domingo, 1 de março de 2020

A Greve dos Policiais Militares e a Questão Fiscal

Nos últimos dias os policiais militares iniciaram uma greve em busca de reconhecimento e consequentemente melhores salários. O distanciamento político do governo do Estado frente as reivindicações e anseios dos policiais causa estarrecimento.

O que cabe ao Estado ? Garantir e promover a saúde, segurança e Educação. E’ fato que o Estado teve reduções significativas nos índices de criminalidade, mas o Estado apesar de ter razoável favorável situação financeira, não deseja pagar essa conta.

E onde fica os cidadãos? Encarcerado em suas casas e apartamentos, num receio e medo que cada dia aumenta.

O ponto focal é o equilíbrio entre o desejo de aumento dos policiais e a carteira do Estado. Reorganizar essa conta parece complicado.
Regina Cláudia Barbosa Fideles

O segundo ponto , mais não menos emblemático, e’ a anistia aos policiais presos e perdão das penalidades administrativas que o governo de Camilo Santana insiste em imputar.

Parafraseando, a ministra britânica Margaret Thatcher , se você deseja dizer algo peça um homem, se quer fazer algo peça uma mulher. Muita coisa sendo dita, pouca coisa sendo feita.

Minha percepção se resume a cena final do filme Sociedade dos poetas mortos, que ao final, profundamente emocionados com a partida do mestre, os alunos se revoltam e sobem em suas carteiras com a frase : Capitão , Oh Meu capitão... 

Regina Cláudia Barbosa Fideles, Advogada e Auditora Fiscal

Fortaleza, 01 de Março de 2020




quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Camilo Santana e o Sérgio Moro - A Nova Aliança Política e Institucional

O governador Camilo Santana tem uma capacidade ímpar de construir uma aliança improvável no campo político-administrativo, porém, não impossível no campo institucional, com o ministro da Justiça, Sérgio Moro. Camilo Santana trouxe Sérgio Moro a Fortaleza, como um sinal de união do Governo Estadual e do Governo Federal, no caso específico da paralisação do setor público de segurança. O ministro Sérgio Moro também demonstrou grande capacidade de criação de uma agenda propositiva na área de segurança pública perante a opinião pública nacional. 

O condomínio político-administrativo do governador Camilo Santana (PT) e do senador Cid Gomes, já demonstra uma certa fadiga de rearranjo na área administrativa. Camilo Santana sem dúvida é a maior liderança política do grupo camilista-cidista que outrora era cidista-camilista. O grupo camilista-cidista não é como o seu grupo original (cidista-camilista) uma espécie de governo ônibus, com os governistas nas primeiras filas e os aliados menores no fundão, pois o novo modelo (camilista-cidistas) é um verdadeiro guarda-chuva ideológico, com a participação da maioria dos grupos políticos cearenses, seguindo esse novo modelo político-administrativo: lulismo-petista, cirismo-cidista, eunecismo (MDB), tassismo sem o PSDB, liberalismo social (Alexandre Pereira) e os bolsonaristas moderados (Sérgio Moro).

A retórica nós contra eles não funciona na lógica política-administrativa do governador cearense, Camilo Santana (PT), que já construiu uma espécie de pacificação no campo político estadual. Camilo Santana procura organizar um certo campo democrático de governabilidade ou parceria entre o Governo Estadual e o Governo Federal independente do presidente de plantão: Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro. É preciso compreender essa característica peculiar do governador, Camilo Santana, na qual tem a simpatia da opinião pública local e parte da opinião pública nacional. 

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, é a feição da maior liderança política-administrativa do Governo Federal perante a opinião pública nacional. Sérgio Moro tem o seu menor índice de popularidade na região do Nordeste brasileiro, então como não pode fazer aliança na área política e administrativa como o presidente da República, Jair Bolsonaro, o ministro (Sérgio Moro) teve essa oportunidade de fazer uma aliança na área institucional, com o governador cearense, Camilo Santana (PT), no campo da Segurança Pública, desse modo poderá diminuir a sua rejeição nessa parte da federação brasileira. O bolsonarismo moderado deverá ser parte do grupo político-partidário do governador Camilo Santana (PT), numa provável agremiação partidária da base aliada governista: Partido Socialista Brasileiro (Denis Bezerra) ou Partido Liberal (Acilon Gonçalves). 

