segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Camilo Santana e o Modelo Econômico de Tasso Jereissati - Maia Júnior será o elo do Tassismo e do Cidismo?



O senador Tasso Jereissati (PSDB) ainda é a maior a referência política-administrativa na área de restruturação econômica do Estado do Ceará. Tasso Jereissati deverá ditar o futuro da política administrativa do biênio 2017-2018 do governador Camilo Santana (PT), com a indicação do seu aliado, o empresário Maia Júnior (PSDB), para o primeiro escalão do Palácio da Abolição.


O governador Camilo Santana (PT) vai inaugurar a nova sede do DETRAN, no Shopping Iguatemi de propriedade do senador Tasso Jereissati (PSDB). A inauguração ocorrerá nessa terça-feira (10/01), no período da manhã, com a presença de Tasso Jereissati e Camilo Santana, em clima de confraternização de suas respectivas comitivas. Camilo Santana mantém excelente relação política-administrativa, com o ex-governador e atual senador, Tasso Jereissati, que poderá ser um precioso aliado para a condução das políticas públicas do Ceará, em Brasília. 


O ex-governador Cid Gomes (PDT) tem consciência da necessidade do receituário econômico do período tassista (1987-2006), para colocar as contas públicas do Governo do Estado do Ceará, em dias ou no azul. Cid Gomes é oriundo do grupo político do senador Tasso Jereissati (PSDB), por isso manteve o alicerce macroeconômico tassista via o secretário de Finanças, o economista Mauro Filho, nos seus oitos anos de mandatos (2007-2014).


O senador Tasso Jereissati (PSDB) poderá ser o maior fiador político-administrativo do governador Camilo Santana (PT), com capacidade de trazer os recursos financeiros do Governo Federal para o Governo Estadual. O tassismo é um modelo administrativo bem mais do que um modelo oposicionista, por isso o futuro secretário Maia Júnior (PSDB), vai criar uma ponte entre Tasso Jereissati (PSDB) e os irmãos Gomes: Cid Gomes (PDT) e Ciro Gomes (PDT).


Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político

Fortaleza, 09 de Janeiro de 2017



sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Domingos Filho e o Retorno ao Status Oposicionista



O presidente do Tribunal de Contas do Município, o conselheiro Domingos Filho, nem sempre fez parte da base governista, pois esteve um período na oposição tassista (1987-2006). A maior parte da vida de homem público de Domingos Filho, foi na secção estadual do PMDB. A imprensa cearense apenas pode avaliar o período governista (2007-2016) do novo desafeto político-administrativo do ex-governador Cid Gomes (PDT). 


O ex-deputado estadual Domingos Filho compreende a tarefa de ser chefe político de oposição, e também como isso irá impedir o crescimento do seu grupo partidário (PSD-PMB), no caso mais específico, a desidratação das fileiras dominguistas: prefeitos, ex-prefeitos, deputados estaduais, ex-deputados estaduais, vereadores, ex-vereadores e lideranças comunitárias. Domingos Filho poderá perder aproximadamente 40% de suas principais lideranças, para zona de influência do governador Camilo Santana (PT) e do futuro presidenciável Ciro Gomes (PDT).


O ministro de Comunicações, o ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD), já demonstra estar ao lado do seu principal aliado da política cearense: Domingos Filho. Gilberto Kassab deverá dar acesso ao grupo político-administrativo de Domingos Filho, para a manutenção dos recursos financeiros do Governo Federal, com isso a redução dos aliados dominguistas, em apenas menos 20% do total. Domingos Filho com a manutenção de 80% dos seus atuais apoiadores, já entraria na oposição, como o grupo mais coeso anti-Ferreira Gomes do Ceará. 


O final do primeiro semestre de 2017 poderá desmentir a minha principal tese da diminuição ou perda de apenas dos 20% do atual universo político-administrativo dos aliados do ex-vice-governador Domingos Filho, na política cearense. Domingos Filho não é neófito na arte de ser líder oposicionista ao Governo do Estado do Ceará. O meu artigo é apenas uma nova leitura na contramão da maioria dos comentaristas políticos cearenses sobre o futuro do grupo político-partidário de Domingos Filhos, nos próximos seis meses.


Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político

Fortaleza, 06 de Janeiro de 2017



quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

O Diálogo Institucional de Roberto Cláudio e Michel Temer



O prefeito Roberto Cláudio (PDT) deverá iniciar um diálogo institucional, com o atual presidente do Brasil, o advogado Michel Temer (PMDB), para renegociação de políticas públicas conjuntas da Prefeitura de Fortaleza e a Governo Federal. Roberto Cláudio sempre teve o diálogo com a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) intermediado pelo  ex-governador Cid Gomes (PDT).


O governador Camilo Santana (PT) abandonou qualquer discurso radical de oposição ao presidente Michel Temer (PMDB),  indo desse modo na contra mão do seu núcleo político: os irmãos Gomes (Ciro e Cid) e o diretório estadual do Partido dos Trabalhadores. Camilo Santana procura estreitar a relação institucional entre o Estado e a União, em relação às políticas públicas conjuntas de combate à seca e a questão hídrica da transposição do Rio São Francisco.


O presidente Michel Temer (PMDB) tem interesse em manter o contato administrativo, com o atual prefeito de Fortaleza, o médico Roberto Cláudio (PDT), pois existe uma base aliada comum entre os dois chefes do poder executivo. Michel Temer procura acomodar os interesses administrativos dos seus aliados dentro do orçamento financeiro da União. O prefeito Roberto Cláudio (PDT) não é aliado de primeira ordem do Palácio do Planalto, mas tem parceiros administrativos, com trânsito livre, em Brasília.


