A deputada federal, Luizianne Lins, deverá lançar uma pré-candidatura a prefeitura de Fortaleza, nos próximos dias. É sem dúvida peça de ficção política-eleitoral ou autoengano do lulopetismo fortalezense, sem nenhuma chance de vitória. O Partido dos Trabalhadores é refém total do capital político-administrativo do governador, Camilo Santana, para o pleito eleitoral de 2020, em Fortaleza. Luizianne Lins tentará manter um pequeno eleitorado de esquerda radical antibolsonarista, sob a sua influência, pois poderá perdê-la para o Partido Socialista e Liberdade (PSOL) do deputado estadual Renato Roseno.
O ex-presidente Lula chancelou a pré-candidatura da deputada federal, Luizianne Lins, para a prefeitura de Fortaleza, sem fazer nenhuma consulta prévia ao governador, Camilo Santana, pois há interesse explícito de enfrentamento ao grupo político do ex-governador, Ciro Gomes, e do prefeito Roberto Cláudio, nas eleições municipais de 2020. Lula e Fernando Haddad foram apoiados pela direção nacional do PROS, no pleito eleitoral presidencial de 2018, com isso é provável, num segundo turno da sucessão municipal, um apoio da direção nacional do Partido dos Trabalhadores ao deputado federal, Capitão Wagner, que é pré-candidato a prefeito de Fortaleza, pelo PROS,
O deputado estadual do PSOL, o advogado Renato Roseno, foi muito bem votado no pleito eleitoral de 2012, para o cargo de chefe do executivo da prefeitura de Fortaleza. Renato Roseno teve aproximadamente 12% dos votos válidos no primeiro turno nas eleições daquele ano (2012). A candidata petista e ex-prefeita de Fortaleza, sem dúvida foi herdeira ou beneficiada, com quase 80% dos eleitores renatista-psolitas, no pleito eleitoral de 2016, no primeiro turno, onde a mesma teve 16% dos votos válidos. Renato Roseno deverá ser pré-candidato do PSOL, na eleição municipal da capital cearense, com isso concretizara seu desejo de ser a maior liderança do campo democrático anti-bolsonarista fortalezense.
O governador Camilo Santana (PT) vai tentar convencer o senador, Cid Gomes (PDT), da necessidade de uma candidatura a prefeito de Fortaleza, que não seja do PDT, mas, que seja do PSB ou PL. Cid Gomes compreende como correta a estratégia de Camilo Santana, porém, os ciristas e os robertistas têm o interesse da candidatura própria, na sigla trabalhista, para o cargo de prefeito. O bloco partidário entre o Partido Liberal e o Partido Socialista Brasileiro deve manter uma agenda de construção de uma chapa majoritária camilista ou fazer a indicação do candidato a vice-prefeito na chapa majoritária pedetista, para a prefeitura de Fortaleza, em 2020.
O lulopetismo tem interesse em derrotar o candidato cirista-robertista no pleito eleitoral de Fortaleza. É uma estratégia simples e bem objetiva do ex-presidente Lula contra o ex-ministro Ciro Gomes e o senador, Cid Gomes, no maior município brasileiro administrador pelo o Partido Democrático Trabalhista. O diretório municipal de Fortaleza teme ficar pequeno perante a liderança consolidada do deputado estadual, Renato Roseno (PSOL), após a eleição 2020,na capital cearense. O diretório municipal de Fortaleza do PC do B poderá apoiar o PT ou o PSOL, como uma estratégia de sobrevivência, no pleito eleitoral desse ano.
Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político
O futuro político-eleitoral do Sérgio Moro não é incógnita no espaço público, pois a sua candidatura presidencial será muito relevante no pleito de 2022. Sérgio Moro deverá ser o candidato ideal da classe média brasileira que não deseja o retorno do lulopetisto, como também não nutre simpatia pela reeleição do presidente, Jair Bolsnonaro, em síntese representa o novo centrismo ideológico da política brasileira.
O ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, e o presidente do Cidadania 23, o ex-deputado federal Roberto Freire, têm feito um grande esforço na construção da pré-candidatura do apresentador televisivo, Luciano Huck, para o pleito eleitoral de 2022, como um potencial adversário do ex-presidente Lula na região do Nordeste, seria também o principal concorrente do presidente Jair Bolsonaro no eixo Sudeste-Sul e Centro-Oeste.
A longa experiência de Fernando Henrique Cardoso e de Roberto Freire na política nacional, já sinalizava o enfrentamento da chapa majoritária de reeleição composta pelo atual chefe do executivo do Governo Federal, com o ex-juiz, Sérgio Moro, que seria o provável pré-candidato a vice-presidente, na chapa governista, esse cenário desapareceu. O rompimento político-institucional de Sérgio Moro com o presidente, Jair Bolsonaro, já coloca a pré-candidatura de Luciano Huck fora do radar do eleitorado conservador laico e do eleitorado liberal, com isso haverá uma ponte de negociação do ex-presidente FHC e do ex-deputado federal, Roberto Freire, com o ex-ministro da Justiça.
O senador Álvaro Dias e a presidente nacional do Podemos, a deputada federal Renata Abreu, já trabalham desde 2019, com a filiação do ex-ministro, Sérgio Moro, aos quadros da agremiação partidária. Sérgio Moro deverá fazer essa filiação, com uma certa antecedência, pois é do seu interesse a criação de uma coligação partidária ou frente partidária oposicionista. O morismo não é anti-política institucional, isso é algo muito importante, nesse momento para a classe média tradicional que deseja um período de estabilidade econômica e política no Palácio do Planalto a partir de 2023. O presidente nacional do PSL, o deputado federal Luciano Bivar, tem interesse em apoiar a pré-candidatura de Sérgio Moro, para a presidência da República. As agremiações partidárias de centro-direita têm interesse em fazer parte do projeto presidencial do Podemos, com o apoio do PSL: Patriota, PROS, Avante e PTC.
O ex-ministro Sérgio Moro não é um aprendiz na arte da política visível e da política invisível ou política de bastidores. Sérgio Moro tem apoio de membros do STF, assim como membros da Polícia Federal e da Receita Federal. A Rede Globo já alimenta o seu noticiário diário numa perspectiva pró-Sérgio Moro e anti-Jair Bolsonaro. O mercado financeiro perdeu a fé ideológica, em relação ao presidente Jair Bolsonaro, com isso é plausível o apoio político-financeiro ao projeto eleitoral presidencial do Podemos e PSL para a presidência da República.
O palanque presidencial com uma candidatura centrista, já estava em gestação independente do interesse político-eleitoral do ex-juiz, Sérgio Moro, por isso a minha análise, sem dúvida precisava transcrever esses cenários. É necessário ter a compreensão da reorganização do mapa político-eleitoral brasileiro após as séries de crises institucionais do presidente,Jair Bolsonaro, nos últimos sessentas dias. O bolsonarismo e o lulopetismo não vão ocupar o centro político-ideológico do eleitorado brasileiro, com isso há espaço para o morismo ou pré-candidatura presidencial conservadora pró-mercado e laica ao estilo liberal social.
Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político
O governador Camilo Santana (PT) foi um agente político-eleitoral quase nulo, no pleito eleitoral de Fortaleza de 2016, na reeleição do atual prefeito, o médico Roberto Cláudio (PDT), e sem dúvida foi a última grande vitória do cidismo-cirista, na capital cearense. Camilo Santana é o único impedimento político-eleitoral a vitória do grupo oposicionista do deputado federal, Capitão Wagner (PROS), nas eleições 2020, em Fortaleza.
