domingo, 31 de agosto de 2014

Artigo no PoliticaBook - Marina Silva e a Classe Média Tradicional Brasileira

Artigo que foi publicado no Portal PoliticaBook. Domingo, 31 de agosto de 2014. Titulo: Marina Silva e a Classe Média Tradicional Brasileira
http://www.politicabook.com/profiles/blogs/marina-silva-e-a-classe-m-dia-tradicional-brasileira

A presidenciável Marina Silva (PSB) tem apoio de setores organizados da classe média tradicional brasileira, de acordo com a última pesquisa do Datafolha-Folha de São Paulo. Na região Sudeste onde é muito forte a presença da classe média tradicional, com renda acima de 20 salários mínimos e nível superior completo, os dados da pesquisa de opinião pública do Datafolha: Marina tem 35% dos votos, Dilma 26 % e Aécio 19%.

Na região Sul onde temos o segundo maior contingente da classe média tradicional, os números da pesquisa Datafolha – Folha de São Paulo: Dilma e Marina têm 32% contra 18% de Aécio. O resultado dos entrevistados da pesquisa de opinião do Datafolha com ensino superior: Marina tem 43% das intenções, contra 23% para Aécio e 22% de Dilma. No fundamental, Dilma tem 44%, Marina 25% e Aécio, 12%.

Nas Regiões Metropolitanas das capitais e dos grandes municípios brasileiros, com mais de 200 mil habitantes, onde fica concentrada uma enorme parcela da classe média brasileira tradicional, já identificamos o fenômeno do crescimento eleitoral da candidata socialista à presidência da República. De acordo com o último levantamento da pesquisa Datafolha, a presidenciável Marina Silva aparece com 37% das intenções de voto em cidades que fazem parte das Regiões Metropolitanas, contra 29% de Dilma e 14% de Aécio.

O eleitor marineiro tem outra característica bem interessante, é conservador no debate público das questões morais: Aborto e Casamento Gay. A pesquisa Datafolha-Folha de São Paulo por grupos religiosos (católicos, evangélicos pentecostais e espiritas), a presidenciável Marina Silva (PSB) tem um crescimento rápido para somente dez dias de campanha pública na sucessão presidencial. Entre os eleitores católicos, Dilma aparece com 38%, Marina com 30% e Aécio com 18%. Já para os evangélicos pentecostais, Marina é a preferida com 41%, Dilma 30% e Aécio, 11%. Já entre os espiritas, Marina tem 44%, Aécio com 21%, Dilma somente 14%.


Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor politico

O sociólogo e consultor político Luiz Cláudio Ferreira Barbosa


sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Análise da Pesquisa Datafolha - Marina Silva venceu no espaço privado do Cidadão-Eleitor

A presidenciável Marina Silva (PSB) com apenas uma semana de campanha política, já conseguiu a liderança na corrida presidencial de 2014. A pesquisa de opinião pública do Datafolha confirmou o crescimento meteórico da candidata socialista sobre os seus principais concorrentes: a presidente Dilma Rousseff (PT) e o presidenciável Aécio Neves (PSDB). Marina Silva é vitoriosa no espaço privado do cidadão-eleitor.

A presidente Dilma Rousseff (PT) montou a maior coligação partidária para a sua sucessão presidencial, com o maior tempo de televisão e rádio no Horário Gratuito Político Eleitoral (HGPE), com 11 minutos de cada bloco, num total de 25 minutos, são dois blocos: terça-feira, quinta-feira e sábado. O presidenciável Aécio Neves (PSDB) conquistou o apoio dos grupos empresariais, para a sua campanha eleitoral, tendo sua maior base de apoio no setor privado, como candidato presidencial de uma coligação partidária de oposição. Dilma Rousseff e Aécio Neves sempre se preocuparam com o espaço público das instituições públicas e privadas da sociedade civil.

A ex-senadora Marina Silva (PSB) foi obrigada nos últimos meses a fazer política -eleitoral como apoiadora do ex-presidenciável socialista Eduardo Campos, o seu trabalho como apresentadora da chapa majoritária do PSB para presidência da República. Marina Silva entrava nos lares dos brasileiros, via o programa eleitoral da agremiação socialista no primeiro semestre de 2014, com isso mantinha um diálogo intenso, e direcionado ao homem comum, que não dialogava com os candidatos do PT e do PSDB.