O deputado federal Capitão Wagner (PROS) é sem nenhuma dúvida o pré-candidato a prefeito de Fortaleza, com o apoio do setor conservador-liberal da sociedade civil fortalezense. Capitão Wagner não deverá adotar um discurso radical, em relação ao governador Camilo Santana (PT), dessa forma caso seja eleito prefeito da capital cearense não terá nenhuma dificuldade em construir uma nova parceria administrativa, com o Governo Estadual. O discurso eleitoral anticamilista não tem eco no eleitorado fortalezense, então, o principal pré-candidato (Capitão Wagner) das oposições não vai adotar essa estratégia. 


A pré-candidatura do Cidadania 23 (PPS) do empresário e secretário municipal, Alexandre Pereira, poderá ,nesse primeiro momento, ser a cristalização de uma futura candidatura camilista, para prefeito de Fortaleza. Alexandre Pereira tem a capacidade política e técnica para ser o candidato governista, com capacidade de adotar o modelo administrativo da Parceria Pública e Privada na Prefeitura de Fortaleza; e a necessidade implantar uma reforma fiscal no maior município cearense. O liberalismo social tem pré-candidatura natural na figura pública do neorepublicano: Alexandre Pereira.


O senador Cid Gomes deverá decidir pela candidatura própria pedetista a sucessão do prefeito fortalezense, Roberto Cláudio, somente na véspera do início da campanha eleitoral na televisão e rádio. Cid Gomes tem a compreensão de que no primeiro instante da pré-campanha da capital cearense, já poderemos assistir a uma provável migração do eleitorado cidista-robertista, para o pré-candidato do Partido Verde, o deputado federal Célio Studart, que surge como o principal adversário do pré-candidato oposicionista, o deputado federal Capitão Wagner (PROS), em função do vácuo político-eleitoral de uma candidatura própria governista municipal. 

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político 

Fortaleza, 27 de Fevereiro de 2020 



 

domingo, 16 de fevereiro de 2020

Centro Democrático: Fortaleza e Ceará


O radicalismo dos discursos político-institucionais já é um fato no espectro ideológico brasileiro. As correntes bolsonaristas e os movimentos sociais pró-Lava Jato são adversários do lulopetismo e dos seus aliados após o término da eleição presidencial de 2018. O cenário partidário no país não é mais divido apenas entre os partidos da situação ou bloco partidário de apoio ao Planalto versus as oposições e as suas agremiações partidárias, no seu lugar foi colocado o personalismo do presidente Jair Bolsonaro versus o personalismo do ex-presidente Lula, em relação ao debate público nas redes sociais, com a reprodução dos fatos nas mídias tradicionais de comunicação: Televisão, Jornal e Rádio.


No Congresso há quase um consenso da necessidade de aprovação das reformas (Tributária, Fiscal e Administrativa), para o retorno do equilíbrio fiscal na União e nos Estados, assim como o crescimento econômico e a criação de vagas de trabalho. Os partidos independentes como o Podemos e o Cidadania 23 fazem junto ao Centrão (DEM-MDB-PP-PSD-PL(PR)-Republicano(PRB) e outros), uma aliança que já faz o papel de fiador político-sociail da relação republicana entre o Executivo e o Legislativo, na garantia da governabilidade, para a sociedade civil e os agentes dos mercados financeiros. O centro democrático brasileiro não é frente partidária, pois funciona como uma nova frente de atores partidários anti-polarização da política nacional nos centros regionais. A primeira sinalização de superação do enfrentamento entre os bolsonarista-lava jatistas contra o lulopetismo vem do Rio Grande do Sul. 