A votação na reeleição do governador Camilo Santana (PT) no município de Fortaleza, no pleito eleitoral de 2018, é sem dúvida a consolidação do camilismo, como força política-ideológica centrista entre os fortalezenses. Os eleitores conservadores cristãos e os eleitores liberais laicos não têm nenhuma dificuldade de votarem no atual chefe do executivo estadual ou nos seus candidatos ao cargo executivo. O prefeito fortalezense, Roberto Cláudio (PDT), somente elegeu o seu candidato a deputado estadual, e não obteve êxito eleitoral para o seu candidato a deputado federal entre os eleitores da capital cearense. Destaco também que referente à corrida presidencial somente houve 40% dos votos válidos para o presidenciável Ciro Gomes (PDT) contra uma rejeição de 60% dos votos válidos, no primeiro turno da eleição presidencial de 2018, em Fortaleza.
O prefeiturável fortalezense das oposições conservadoras, o deputado federal Capitão Wagner (PROS), já tem comprovado aproximadamente 1/3 das intenções de votos, no primeiro turno das eleições de 2020. O Movimento Conservador Cívico Fortalezense (MCCF) não deverá perder sua coesão nos próximos meses, com isso temos a garantia do seu representante no segundo turno das eleições, em Fortaleza. O senador Tasso Jereissati vai construir a coligação PSDB-DEM, com o lançamento do ex-deputado estadual, Carlos Matos, como candidato a prefeito de Fortaleza. É provável assistirmos ao colapso do tassismo fortalezense, bem antes do início do primeiro turno da sucessão municipal de nossa capital.
O deputado estadual, Renato Roseno, deverá ser o candidato a prefeito de Fortaleza pelo Partido Socialista e Liberdade (PSOL), pois no primeiro turno do pleito eleitoral da capital cearense, em 2012, o mesmo teve 12% dos votos válidos, porém, as pesquisas de opinião pública, sempre prejudicaram o psolista, com isso houve a migração do voto útil, para o candidato petista, no pleito eleitoral daquele ano. Os eleitores progressistas fortalezenses na faixa etária de 16 até 24 anos incompletos não votaram no pleito eleitoral de 2012, eles irão votar nesse ano e representam uma genuína esquerda pós-lulopetismo.
A deputada federal e pré-candidata à prefeitura de Fortaleza, Luizianne Lins, somente tem o apoio do diretório municipal do Partido dos Trabalhadores, na capital cearense. O vereador e presidente do diretório fortalezense petista, Guilherme Sampaio, sem dúvida esperava ser chamado para algum diálogo político-eleitoral, com o governador Camilo Santana (PT), porém, ainda não houve esse encontro, em função do quadro de calamidade pública. O deputado estadual, Acrísio Senna, é uma das poucas vozes sensatas que faz a defesa do diálogo maior, com o governador, Camilo Santana, bem antes do lançamento de uma candidatura petista à sucessão do prefeito Roberto Cláudio (PDT), nos próximos dias.
O prefeito de Fortaleza, o médico Roberto Cláudio (PDT), deverá esperar o consenso político-eleitoral entre o senador, Cid Gomes (PDT), e o ex-governador, Ciro Gomes (PDT), em relação ao pré-candidato pedetista ao executivo fortalezense. O grupo cirista-cidista devera fazer uma indicação de um genuíno aliado de primeira ordem de Ciro Gomes. O senador Cid Gomes tem a estratégia de construir um bloco partidário bem peculiar com a intenção de ter o maior tempo de televisão e de rádio, no primeiro turno do pleito eleitoral de Fortaleza: PDT, PP, PSD e outros. Cid Gomes tem a compreensão de que o seu aliado de primeira ordem no estado e na capital é o governador Camilo Santana. Sendo o único com capacidade de garantir a ida de um pedetista ao segundo turno. Eu particularmente tenho duvidas se o governador Camilo Santana fará a indicação do candidato a vice-prefeito da chapa majoritária pedetista
O secretário municipal do Turismo de Fortaleza e presidente estadual do Cidadania (Ex-PPS), o empresário Alexandre Pereira, sem dúvida é um forte pré-candidato a prefeito da capital cearense. Alexandre Pereira tem a compreensão da necessidade política-eleitoral de ser a renovação administrativa dentro do bloco governista do prefeito, Roberto Cláudio (PDT), e do governador, Camilo Santana (PT), sem necessariamente ser o candidato oficial, porém, será o candidato, com um perfil independente e ao mesmo tempo pró-governo. É uma estratégia que poderia dar certo entre o eleitorado centrista no espectro ideológico de Fortaleza.
