segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

A Reconstrução do Neoconservadorismo Fortalezense: Capitão Wagner e o Ronaldo Martins

O deputado federal e pré-candidato a prefeito de Fortaleza, Capitão Wagner (PROS), recebeu o apoio da direção estadual do Republicano (PRB), no primeiro final de semana de fevereiro de 2020. O presidente estadual do Republicano, o deputado federal Ronaldo Martins, compreendeu a necessidade da reconstrução do novo pólo neoconservador, nas eleições de Fortaleza. O PROS e o Republicano irão atrair o movimento cívico conservador fortalezense pró-Jair Bolsonaro e favorável ao pacote anticrime do ministro Sérgio Moro, que é um universo de aproximadamente 1/3 do eleitorado da capital cearense. 

O deputado federal e pastor Ronaldo Martins (Republicano), já tinha  pago um preço político-eleitoral muito alto, quando fez parte do condomínio político-administrativo do governador Camilo Santana (PT) e do prefeito de Fortaleza, o pedetista Roberto Cláudio, pois o seu eleitor de perfil cristão conservador votou no presidente eleito, Jair Bolsonaro, no primeiro turno e no segundo turno, nos municípios cearenses, no pleito eleitoral de 2018. Ronaldo Martins tem um senso de responsabilidade administrativa e republicana muito forte, porém, nunca imaginou a adesão maciça dos eleitores pentecostais e dos eleitores neopentecostais, assim como dos católicos conservadores na campanha presidencial, em Fortaleza, tanto contra o presidenciável Ciro Gomes (PDT), no primeiro turno, como também no segundo turno com o sentimento antagônico ao presidenciável Fernando Haddad (PT). O erro não vai acontecer no pleito eleitoral de 2020.

Os principais analistas políticos e  jornalistas da área de política apenas publicaram sobre a aliança do Republicano e do bloco oposicionista (PROS-PODE-PSC-Avante), numa visão restrita as coligações partidárias. O grande mérito da aproximação do deputado federal, Capitão Wagner, e do deputado federal, Ronaldo Martins, é a possibilidade de repetir a estratégia vitoriosa bolsonarista  ao construir um verdadeiro exército de apoiadores nas redes sociais e nas classes sociais, com o movimento ” povo de Deus ”. O presidente Jair Bolsonaro mantém uma comunicação direta, com o cidadão-eleitor cristão, isso ocorre independente da denominação religiosa do mesmo. Jair Bolsonaro compreendeu a força das pautas morais, de visão sacra no mundo privado, do brasileiro comum, na arena política do debate público. Capitão Wagner já tem esse nicho eleitoral organizado em Fortaleza.

Os evangélicos fortalezenses e os católicos fortalezenses acreditam na cruzada cultural contra a pauta de gêneros do Governo do Estado do Ceará e da Prefeitura de Fortaleza. O governador Camilo Santana (PT) e o prefeito fortalezense, Roberto Cláudio (PDT), mantêm uma aproximação ,política-institucional, com  reflexo na área eleitoral, com os movimentos sociais favoráveis às minorias sexuais, sem dialogar no mesmo nível, com os movimentos tradicionalistas cristãos. As agremiações com atuação na área dos costumes conservadores terão muita dificuldade de reproduzir aliança de palanque, com o PDT e o PT, no pleito eleitoral de Fortaleza: PRTB, Patriota e PTC. É muito difícil não ocorrer interferência do Palácio do Planalto nos seus principais partidos satélites, por isso as fórmulas de alianças nos últimos dois pleitos eleitorais (2016 e 2018), já não tem quase nenhuma serventia nesse pleito eleitoral de 2020, em Fortaleza.

O pré-candidato a prefeito de Fortaleza, Capitão Wagner, tem condição de  construir uma boa base social composta por  militantes e  ativistas oriundos dos grupos religiosos conservadores, nas redes sociais. A sua história de vida tem muito apelo no modelo de  resignação do cristão conservador fortalezense, com isso poderá criar  uma ligação muito forte no imaginário de parte da sociedade civil. Novos tempos onde a arena da disputa eleitoral nas redes sociais, proporciona condições de  uma maior intensidade de debate público, em relação aos tradicionais veículos de comunicação: rádio, jornal e televisão.  A polarização entre oposição e situação no pleito eleitoral de Fortaleza, já vai acontecer no primeiro turno, pois será independente da pulverização dos candidatos a prefeito.


