domingo, 23 de outubro de 2016

DataFolha – Capitão Wagner (PR) e a Onda Azul na Periferia de Fortaleza




A penúltima pesquisa do DataFolha – Jornal O Povo demonstrou o crescimento no numero de intenção de voto do prefeiturável Capitão Wagner (PR) nos bairros pobres da capital cearense. Capitão Wagner simplesmente adotou a estratégia política-eleitoral, no segundo turno, de dialogar com o cidadão-eleitor fortalezense de baixa renda e que tem apenas o ensino fundamental . O candidato republicano acredita numa onda azul que poderá contagiar a classe média fortalezense vinda dos bairros populares de Fortaleza.


O prefeiturável Capitão Wagner (PR) resolveu atacar na área de saúde pública da atual gestão municipal de Fortaleza. A campanha negativa foi toda em linguagem popular de fácil assimilação , bem ao estilo dos programas policiais, por isso  as peças publicitarias têm enorme alcance entre os cidadãos fortalezenses que avaliam como muito ruim (péssimo) ou regular os serviços públicos da Secretária Saúde Municipal de Fortaleza. 

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa
O prefeito Roberto Cláudio (PDT) mantém o controle político-eleitoral nos bairros nobres, pois a sua avaliação administrativa ainda se mantem consistente entre os formadores de opinião pública. Roberto Cláudio precisa manter o seu discurso propositivo entre os eleitores fortalezenses da classe média tradicional fortalezense. O problema é o sentimento não mais adormecido do anti-petismo nesse estrato político-econômico-social que simpatiza com o prefeito Roberto Cláudio, mas não tem o mesmo apreço ao futuro presidenciável Ciro Gomes (PDT) : o perigo da nacionalização do debate da sucessão municipal, na última semana.


O senador Tasso Jereissati (PSDB) começa a demonstrar uma capacidade impar de consolidação do voto pró-Capitão Wagner (PR) nas classes sociais (C,D e E), com a sua aparição nos programas eleitorais, e a massificação de suas mensagens nas redes sociais. Os voluntários da campanha republicana são em sua maioria jovens entre 16  e 35 anos, os quais classifico  como cidadão-eleitor neotassista, com viés ideológico de centro-direita. A grande  questão dessa ultima semana de campanha  é se a onda azul será capaz de atrair os votos dos indecisos. Assista o vídeo:





Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político
 
Fortaleza, 23 de Outubro de 2016



sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Datafolha e Ibope – O prefeito Roberto Cláudio conquistou a classe média fortalezense?



O prefeito Roberto Cláudio (PDT) caminha para conquistar o seu segundo mandato a frente do executivo do município de Fortaleza. As pesquisas de opinião pública (Datafolha e Ibope) do quadro eleitoral da capital cearense dão uma sensação de vitória do candidato governista a quase quinze dias do final do segundo turno. A maioria dos representantes da classe média tradicional de Fortaleza vai votar no prefeito Roberto Cláudio (PDT) e  aprova a sua gestão pública.


O senador Eunício Oliveira (PMDB) quando candidato ao Governo do Estado do Ceará, no pleito eleitoral de 2014, foi o mais votado na classe média alta (acima de dez salários mínimos) e na classe média baixa (entre cinco salários até dez salários mínimos), assim como também o senador eleito, o ex-governador Tasso Jereissati (PSDB), na cidade de Fortaleza. O prefeito Roberto Cláudio (PDT) foi o mais votado nesses segmentos sociais, no primeiro turno da sucessão municipal da capital cearense desse ano. 


A classe média tradicional de Fortaleza  na sua grande maioria ainda tem  o sentimento político-eleitoral anti-Ferreira Gomes e anti-petista-lulista, mas não tem o mesmo sentimento ou crítica negativa ao prefeito de Fortaleza, o médico Roberto Cláudio (PDT), como se houvesse  uma onda conservadora ou azul favorável a atual gestão pública. O mandato do prefeito Roberto Cláudio (PDT) é bem avaliado como ótimo e bom (Datafolha 50% e Ibope 48%) por todos os segmentos da sociedade civil fortalezense, de acordo com as últimas pesquisas eleitorais dos seguintes jornais: O Povo e Diário do Nordeste.  


O prefeiturável Capitão Wagner (PR) mantém o seu crescimento de perspectiva de voto entre os eleitores de baixo poder aquisitivo (zero até dois salários mínimos | dois salários até cinco salários mínimos) e com ensino fundamental (Incompleto ou Completo).  Capitão Wagner sofre uma rejeição crescente na classe média fortalezense, que é a responsável pelo crescimento da perspectiva de voto no segundo turno, para o prefeito Roberto Cláudio (PDT), pois a mesma faz boa avalição da atual administração municipal.  

Jornal da Câmara - Segunda Edição


Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político

Fortaleza, 14 de Outubro de 2016




segunda-feira, 19 de setembro de 2016

O Esvaziamento Político-Eleitoral: Luizianne Lins (PT) e Heitor Férrer (PSB)







A sucessão municipal de Fortaleza, já entra na sua reta final do primeiro turno, faltam  menos de quinze dias para o fim da campanha eleitoral. A polarização entre os prefeituráveis Roberto Cláudio (PDT) e Capitão Wagner (PR), já antecipa a provável disputa do segundo turno, esse fato  reduziu as candidaturas, de Luizianne Lins (PT) e Heitor Férrer (PSB), que se tornaram meros coadjuvantes. A tendência será o debate público entre os concorrentes com agressões mútuas, sem espaço, para novos rearranjos na sequencia do pleito eleitoral da capital cearense.


