sábado, 10 de setembro de 2016

DataFolha: Capitão Wagner e a Classe Média Popular



O prefeiturável Capitão Wagner (PR) venceu a limitação financeira do início de sua campanha e tem apresentado um crescimento consistente nos setores populares e na classe média baixa de Fortaleza. Capitão Wagner criou empatia com o cidadão-eleitor fortalezense da periferia, em função da identificação social com sua origem humilde, através das peças publicitárias. O candidato republicano não é populista, mas tem o discurso político-eleitoral com característica popularesca, por causa do tema violência urbana.


Os analistas políticos foram quase unanimes nas críticas negativas, em relação às primeiras peças publicitarias da campanha do prefeiturável Capitão Wagner (PR), em função da massificação da informação da origem dos seus pais e da sua família,  tema da sua campanha nas primeiras duas semanas do horário eleitoral, mas o fato é que o mesmo superou a pobreza através dos estudos e dos concursos públicos. O cidadão-eleitor fortalezense com renda econômica de 0 até 2 salários mínimos é a grande maioria nas regiões com IDH de nível muito baixo nas periferias, que acabou por se identificar com o próprio candidato republicano e os seus pais. O representante da classe média de Fortaleza que ganha entre 2 até 5 salários mínimos se identificou, com a superação das dificuldades do Capitão Wagner (PR) conseguida através do seu esforço, trabalho e estudo.

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa

A segunda pesquisa Datafolha-O Povo trouxe o crescimento do prefeiturável Capitão Wagner (PR) de quase 17% ou 20%  no segmento social com renda de 2 até 5 salários mínimos, pois saiu de 10% para 27%  ou 13% para 30% dentro da margem de erro de 3% na metodologia do Datafolha. Capitão Wagner (PR) também cresceu no segmento de 0 até 2 salários mínimos, com capacidade de aumentar, na próxima pesquisa, os seus percentuais nas consultas eleitorais. No quadro geral o candidato republicano tem 24% ou 27% dos votos válidos. 


O cidadão-eleitor fortalezense da nova classe média está desencantado com os atuais governantes e os partidos de perfil ideológico de esquerda, como resposta política-eleitoral prefere uma candidatura de partido de direita que tenha histórico através da meritocracia e a não intervenção estatal, com discurso de combate à violência urbana. O prefeiturável Capitão Wagner (PR) poderá crescer nos próximos dias através da vinculação de sua imagem com o senador Tasso Jereissati (PSDB).



Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político

Fortaleza, 10 de Setembro de 2016



quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Ronaldo Martins e o Neo-Conservadorismo Fortalezense

Fonte: Google


O deputado federal e prefeiturável, o pastor Ronaldo Martins, do Partido Republicano Brasileiro (PRB) poderá ser a terceira via da sucessão municipal de Fortaleza. Ronaldo Martins procura atrair o eleitor neoconservador fortalezense que sempre votava na candidatura à prefeito do deputado federal, Moroni Torgan (DEM), nos últimos pleitos eleitorais: 2000, 2004, 2008 e 2012. O candidato do PRB ainda pode atrair uma parte do eleitorado do senador Tasso Jereissati (PSDB) de perfil evangélico ou católico carismático. 


O cidadão-eleitor neoconservador sempre manteve a sua manifestação política-ideológica bem restrita aos espaços privados: Família, Templos, Igrejas e os Círculos Sociais (amigos). No segundo turno do pleito eleitoral de 2004, em Fortaleza, esses setores organizados de perfil ideológico de direita, com viés moralista apoiaram abertamente a candidatura de Moroni Torgan (PFL) contra a candidatura petista de Luzianne Lins, que acabou vencedora da eleição, com isso foi prefeita por dois mandatos (2005-2012). O prefeiturável Ronaldo Martins (PRB) pode reorganizar essa base política-ideologica conservadora nos próximos dias, com um possível crescimento nas pesquisas eleitorais: Ibope e DataFolha.

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa

O universo do cidadão-eleitor neoconservador fortalezense deve ser algo em torno de 80 mil até 150 mil votos válidos no primeiro turno, na cidade de Fortaleza. O prefeiturável Ronaldo Martins (PRB) poderá pontuar entre 7% a 12% da preferencia eleitoral nas pesquisas de opinião pública, na véspera do termino do primeiro turno. A base de minha teoria é a votação do ex-prefeiturável Moroni Torgan (DEM) no final do primeiro turno, que recebeu 148 mil votos ou 15% dos sufrágios. A quase metade dos eleitores da candidatura demista foi de perfil ideológico de direita moralista ou neoconservador cristão.