O prefeito Roberto Cláudio (PDT) talvez não compreenda ainda o peso do eleitorado neoconservador na capital cearense. Eleitorado que é por natureza anti-progressista, como também não voltará ser ator político-eleitoral secundário nas políticas públicas de Fortaleza, nos próximos anos, em função da sua influência nas novas políticas culturais e de gêneros, nas instituições públicas do Governo Federal. Roberto Cláudio precisa reconstruir o diálogo nas redes sociais, com o "povo de Deus" sem a intermediação de parlamentares e dos líderes religiosos, pois o vínculo precisa ser direto e de identificação das causas conservadoras. O tempo é muito curto para essa empreitada de reaproximação do grupo político cirista-robertista com o público neoconservador fortalezense.

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa sociólogo e consultor político 

Fortaleza, 03 de Fevereiro de 2020




domingo, 26 de janeiro de 2020

Camilo Santana e os Pesos e Contrapesos da pré-candidatura petista em Fortaleza / Acrisio Sena e o Bom Senso!

O governador Camilo Santana (PT) sempre foi a confluência do lulismo-petista e do cidismo, na política estadual, sendo  aliado estratégico do ex-governador Ciro Gomes (PDT), nos últimos pleitos eleitorais: 2014 (Ceará -Brasil), 2016 (Fortaleza) e 2018 (Ceará-Brasil). Camilo Santana é o único produto original do casamento político-administrativo-eleitoral entre o lulismo e o cirismo-cidista, no período (2003-2018) e ponto de convivência pacífica entre essas duas matrizes. O ex-presidente Lula e a direção nacional do Partido dos Trabalhadores vão tentar derrotar o grupo político de Ciro Gomes e do prefeito de Fortaleza, o médico Roberto Cláudio (PDT), nas eleições de 2020, todavia, o governador Camilo Santana (PT) não vai brigar com o senador Cid Gomes (PDT), pois ambos irão lançar uma candidatura conjunta, que não será do PT ou do PDT. 

No último pleito eleitoral da capital cearense, a reeleição do prefeito, Roberto Cláudio (PDT), teve  um fato fora da normalidade daquela eleição (2016), que era o sentimento de solidariedade entre petistas e os pedetistas contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff (2011-2016), com isso tivemos o voto útil emocional a favor do chefe do executivo municipal, nos dois turnos. No segundo turno do pleito eleitoral nacional no estado do Ceará, no ano de 2018, já não tivemos o mesmo sentimento de solidariedade dos ciristas, em relação ao presidenciável petista, Fernando Haddad, contra o presidente eleito, o capitão Jair Bolsnonaro. 

O núcleo político do governador Camilo Santana (PT) não contou com o apoio do ex-governador Ciro Gomes (PDT), nem do senador eleito Cid Gomes (PDT) e do prefeito Roberto Cláudio (PDT), no segundo turno da eleição presidencial, em Fortaleza. O resultado foi quase a derrota da candidatura petista, com apoio dos pedetistas leais ao chefe do executivo do Governo Estadual, em detrimento da ausência das maiores lideranças cirista-cidistas estaduais, em solo fortalezense. A vitória do presidenciável Fernando Haddad (PT), somente aconteceu em função do trabalho árduo do governador Camilo Santana (PT), nas últimas setenta e duas horas, nas regiões periféricas da capital cearense. O resultado das urnas no segundo turno, em Fortaleza: Fernando Haddad (55%) e Jair Bolsonaro (45%).

O bolsonarismo fortalezense foi vitorioso no setor da classe média tradicional, no primeiro e segundo turno do pleito eleitoral de 2018, para presidente da República. Na eleição municipal de 2016, esse mesmo setor ou grupo de pressão (Classe Média Fortalezense), foi o grande responsável pela reeleição do prefeito Roberto Cláudio (PDT), para mais quatro anos a frente da Prefeitura de Fortaleza. O governador Camilo Santana (PT) e o senador Cid Gomes (PDT) têm noção da força política-eleitoral do pré-candidato (Capitão Wagner) a prefeito de Fortaleza como representante do principal grupo de oposição estadual, com apoio do Governo Federal.

