sábado, 16 de setembro de 2023

Luizianne Lins sem função Política-Eleitoral

 



A deputada federal Luizianne Lins compreendeu a possibilidade da filiação do deputado estadual, Evandro Leitão (PDT), ao diretório municipal do Partido dos Trabalhadores (PT). Luizianne Lins tem noção da enorme possibilidade da candidatura de Evandro Leitão pelo PT, a prefeito de Fortaleza no próximo ano. Representa sem dúvida uma nova fase do lulopetismo com o centralismo eleitoral a nível nacional sendo reproduzido no diretório petista fortalezense.


O centralismo eleitoral lulopetista já funcionou no ano passado, pois o ex-governador Camilo Santana (PT) e o deputado federal, José Nobre Guimarães (PT) escolheram o deputado estadual, Elmano de Freitas (PT), como o candidato ao cargo de governador do Ceará, sem consulta prévia aos filiados.


A direção nacional do Partido dos Trabalhadores apoiou a decisão da direção estadual de lançar a candidatura de Elmano de Freitas a sucessão da governadora, Izolda Cela (PDT), com a anuência do grupo político da deputada federal Luizianne Lins, com isso foi criado o consenso interno ou centralismo eleitoral lulopetista. 


O grande desafio do núcleo político-eleitoral lulopetista (José Nobre Guimarães, Camilo Santana e Elmano de Freitas) não é a filiação do atual presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, o deputado estadual Evandro Leitão (PDT), aos quadros do diretório municipal fortalezense do Partido dos Trabalhadores, pois é quase certa a sua candidatura a prefeito da capital cearense, contudo, o grande desafio é deixar a deputada federal Luizianne Lins (PT) sem função política-eleitoral durante o processo de pré-campanha lulopetista. É preciso respeitar e achar um modo de se beneficiar do imenso capital político de Luizianne Lins, conquistado em duas décadas nos pleitos eleitorais fortalezenses. 


Luiz Cláudio Ferreira Barbosa é diretor-gerente da Consultoria LCFB 




quinta-feira, 14 de setembro de 2023

Tecnologia e Inclusão: Desafios e Oportunidades em Fortaleza




A carência de equipamentos de inclusão digital nas comunidades carentes de Fortaleza é uma preocupação atual. A falta de sensibilidade e estratégia, somada à insegurança nas comunidades, impede que as pessoas transitem livremente entre os bairros e acessem diretamente os poucos equipamentos existentes.


Recordando o final de 2009, período em que foi iniciado o Programa Nacional de Apoio à Inclusão Digital nas Comunidades - Telecentros.BR, instituído pelo Governo Federal através do Decreto 6991 de 27 de outubro de 2009, testemunhou uma notável parceria com a Prefeitura Municipal de Fortaleza. Durante a última década, iniciativas como o Telecentro.Br, o programa Casa Brasil, o Proinfor, a Casa da Cultura Digital, a Vila da Cultura Digital e outros desempenharam um papel fundamental na promoção da inclusão digital.


Os Telecentros.Br, por exemplo, proporcionaram acesso à internet e treinamento em habilidades digitais para comunidades carentes em Fortaleza, criando oportunidades educacionais e de emprego. Além disso, a introdução dos Centros Urbanos de Cultura, Arte, Ciência e Esporte (Cucas) também contribuiu significativamente para a inclusão digital. Os Cucas, como parte desses esforços, tornaram-se espaços multifuncionais que oferecem não apenas treinamento digital, mas também atividades culturais, esportivas e científicas.


No entanto, nos últimos anos, houve uma mudança de foco para formações técnicas avançadas, como programação e gamificação, em detrimento da importância da alfabetização digital básica. A capacidade de formatar um simples texto ou acessar serviços digitais básicos oferecidos pelos governos e empresas foi negligenciada, deixando lacunas na preparação das crianças, jovens e adultos para a era digital.

Neto Muniz


É fundamental reconhecer a importância de equilibrar a formação técnica avançada com as habilidades digitais essenciais. Além disso, o projeto "Vila da Cultura Digital", implantado em 2018 nos Cucas, ampliou o acesso a ferramentas digitais e promoveu a criatividade, tornando-se uma peça fundamental na inclusão digital das comunidades carentes de Fortaleza.