O Secretário do Turismo, o empresário Alexandre Pereira, que é presidente estadual do Partido Popular Socialista (PPS), já mantem há quase dois meses uma agenda comum, com o ministro da Cultura, o deputado federal Roberto Freire, como também com alguns setores administrativos do Governo Federal. Alexandre Pereira deverá trazer o ministro Roberto Freire, para uma audiência, com o prefeito de Fortaleza, assim como o próprio chefe do executivo municipal deverá ir ao Ministério da Cultura, num futuro próximo.



Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político

Fortaleza, 04 de Janeiro de 2017



terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Capitão Wagner e a Oposição Fortalezense ou Anti-Roberto Cláudio



O deputado estadual Capitão Wagner (PR) conseguiu reunir os principais partidos (PR-PMDB-PSDB-SD) de oposição ao ex-governador Cid Gomes (PDT), no pleito eleitoral municipal de Fortaleza no ano passado (2016), contra a reeleição do prefeito Roberto Cláudio (PDT). Capitão Wagner atraiu parte do eleitorado fortalezense no primeiro e segundo turno, mas não construiu um discurso administrativo de oposição ao atual chefe do executivo da capital cearense, apenas captou o sentimento negativo político-administrativo anti-Ferreira Gomes entre os fortalezenses.


O prefeito Roberto Cláudio (PDT) procura construir uma nova marca política-administrativa, com o discurso da eficiência dos gastos públicos e melhorias dos serviços públicos: Saúde, Educação e Segurança Pública. Roberto Cláudio começa a fazer uma série de ajustes econômicos nas autarquias do município de Fortaleza. A pauta eleitoral do principal candidato de oposição (Capitão Wagner) já foi adotada em dosagens homeopáticas pelo atual mandatário público da maior cidade cearense. 


O deputado estadual Capitão Wagner (PR) deverá receber o apoio do grupo político do presidente do Tribunal de Contas dos Municipios, o ex-vice-governador Domingos Filho, e das cúpulas partidárias do PSD e PMB, para fazer oposição ao prefeito Roberto Cláudio (PDT), no seu segundo mandato. Capitão Wagner deverá focar na tarefa de unificação das lideranças anti-Ferreira Gomes, para o pleito eleitoral de 2018: o senador Tasso Jereissati (PSDB), o senador Eunício Oliveira (PMDB), o ex-governador Lúcio Alcântara (PR), o deputado federal Genecias Noronha (SD) e o deputado federal Domingos Neto (PSD).


O prefeito Roberto Cláudio (PDT) não deverá sofrer ataque oposicionista do deputado estadual Capital Wagner (PR), pois o polo político-administrativo anti-Cid Gomes (PDT) vai centrar os seus comentários negativos no atual governador Camilo Santana (PT) e as suas futuras políticas de ajustes fiscais impopulares na máquina administrativa do Estado do Ceará. Roberto Cláudio tem obrigação de construir uma agenda propositiva de políticas públicas nos próximos meses ou então será classificado como um simples aliado do condomínio administrativo-político dos Irmãos Gomes.   


Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político

Fortaleza, 03 de Janeiro de 2017





domingo, 1 de janeiro de 2017

O Papel do Vice-Prefeito Moroni Torgan (DEM)?



O prefeito Roberto Cláudio (PDT) tomou posse para o seu segundo mandato a frente da Prefeitura de Fortaleza, nos próximos quatro anos (2017-2020). O vice-prefeito Moroni Torgan (DEM) deverá assumir uma função chave na atual administração municipal, assim não será uma peça decorativa no primeiro escalão. Moroni Torgan não aceitou ser secretário da área de segurança pública da capital cearense, mas vai comandar a Secretária de Segurança Cidadã.


A corrente política-administrativa moronista conseguiu emplacar três membros no primeiro escalão da Prefeitura de Fortaleza: Mosiah Torgan (Desenvolvimento Econômico e Trabalho), Antônio Azevedo (Segurança Cidadã) e Francisco Sales (Regional IV). O vice-prefeito Moroni Torgan (DEM) deverá comandar do seu gabinete na sede da Vice-Prefeitura, o maior grupo interno da atual administração pública de Fortaleza, pois o atual prefeito diminuiu a sua cota pessoal no primeiro escalão.


O condomínio admistrativo-político do ex-governador Cid Gomes (PDT) tem no vice-prefeito Moroni Torgan (DEM) o seu maior aliado a nível estadual após o rompimento do grupo partidário (PSD-PMB) do ex-vice-governador Domingos Filho, no início do mês de dezembro do ano passado (2016). A corrente política-administrativa robertista-moronista é hegemônica na Prefeitura de Fortaleza, mas nunca será totalmente cirista, em função das questões nacionais (Democratas e Michel Temer) da órbita de influência do vice-prefeito Moroni Torgan.


O vice-prefeito Moroni Torgan (DEM) é muito importante no tabuleiro político-administrativo do presidenciável Ciro Gomes (PDT), no cenário eleitoral do Estado do Ceará, nas eleições de 2018. O grupo político moronista é muito pequeno para o tamanho do espaço político-administrativo oferecido pelos irmãos Ferreira Gomes, por isso o vice-prefeito Moroni Torgan (DEM) vai precisar construir um arco de aliança com futuros aliados. Assista o vídeo: 





Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político

Fortaleza, 01 de Janeiro de 2017