O prefeiturável Ronaldo Martins (PRB) defende um projeto político-administrativo no campo econômico ortodoxo pela diminuição do papel da burocracia estatal, nas políticas públicas do município de Fortaleza. Ronaldo Martins é a favor da extinção de boa parte dos cargos comissionados e das autarquias que são cabides de empregos. A Parceria Pública e Privada nas áreas de educação e saúde do município de Fortaleza. O cidadão-eleitor conservador sempre vota por afinidade moral e afinidade política, em ambos os casos é favorável ao prefeiturável Ronaldo Martins (PRB) no decorrer do primeiro turno da eleição municipal de Fortaleza de 2016. Assista o vídeo:




Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político

Fortaleza, 08 de Setembro de 2016



domingo, 4 de setembro de 2016

A Invisibilidade Política-Eleitoral de Heitor Férrer

Fonte: Google


O prefeiturável Heitor Férrer (PSB) não fez uma boa pré-campanha para prefeito de Fortaleza, como também não conseguiu montar uma campanha competitiva nos primeiros dias da publicidade eleitoral (Rádio\Televisão). Heitor Férrer passa a ideia de uma candidatura solitária sem apoio político e social. O cidadão-eleitor fortalezense não está contente com a classe política, mas não deseja um futuro chefe do executivo municipal, sem apoio no Governo Estadual e no Governo Federal.


A campanha eleitoral de 2016 na capital cearense tem demonstrado uma grande capacidade de polarização das candidaturas que têm apoios políticos e sociais na sociedade civil, ainda no primeiro turno, como aconteceu no pleito eleitoral estadual de 2014: Camilo Santana (PT) e Eunício Oliveira (PMDB). O prefeiturável Heitor Férrer (PSB) poderá cometer o mesmo erro da candidatura petista de Luizianne Lins (PT), que não tem acesso aos parceiros públicos administrativos (União\Estado), com isso perde a preferencia do cidadão-eleitor na hora do voto.
 
Luiz Cláudio Ferreira Barbosa

O prefeito Roberto Cláudio (PDT) colocou como o seu companheiro de chapa majoritária um político da base aliada do presidente Michel Temer (PMDB), o deputado federal Moroni Torgan (DEM), que ainda tem o empresário e presidente estadual do PPS, Alexandre Pereira, como outro interlocutor perante o Palácio do Planalto. O prefeiturável Capitão Wagner (PR) tem a coligação partidária (PR-PMDB-PSDB-SD) toda aliada de Brasília. O prefeiturável Heitor Férrer faz parte do Partido Socialista Brasileiro que tem Ministério de Minas e Energia no governo do presidente Michel Temer (PMDB). A direção nacional é a principal financiadora da campanha da candidatura socialista de Heitor Férrer, que foi compreendida pela opinião publica fortalezense, como algo positivo, mas esse discurso político-eleitoral estilo REDE, PSOL ou PSTU, para isolamento institucional, já não é muito aceitou ou compreendido por ninguém, com bom senso.  


As próximas pesquisas de opinião pública poderão mostrar  uma queda nas intenções de votos do prefeiturável Heitor Férrer (PSB), em função do discurso esquerdista anti-classe política que é rechaçado pela classe média fortalezense. O cidadão-eleitor tassista  de tendência oposicionista que em 2012 votou no Heitor Férrer, neste pleito poderá votar no prefeiturável Capitão Wagner (PR), como  também outra parcela menor poderá  votar no atual prefeito.O fenômeno Heitor Férrer do pleito eleitoral de 2012, não é o mesmo no pleito eleitoral de 2016. Assista o vídeo:




Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político
Domingo, 04 de Setembro de 2016



sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Capitão Wagner e a Oposição Somente Midiática?




O prefeiturável Capitão Wagner (PR) praticamente fará uma campanha majoritária no Horário Eleitoral Gratuito de Rádio e Televisão, com outras publicações nas principais redes sociais: facebook, twitter, whatsApp. Capitão Wagner não tem recursos financeiros para manutenção de várias equipes de ativistas nas ruas e nos bairros de Fortaleza. A publicidade digital é o ponto forte da campanha republicana.


O palanque da coligação do prefeiturável Capitão Wagner (PR) é muito pequeno para acomodar também  os candidatos a vereadores, com isso a preferencia pelas caminhadas nas comunidades. Capitão Wagner não deverá aumentar o ritmo da campanha de rua. O núcleo da campanha republicana vai investir na militância digital, como única alternativa para atingir um grande número de eleitores, sem a necessidade de muitos comícios ou contratações de ativistas e carros de som. 
 
Luiz Cláudio Ferreira Barbosa

As últimas campanhas eleitorais aos cargos legislativos (vereador (2012) - deputado estadual (2014) já se mostraram eficazes nas redes sociais, como propagadores do nome e número do Capitão Wagner entre os seus prováveis eleitores.  A campanha majoritária para prefeito de Fortaleza nunca foi quase que  praticamente feita na área midiática, mas há o fato novo do aumento da capacidade de comunicação na era digital, coisa não muito presente nos últimos pleitos eleitorais.


É notório o crescimento da apatia do cidadão-eleitor para a tradicional campanha feita nas ruas de Fortaleza. O mais impressionante é que há vida no mundo digital, no quesito discursão da sucessão municipal de Fortaleza, com calorosas manifestações dos ativistas e simpatizantes dos diversos candidatos. Eu acredito que as próximas pesquisas eleitorais vão revelar o êxito da campanha de rua do prefeiturável Roberto Cláudio (PDT) e também o resultado positivo da campanha de mídia social do prefeiturável Capitão Wagner (PR). Qual dos dois estilos de campanha irá se revelar mais produtivo nas próximas pesquisas eleitorais? Caso seja a campanha do candidato republicano, será comprovado o sucesso do seu estilo midiático. Assista o vídeo:


Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político

                                                 Sexta-feira, 02 de Setembro de 2016