segunda-feira, 13 de abril de 2015

Dilma Rousseff é contra a mudança da idade da Maioridade Penal ou contra Michel Temer?



O vice-presidente Michel Temer (PMDB) esperava iniciar nessa semana, a reorganização da base aliada, como sobrevida ao segundo mandato da presidente Dilma Rousseff (PT). Michel Temer esteve na última quinta-feira, com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para os acertos finais do Lulismo – Peemedebista.

O primeiro-ministro informal da República, o vice-presidente Michel Temer, não esperava nenhum conflito de gerenciamento político-administrativo, com a presidente Dilma Rousseff (PT). A chefe do executivo do Planalto quase nunca posta pessoalmente no Facebook e Twitter, mas nessa tarde de segunda-feira (13/04), a mesma fez uma defesa aberta contra a Redução da Maioridade Penal – Comissão Especial da Câmara Federal.

A maioria dos deputados participantes da comissão especial que vai analisar a redução da maioridade penal é favorável a que apenas adolescentes entre 16 anos e 18 anos que cometerem crimes considerados hediondos (homicídio, estupros, latrocínios e sequestros) sejam punidos como adultos. O presidente da Câmara, o Eduardo Cunha (PMDB), é o principal apoiado da PEC 171/93, para a modificação da maioridade penal.

O vice-presidente Michel Temer tem noção que o núcleo duro do Planalto, foi responsável por essa nota que vai de confronto, com a maioria da opinião pública brasileira, que é favor da redução da maioridade penal, para 16 anos. A presidente Dilma Rousseff (PT) já sofre o primeiro desgaste midiático, que será agravado com a exibição do programa profissão repórter dessa semana que irá debater o tema em rede nacional.

Os programas policiais irão abordar também a mensagem da presidente Dilma de maneira negativa, com repercussão nas redes sociais. Os movimentos anti-Dilma Roussef vão aproveitar o momento e criar uma nova cruzada. O lulismo-peemedebista do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já tem o seu inimigo na figura do ministro da Casa Civil que não vai dar trégua ao esvaziamento de suas funções.


                              Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político 


domingo, 5 de abril de 2015

O movimento 12 de Abril em Fortaleza – Existe perigo na certeza do sucesso?




No próximo final de semana, na cidade de Fortaleza, no bairro da Aldeota na Praça Portugal, poderemos ter a maior manifestação pública anti-Dilma Rousseff (PT). O movimento  do dia 15 de Março de 2015,ocorrido também na praça Portugal, foi enorme sucesso de público, mídia alternativa e  meios de comunicação tradicionais (Televisão, Rádio e Jornal).

O quase consenso da rejeição da administração da presidente e do seu segundo mandato pode gerar em algumas pessoas o sentimento de que não seja necessária a participação no ato público de desagravo ao Planalto. A manifestação de 15 de Março foi realizada um mês após o feriado do Carnaval, já a manifestação do dia 12 de Abril, será logo depois do feriado da Páscoa, isso irá causar uma desmobilização social-política, natural após um longo período de descanso.


O desaparecimento da militância pró-Dilma Rousseff nas redes sociais pode ser outra armadilha para os ativistas digitais do movimento 12 de Abril, por haver quase um pensamento único no Facebook, Twitter e outros aplicativos de interação social. O excesso de chamativo para o protesto pode ocasionar uma rejeição em alguns usuários das redes sociais pela maneira da repetição do convite ao ato público nas suas timelines. 

          Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político


quinta-feira, 26 de março de 2015

Cid Gomes rompeu com Lula – Dilma?


O ex-ministro da Educação, o cearense Cid Gomes (PROS), começa a colher um capital político oriundo das manifestações das redes sociais (Facebook, Twitter e outros), que é reproduzido pela mídia tradicional (Televisão, Rádio e Jornal). Cid Gomes enfrentou o presidente da Câmara, o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB), em relação ao seu discurso político-administrativo que reprovava a conduta nada republicana dos parlamentares, agravada com a crise de popularidade da presidente Dilma Rousseff (PT) e o seu pacote de Ajuste Fiscal.