O pré-candidato a prefeito de Fortaleza do Novo (30), o empresário Geraldo Luciano, poderá ser o representante da alta classe média fortalezense. Geraldo Luciano é o candidato ideal do voto qualificado ou voto antinulo dos eleitores, com alto índice educacional, e com renda mensal acima dez salários mínimos, no primeiro turno do pleito eleitoral de Fortaleza. É uma pré-candidatura que deverá ocupar o espaço político-eleitoral, com certa antecedência da pré-candidatura pedetista nos estratos socioeconômicos dos bairros nobres da capital cearense.
O Partido Verde secção Fortaleza vai lançar o deputado federal, Célio Studart, para o cargo de prefeito da maior cidade cearense. Célio Studart tem o maior movimento social horizontal da política fortalezense, sem necessidade de intermediação de nenhuma organização pública ou privada entre o parlamentar, com o seu eleitorado. A bandeira do Direito dos Animais sempre se mantem atualizada nas redes sociais, isso é independente de qualquer crise institucional ou crise política. O eleitor celista não faz quase nenhuma manifestação no espaço público, porém, sempre faz manifestação no seu espaço individual ou privado, por isso não é identificado nas pesquisas de opinião pública, pois somente irá materializar o seu voto, na véspera do pleito eleitoral.
O governador Camilo Santana não deverá ser refém do Partido dos Trabalhadores (PT) e nem do Partido Democrático Trabalhista (PDT), nas eleições de Fortaleza, em 2020. Camilo Santana começa a construir o seu próprio bloco partidário: Partido Socialista Brasileiro (PSB) e o Partido Liberal (PL). O presidente estadual do PSB, o deputado federal, Denis Bezerra, e o presidente estadual do Partido Liberal, o prefeito de Eusébio, o médico Acilon Gonçalves, têm trânsito livre, com o governador Camilo Santana e os irmãos Gomes (Cid-Ciro), assim como esses partidos têm condição de formarem o principal embrião da pré-candidatura camilista, na sucessão do prefeito Roberto Cláudio (PDT), no maior município cearense. O governador Camilo Santana (PT) não será nunca reduzido ao tamanho político-eleitoral que teve no pleito eleitoral de 2016, em fortaleza, por isso haverá uma negociação silenciosa, com o senador Cid Gomes (PDT) e o diretório nacional do Partido dos Trabalhadores.
Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político
Avaliação da Sucessão Municipal de Fortaleza de 2020. Tema - Capitão Wagner e o Bolsonarismo-Morista / Alexandre Pereira e o Campo Democrático. Local: Biblioteca da Assembleia Legislativa do Ceará.
Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político
Nos últimos dias os policiais militares iniciaram uma greve em busca de reconhecimento e consequentemente melhores salários. O distanciamento político do governo do Estado frente as reivindicações e anseios dos policiais causa estarrecimento.
O que cabe ao Estado ? Garantir e promover a saúde, segurança e Educação. E’ fato que o Estado teve reduções significativas nos índices de criminalidade, mas o Estado apesar de ter razoável favorável situação financeira, não deseja pagar essa conta.
E onde fica os cidadãos? Encarcerado em suas casas e apartamentos, num receio e medo que cada dia aumenta.
O ponto focal é o equilíbrio entre o desejo de aumento dos policiais e a carteira do Estado. Reorganizar essa conta parece complicado.
Regina Cláudia Barbosa Fideles
O segundo ponto , mais não menos emblemático, e’ a anistia aos policiais presos e perdão das penalidades administrativas que o governo de Camilo Santana insiste em imputar.
Parafraseando, a ministra britânica Margaret Thatcher , se você deseja dizer algo peça um homem, se quer fazer algo peça uma mulher. Muita coisa sendo dita, pouca coisa sendo feita.