No caso de serem lançadas duas pré-candidaturas governistas a sucessão do prefeito Roberto Cláudio (PDT), ambas terão um desempenho razoável nas periferias de Fortaleza, porém, não terão bons resultados eleitorais perante a classe média tradicional. 

O ex-senador Eunicio Oliveira e o MDB vão apoiar a pré-candidatura do deputado federal, Capitão Wagner (PROS), para prefeito de Fortaleza, em caso da pré-candidatura unificada do governador Camilo Santana (PT) e do senador Cid Gomes (PDT), não oriundas das agremiações partidárias de ambos. O deputado federal tucano, Roberto Pessoa, e a deputado estadual tucana, Fernanda Pessoa, vão apoiar o bloco partidário (PROS-PODE-PSC-Avante) nos pleitos eleitorais de Fortaleza e de Maracanaú. O governador paulista, João Doria, não tem interesse em permitir que o PSDB estadual  e o DEM estadual se tornem satélites do presidenciável cearense, Ciro Gomes, por isso não há condição do lançamento da pré-candidatura a prefeito de Fortaleza dessas duas agremiações partidárias, em conjunto, no município de Fortaleza. 

O pré-candidato ao executivo da prefeitura de Fortaleza do PSOL, o advogado Renato Roseno, assim como o pré-candidato do PV, o advogado Célio Studart, vão ser as melhores opções do eleitor social liberal local, no pleito eleitoral desse ano. As duas pré-candidaturas vão tirar voto do candidato apoiado pelo prefeito Roberto Cláudio (PDT), e muito pouco voto do pré-candidato, Capitão Wagner (PROS), que terá uma votação muito boa entre o eleitorado conservador liberal da capital cearense. O eleitor de perfil total liberal ou pró-mercado deverá acompanhar naturalmente a pré-candidatura do empresário e secretário municipal, Alexandre Pereira (Cidadania), ao cargo executivo da maior cidade do estado do Ceará. Alexandre Pereira poderá ser a grande surpresa no primeiro turno das eleições, em Fortaleza, que não foi analisado pela imprensa e nem pelos analistas políticos cearenses, e muito menos pelo prefeito Roberto Cláudio (PDT) e pelo governador Camilo Santana (PT), no tabuleiro político-eleitoral de nossa capital. 


O deputado estadual, Acrisio Sena, demonstrou uma capacidade ímpar ao chamar o Partido dos Trabalhadores (PT), para um diálogo aberto, com o governador Camilo Santana, sobre o pleito eleitoral de Fortaleza. Acrisio Sena compreende o poder do camilismo perante a opinião pública fortalezense, percebendo esse grande peso político, no pleito eleitoral de 2020. O lulismo-petista é muito menor na dimensão eleitoral, em relação ao governador Camilo Santana, na capital cearense. Os petistas vão construir a sua candidatura própria à prefeito de Fortaleza, ocorrendo então o divórcio político-eleitoral, com o trabalhismo-pedetista, e  tal fato tornaria difícil uma união num eventual segundo turno ou voto útil anti-cirista, para o pré-candidato do PROS, o deputado federal Capitão Wagner, no primeiro final de semana do mês outubro de 2020.

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa sociólogo e consultor político

Fortaleza, 26 de Janeiro de 2020




quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Capitão Wagner e o seu grupo Político-Partidário / Wagnarismo-Bolsonarista Fortalezense


O deputado federal, Capitão Wagner (PROS), e o senador, Eduardo Girão (PODE), são os responsáveis pela criação do primeiro grupo político cearense de caráter de oposição, que não é uma dissidência do Governo do Estado do Ceará. Capitão Wagner é o pré-candidato, a prefeito de Fortaleza, mais competitivo, nesse período de pré-campanha eleitoral. É plausível a afirmação de que existe wagnarismo-bolsonarista, porém, não existe o anti-wagnarismo-bolsonarista. Isso é um fato novo na eleição municipal de Fortaleza, em 2020.