O governador gaúcho, o tucano Eduardo Leite, foi o grande responsável pela criação do primeiro núcleo do Centro Democrático da política brasileira, em solo regional. Eduardo Leite trouxe os ditames das políticas públicas federais do ministro Paulo Guedes, com isso obteve o apoio do PSL e do Novo (30), como também do Podemos e do Cidadania 23, assim como do Centrão gaúcho nas votações das reformas da previdência e administrativa. Num segundo momento, o chefe do executivo gaúcho ainda conseguiu um diálogo pertinente e republicano, com o bloco oposicionista (PT-PSOL-PDT), no trâmite das reformas nas Comissões e no Plenário, e também nas votações abertas da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. 


No município de Fortaleza, o empresário e presidente estadual do Cidadania 23, Alexandre Pereira, já tem uma agenda política-partidária para atração de novos atores sociais, para o pleito eleitoral de 2020, ele ira utilizar o modelo de Centro Democrático. O senador Tasso Jereissati (PSDB) e o presidente do Democrata secção cearense, o empresário Chiquinho Feitosa, são os responsáveis pela criação do bloco PSDB e DEM; num tentativa de criação do modelo Centro Democrático Estadual. O Cidadania 23 é o bloco partidário entre o PSDB e o Democrata que têm condição de manter um bom diálogo na área de políticas públicas, nos próximos dias, sem a necessidade nesse momento de alguma discussão política-eleitoral, para o pleito de Fortaleza, desse ano.

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa sociólogo e consultor político 

Fortaleza, 16 de Fevereiro de 2020





segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

A Reconstrução do Neoconservadorismo Fortalezense: Capitão Wagner e o Ronaldo Martins

O deputado federal e pré-candidato a prefeito de Fortaleza, Capitão Wagner (PROS), recebeu o apoio da direção estadual do Republicano (PRB), no primeiro final de semana de fevereiro de 2020. O presidente estadual do Republicano, o deputado federal Ronaldo Martins, compreendeu a necessidade da reconstrução do novo pólo neoconservador, nas eleições de Fortaleza. O PROS e o Republicano irão atrair o movimento cívico conservador fortalezense pró-Jair Bolsonaro e favorável ao pacote anticrime do ministro Sérgio Moro, que é um universo de aproximadamente 1/3 do eleitorado da capital cearense. 

O deputado federal e pastor Ronaldo Martins (Republicano), já tinha  pago um preço político-eleitoral muito alto, quando fez parte do condomínio político-administrativo do governador Camilo Santana (PT) e do prefeito de Fortaleza, o pedetista Roberto Cláudio, pois o seu eleitor de perfil cristão conservador votou no presidente eleito, Jair Bolsonaro, no primeiro turno e no segundo turno, nos municípios cearenses, no pleito eleitoral de 2018. Ronaldo Martins tem um senso de responsabilidade administrativa e republicana muito forte, porém, nunca imaginou a adesão maciça dos eleitores pentecostais e dos eleitores neopentecostais, assim como dos católicos conservadores na campanha presidencial, em Fortaleza, tanto contra o presidenciável Ciro Gomes (PDT), no primeiro turno, como também no segundo turno com o sentimento antagônico ao presidenciável Fernando Haddad (PT). O erro não vai acontecer no pleito eleitoral de 2020.

Os principais analistas políticos e  jornalistas da área de política apenas publicaram sobre a aliança do Republicano e do bloco oposicionista (PROS-PODE-PSC-Avante), numa visão restrita as coligações partidárias. O grande mérito da aproximação do deputado federal, Capitão Wagner, e do deputado federal, Ronaldo Martins, é a possibilidade de repetir a estratégia vitoriosa bolsonarista  ao construir um verdadeiro exército de apoiadores nas redes sociais e nas classes sociais, com o movimento ” povo de Deus ”. O presidente Jair Bolsonaro mantém uma comunicação direta, com o cidadão-eleitor cristão, isso ocorre independente da denominação religiosa do mesmo. Jair Bolsonaro compreendeu a força das pautas morais, de visão sacra no mundo privado, do brasileiro comum, na arena política do debate público. Capitão Wagner já tem esse nicho eleitoral organizado em Fortaleza.