Minha percepção se resume a cena final do filme Sociedade dos poetas mortos, que ao final, profundamente emocionados com a partida do mestre, os alunos se revoltam e sobem em suas carteiras com a frase : Capitão , Oh Meu capitão...
Regina Cláudia Barbosa Fideles, Advogada e Auditora Fiscal
O governador Camilo Santana tem uma capacidade
ímpar de construir uma aliança improvável no campo político-administrativo,
porém, não impossível no campo institucional, com o ministro da Justiça, Sérgio
Moro. Camilo Santana trouxe Sérgio Moro a Fortaleza, como um sinal de união do
Governo Estadual e do Governo Federal, no caso específico da paralisação do
setor público de segurança. O ministro Sérgio Moro também demonstrou grande
capacidade de criação de uma agenda propositiva na área de segurança pública
perante a opinião pública nacional.
O condomínio político-administrativo do governador
Camilo Santana (PT) e do senador Cid Gomes, já demonstra uma certa fadiga de
rearranjo na área administrativa. Camilo Santana sem dúvida é a maior liderança
política do grupo camilista-cidista que outrora era cidista-camilista. O grupo
camilista-cidista não é como o seu grupo original (cidista-camilista) uma
espécie de governo ônibus, com os governistas nas primeiras filas e os aliados
menores no fundão, pois o novo modelo (camilista-cidistas) é um verdadeiro
guarda-chuva ideológico, com a participação da maioria dos grupos políticos
cearenses, seguindo esse novo modelo político-administrativo: lulismo-petista,
cirismo-cidista, eunecismo (MDB), tassismo sem o PSDB, liberalismo social
(Alexandre Pereira) e os bolsonaristas moderados (Sérgio Moro).
A retórica nós contra eles não funciona na lógica
política-administrativa do governador cearense, Camilo Santana (PT), que já
construiu uma espécie de pacificação no campo político estadual. Camilo Santana
procura organizar um certo campo democrático de governabilidade ou parceria
entre o Governo Estadual e o Governo Federal independente do presidente de
plantão: Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro. É preciso compreender
essa característica peculiar do governador, Camilo Santana, na qual tem a
simpatia da opinião pública local e parte da opinião pública nacional.
O ministro da Justiça, Sérgio Moro, é a feição da
maior liderança política-administrativa do Governo Federal perante a opinião
pública nacional. Sérgio Moro tem o seu menor índice de popularidade na região
do Nordeste brasileiro, então como não pode fazer aliança na área política e
administrativa como o presidente da República, Jair Bolsonaro, o ministro
(Sérgio Moro) teve essa oportunidade de fazer uma aliança na área
institucional, com o governador cearense, Camilo Santana (PT), no campo da
Segurança Pública, desse modo poderá diminuir a sua rejeição nessa parte da
federação brasileira. O bolsonarismo moderado deverá ser parte do grupo
político-partidário do governador Camilo Santana (PT), numa provável agremiação
partidária da base aliada governista: Partido Socialista Brasileiro (Denis
Bezerra) ou Partido Liberal (Acilon Gonçalves).
O deputado federal Capitão Wagner (PROS) é sem
nenhuma dúvida o pré-candidato a prefeito de Fortaleza, com o apoio do setor
conservador-liberal da sociedade civil fortalezense. Capitão Wagner não deverá
adotar um discurso radical, em relação ao governador Camilo Santana (PT), dessa
forma caso seja eleito prefeito da capital cearense não terá nenhuma
dificuldade em construir uma nova parceria administrativa, com o Governo
Estadual. O discurso eleitoral anticamilista não tem eco no eleitorado
fortalezense, então, o principal pré-candidato (Capitão Wagner) das oposições
não vai adotar essa estratégia.
A pré-candidatura do Cidadania 23 (PPS) do
empresário e secretário municipal, Alexandre Pereira, poderá ,nesse primeiro
momento, ser a cristalização de uma futura candidatura camilista, para prefeito
de Fortaleza. Alexandre Pereira tem a capacidade política e técnica para ser o
candidato governista, com capacidade de adotar o modelo administrativo da
Parceria Pública e Privada na Prefeitura de Fortaleza; e a necessidade
implantar uma reforma fiscal no maior município cearense. O liberalismo social
tem pré-candidatura natural na figura pública do neorepublicano: Alexandre
Pereira.