No pleito eleitoral de 2008 e de 2012 tivemos as oposições envolvidas numa desesperada estratégia para derrotar o grupo da ex-prefeita Luizianne Lins (PT), todavia, sempre houveram várias oposições ou candidaturas à prefeito de Fortaleza, nos pleitos eleitorais citados. No pleito eleitoral de 2016 na capital cearense nós tivemos a primeira candidatura unificada das oposições na figura do deputado estadual, Capitão Wagner, oriundo dos quadros do Partido da República, com apoio do ex-governador Lúcio Alcântara (PR), e do senador Tasso Jereissati (PSDB), assim como do deputado federal, Genecias Noronha (Solidariedade), e do ex-senador Eunício Oliveira (MDB). Capitão Wagner não logrou êxito no segundo turno do pleito eleitoral de 2016, porém, o seu grande capital político-eleitoral foi responsável pela construção do seu grupo partidário nas eleições de 2018, no Ceará.

O governador Camilo Santana (PT) sempre compreendeu a necessidade do retorno do MDB, para a sua base governista, no final do seu primeiro governo (2015-2018), e agora no início do seu segundo governo (2019-2022), pois era necessário o fim da dissidência política-administrativa do ex-senador Eunicio Oliveira (MDB). Camilo Santana fez uma aproximação no campo pessoal, com o senador Tasso Jereissati, sem a necessidade de atrair o PSDB cearense. O tassismo era dissidência do condomínio político-administrativo de Camilo Santana e do senador Cid Gomes; já não é mais (Maia Júnior). Não existe mais dissidência a nível estadual, com isso também não existe dissidência na base do prefeito Roberto Cláudio, em Fortaleza.

A experiência e o amadurecimento do deputado federal, Capitão Wagner, foram muito importantes para a eleição do senador Eduardo Girão, no pleito eleitoral de 2018, no Ceará. Capitão Wagner fortaleceu a sua agremiação partidária, com a eleição de deputados estaduais e de deputados federais, assim como tem boa bancada de parlamentares na Câmara Municipal de Fortaleza. Eduardo Girão assumiu o comando estadual do Podemos (PODE), como aliado de primeira ordem do PROS. O PSC e o Avante (PT do B) estão na órbita de influência do bloco partidário PROS-PODE a nível estadual. 

O senador Cid Gomes tentará a todo custo a manutenção da aliança política-eleitoral entre o PDT e o PT, no primeiro turno do pleito eleitoral de 2020, em Fortaleza. Cid Gomes sabe como foi fundamental a união do eleitorado cirista e do eleitorado lulista-dilmista na vitória de reeleição do prefeito fortalezense, Roberto Cláudio, no pleito eleitoral de 2016. No segundo turno da sucessão presidencial de 2018, na capital cearense, nós tivemos o fenômeno da migração de eleitores ciristas para a candidatura de Jair Bolsonaro, por isso o governador Camilo Santana (PT) e o senador Cid Gomes (PT) têm medo do voto útil governista a pré-candidatura do Capitão Wagner, com duas pré-candidaturas antagônicas a prefeito de Fortaleza da base governista, nesse ano (2020). O pré-candidato governista a prefeito de Fortaleza não dever ser nem do PDT e nem do PT.


O discurso do combate a corrupção e contra o lulismo deverá perder muita força, no pleito eleitoral de Fortaleza de 2020. O discurso sobre eficiência administrativa e  restruturação das políticas públicas da prefeitura de Fortaleza, deverá ser a principal temática entre os formadores de opinião pública, no período pré-eleitoral. O secretário municipal e  empresário, Alexandre Pereira, sem dúvida deverá ser o primeiro pré-candidato a prefeito de Fortaleza, com o discurso da modernidade administrativa de perfil social liberal, sem a necessidade de fazer oposição sistemática, fará isso através da atuação da bancada do Cidadania-PPS nas votações das reformas no Congresso Nacional (Câmara/Senado), assim como o seu papel de administrador público, o mesmo é o canal de confluência dos setores sociais pró-mercado da capital cearense, nas eleições de 2020. O deputado federal, Capitão Wagner, ainda precisa deferir muita energia política-eleitoral no sentimento anti-cidista-robertista do fortalezense, porém deve manter boa relação política-eleitoral, com o pré-candidato a prefeito de Fortaleza do Cidadania (Alexandre Pereira). 