Os evangélicos fortalezenses e os católicos fortalezenses acreditam na cruzada cultural contra a pauta de gêneros do Governo do Estado do Ceará e da Prefeitura de Fortaleza. O governador Camilo Santana (PT) e o prefeito fortalezense, Roberto Cláudio (PDT), mantêm uma aproximação ,política-institucional, com  reflexo na área eleitoral, com os movimentos sociais favoráveis às minorias sexuais, sem dialogar no mesmo nível, com os movimentos tradicionalistas cristãos. As agremiações com atuação na área dos costumes conservadores terão muita dificuldade de reproduzir aliança de palanque, com o PDT e o PT, no pleito eleitoral de Fortaleza: PRTB, Patriota e PTC. É muito difícil não ocorrer interferência do Palácio do Planalto nos seus principais partidos satélites, por isso as fórmulas de alianças nos últimos dois pleitos eleitorais (2016 e 2018), já não tem quase nenhuma serventia nesse pleito eleitoral de 2020, em Fortaleza.

O pré-candidato a prefeito de Fortaleza, Capitão Wagner, tem condição de  construir uma boa base social composta por  militantes e  ativistas oriundos dos grupos religiosos conservadores, nas redes sociais. A sua história de vida tem muito apelo no modelo de  resignação do cristão conservador fortalezense, com isso poderá criar  uma ligação muito forte no imaginário de parte da sociedade civil. Novos tempos onde a arena da disputa eleitoral nas redes sociais, proporciona condições de  uma maior intensidade de debate público, em relação aos tradicionais veículos de comunicação: rádio, jornal e televisão.  A polarização entre oposição e situação no pleito eleitoral de Fortaleza, já vai acontecer no primeiro turno, pois será independente da pulverização dos candidatos a prefeito.


O prefeito Roberto Cláudio (PDT) talvez não compreenda ainda o peso do eleitorado neoconservador na capital cearense. Eleitorado que é por natureza anti-progressista, como também não voltará ser ator político-eleitoral secundário nas políticas públicas de Fortaleza, nos próximos anos, em função da sua influência nas novas políticas culturais e de gêneros, nas instituições públicas do Governo Federal. Roberto Cláudio precisa reconstruir o diálogo nas redes sociais, com o "povo de Deus" sem a intermediação de parlamentares e dos líderes religiosos, pois o vínculo precisa ser direto e de identificação das causas conservadoras. O tempo é muito curto para essa empreitada de reaproximação do grupo político cirista-robertista com o público neoconservador fortalezense.

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa sociólogo e consultor político 

Fortaleza, 03 de Fevereiro de 2020




domingo, 26 de janeiro de 2020

Camilo Santana e os Pesos e Contrapesos da pré-candidatura petista em Fortaleza / Acrisio Sena e o Bom Senso!

O governador Camilo Santana (PT) sempre foi a confluência do lulismo-petista e do cidismo, na política estadual, sendo  aliado estratégico do ex-governador Ciro Gomes (PDT), nos últimos pleitos eleitorais: 2014 (Ceará -Brasil), 2016 (Fortaleza) e 2018 (Ceará-Brasil). Camilo Santana é o único produto original do casamento político-administrativo-eleitoral entre o lulismo e o cirismo-cidista, no período (2003-2018) e ponto de convivência pacífica entre essas duas matrizes. O ex-presidente Lula e a direção nacional do Partido dos Trabalhadores vão tentar derrotar o grupo político de Ciro Gomes e do prefeito de Fortaleza, o médico Roberto Cláudio (PDT), nas eleições de 2020, todavia, o governador Camilo Santana (PT) não vai brigar com o senador Cid Gomes (PDT), pois ambos irão lançar uma candidatura conjunta, que não será do PT ou do PDT. 