A pesquisa do Ibope e do CNT-MDA dessa semana já demostrou o crescimento eleitoral da presidenciável Marina Silva (PSB), no atual cenário político da sucessão presidencial de 2014. Marina Silva já saiu no pleito eleitoral de 2010, com quase 20% dos votos válidos no primeiro turno. A pesquisa Datafolha de 29 de agosto de 2014, já comprovou a liderança de Marina Silva sobre os seus principais concorrentes, após o debate da Rede Bandeirantes e da entrevista do   Jornal Nacional – TV O Globo, com quase duas semanas de programas eleitorais nos meios tradicionais de comunicação. Marina Silva conquista o apoio do cidadão-eleitor na rede privada de relação social, com ajuda do espaço público da estrutura do Horário Gratuito Político Eleitoral (HGPE).


Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político.

                                O sociólogo e consultor político Luiz Cláudio Ferreira Barbosa




Artigo no Jornal O Estado - Novo Cenário - Avaliação do fenômeno político - eleitoral Marina Silva

O artigo que foi publicado na quinta - feira, 28 de Agosto de 2014, no Caderno Opinião do Jornal O Estado:
http://www.oestadoce.com.br/noticia/novo-cenario

A dinâmica  que ocorreu na sucessão presidencial de 2014, com a morte do presidenciável Eduardo Campos (PSB), foi a responsável pela maior reviravolta do cenário político nacional. A presidente Dilma Rousseff (PT) e o presidenciável tucano Aécio Neves não tinham quase nenhuma dúvida da ida ao segundo turno. O cenário político-eleitoral tradicional com a polarização do PSDB e do PT nos últimos pleitos eleitorais.
As principais agremiações partidárias se dividiam entre fazer aliança, na sucessão presidencial, com o Partido dos Trabalhadores ou com o Partido da Social Democracia Brasileira nos principais palanques regionais. O Partido Socialista Brasileiro apenas criou alguns palanques regionais competitivos, como força auxiliar do PT e do PSDB, e somente atraiu uma agremiação partidária de porte médio, a nível nacional: Partido Popular Socialista.
A certeza do segundo turno entre os tradicionais oponentes na corrida presidencial de 2014, entre o PT e o PSDB, na provável quarta disputa ininterrupta: 2002, 2006, 2010 e 2014? O tempo de televisão e rádio das principais coligações, a nível nacional, não deixava dúvida da repetição do tradicional duelo, pois a presidente Dilma Rousseff (PT) tem quase 11 minutos, o presidenciável Aécio Neves (PSDB) tem 4 minutos, a coligação do PSB- PPS somente tem 2 minutos.
A nova presidenciável do Partido Socialista Brasileiro, a ex-senadora Marina Silva (AC), teve somente poucos dias para reorganizar e manter a antiga coligação partidária de Eduardo Campos: PSB – PPS – PRP – PHS – PPL – PSL. A nova postulante à Presidência da República recebeu pressão da executiva nacional do PSB e dos aliados para manutenção das alianças regionais, com os tucanos e os petistas, a manutenção do pré-acordo de apoio incondicional ao PSDB num segundo turno contra o PT. Marina Silva fez opção de iniciar a sua própria campanha eleitoral, em detrimento da antiga agenda político-eleitoral de sua atual agremiação partidária.
A pesquisa Ibope e CNT-MDA dessa semana já coloca a presidenciável Marina Silva (PSB) como a segunda força político-eleitoral na sucessão presidencial de 2014, com a possibilidade de pôr fim ao tradicional duelo entre o PT e o PSDB no segundo turno. A executiva nacional do Partido Socialista Brasileiro deverá receber apoio do setor financeiro para a sua postulação ao governo federal. Com isso os seus palanques regionais deverão ser valorizados por outras agremiações partidárias em função da perspectiva de poder. O novo cenário político da sucessão presidencial poderá ser confirmado ainda nessa semana, com a pesquisa do Datafolha.



quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Artigo no Blog do Eliomar de Lima - Marina Silva e o seu palanque no Ceará