O bloco partidário oposicionista fortalezense (PROS-PSC-PODE-Avante) deverá apoiar a ampliação do movimento horizontal e espontâneo de apoio do eleitorado bolsonarista e dos apoiadores do ministro Sérgio Moro, no decorrer do pleito eleitoral de 2020. O deputado federal, Capitão Wagner, não tem dúvidas de que terá a maioria da militância digital, em função dos internautas bolsonaristas e dos ativista digitais pró-Lava Jato (Sérgio Moro). O espaço público abstrato é campo político-eleitoral promissor ao candidato oposicionista fortalezense. Nesse momento quem faz a pauta política, assim como a pauta eleitoral, é sem dúvida as forças oposicionistas, em detrimento da cúpula política-administrativa cidista-camilista, em Fortaleza.

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa sociólogo e consultor político 

Fortaleza, 22 de Janeiro de 2020




quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Camilo Santana - Cid Gomes e o Cidadão - Eleitor Fortalezense / Nem PDT ou Nem PT?

O governador Camilo Santana (PT) e o senador Cid Gomes (PDT) vão lançar uma candidatura conjunta, para a sucessão do prefeito fortalezense, o médico Roberto Cláudio (PDT), que não deverá ser pelo Partido dos Trabalhadores ou pelo Partido Democrático Trabalhista, e sim por uma terceira alternativa partidária. Camilo Santana compreendeu o enorme risco político do divórcio total entre o lulismo-camilista e o cirismo-cidista no pleito eleitoral de 2020, em Fortaleza.

O deputado federal, Capitão Wagner (PROS), e o senador Eduardo Girão (PODE) são os responsáveis pela criação do primeiro grupo de oposição ao condomínio político -administrativo do governador Camilo Santana (PT), que não é uma dissidência da base governista. O movimento social conservador cearense (MSCC) tem uma enorme base política entre os eleitores bolsonaristas e os eleitores moristas (Sérgio Moro), na capital cearense. A votação do presidente Jair Bolsonaro entre os eleitores fortalezenses foi de trinta e cinco por cento (35%), no primeiro turno do pleito eleitoral de 2018, já no segundo turno, o mesmo teve quarenta e cinco por cento (45%) dos votos válidos. O wagnerismo-bolsonarista com apoio dos eleitores do ministro Sérgio Moro apresentam chance de vencer no primeiro turno do pleito eleitoral de 2020, em Fortaleza.

A soltura do ex-presidente Lula (PT) do cárcere da Polícia Federal do Paraná - Curitiba, não reproduziu o resultado de renovação da onda lulista na região do Nordeste. O governador Camilo Santana (PT) não se aprofundou na criação do bloco partidário (PT-MDB), em conjunto, com o empresário e ex-senador, Eunício Oliveira, para as eleições dos municípios cearenses. Camilo Santana não vai apoiar ou lançar algum candidato à prefeito de Fortaleza do Partido dos Trabalhadores, em detrimento do grupo político-eleitoral do senador Cid Gomes, nesse momento de fragilidade de liderança do próprio Lula.

O senador Cid Gomes (PDT) já compreendeu a estratégia do governador Camilo Santana (PT) de não aprofundamento das diferenças políticas e eleitorais do cirismo-cidista e do camilismo-lulista, ainda no primeiro turno da sucessão municipal de Fortaleza, desse ano. Camilo Santana e  Cid Gomes vão tentar construir um novo postulante a prefeito de Fortaleza, que não seja do PT ou do PDT. O problema dessa empreitada é o diretório nacional do PDT, assim como também o staff político do ex-presidente Lula. É muito difícil um consenso nesse momento entre PT e o PDT  para abrirem mão de suas candidaturas próprias, na capital cearense.