No último pleito eleitoral da capital cearense, a reeleição do prefeito, Roberto Cláudio (PDT), teve  um fato fora da normalidade daquela eleição (2016), que era o sentimento de solidariedade entre petistas e os pedetistas contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff (2011-2016), com isso tivemos o voto útil emocional a favor do chefe do executivo municipal, nos dois turnos. No segundo turno do pleito eleitoral nacional no estado do Ceará, no ano de 2018, já não tivemos o mesmo sentimento de solidariedade dos ciristas, em relação ao presidenciável petista, Fernando Haddad, contra o presidente eleito, o capitão Jair Bolsnonaro. 

O núcleo político do governador Camilo Santana (PT) não contou com o apoio do ex-governador Ciro Gomes (PDT), nem do senador eleito Cid Gomes (PDT) e do prefeito Roberto Cláudio (PDT), no segundo turno da eleição presidencial, em Fortaleza. O resultado foi quase a derrota da candidatura petista, com apoio dos pedetistas leais ao chefe do executivo do Governo Estadual, em detrimento da ausência das maiores lideranças cirista-cidistas estaduais, em solo fortalezense. A vitória do presidenciável Fernando Haddad (PT), somente aconteceu em função do trabalho árduo do governador Camilo Santana (PT), nas últimas setenta e duas horas, nas regiões periféricas da capital cearense. O resultado das urnas no segundo turno, em Fortaleza: Fernando Haddad (55%) e Jair Bolsonaro (45%).

O bolsonarismo fortalezense foi vitorioso no setor da classe média tradicional, no primeiro e segundo turno do pleito eleitoral de 2018, para presidente da República. Na eleição municipal de 2016, esse mesmo setor ou grupo de pressão (Classe Média Fortalezense), foi o grande responsável pela reeleição do prefeito Roberto Cláudio (PDT), para mais quatro anos a frente da Prefeitura de Fortaleza. O governador Camilo Santana (PT) e o senador Cid Gomes (PDT) têm noção da força política-eleitoral do pré-candidato (Capitão Wagner) a prefeito de Fortaleza como representante do principal grupo de oposição estadual, com apoio do Governo Federal.

No caso de serem lançadas duas pré-candidaturas governistas a sucessão do prefeito Roberto Cláudio (PDT), ambas terão um desempenho razoável nas periferias de Fortaleza, porém, não terão bons resultados eleitorais perante a classe média tradicional. 

O ex-senador Eunicio Oliveira e o MDB vão apoiar a pré-candidatura do deputado federal, Capitão Wagner (PROS), para prefeito de Fortaleza, em caso da pré-candidatura unificada do governador Camilo Santana (PT) e do senador Cid Gomes (PDT), não oriundas das agremiações partidárias de ambos. O deputado federal tucano, Roberto Pessoa, e a deputado estadual tucana, Fernanda Pessoa, vão apoiar o bloco partidário (PROS-PODE-PSC-Avante) nos pleitos eleitorais de Fortaleza e de Maracanaú. O governador paulista, João Doria, não tem interesse em permitir que o PSDB estadual  e o DEM estadual se tornem satélites do presidenciável cearense, Ciro Gomes, por isso não há condição do lançamento da pré-candidatura a prefeito de Fortaleza dessas duas agremiações partidárias, em conjunto, no município de Fortaleza. 

