conservador social cearense mantém uma distância e silêncio sobre a saída ou despedida do senador tucano do Congresso. A Consultoria LCFB acredita numa nova configuração da federação partidária Cidadania - PSDB, com a possibilidade nada remota da entrada do Podemos via articulação política do governador gaúcho, Eduardo Leite (PSDB), nos próximos meses. 

 

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa é diretor - gerente da Consultoria LCFB 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

Até Breve Heitor Férrer

 




O deputado estadual, Heitor Férrer (UB), vai deixar momentaneamente o cargo de parlamentar da Assembleia Legislativa do Ceará. Heitor Férrer teve quatro mandatos (1988, 1992, 1996 e 2000) de vereador da Câmara Municipal de Fortaleza, já na Assembleia Legislativa do Ceará foram cinco mandatos consecutivos: 2002, 2006, 2010, 2014 e 2018. A Consultoria LCFB acredita que o tom moderador do último mandato de Heitor Férrer, não encontrou eco no sentimento de radicalização política das classes médias cearenses.

A Consultoria LCFB nos seus relatórios durante o pleito eleitoral de 2022, já apontava a possibilidade da não renovação do mandato de deputado estadual, Heitor Férrer (UB), pois o próprio não compreendeu a radicalização política do seu eleitorado cativo que é na sua maioria antilulista, vamos dar como o exemplo a reeleição do deputado estadual, Renato Roseno (PSOL), que conseguiu representar o sentimento anti-bolsonarista nas classes médias cearenses, porém, esse segmento eleitoral é minoritário neste segmento social (classe média).

O eleitor com renda entre cinco e dez salários-mínimos com nível superior completo, especificamente do sexo masculino, é sem dúvida o perfil do eleitorado bolsonarista de classe média tradicional que votava massivamente nas reeleições de mandato do deputado estadual, Heitor Férrer (UB), nos últimos três pleitos eleitorais: 2014, 2018 e 2022. Heitor Férrer praticamente perdeu a capacidade de interlocução com a classe média tradicional, no pleito eleitoral de 2022. O eleitorado liberal fortalezense de perfil ideológico antipetista praticamente não votou em Heitor Férrer.

O deputado estadual Heitor Férrer (UB) saiu do perfil de parlamentar oposicionista, para um tom moderado de questionamento do segundo mandato do governador Camilo Santana (2019 - 2022), é preciso frisar que o Heitor Férrer sempre foi dependente do voto espontâneo da opinião pública dos setores liberais da sociedade civil. Heitor Férrer acertou na parceria com o candidato a deputado federal, o empresário Carlos Matos (UB), no pleito eleitoral de 2022, todavia, ambos não abraçaram o discurso pró - Bolsonaro e nem discurso antipetista, em síntese uma bela campanha midiática, para um público reduzido de eleitores da classe média tradicional.

A Consultoria LCFB acredita que o principal papel do deputado estadual, Heitor Férrer (UB), é se reinventar como homem público, nas redes sociais. Heitor Férrer nunca vai ser um bolsonarista, porém, nunca será lulopetista. A Consultoria LCFB indicará o caminho político - eleitoral, para que o médico Heitor Férrer possa organizar o palanque local do senador Sérgio Moro (UB), para possível candidatura à presidência da República, em 2026.

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa é diretor - gerente da Consultoria LCFB


terça-feira, 24 de janeiro de 2023

Elmano de Freitas e os novos aliados: União Brasil e José Sarto

 




O governador Elmano de Freitas (PT) vai receber o apoio da bancada parlamentar do União Brasil, na Assembleia Legislativa do Ceará, como também terá uma boa convivência com os deputados federais desta sigla partidária. Elmano de Freitas começa a receber adesão de antigos adversários, contudo, isso não significa adesão do eleitorado nacional - popular iliberal ou direita radical e de setores ciristas não lulistas. É uma perspectiva muito plausível nos prováveis índices de aprovação ou rejeição do governador Elmano de Freitas (PT), nos próximos meses.