A pré-candidatura à prefeito do deputado federal, Célio Studart (PV), sem dúvida pode esvaziar o prefeito,Roberto Cláudio (PDT), entre os setores das classes médias fortalezenses, nas eleições de 2020. A pré-candidatura do deputado estadual, Renato Roseno (PSOL), para o comando da maior cidade cearense; causará um esvaziamento natural de qualquer pretensão de monopólio das forças progressistas pelo Partido dos Trabalhadores (PT). As dificuldades externas das prováveis pré-candidaturas oriundas do PDT e do PT, para a sucessão municipal de Fortaleza, já entraram no radar eleitoral do senador Cid Gomes e do governador Camilo Santana, ainda no final do ano passado.

O campo social-liberal da política fortalezense deverá ter duas pré-candidaturas à prefeito: o empresário Alexandre Pereira (Cidadania) e o empresário Geraldo Luciano (Novo-30). É a nova terceira via da capital cearense, em duas postulações eleitorais. O governador Camilo Santana (PT) tem admiração do eleitor social-liberal,  após a reforma da previdência no Ceará. A pré-candidatura cidista-camilista terá perfil com liberalismo social ou centro entre os eleitores do município de Fortaleza, surge como  única alternativa para ida ao segundo turno, numa perspectiva de enfrentamento da pré-candidatura, Capitão Wagner, no último final de semana de outubro de 2020.

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa sociólogo e consultor político 

Fortaleza, 16 de Janeiro de 2020





segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Denis Bezerra e o PSB do Ceará

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) secção cearense deverá ser o maior aliado do governador Camilo Santana (PT) e do presidente estadual do PDT, o senador Cid Gomes, nas eleições municipais de 2020. É preciso compreender o significado do PSB na política local, como ator político-eleitoral de estabilização e manutenção da aliança PT e PDT nos grandes centros urbanos. O presidente estadual do PSB, o deputado federal Denis Bezerra, pode ser considerado como um jovem líder em ascensão no xadrez eleitoral do Ceará.

O estilo comedido do deputado federal, Denis Bezerra, é a sua principal característica e também sua marca política. Denis Bezerra não tem interesse em chamar atenção dos principais analistas políticos ou veículos de comunicação. O mesmo trabalha num ritmo frenético e ao mesmo tempo é discreto em relação aos seus resultados espetaculares: a presidência estadual do PSB; e o principal aliado do condomínio político-administrativo-eleitoral de Camilo-Cid.

O presidente estadual do PSD, o ex-deputado Domingos Filho, assim como o presidente estadual do PP, o deputado federal AJ Albuquerque, têm grande aproximação com o grupo do senador Cid Gomes (PDT), sendo ambos aliados secundários, em relação ao grupo político do governador Camilo Santana (PT) e do ex-senador Eunício Oliveira (MDB). O presidente do Solidariedade, o deputado federal Genecias Noronha, sempre manteve uma linha de colaboração com o cidismo-trabalhista e o Governo Estadual, porém, é uma liderança de perfil independente no espectro político-eleitoral.

O presidente do Cidadania (PPS) e secretário municipal, o empresário Alexandre Pereira, também mantém uma relação política-administrativa, com o senador Cid Gomes (PDT) e o governador Camilo Santana (PDT), todavia, já caminha para um posicionamento de independência na sucessão municipal de Fortaleza, no próximo ano. O presidente estadual do PTB e prefeito de Juazeiro do Norte, Arnon Bezerra, sem dúvida mantém boa relação política-administrativa com o bloco partidário PT e PDT a nível estadual, mas sempre dando ênfase à sua reeleição ou política municipal de Juazeiro do Norte.

A direção estadual do Partido Socialista Brasileiro deverá ser o principal fiador político-eleitoral dos candidatos cidistas e dos candidatos camilistas sem espaço nas legendas do PDT e do PT, nas eleições municipais de 2020. É preciso frisar que a agremiação partidária socialista não é legenda de aluguel, e sim ponto de congruência do campo democrático. O governador Camilo Santana (PT) e o senador Cid Gomes (PDT) têm no deputado federal, Denis Bezerra (PSB),  o novo aliado político-administrativo-eleitoral para a diminuição das zonas de atritos da enorme base governista.