Com o título “Marina Silva e o seu palanque no Ceará”, eis artigo do consultor político e sociólogo Luíz Cláudio Ferreira Barbosa. Ele analisa a entrada de Marina na disputa presidencial
A ex-senadora Marina Silva (PSB) mudou o cenário político nacional, com a sua nova postulação para à presidência da República. Marina Silva poderá ser o novo fenômeno da política brasileira na reta final do primeiro turno destas eleições. A presidente Dilma Rousseff (PT) e o principal candidato de oposição na sucessão presidencial, o senador Aécio Neves (PSDB), não esperavam o surgimento desse fenômeno político-eleitoral.
O Partido Socialista Brasileiro trabalhava com a sua própria candidatura presidencial – o ex-governador pernambucano Eduardo Campos, que morreu numa tragédia aérea no último dia 13 de agosto de 2014. A cúpula nacional do PSB foi obrigada a substituir o seu postulante à presidência da República, por conta da vacância, em caso de morte. Com isso a única candidatura competitiva na altura do campeonato era da companheira de chapa – a candidata a vice, agora atual candidata socialista, a ex-senadora Marina Silva.
A manutenção da coligação de apoio à presidenciável Marina Silva é formada por seis partidos: PSB – PPS – PHS – PSL – PPL – PRP. No Brasil, não há a verticalização da coligação nacional nos estados, por isso os rearranjos eleitorais, com os palanques locais, com várias candidaturas presidenciais. O Partido Socialista Brasileiro foi único na política cearense a lançar uma candidatura ao Governo do Ceará para dar palanque ao ex – presidenciável Eduardo Campos, sem apoio das outras siglas partidárias à nível nacional.
A última pesquisa de opinião pública do Ibope já consolidou a presidenciável Marina Silva como a provável adversária da presidente Dilma Rousseff (PT), no segundo turno do pleito eleitoral de 2014. O presidenciável tucano Aécio Neves (PSDB) caminha para ser uma força auxiliar da Marina Silva (PSB) nos seus palanques estaduais. O líder nas pesquisas eleitorais para ocupar a única vaga no Senado, nesse pleito eleitoral do Ceará, o ex-governador tucano Tasso Jereissati, não terá alternativa, em caso da polarização nacional entre PT- Lula -Dilma contra Marina Silva – PSB-PPS.
O candidato peemedebista ao Governo do Ceará, o senador Eunício Oliveira, ainda tem na sua coligação partidária, a participação de dois partidos marineiros: PPS e PRP. O presidente estadual do Partido Popular Socialista, o empresário Alexandre Pereira, deverá ser o responsável direto para a construção do terceiro palanque presidencial dentro do bloco partidário PMDB-PR-PSDB, nos próximos dias, com ajuda do PRP do Ceará.
O ex-governador Lúcio Alcântara, que é atualmente o presidente do Partido da República seção Ceará, poderá ser a maior liderança local a declarar apoio à candidatura da presidenciável Marina Silva (PSB). Com isso, transformaria a frente partidária pró-Eunicio Oliveira no embrião político-eleitoral dos marineiros no Estado, ainda, no primeiro turno.
A coligação partidária do governador Cid Gomes (PROS) tem três agremiações da coligação nacional da presidenciável socialista Marina Silva: PHS, PPL e PSL. Cid Gomes não demonstra interesse na criação do segundo palanque presidencial na campanha do seu candidato petista, o deputado estadual Camilo Santana. Com isso, deverá fazer somente o palanque exclusivo de reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT).
* Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político.
O sociólogo Luiz Cláudio Ferreira Barbosa e a professora universitária Geovanna Cartaxo


terça-feira, 26 de agosto de 2014

Artigo no PoliticaBook: Avaliação da Pesquisa Ibope - Marina Silva e a concretização da segunda via

Artigo que foi publicado no Portal PoliticaBook. Terça - feira, 26 de agosto de 2014. Titulo: Avaliação da Pesquisa Ibope - Marina Silva e a concretização da segunda via


A pesquisa do Ibope foi responsável pela concretização da imagem da presidenciável Marina Silva na opinião pública. O fim da polarização entre o candidato tucano e a candidata petista, como os principais protagonistas da sucessão presidencial de 2014, com o surgimento de nova segunda via, nesse cenário quase estático das últimas consultas estimuladas ao eleitor.

A entrada da ex-senadora Marina Silva como candidata a presidente da República pelo Partido Socialista Brasileiro, já demonstrou enorme capacidade de impor um esvaziamento na candidatura tucana, surgindo nas ultimas pesquisas como a principal adversária da candidatura governista. Marina Silva é a segunda via política-eleitoral, na corrida da sucessão presidencial de 2014, para uma parte significativa do eleitorado brasileiro.