Entretanto, nos últimos anos, observamos que os poucos equipamentos ainda existentes estão passando por uma nova reformulação, o que é preocupante, pois ocorre sem o diálogo e a participação direta da comunidade que os utilizará. Não adianta implantar algo sem antes conhecer a necessidade e o perfil do usuário. Costumo sempre enfatizar que, para avaliar o nível das Políticas de Inclusão Digital em sua cidade, basta visitar uma agência bancária no início do mês e verá uma grande quantidade de usuários com dificuldades para acessar um simples caixa eletrônico.


Precisamos entender a importância de garantir que todas as camadas da sociedade estejam preparadas para participar plenamente da era digital e aproveitar seus benefícios, o que continua sendo um desafio crucial.


Neto Muniz

Especialista em Tecnologia em Gestão Pública Inovação.

O Novo Tempo no Cidadania 23






A mudança na executiva nacional do Cidadania era algo previsível nos últimos dias. O Cidadania acredita na necessidade do fortalecimento da Frente Ampla que elegeu o presidente, Lula (PT), no último pleito eleitoral, em 2022. É muito necessário o combate à extrema direita e não se tornar apenas uma quinta coluna no jogo político-institucional do Agrocentrão e do pós-bolsonarismo. 


A reorganização interna das ações políticas da nova executiva nacional do Cidadania ocorrerá sob a coordenação do Plínio Comte nos próximos meses. É o momento de literalmente tirar o sentimento anti-Governo Federal de algumas alas desta agremiação partidária social-liberal ou centrista, no campo ideológico da política brasileira. Haverá futuramente a rediscussão da federação partidária entre Cidadania e o PSDB.


O presidente estadual do Cidadania, o empresário Alexandre Pereira, sempre teve uma ótima convivência político-partidário com o ex-ministro Roberto Freire, nos últimos quatorze anos, pois ambos foram da direção nacional do Partido Popular Socialista e do Cidadania.


Alexandre Pereira mantém o seu papel de destaque na nova executiva do Cidadania, como também coloca o diretório cearense como grande fiador da nova configuração interna de realinhamento na Frente Ampla pró-Governo Federal, nesse primeiro ano do terceiro mandato do presidente Lula (PT), em função da necessidade de uma mínima governabilidade institucional. 


Luiz Cláudio Ferreira Barbosa é diretor-gerente 

da Consultoria LCFB 

quarta-feira, 13 de setembro de 2023

Jornal O Otimista - O eleitor silencioso do Juazeiro do Norte

 



 


Por ser totalmente urbano, o eleitor de Juazeiro do Norte, no Cariri, sofre menos influência de estratégias eleitorais externas, vinculadas aos governos estadual e federal.


A avaliação, colhida pela Coluna do consultor político Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, da LCFB Consultoria, estaria na base da aprovação de 58% da gestão do prefeito Glêdson Bezerra (Podemos).


Trata-se, diz o especialista, de um eleitor silencioso. O pré-candidato à reeleição tem 33% das intenções de voto, segundo pesquisa O Otimista/Real Time Big Data


P.S: a coluna do jornalista, Erivaldo de Carvalho, no Jornal O Otimista 


https://twitter.com/luizclaudioce/status/1701906920112587239?t=X29Uhc4cjEGBiTlZZOhB-A&s=08

terça-feira, 12 de setembro de 2023

Glêdson Bezerra e o eleitor silencioso de Juazeiro do Norte

 




A pesquisa Real Time Big Data do grupo de comunicação O Otimista trouxe dados muito importantes do pleito eleitoral de 2024, no município de Juazeiro, que é a municipalização da opinião pública local, em detrimento da estadualização ou federação do debate eleitoral.

O prefeito juazeirense, Glêdson Bezerra (PODE), é o mais bem avaliado nos espaços privados dos seus concidadãos, em comparação ao espaço público via as redes sociais. O município de Juazeiro do Norte é 100% urbano, pois não tem zona rural, assim como os municípios do Eusébio e de Maracanaú.

O debate político-eleitoral municipalista sobrepõe qualquer tentativa de estadualizar o pleito eleitoral municipal, nos seguintes municípios: Juazeiro do Norte, Eusébio e Maracanaú. Sendo esse o principal fator para explicar a alta popularidade do prefeito juazeirense, Glêdson Bezerra (PODE), assim como os seus índices de votos nas pesquisas estimuladas pelo Real Time Big Data a serviço do grupo de comunicação O Otimista.