A nova fase de aliança do governador Camilo Santana (PT) e do senador Cid Gomes (PDT), já necessitava de um novo parceiro político-eleitoral, para trazer mais equilíbrio e construir uma ponte democrática entre os maiores grupos da política cearense. O PSB secção cearense já vinha há muito tempo trabalhando numa excelente relação de prováveis pré-candidatos aos executivos municipais, assim como nas câmaras municipais. Os socialistas se tornaram por seus próprios méritos os principais aliados do condomínio político-administrativo camilista-cidista. O deputado federal, Denis Bezerra, vai manter a sua postura republicana da manutenção da estabilidade política-administrativa independente dos conflitos de interesses da política nacional.

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa sociólogo e consultor político 

Fortaleza, 16 de Dezembro de 2019



quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Célio Studart e a Nova Política - Parte 01

O termo nova política já envelheceu há muito tempo. A ex-senadora Marina Silva (REDE) gostava de usar essa expressão nos seus eventos políticos e nos eventos jornalísticos. O deputado estadual, Heitor Férrer (SD), foi o grande entusiasta do movimento da nova política, no estado do Ceará. O eleitorado não adepto dos políticos tradicionais ( alguns deles corruptos), sem dúvida não vai deixar de acreditar no surgimento de novas lideranças (republicanas). O deputado federal Célio Studart (PV) é o real exemplo do novo político ou homem público de concepção ética e moral republicana.

O movimento ecológico cearense nunca foi organizado como força política-eleitoral nas últimas eleições estaduais (2010-2014-2018). O Partido Socialismo e Liberdade sempre manteve ala de ativistas ecológicos entre os seus filiados. A discussão de gênero sempre foi a principal pauta interna do diretório estadual do PSOL, em detrimento da pauta ecológica. Os ecossocialistas cearenses nunca elegeram um representante parlamentar, em nenhuma casa legislativa: Câmara Municipal, Assembléia Legislativa e Congresso. 

Os ecologistas neocapitalistas ou ecologistas liberais da classe média tradicional fortalezense sempre votaram no indivíduo e nunca nas organizações partidárias. As grandes votações da presidenciável Marina Silva (REDE) nos pleitos eleitorais de Fortaleza, nos anos de 2010 e 2014, sem dúvida é fruto em grande parte dos indivíduos de consciência ecológica. O movimento social pró-natureza é horizontal na maior cidade do Ceará, em outras palavras não é ligado a nenhum partido específico. 

É necessária a compreensão do surgimento do cidadão-eleitor favorável ao direito dos animais, como algo muito recente na política cearense. O indivíduo que ama o seu animal de estimação, já tem propensão de ouvir atento alguma proposta política-administrativa favorável à causas animais. Os ecossocialistas e os ecosliberais nunca compreenderam esse filão social da classe média tradicional, em relação ao animal como membro da família. A preocupação com a preservação das dunas e do parque ecológico do Cocó, com certeza sempre foram as principais bandeiras das ONGS ecológicas e do PSOL,  com essas pautas o Partido Verde e a REDE nunca foram fortes na política fortalezense, e muito menos nos movimentos sociais.

O advogado Célio Studart sempre esteve na vanguarda dos novos movimentos sociais dessa década (2011-2020) ou década dos anos 10. Célio Studart sempre se manifestou contra a corrupção, assim como contra os gastos públicos dos parlamentares, porém, o seu carro chefe é a defesa dos direitos dos animais. O cidadão-eleitor neoecologista é liberal na área econômica e dos avanços jurídicos de defesa dos animais, todavia, o mesmo é muito conservador na área dos costumes e no combate à corrupção. 

Este é meu primeiro artigo sobre o fenômeno político-eleitoral do deputado federal Célio Studart (PV), escreverei outro aprofundando  essa analise.Célio Studart teve aproximadamente 209 mil votos para deputado federal, no estado do Ceará, e somente no município de Fortaleza, o mesmo teve o sufrágio eleitoral de 126 mil indivíduos. O Partido Verde deverá lançar o jovem parlamentar cearense como candidato a prefeito de Fortaleza. Irei tentar descrever esse enorme contingente de eleitores quase invisíveis nos períodos não eleitorais, mas que se materializam quando as urnas são abertas nos períodos eleitorais: 2016 (Fortaleza) e 2018 ( Ceará). 