Na atual consulta de opinião pública do Instituto Ibope, que foi divulgada nos principais meios de comunicação, nesta terça-feira,  temos os seguintes dados: Dilma Rousseff (PT) tem 34% das intenções voto no primeiro turno, na pesquisa estimulada, seguida de perto por Marina Silva (PSB), com 29%, e Aécio Neves (PSDB), com 19%. A margem de erro da pesquisa é 2% para mais (+2) ou para menos (-2).

No início de agosto, na primeira pesquisa do Ibope, os votos brancos e nulos no primeiro turno somavam 13% e agora na segunda pesquisa do Ibope, já caíram para 7%, enquanto, os que não sabiam em quem votar e os que não responderam representavam 11% e agora totalizaram apenas 8%.

                                                            Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político

Fonte: O Ibope ouviu 2.506 pessoas entre 23 e 25 de agosto, em 175 municípios de todas as regiões do Brasil.


Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político



sábado, 23 de agosto de 2014

Artigo no Jornal O Estado: Fator Emocional - Marina Silva não é Eduardo Campos

O artigo que foi publicado na quinta - feira, 21 de Agosto de 2014, no Caderno Opinião do Jornal O Estado:
http://www.oestadoce.com.br/noticia/fator-emocional


A morte prematura do presidenciável Eduardo Campos (PSB) no dia 13 de agosto de 2014, já modificou o cenário eleitoral da sucessão da Presidência da República. O fator emocional será a marca política da candidatura da Marina Silva (PSB), em função da maneira como assumiu a vaga do titular da chapa majoritária do Partido Socialista Brasileiro.
A presidenciável Marina Silva (PSB) estava preparada para ser uma personagem secundária na corrida presidencial de 2014, atuando como a principal aliada do ex-governador Eduardo Campos (PSB), na vaga de vice-presidente, com pouca inserção no debate político-eleitoral, numa função de refém da estratégia de alianças regionais do palanque nacional do Partido Socialista Brasileiro.
O nome de Marina Silva como candidata a presidente da República foi confirmado pelo PSB durante essa semana. Temos, no cenário político, a incerteza de qual será o seu programa de governo, pois tanto poderá ser semelhante ao de sua candidatura ao Palácio do Planalto no último pleito eleitoral de 2010 ou como o atual programa do PSB, ou quem sabe ainda seja uma simbiose tentando acomodar as propostas e alianças defendidas por Eduardo Campos, com as suas antigas crenças de não realinhamento eleitoral com o PT e o PSDB nos estados. O PSB deseja a manutenção da estratégia de campanha no discurso ideológico, que não é o mesmo de sua nova candidata a presidência.
Nas eleições presidenciais do período atual da redemocratização (1985 – 2014), não tivemos nenhum candidato que tenha chegado em 3º lugar na corrida presidencial e que tenha conseguido repetir o mesmo desempenho na eleição seguinte: Leonel Brizola (1989), Enéas Carneiro (1994), Ciro Gomes (1998), Anthony Garotinho (2002), Heloísa Helena (2006). A presidenciável socialista Marina Silva terá cerca de dois minutos diários na propaganda eleitoral na TV e Rádio, com bem menos tempo que os seus principais adversários Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB). O novo palanque nacional tem o dobro de tempo em relação ao pleito eleitoral de 2010, quando tirou quase 20% dos votos válidos no primeiro turno.
A presidenciável Marina Silva (PSB) não terá tempo para rediscutir as alianças locais do Partido Socialista Brasileiro nos principais estados da federação brasileira. Marina Silva não tem interesse de subir nos palanques duplos construídos em torno do Partido dos Trabalhadores (Amapá, Paraíba e Rio de Janeiro) e do Partido da Social Democracia Brasileira (São Paulo e Paraná), que foram feitos por seu antecessor. O fator emocional é a principal marca político-eleitoral da liderança carismática da nova candidatura socialista, para a Presidência da República.

                               Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político


quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Entrevista do sociólogo e consultor político, Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, para Programa Pela Ordem - TV Fortaleza

Bom dia aos amigos. A minha participação no Programa Pela Ordem da TV Fortaleza. No horário da 19 horas dessa quinta - feira, 14 de Agosto de 2014: Tema:  A minha participação no Programa Pela Ordem da TV Fortaleza. No horário da 19 horas dessa quinta - feira, 17 de Julho de 2014: Tema:A morte prematura de Eduardo Campos - A candidatura de Marina Silva como natural dentro do PSB - O fim da aliança de segundo turno entre o PSDB e o PSB.

Entrevista do sociólogo e consultor político, Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, para Programa Pela Ordem - TV Fortaleza.