terça-feira, 31 de maio de 2022

Ciro Gomes vai indicar o Roberto Cláudio

 



O próximo boletim da Consultoria LCFB já definiu a imposição da candidatura à governador do Estado do Ceará, pela direção nacional do Partido Democrático Trabalhista (PDT). A nacionalização do palanque cearense.


O presidenciável Ciro Gomes e o presidente nacional, Carlos Lupi, com certeza vão indicar o nome do ex-prefeito Roberto Cláudio, como o candidato cirista-pedetista sem o lulopetismo, para a chefia do poder executivo estadual. Em substituição da governadora Izolda Cela. 


Luiz Cláudio Ferreira Barbosa é gerente-executivo da Consultoria LCFB

sábado, 28 de maio de 2022

Ciro Gomes e o Xadrez da Vida

 


https://mais.opovo.com.br/colunistas/eliomar-de-lima/2022/05/10245412-artigo-a-rainha-e-a-peca-mais-forte-no-xadrez.html


Acompanhei atentamente a partida de xadrez entre o ex-ministro Ciro Gomes, pré-candidato do PDT ao Palácio do Planalto, e a vice-campeã brasileira e ex-diarista Cibele Florêncio, na LiveDoCirão, disponibilizada no Youtube. Foram dezesseis lances jogados, até Ciro abandonar a partida, por entender que levaria xeque-mate em lances à frente.


O que Ciro deixou de analisar, no entanto, é que a derrota foi resultado do posicionamento das duas damas no tabuleiro, peças popularmente conhecidas como rainhas. Cibele estava com uma “dama boa”, enquanto Ciro estava com uma “dama ruim”. A “dama boa” possui grande mobilidade no tabuleiro e é decisiva em qualquer vitória. A “dama ruim” quase sempre se encontra bloqueada por suas próprias peças, quando somente ganha a função de defensora.


Tão importante quanto a função da rainha em uma partida de xadrez é a predisposição do jogador em saber utilizá-la de forma eficiente ou não.


Ficou claro que Ciro é adepto à movimentação de peões. E que suas peças de força mediana (bispos e cavalos) servem mais para neutralizar iguais peças do adversário, ao ponto da simples troca ser definida pelo ex-ministro como “sacrifício”. No jogo de xadrez de Ciro, não é aconselhável ser uma peça de força mediana. Melhor se manter como peão. Nos dezesseis lances jogados, todos foram mantidos.


Ao abandonar a partida prematuramente, Ciro não teve a oportunidade de aprender com Cibele que a rainha para triunfar necessidade do apoio de uma ou mais de suas peças. Na própria análise do ex-ministro, a rainha da vice-campeã brasileira receberia o apoio do cavalo para o xeque-mate. “Rainha aqui, cavalo aqui. Morri!”.


A lição da partida não pode passar alheia a Ciro. O ex-ministro precisa não avaliar o que lhe causou a derrota, mas o que levou a vice-campeã brasileira à vitória. “Rainha boa”, “rainha ruim”. Rainha com grande mobilidade e apoio de suas próprias peças, rainha bloqueada por sua própria gente.


Que siga o jogo...


Luiz Cláudio Ferreira Barbosa é sociólogo e gerente-executivo da Consultoria LCFB

domingo, 22 de maio de 2022

Simone Tebet 2022

 

Artigo no Jornal O Otimista



A pré-candidatura da senadora emedebista, Simone Tebet (MS), para o cargo de presidente da República, não é simplesmente um projeto alternativo à postulação do presidenciável, João Doria (PSDB); e sim um projeto via o ex-presidente Michel Temer (MDB). Michel Temer e o presidente nacional do MDB, o deputado federal Baleia Rossi (SP), no decorrer do ano passado (2021), os próprios recriaram o projeto Ponte para o Futuro 2 ou embrião da candidatura presidencial emedebista de Simone Tebet. Há um projeto político-eleitoral e econômico na coligação majoritária, para a sucessão do presidente Jair Bolsonaro (PL): MDB, Cidadania e PSDB.  