O evento da última quarta-feira (18/03) no qual o ainda ministro da Educação, o engenheiro Cid Gomes, não retirou ou reiterou as suas afirmações negativas no púlpito do Congresso Baixo (Câmara), com o dedo sempre apontado para o presidente da Casa, o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB), que não esboçou reação do corpo, mas apenas uma reação político-partidária que foi atendida no mesmo dia pela presidente Dilma Rousseff (PT) e o ministro da Casa Civil, o economista Aloizio Mercadante, resultando na demissão do Cid Gomes, em tempo recorde, que foi noticiada pelo próprio presidente da Câmara aos meios de comunicação.

O ex-governador Cid Gomes (PROS) tem alma governista por natureza política-administrativa, sem o apoio do Governo Federal, o seu próprio grupo poderá se desidratar nos pleitos eleitorais dos municípios cearenses, em 2016, onde o seu irmão e deputado estadual, Ivo Gomes (PROS), deverá ser candidato na cidade de Sobral, com apoio do Partido dos Trabalhadores. O atual prefeito de Fortaleza, o médico Roberto Cláudio (PROS), precisa manter a aliança com o governador Camilo Santana do Partido dos Trabalhadores, para garantir um bom tempo de televisão e rádio na sua reeleição. Cid Gomes não deverá alimentar por muito tempo essa fantasia de pré-candidato presidencial, nas redes sociais e nas mídias tradicionais, o seu caminho deverá ser o autoexílio: Estados Unidos ou Europa.

Os ativistas digitais estão usando o discurso do ex-ministro Cid Gomes (PROS) para atacar o Legislativo Federal na figura do presidente da Câmara, o parlamentar Eduardo Cunha (PMDB), numa projeção de imagem não real aos interesses políticos e administrativos do político cearense.  O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva(PT) e a presidente Dilma Rousseff (PT) vão conversar com as lideranças petistas cearenses, em relação a uma aliança estadual com os irmãos Ferreiras Gomes (Cid e Ciro), sem dúvida deverão dar espaço político ao atual governador Camilo Santana (PT) de negociação direta, com o Governo Federal, sem a intermediação do ex-ministro Cid Gomes.

                                         Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político.


Artigo no Ceará Em Off: Pesquisa Datafolha - Dilma Rousseff e o Fim da Era Lula.



Artigo publicado no portal de notícia Ceará Em Off. Quarta - feira, 18 de Março de 2015. Titulo: Pesquisa Datafolha - Dilma Rousseff e o Fim da Era Lula. 
http://cearaemoff.com.br/politica/309-pesquisa-datafolha-dilma-rousseff-e-o-fim-da-era-lula


A presidente Dilma Rousseff (PT) tem a maior taxa de rejeição administrativa da história política brasileira, nos últimos vinte anos. A pesquisa Datafolha desta quarta-feira (18/03) trouxe o tamanho político-administrativo do Planalto: 62% ruim e péssimo, 24% regular e 13% bom e ótimo. A pesquisa foi feita com 2.842 eleitores logo após as manifestações de Domingo (15/03), que foram contra Dilma Rousseff.
A pesquisa Datafolha tem margem de erro de 2% para baixo ou para cima, o levantamento mostra a deterioração da popularidade da presidente Dilma Rousseff (PT), em todos os segmentos analisados pelo Instituto. Os indicadores econômicos estão batendo recordes negativos, a rejeição de Dilma Rousseff subiu 18% desde  fevereiro: saiu de 44% para 62%.
A presidente Dilma Rousseff (PT) tem no sentido oposto, a taxa de aprovação com pontuação mais baixa desde do inicio do seu primeiro mandato. Os que aprovam o seu governo como ótimo e bom somam apenas 13%. O tradicional eleitor Lula-Dilma na faixa de renda de dois salários até cinco salários, somente 10% destes eleitores aprovam a gestão púbica da atual mandataria do Palácio do Planalto.
Na região Nordeste onde a presidente Dilma Rousseff (PT) tinha o mais fiel eleitor, o seu índice de impopularidade ou rejeição quase que dobrou de 30% no levantamento de fevereiro, para 55%. O índice de bom e ótimo da administração petista despencou de 28% (fevereiro) para 16% (março), em apenas um mês. Dilma Rousseff pode ser ainda mais impopular se olharmos para as capitais nordestinas e nas cidades acima de 200 mil habitantes no interior.
A pesquisa Datafolha mostra que somente os simpatizantes dos eleitores do PT e de seus próprios eleitores ( lulista-dilmista) aprovam o governo, todos os demais segmentos socioeconômicos, políticos ou demográficos reprovam o desempenho administrativo da presidente Dilma Rousseff (PT). As pesquisas mostram que mesmo nos grupos sociais mais beneficiados pelas políticas econômicas do Planalto, a rejeição disparou; pela primeira vez também  a maioria dos que têm menor renda e menor escolaridade, já classifica a administração como ruim e péssima. Estes índices de desaprovação são significativos pois acontecem nas regiões Norte e Nordeste onde o governo tinha uma boa aceitação.
O segundo mandato da presidente Dilma Rousseff (PT) chega aos patamares de reprovação equivalente à instabilidade do governo Sarney (1985-1990) e os últimos dias do governo Fernando Collor (1990-1992) antes da sua renúncia. O Partido dos Trabalhadores viu a sua estratégia de lutas de classes sociais ir por água baixo entre os seus eleitores tradicionais. O Fim da Era Lula (2003-2010) e o início de uma nova fase da política brasileira. 

   Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político.


                                                                                                                                                

sexta-feira, 13 de março de 2015

Manifestação Política Anti - Dilma Rousseff

A presidente Dilma Rousseff (PT) teve uma semana de manifestação intensiva ao seu segundo mandato. O pronunciamento em rede nacional no dia da mulher, no último domingo (08/03), com intenção de esclarecer os principais pontos do Ajuste Fiscal, não foi bem recebido por setores organizados da sociedade civil, que se manifestaram de maneira abrupta as palavras da presidente. A manifestação recebeu o nome de panelaço por seus organizadores.

A greve dos caminhoneiros dias anteriores, com a paralisação das principais vias de escoamento de produção da indústria nacional e do agronegócio, já havia deixado uma sinalização negativa de que os setores organizados da sociedade civil não estavam satisfeitos  com o pacote de medidas econômicas do Governo Federal, nem com o aumento dos combustíveis e nem com as mudanças dos direitos trabalhistas. Esta foi a primeira manifestação setorial contrária ao Planalto nos últimos doze anos.

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa
A presidente Dilma Rousseff (PT) enfrenta duas crises ao mesmo tempo: uma econômica e outra política. A crise econômica em função de tentar equilibrar as contas públicas do Planalto, com vários cortes nas áreas sociais, como no setor de educação, com a redução do número de bolsas de estudos. A crise política em função do escândalo do Lava–Jato da Petrobras, com vários nomes de políticos e empresários do circulo intimo do Planalto. O Governo Federal pode perder a maioria dos parlamentares no Congresso Nacional no decorrer dos próximos dias.

Na última terça-feira a presidente Dilma Rousseff (PT) sofreu outra manifestação política negativa na cidade de São Paulo, na abertura do Salão Internacional da Construção Civil. Dilma Rousseff foi hostilizada não por manifestações organizadas, mas por operários e expositores que trabalhavam na montagem e na limpeza dos Stands da feira. O Planalto e o Partido dos Trabalhadores foram pegos de surpresa pelo nível verbal das ultimas manifestações populares.

No próximo domingo dia 15 de março serão realizados vários atos de manifestações nas principais cidades do Brasil, contra a presidente Dilma Rousseff (PT). O Planalto teme uma participação maciça da população nos eventos anti-Dilma Rousseff, pois as adesões espontâneas ao panelaço e as vais, em protestos ao pacote fiscal e ao escândalo da Petrobras, já demonstram enorme corrosão da imagem do Governo federal, em todos os setores  da sociedade civil brasileira. O retorno do senso crítico dos principais assessores na área de comunicação da Presidência da República talvez seja o primeiro saldo positivo das manifestações políticas.

               Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político.


sábado, 7 de março de 2015

Cid Gomes e a Crítica Negativa ao PMDB Nacional



Cid Gomes e a Crítica Negativa ao PMDB Nacional – Cid Gomes e os seus inimigos: Eunício Oliveira, Michel Temer e Eduardo Cunha