O pré-candidato ao executivo da prefeitura de Fortaleza do PSOL, o advogado Renato Roseno, assim como o pré-candidato do PV, o advogado Célio Studart, vão ser as melhores opções do eleitor social liberal local, no pleito eleitoral desse ano. As duas pré-candidaturas vão tirar voto do candidato apoiado pelo prefeito Roberto Cláudio (PDT), e muito pouco voto do pré-candidato, Capitão Wagner (PROS), que terá uma votação muito boa entre o eleitorado conservador liberal da capital cearense. O eleitor de perfil total liberal ou pró-mercado deverá acompanhar naturalmente a pré-candidatura do empresário e secretário municipal, Alexandre Pereira (Cidadania), ao cargo executivo da maior cidade do estado do Ceará. Alexandre Pereira poderá ser a grande surpresa no primeiro turno das eleições, em Fortaleza, que não foi analisado pela imprensa e nem pelos analistas políticos cearenses, e muito menos pelo prefeito Roberto Cláudio (PDT) e pelo governador Camilo Santana (PT), no tabuleiro político-eleitoral de nossa capital. 


O deputado estadual, Acrisio Sena, demonstrou uma capacidade ímpar ao chamar o Partido dos Trabalhadores (PT), para um diálogo aberto, com o governador Camilo Santana, sobre o pleito eleitoral de Fortaleza. Acrisio Sena compreende o poder do camilismo perante a opinião pública fortalezense, percebendo esse grande peso político, no pleito eleitoral de 2020. O lulismo-petista é muito menor na dimensão eleitoral, em relação ao governador Camilo Santana, na capital cearense. Os petistas vão construir a sua candidatura própria à prefeito de Fortaleza, ocorrendo então o divórcio político-eleitoral, com o trabalhismo-pedetista, e  tal fato tornaria difícil uma união num eventual segundo turno ou voto útil anti-cirista, para o pré-candidato do PROS, o deputado federal Capitão Wagner, no primeiro final de semana do mês outubro de 2020.

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa sociólogo e consultor político

Fortaleza, 26 de Janeiro de 2020




quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Capitão Wagner e o seu grupo Político-Partidário / Wagnarismo-Bolsonarista Fortalezense


O deputado federal, Capitão Wagner (PROS), e o senador, Eduardo Girão (PODE), são os responsáveis pela criação do primeiro grupo político cearense de caráter de oposição, que não é uma dissidência do Governo do Estado do Ceará. Capitão Wagner é o pré-candidato, a prefeito de Fortaleza, mais competitivo, nesse período de pré-campanha eleitoral. É plausível a afirmação de que existe wagnarismo-bolsonarista, porém, não existe o anti-wagnarismo-bolsonarista. Isso é um fato novo na eleição municipal de Fortaleza, em 2020.

No pleito eleitoral de 2008 e de 2012 tivemos as oposições envolvidas numa desesperada estratégia para derrotar o grupo da ex-prefeita Luizianne Lins (PT), todavia, sempre houveram várias oposições ou candidaturas à prefeito de Fortaleza, nos pleitos eleitorais citados. No pleito eleitoral de 2016 na capital cearense nós tivemos a primeira candidatura unificada das oposições na figura do deputado estadual, Capitão Wagner, oriundo dos quadros do Partido da República, com apoio do ex-governador Lúcio Alcântara (PR), e do senador Tasso Jereissati (PSDB), assim como do deputado federal, Genecias Noronha (Solidariedade), e do ex-senador Eunício Oliveira (MDB). Capitão Wagner não logrou êxito no segundo turno do pleito eleitoral de 2016, porém, o seu grande capital político-eleitoral foi responsável pela construção do seu grupo partidário nas eleições de 2018, no Ceará.

O governador Camilo Santana (PT) sempre compreendeu a necessidade do retorno do MDB, para a sua base governista, no final do seu primeiro governo (2015-2018), e agora no início do seu segundo governo (2019-2022), pois era necessário o fim da dissidência política-administrativa do ex-senador Eunicio Oliveira (MDB). Camilo Santana fez uma aproximação no campo pessoal, com o senador Tasso Jereissati, sem a necessidade de atrair o PSDB cearense. O tassismo era dissidência do condomínio político-administrativo de Camilo Santana e do senador Cid Gomes; já não é mais (Maia Júnior). Não existe mais dissidência a nível estadual, com isso também não existe dissidência na base do prefeito Roberto Cláudio, em Fortaleza.