 

O ex-governador tucano paulista, Joao Doria (2019-2022), não compreendeu a dimensão do projeto emedebista, para o pleito eleitoral de 2022, com o título de Ponte para o Futuro 2, pois esse projeto foi planejado pelo ex-secretário estadual paulista, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, no biênio de 2017-2018. A nova roupagem do projeto (Ponte para o Futuro 2) presidencial emedebista, para esse ano, sem dúvida foi absorvida pelas seguintes agremiações partidárias: Cidadania e PSDB. A frente partidária do Centro Democrático sempre teve um projeto político-eleitoral e econômico, porém, não conseguia absorver o projeto individualista do João Doria, como uma espécie de pós-liberalismo sem apoio na sociedade civil. 

 

O ex-presidente da República, Michel Temer, não tinha espaço no palanque presidencial do ex-presidente Lula (PT), e muito menos no palanque de reeleição do atual chefe do Governo Federal. Michel Temer se reaproximou da velha guarda do tucanato que já pertenceu aos quadros do PMDB nacional. O presidente nacional do Cidadania, o ex-senador Roberto Freire, e os militantes históricos neocomunistas foram da antiga agremiação rival da Arena-PDS, no período da ditadura militar. A coligação majoritária para presidente da República tem o DNA emedebista, não adaptável ao estilo de fazer aliança política do presidenciável tucano, João Doria, nesse pleito eleitoral.   

 

A cúpula nacional emedebista sempre foi a principal adversária da candidatura presidencial do João Doria (PSDB), pois já havia um projeto de terceira via, com um arcabouço ideológico de cunho econômico liberal social. A senadora emedebista, Simone Tebet (MS), é uma espécie de candidatura presidencial tardia do legado político-administrativo do ex-presidente Michel Temer (MDB) ou da agenda pós-liberal da federação partidária PSDB e Cidadania. 

 

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa é gerente-executivo da Consultoria LCFB

quarta-feira, 18 de maio de 2022

A Frente Partidária Pró-Simone Tebet (Brasil e Ceará): MDB, Cidadania e PSDB

 



No próximo relatório da Consultoria LCFB aos seus clientes. A principal informação será o surgimento do bloco partidário cearense pró-Simone Tebet (MDB), para a presidência da República: MDB, Cidadania e PSDB. 

A Consultoria LCFB chama atenção que não é uma federação partidária a nível nacional. É apenas uma coligação majoritária para a presidente da República. Há perspectiva natural de um contato mínimo entre às direções regionais dos seguintes partidos: MDB, Cidadania e PSDB. 

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa é gerente-executivo da Consultoria LCFB

terça-feira, 17 de maio de 2022

Izolda Cela e o seu expediente de trabalho

 



É muito impressionante o ritmo de trabalho da governadora Izolda Cela, com quase dezoito horas de expediente. É algo muito surreal. Izolda Cela já recebeu vários prefeitos cearenses, nos últimos quinze dias.


Bom início de semana ao deputado estadual, Salmito Filho (PDT). E os meus parabéns ao trabalho do Luiz Soares, Márcio Pontes e da Monalyza Nogueira. Forte abraço ao amigo Robson Loureiro.


Luiz Cláudio Ferreira Barbosa é gerente-executivo da Consultoria LCFB


sexta-feira, 13 de maio de 2022

Cid Gomes não pode impedir a Izolda Cela

 



O senador Cid Gomes  (PDT) procura realinhar os vários grupos de interesses da base política-administrativa do Governo do Estado do Ceará. É o movimento político-eleitoral mais arriscado já coordenador por Cid Gomes e Ciro Gomes, nesse ano.

A Consultoria LCFB identifica no movimento de Cid Gomes (Ciro Gomes), como movimento para impedir o crescimento da sensação de apóio entre os governistas não pedetista-ciristas, em relação a reeleição da governadora Izolda Cela (PDT). 