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa é diretor-executivo da Consultoria LCFB


segunda-feira, 11 de setembro de 2023

Capitão Wagner é herdeiro de parte do eleitorado da Luizianne Lins? Sim!

 




A concretude do eleitorado conservador-liberal fortalezense já é um dado confirmado nas duas últimas eleições (2016 e 2020), na capital cearense. É grande a possibilidade da ida do ex-deputado federal, Capitão Wagner (UB), ao segundo turno do pleito eleitoral de 2024, em Fortaleza. Capitão Wagner tem entre 27% e 33% dos votos válidos nas pesquisas estimuladas dos institutos de opinião pública.


A provável saída da deputada federal, Luizianne Lins, como pré-candidata do diretório municipal de Fortaleza do Partido dos Trabalhadores (PT) à prefeitura da capital alencarina, com certeza aumentaria a votação do pré-candidato conservador-liberal (Capitão Wagner) nas regiões periféricas, no pleito eleitoral do próximo ano, e isso ainda no primeiro turno.


A pesquisa do Real Time Big Data para prefeito de Fortaleza do grupo de comunicação O Otimista nos trouxe através dos cenários estimulados, que o pré-candidato conservador-liberal, Capitão Wagner (UB), já está com o universo político-eleitoral de 33%, porém, a ex-prefeita da capital cearense, a deputada federal Luizianne Lins, já tem algo em torno de 22% da preferência eleitoral, nas pesquisas estimuladas. 


A não participação da pré-candidata petista na sucessão eleitoral do atual prefeito de Fortaleza, sem dúvida pode num primeiro momento fazer a pré-candidatura do Capitão Wagner se aproximar dos 40% dos votos fortalezenses, nas pesquisas estimuladas dos institutos de pesquisa de opinião pública.



Luiz Cláudio Ferreira Barbosa é diretor-gerente da Consultoria LCFB 

 


sexta-feira, 8 de setembro de 2023

Lula sucumbiu à estratégia do Centrão - A minirreforma ministerial do Arthur Lira

 



O presidente da Câmara, o deputado federal Arthur Lira (PP) propôs uma reforma ministerial, em duas etapas, a primeira etapa seria a substituição do comando do Ministério do Turismo, e a segunda etapa a proposta do comando de dois ministérios e o controle da diretoria da Caixa Econômica, em ambas as etapas o presidente Lula (PT) cedeu aos grupos de interesses do Centrão ou Agrocentrão sob o controle do Arthur Lira.

O presidente Lula (PT) está num processo político-institucional de uma reforma administrativa do primeiro escalão da Esplanada dos Ministérios. Lula assistiu a ida da bancada da Câmara do PSB e da bancada da Câmara do PDT para a zona de influência do presidente da Câmara, Arthur Lira, no Congresso. A ideia do presidente Lula em diminuir o espaço do PSB no Governo Federal, já era algo dado como certo na articulação política do Planalto, porém, não esperado pela cúpula nacional do vice-presidente, Geraldo Alckmin, e da direção nacional do PSB.

No início da segunda quinzena do mês de setembro o Centrão ou Agrocentrão terá ao todo três ministérios: Turismo (Celso Sabino), Portos e Aeroportos (Silvio Costas) e Esporte (André Fufuca). A participação dos presidentes nacionais dos três ministros citados é literalmente simbólica na articulação política-administrativa entre o deputado federal, Arthur Lira (PP), e o presidente Lula (PT): Marcos Pereira (Republicanos), Progressistas (Ciro Nogueira) e União Brasil (Luciano Bivar). Arthur Lira deverá procurar um posicionamento político-ideológico de afastamento dos holofotes, todavia, o Centrão vai propor mais uma mudança ministerial, no caso o Ministério da Agricultura.

O presidente Lula (PT) se tornou um fiador dos desejos de poder do Centrão ou Agrocentrão, na Esplanada dos Ministérios. Este é um papel institucional muito pequeno para o presidente Lula. A imprensa nacional da pauta política já sentiu a fragilidade do Palácio do Planalto em não construir a maioria parlamentar no Congresso, com isso a excessiva exposição midiática do presidente Lula sendo apenas o gerenciador da mudança dos titulares dos ministérios. Lula não teve o direito de fazer a indicação dos nomes dos novos titulares da Esplanada dos Ministérios e da Caixa Econômica.

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa é diretor-gerente da Consultoria LCFB