A experiência e o amadurecimento do deputado federal, Capitão Wagner, foram muito importantes para a eleição do senador Eduardo Girão, no pleito eleitoral de 2018, no Ceará. Capitão Wagner fortaleceu a sua agremiação partidária, com a eleição de deputados estaduais e de deputados federais, assim como tem boa bancada de parlamentares na Câmara Municipal de Fortaleza. Eduardo Girão assumiu o comando estadual do Podemos (PODE), como aliado de primeira ordem do PROS. O PSC e o Avante (PT do B) estão na órbita de influência do bloco partidário PROS-PODE a nível estadual. 

O senador Cid Gomes tentará a todo custo a manutenção da aliança política-eleitoral entre o PDT e o PT, no primeiro turno do pleito eleitoral de 2020, em Fortaleza. Cid Gomes sabe como foi fundamental a união do eleitorado cirista e do eleitorado lulista-dilmista na vitória de reeleição do prefeito fortalezense, Roberto Cláudio, no pleito eleitoral de 2016. No segundo turno da sucessão presidencial de 2018, na capital cearense, nós tivemos o fenômeno da migração de eleitores ciristas para a candidatura de Jair Bolsonaro, por isso o governador Camilo Santana (PT) e o senador Cid Gomes (PT) têm medo do voto útil governista a pré-candidatura do Capitão Wagner, com duas pré-candidaturas antagônicas a prefeito de Fortaleza da base governista, nesse ano (2020). O pré-candidato governista a prefeito de Fortaleza não dever ser nem do PDT e nem do PT.


O discurso do combate a corrupção e contra o lulismo deverá perder muita força, no pleito eleitoral de Fortaleza de 2020. O discurso sobre eficiência administrativa e  restruturação das políticas públicas da prefeitura de Fortaleza, deverá ser a principal temática entre os formadores de opinião pública, no período pré-eleitoral. O secretário municipal e  empresário, Alexandre Pereira, sem dúvida deverá ser o primeiro pré-candidato a prefeito de Fortaleza, com o discurso da modernidade administrativa de perfil social liberal, sem a necessidade de fazer oposição sistemática, fará isso através da atuação da bancada do Cidadania-PPS nas votações das reformas no Congresso Nacional (Câmara/Senado), assim como o seu papel de administrador público, o mesmo é o canal de confluência dos setores sociais pró-mercado da capital cearense, nas eleições de 2020. O deputado federal, Capitão Wagner, ainda precisa deferir muita energia política-eleitoral no sentimento anti-cidista-robertista do fortalezense, porém deve manter boa relação política-eleitoral, com o pré-candidato a prefeito de Fortaleza do Cidadania (Alexandre Pereira). 


O bloco partidário oposicionista fortalezense (PROS-PSC-PODE-Avante) deverá apoiar a ampliação do movimento horizontal e espontâneo de apoio do eleitorado bolsonarista e dos apoiadores do ministro Sérgio Moro, no decorrer do pleito eleitoral de 2020. O deputado federal, Capitão Wagner, não tem dúvidas de que terá a maioria da militância digital, em função dos internautas bolsonaristas e dos ativista digitais pró-Lava Jato (Sérgio Moro). O espaço público abstrato é campo político-eleitoral promissor ao candidato oposicionista fortalezense. Nesse momento quem faz a pauta política, assim como a pauta eleitoral, é sem dúvida as forças oposicionistas, em detrimento da cúpula política-administrativa cidista-camilista, em Fortaleza.

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa sociólogo e consultor político 

Fortaleza, 22 de Janeiro de 2020




quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Camilo Santana - Cid Gomes e o Cidadão - Eleitor Fortalezense / Nem PDT ou Nem PT?