A governadora Izolda Cela é sem dúvida apoiada pelo ex-presidente Lula e a direção estadual do Partido dos Trabalhadores. É simplesmente o palanque competitivo em solo cearense do lulopetismo.

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa é gerente-executivo da Consultoria LCFB

quinta-feira, 12 de maio de 2022

Izolda Cela e a saga de Joana d'Arc

 


https://mais.opovo.com.br/colunistas/eliomar-de-lima/2022/05/11/artigo-izolda-e-a-saga-de-joana-d-arc.html

Maria não ousaria ter a luta comparada à Joana. Mas a história das camponesas, separadas por seis séculos, não há de negar a coragem de ambas à frente de exércitos em batalhas santas. A primeira, nascida na vila Domrémy, distante 340 quilômetros de Paris, buscou legitimar o trono francês reclamado pelos ingleses. Mesmo com batalhas vencidas e exército com a confiança restaurada, Joana d’Arc foi queimada em fogueira, após traída e aprisionada pelo seu próprio povo. A segunda, nascida na chegada da estrada de ferro da então longínqua e pobre Sobral, distante 240 quilômetros de Fortaleza, busca legitimar um futuro para toda uma juventude, principalmente por meio de conquistas na Educação e formação em escolas profissionalizantes. Mesmo com batalhas vencidas e com um exército de jovens que destacam o Ceará, Maria Izolda Cela corre o risco de ser “queimada”, diante de investidas de um grupo dentro de seu “próprio povo”.


Joana ouvia vozes as quais identificava serem do Arcanjo Miguel, de Santa Margarida e Santa Catarina. Maria ouve vozes demais...


É verdade que as primeiras vozes para Maria soaram mais “divinas”, quando o exército do PDT e aliados ainda ostentava os cavaleiros Roberto Cláudio, Evandro Leitão e Mauro Filho. Maria ainda era somente a doce camponesa com as raízes da “então longínqua e pobre Sobral”. São Camilo era o padroeiro do Palácio da Abolição e colhia orações em todas as “igrejas” para a construção de uma nova capela em Brasília.


As primeiras e divinas vozes para Maria vieram do prefeito de Caucaia, Vitor Valim, e, em seguida, do cavaleiro Evandro Leitão. Apesar dos pedidos de promessas em encaminhamento, São Camilo teve que optar somente por um dos cavaleiros, diante do risco da fé abalada de “fiéis”, pois já não era mais o padroeiro do Palácio da Abolição. Com os apoios declarados de Vitor Valim e Evandro Leitão, Camilo, já sem a santidade de obrar milagres, também se voltou para o comando da camponesa Maria.


Assim como ocorreu na Guerra dos Cem Anos, o trono do PDT no Ceará passou a ser disputado entre os irmãos Ciro e Cid Gomes, mas ao estilo da “Guerra Fria”. E foi fundamental para a camponesa Maria Izolda Cela o apoio de Cid, enquanto Ciro se voltou para Roberto Cláudio. O cavaleiro Mauro Filho, já sem armadura e poder de lança, segue o estilo Mauro Filho... ainda em cima do muro. Vai que...


Sem a chegada da hora da “inquisição”, Maria ainda se vale do tempo para reorganizar estratégias e qualificar as vozes que passaram a ecoar em sua mente, depois das iniciativas “divinas” de Vitor Valim, Evandro Leitão, Camilo e Cid. Maria precisa compreender que o grito da largada já foi dado e que os atuais gritos de largada são apenas gritos.


Joana teve a dignidade resgatada 25 anos depois de queimar na fogueira, diante de um novo tribunal inquisitorial, e então declarada Mártir da Igreja. Sua morte, no entanto, reacendeu o sentimento patriótico francês contra os ingleses.


Maria tem o aprendizado da história de Joana...


*Luiz Cláudio Ferreira Barbosa


Sociólogo e gerente-executivo da Consultoria LCFB.