A prefeiturável Luizianne Lins (PT) acreditava na sua ida ao segundo turno contra o atual prefeito de Fortaleza, o candidato Roberto Cláudio, que também esperava o duelo, com a petista na fase final do pleito eleitoral de 2016. A tendência natural deverá ser o esvaziamento político-eleitoral da postulação petista, em função do seu eleitorado ser composto por cidadão-eleitor, que sempre vota no candidato a prefeito de Fortaleza, que vai para reeleição: Juraci Magalhães (2000), Luizianne Lins (2008) e agora Roberto Cláudio (2016).



A única explicação plausível para a não desidratação total dos índices eleitorais da prefeiturável, Luizianne Lins (PT), sem dúvida poderá ser a adesão do eleitorado órfão do ex-prefeiturável e atual deputado estadual, Renato Roseno, pois esse eleitorado não fez a opção de apoiar o prefeiturável do PSOL, o vereador João Alfredo, que não tem o mesmo carisma político-eleitoral de seu companheiro de agremiação partidária. Luizianne Lins deverá se abster de apoiar os dois candidatos que irão ao segundo turno, mas a sua agremiação partidária deverá declarar voto útil, no atual prefeito de Fortaleza.


O prefeiturável Heitor Férrer (PSB) começa a perder um imenso contingente do seu eleitorado cativo, pois a antecipação do duelo do segundo turno, no final da campanha do primeiro turno, já provocou o esvaziamento de seus índices nas pesquisas eleitorais (Datafolha | Ibope | Ampla). O prefeiturável Capitão Wagner (PR) começa a representar o polo político-eleitoral anti-Cid Gomes – Roberto Cláudio no pleito eleitoral de 2016, papel que antes pertencia ao candidato Heitor Férrer (PSB), na sucessão municipal de Fortaleza de 2012. Heitor Férrer deverá ficar ausente do segundo turno, assim como não vai declarar apoio a nenhum postulante. No pleito eleitoral de 2000, o terceiro colocado (Moroni Torgan) e o quarto colocado (Patricia Saboya), não apoiaram os dois candidatos que foram ao segundo turno: Juraci Magalhães (Reeleito) e Inácio Arruda. Assista o vídeo:



Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político

Segunda-feira, 19 de Setembro de 2016



sábado, 10 de setembro de 2016

DataFolha: Capitão Wagner e a Classe Média Popular



O prefeiturável Capitão Wagner (PR) venceu a limitação financeira do início de sua campanha e tem apresentado um crescimento consistente nos setores populares e na classe média baixa de Fortaleza. Capitão Wagner criou empatia com o cidadão-eleitor fortalezense da periferia, em função da identificação social com sua origem humilde, através das peças publicitárias. O candidato republicano não é populista, mas tem o discurso político-eleitoral com característica popularesca, por causa do tema violência urbana.


Os analistas políticos foram quase unanimes nas críticas negativas, em relação às primeiras peças publicitarias da campanha do prefeiturável Capitão Wagner (PR), em função da massificação da informação da origem dos seus pais e da sua família,  tema da sua campanha nas primeiras duas semanas do horário eleitoral, mas o fato é que o mesmo superou a pobreza através dos estudos e dos concursos públicos. O cidadão-eleitor fortalezense com renda econômica de 0 até 2 salários mínimos é a grande maioria nas regiões com IDH de nível muito baixo nas periferias, que acabou por se identificar com o próprio candidato republicano e os seus pais. O representante da classe média de Fortaleza que ganha entre 2 até 5 salários mínimos se identificou, com a superação das dificuldades do Capitão Wagner (PR) conseguida através do seu esforço, trabalho e estudo.

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa

A segunda pesquisa Datafolha-O Povo trouxe o crescimento do prefeiturável Capitão Wagner (PR) de quase 17% ou 20%  no segmento social com renda de 2 até 5 salários mínimos, pois saiu de 10% para 27%  ou 13% para 30% dentro da margem de erro de 3% na metodologia do Datafolha. Capitão Wagner (PR) também cresceu no segmento de 0 até 2 salários mínimos, com capacidade de aumentar, na próxima pesquisa, os seus percentuais nas consultas eleitorais. No quadro geral o candidato republicano tem 24% ou 27% dos votos válidos. 


O cidadão-eleitor fortalezense da nova classe média está desencantado com os atuais governantes e os partidos de perfil ideológico de esquerda, como resposta política-eleitoral prefere uma candidatura de partido de direita que tenha histórico através da meritocracia e a não intervenção estatal, com discurso de combate à violência urbana. O prefeiturável Capitão Wagner (PR) poderá crescer nos próximos dias através da vinculação de sua imagem com o senador Tasso Jereissati (PSDB).



Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político

Fortaleza, 10 de Setembro de 2016