O senador Cid Gomes deverá decidir pela candidatura
própria pedetista a sucessão do prefeito fortalezense, Roberto Cláudio, somente
na véspera do início da campanha eleitoral na televisão e rádio. Cid Gomes tem
a compreensão de que no primeiro instante da pré-campanha da capital cearense,
já poderemos assistir a uma provável migração do eleitorado cidista-robertista,
para o pré-candidato do Partido Verde, o deputado federal Célio Studart, que
surge como o principal adversário do pré-candidato oposicionista, o deputado
federal Capitão Wagner (PROS), em função do vácuo político-eleitoral de uma
candidatura própria governista municipal.
Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e
consultor político
O radicalismo dos discursos político-institucionais já é um fato no espectro ideológico brasileiro. As correntes bolsonaristas e os movimentos sociais pró-Lava Jato são adversários do lulopetismo e dos seus aliados após o término da eleição presidencial de 2018. O cenário partidário no país não é mais divido apenas entre os partidos da situação ou bloco partidário de apoio ao Planalto versus as oposições e as suas agremiações partidárias, no seu lugar foi colocado o personalismo do presidente Jair Bolsonaro versus o personalismo do ex-presidente Lula, em relação ao debate público nas redes sociais, com a reprodução dos fatos nas mídias tradicionais de comunicação: Televisão, Jornal e Rádio.
No Congresso há quase um consenso da necessidade de aprovação das reformas (Tributária, Fiscal e Administrativa), para o retorno do equilíbrio fiscal na União e nos Estados, assim como o crescimento econômico e a criação de vagas de trabalho. Os partidos independentes como o Podemos e o Cidadania 23 fazem junto ao Centrão (DEM-MDB-PP-PSD-PL(PR)-Republicano(PRB) e outros), uma aliança que já faz o papel de fiador político-sociail da relação republicana entre o Executivo e o Legislativo, na garantia da governabilidade, para a sociedade civil e os agentes dos mercados financeiros. O centro democrático brasileiro não é frente partidária, pois funciona como uma nova frente de atores partidários anti-polarização da política nacional nos centros regionais. A primeira sinalização de superação do enfrentamento entre os bolsonarista-lava jatistas contra o lulopetismo vem do Rio Grande do Sul.
O governador gaúcho, o tucano Eduardo Leite, foi o grande responsável pela criação do primeiro núcleo do Centro Democrático da política brasileira, em solo regional. Eduardo Leite trouxe os ditames das políticas públicas federais do ministro Paulo Guedes, com isso obteve o apoio do PSL e do Novo (30), como também do Podemos e do Cidadania 23, assim como do Centrão gaúcho nas votações das reformas da previdência e administrativa. Num segundo momento, o chefe do executivo gaúcho ainda conseguiu um diálogo pertinente e republicano, com o bloco oposicionista (PT-PSOL-PDT), no trâmite das reformas nas Comissões e no Plenário, e também nas votações abertas da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.
No município de Fortaleza, o empresário e presidente estadual do Cidadania 23, Alexandre Pereira, já tem uma agenda política-partidária para atração de novos atores sociais, para o pleito eleitoral de 2020, ele ira utilizar o modelo de Centro Democrático. O senador Tasso Jereissati (PSDB) e o presidente do Democrata secção cearense, o empresário Chiquinho Feitosa, são os responsáveis pela criação do bloco PSDB e DEM; num tentativa de criação do modelo Centro Democrático Estadual. O Cidadania 23 é o bloco partidário entre o PSDB e o Democrata que têm condição de manter um bom diálogo na área de políticas públicas, nos próximos dias, sem a necessidade nesse momento de alguma discussão política-eleitoral, para o pleito de Fortaleza, desse ano.
Luiz Cláudio Ferreira Barbosa sociólogo e consultor político