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa sociólogo e consultor político 

Fortaleza, 12 de Dezembro de 2019




quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Roberto Pessoa e o Novo PSDB Nacional

O deputado federal Roberto Pessoa caminha para ser o principal interlocutor do governo paulista, João Doria, na política cearense. Roberto Pessoa demonstra capacidade ímpar de adequação aos novos paradigmas tucanos. O PSDB nacional deverá orientar os diretórios estaduais e os diretórios dos municípios maiores. Surge a questão de qual deverá ser a melhor opção de alianças nas eleições 2020.

O governador João Doria transformou o PSDB nacional no seu veículo político-eleitoral de sua pré-candidatura presidencial, em 2022. João Doria não trabalha com a perspectiva de liberdade de ação dos diretórios regionais tucanos, em outras palavras: a lógica nacional acima das lógicas estaduais e das lógicas municipais. O deputado federal Roberto Pessoa deverá ser candidato a prefeito de Maracanaú, com isso já faz um realinhamento no primeiro plano ao diretório nacional, num claro movimento de distanciamento do diretório estadual.

O senador Tasso Jereissati ainda mantém o controle do comando burocrático do PSDB cearense, assim como caminha para uma reaproximação com o grupo político-administrativo do ex-ministro Ciro Gomes (PDT) e do senador Cid Gomes (PDT). O tassismo não elegeu nenhum deputado estadual ou deputado federal, no pleito eleitoral de 2018. O deputado federal Roberto Pessoa e a deputada estadual, Fernanda Pessoa, são oriundos do Partido Liberal, sem vínculo histórico, com PSDB secção cearense, assim como o deputado estadual, Nelinho, tem o seu próprio grupo político independente do diretório estadual tucano. Os ex-deputados Federais Danilo Forte e Raimundo Gomes de Matos estão no segundo escalão do Governo Federal.

O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), e o governador paulista, João Doria (PSDB), vão apoiar a pré-candidatura do deputado federal, Capitão Wagner (PROS), para prefeito de Fortaleza. O DEM nacional e o PSDB nacional têm noção do peso político-eleitoral de terem um bom palanque na sucessão presidencial de 2022, em solo cearense. O presidente estadual tucano, o ex-senador Luiz Pontes, e o presidente demista, o empresário Chiquinho Feitosa, são simpatizantes do palanque de Ciro Gomes (PDT), para a presidência da República, no pleito eleitoral de 2022. Existem interesses  antagônicos entre as lideranças nacionais e as lideranças regionais.

O deputado federal Roberto Pessoa (PSDB) terá uma campanha eleitoral muito difícil, para o seu retorno, como chefe do poder executivo, no município de Maracanaú, na região metropolitana de Fortaleza. A popularidade do governador Camilo Santana (PT) entre os moradores dessa importante cidade (Maracanaú), configura  fato decisivo, para que o deputado federal, Roberto Pessoa, já  procure fazer o comunicado do seu apoio ao grupo político-partidário (PROS-PODE-PSC-Avante) do Capitão Wagner, buscando um realinhamento do seu próprio grupo político nos municípios de Fortaleza e Maracanaú. Roberto Pessoa deverá retornar ao Democrata (Ex-PFL) para ser candidato a prefeito de Maracanaú, com isso o PSDB terá a aquisição na ativa na Câmara do deputado federal, Danilo Forte, na bancada tucana.

A política nacional deverá refazer o quadro partidário cearense nos pleitos eleitorais das principais cidades cearenses. As mudanças das direções estaduais das agremiações partidárias vai sair do controle do governador Camilo Santana (PT) e do senador Cid Gomes (PDT), em relação às últimas eleições: 2016 e 2018. O deputado federal Roberto Pessoa não é adversário ou inimigo do senador Tasso Jereissati, porém o ex-prefeito de Maracanaú vai marchar nos pleitos eleitorais nos municípios cearenses de acordo, com os interesses da direção nacional do PSDB, em detrimento de sua antiga relação, com o tucanado tassista.

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa sociólogo e consultor político 

Fortaleza, 05 de Dezembro de 2019