O governador Camilo Santana (PT) e o senador Cid Gomes (PDT) vão lançar uma candidatura conjunta, para a sucessão do prefeito fortalezense, o médico Roberto Cláudio (PDT), que não deverá ser pelo Partido dos Trabalhadores ou pelo Partido Democrático Trabalhista, e sim por uma terceira alternativa partidária. Camilo Santana compreendeu o enorme risco político do divórcio total entre o lulismo-camilista e o cirismo-cidista no pleito eleitoral de 2020, em Fortaleza.

O deputado federal, Capitão Wagner (PROS), e o senador Eduardo Girão (PODE) são os responsáveis pela criação do primeiro grupo de oposição ao condomínio político -administrativo do governador Camilo Santana (PT), que não é uma dissidência da base governista. O movimento social conservador cearense (MSCC) tem uma enorme base política entre os eleitores bolsonaristas e os eleitores moristas (Sérgio Moro), na capital cearense. A votação do presidente Jair Bolsonaro entre os eleitores fortalezenses foi de trinta e cinco por cento (35%), no primeiro turno do pleito eleitoral de 2018, já no segundo turno, o mesmo teve quarenta e cinco por cento (45%) dos votos válidos. O wagnerismo-bolsonarista com apoio dos eleitores do ministro Sérgio Moro apresentam chance de vencer no primeiro turno do pleito eleitoral de 2020, em Fortaleza.

A soltura do ex-presidente Lula (PT) do cárcere da Polícia Federal do Paraná - Curitiba, não reproduziu o resultado de renovação da onda lulista na região do Nordeste. O governador Camilo Santana (PT) não se aprofundou na criação do bloco partidário (PT-MDB), em conjunto, com o empresário e ex-senador, Eunício Oliveira, para as eleições dos municípios cearenses. Camilo Santana não vai apoiar ou lançar algum candidato à prefeito de Fortaleza do Partido dos Trabalhadores, em detrimento do grupo político-eleitoral do senador Cid Gomes, nesse momento de fragilidade de liderança do próprio Lula.

O senador Cid Gomes (PDT) já compreendeu a estratégia do governador Camilo Santana (PT) de não aprofundamento das diferenças políticas e eleitorais do cirismo-cidista e do camilismo-lulista, ainda no primeiro turno da sucessão municipal de Fortaleza, desse ano. Camilo Santana e  Cid Gomes vão tentar construir um novo postulante a prefeito de Fortaleza, que não seja do PT ou do PDT. O problema dessa empreitada é o diretório nacional do PDT, assim como também o staff político do ex-presidente Lula. É muito difícil um consenso nesse momento entre PT e o PDT  para abrirem mão de suas candidaturas próprias, na capital cearense.


A pré-candidatura à prefeito do deputado federal, Célio Studart (PV), sem dúvida pode esvaziar o prefeito,Roberto Cláudio (PDT), entre os setores das classes médias fortalezenses, nas eleições de 2020. A pré-candidatura do deputado estadual, Renato Roseno (PSOL), para o comando da maior cidade cearense; causará um esvaziamento natural de qualquer pretensão de monopólio das forças progressistas pelo Partido dos Trabalhadores (PT). As dificuldades externas das prováveis pré-candidaturas oriundas do PDT e do PT, para a sucessão municipal de Fortaleza, já entraram no radar eleitoral do senador Cid Gomes e do governador Camilo Santana, ainda no final do ano passado.

O campo social-liberal da política fortalezense deverá ter duas pré-candidaturas à prefeito: o empresário Alexandre Pereira (Cidadania) e o empresário Geraldo Luciano (Novo-30). É a nova terceira via da capital cearense, em duas postulações eleitorais. O governador Camilo Santana (PT) tem admiração do eleitor social-liberal,  após a reforma da previdência no Ceará. A pré-candidatura cidista-camilista terá perfil com liberalismo social ou centro entre os eleitores do município de Fortaleza, surge como  única alternativa para ida ao segundo turno, numa perspectiva de enfrentamento da pré-candidatura, Capitão Wagner, no último final de semana de outubro de 2020.

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa sociólogo e consultor político 

Fortaleza, 16 de Janeiro de 2020