Os relatórios aos clientes da Consultoria LCFB, já havia antecipado o processo de adesão do União Brasil, a base parlamentar do governador Elmano de Freitas (PT), com a participação efetiva do presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, o deputado estadual Evandro Leitão (PDT), em conjunto, com o prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa (UB), sem a participação direta do deputado federal, Capitão Wagner (UB), nas tratativas. A Consultoria LCFB acredita que a direção estadual do Partido Liberal faça o mesmo caminho do diretório estadual do União Brasil, em relação à adesão ao Governo Estadual.

O prefeito de Fortaleza, o médico José Sarto, não vai fazer nenhuma oposição local ao governador, Elmano de Freitas (PT), como deseja a corrente pedetista do ex-ministro, Ciro Gomes, e do ex-prefeito da capital cearense, o médico Roberto Cláudio, nos próximos dois anos. José Sarto começa a fazer o processo de aliado administrativo do governador Elmano de Freitas, numa aliança política à margem da direção estadual do Partido Democrático Trabalhista (PDT).

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa é diretor - executivo da Consultoria LCFB


terça-feira, 17 de janeiro de 2023

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa no Sertão TV

 



*O cientista político Luiz Cláudio analisou no Ponto de Vista desta terça-feira, 17, a conjuntura nacional depois do ataque de 8 de janeiro. Confira!*

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_Consulte os planos de TV no site: https://www.brisanet.com.br/tv/ ou ligue para 0800 287 3020._

Entrevista ao Sertão TV - Larissa Gaspar e a Eleição de Fortaleza

 



A entrevista do sociólogo e consultor politico, Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, para o grupo de comunicação Sertão TV. Tema: O início dos governos de Lula (PT) e de Elmano de Freitas (PT). 


P.S - A provável pré - candidatura da deputada estadual, Larissa Gaspar (PT), para a prefeitura de Fortaleza, em 2024.

Lula e o Semiparlamentarismo

 






O presidente Lula (PT) vai tentar atrair o presidente da Câmara, o deputado federal Arthur Lira (PP), para a reconstituição do antigo modelo político-administrativo do período FHC (1995 - 2002) e do seu próprio período lulopetista (2003 - 2010): o presidencialismo de coalizão. O poder executivo impõe uma agenda administrativa ao poder legislativo, no modelo do presidencialismo de coalizão. A crise institucional entre o poder executivo e o poder legislativo no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff (2011 - 2016), sem dúvida criou o objeto de nossa análise neste texto: o semiparlamentarismo.

O presidente da Câmara, o deputado federal Arthur Lira (PP), e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), não vão retornar ao papel do Congresso como um mero coadjuvante do poder executivo ou do presidente Lula (PT), com isso será imposto uma agenda administrativa - econômica conjunta dos dois poderes.

A Consultoria LCFB acredita que seja o surgimento do parlamentarismo de cooptação de ambas as partes. O Centrão de Barganha do Arthur Lira com as seguintes agremiações partidárias: PP, Republicano, PL, Solidariedade, Avante, PROS, Patriota e outros. E o surgimento do Centrão Moderado do Rodrigo Pacheco com as seguintes agremiações partidárias: PSD, MDB, PSDB, Cidadania, Podemos, União Brasil e outros. O diretório nacional do União Brasil virou uma sucursal do senador Davi Alcolumbre (UB) que é aliado do presidente do Senado (Rodrigo Pacheco).

O modelo do semiparlamentarismo ainda será mantido ao estilo do período do presidente Michel Temer (2016 - 2018) e nos últimos dois anos do mandato do presidente Jair Bolsonaro (2019 - 2022), sob o comando do atual presidente do Congresso. A agenda administrativa e de reformas institucionais agora sob a tutela do Congresso, e não do poder executivo.

A Consultoria LCFB acredita no crescimento do poder de negociação do atual presidente do Senado, como numa espécie de poder moderador informal ou contrapeso à Câmara e ao Presidente Lula (PT), nos processos de conflitos de interesses.

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa é diretor - executivo da Consultoria LCFB