domingo, 4 de outubro de 2020

BMX e eleições de 2020: semelhanças e diferenças

 



As eleições de 2020 para prefeito e vereadores assemelham-se a uma corrida de BMX Racing, por se tratar de uma disputa curta e rápida. A corrida tem uma duração de 40 segundos. A competição eleitoral tem pouco mais de 40 dias. O vídeo anexo é a final das Olimpíadas de 2012, categoria Elite Women’s. A favorita era a inglesa Shanaze Reade. A trajetória, os patrocinadores, os resultados obtidos ao longo das competições entre os anos de 2008 a 2012, mostravam o seu favoritismo, mas o resultado foi bem diferente das previsões.  

No vídeo, Reade Larga na raia de nº 1, um privilégio para quem andou na frente nas fases classificatórias. Quem larga na “um” tem a preferência na entrada da primeira curva. Além disso, estava “correndo em casa”, com a torcida a favor e era a favorita a medalha de ouro, uma vez que nas Olímpiadas de 2008 na China esteve no primeiro pelotão até a última curva, mas caiu e terminou na oitava colocação. Em Londres, Reade terminou na sexta colocação. Por duas vezes o sonho olímpico foi adiado.

Assista ao vídeo no YouTube:  https://youtu.be/7XqqIv54hwE



Fazendo a relação com os candidatos considerados favoritos na eleição de 2020 para a Prefeitura de Fortaleza. O candidato Sarto joga em casa, tem a máquina municipal e estadual na mão, tem uma gama de vereadores trabalhando a seu favor, mas precisa fazer uma boa largada, entrar na primeira curva entre os dois primeiros (buscar uma vaga no segundo turno), como fizeram as meninas que ganharam medalha de ouro e de prata, Mariana Pajon (Colômbia) e Sarah Walker, a primeira novata, mas com grande potencial, a segunda Sarah Walker, experiente, finalista em 2008 na Olimpíada da China. A holandesa Laura Smulders aparece como uma surpresa, uma vez que terminou na terceira colocação ficando com a medalha de bronze em 2012, chegando na frente da favorita Shanaze Reade que terminou a prova na sexta colocação e da francesa Laëtitia Le Corguillé (quarta colocada em Londres), medalha de prata nas Olimpíadas de 2008, em Pequim.

Laura Smulders, pode ser comparada a candidata Luizianne Lins. A deputada é competitiva, foi prefeita duas vezes, deputada federal no segundo mandato trazendo consigo o apoio do carismático Luís Inácio Lula da Silva, muito popular no Ceará e Fortaleza, apesar do antipetismo. Poderá surpreender.



Em relação ao capitão Wagner, pode ser comparado a neozelandesa Sarah Walker, finalista em Pequim em 2008 e medalha de prata em 2012 na China. É competitivo, é um deputado federal eleito com expressiva votação, tendo disputado o segundo turno para a Prefeitura de Fortaleza em 2016. Encontra-se em primeiro lugar nas pesquisas, apesar de não ter as máquinas municipal e estadual, possui apoio da máquina Federal, turbinado pelo Auxilio Emergencial. Mesmo tendo votado no Congresso Nacional contra a prorrogação da política emergencial, vai utilizar como trunfo, como uma carta da manga.

Numa corrida de BMX, é muito difícil vencer uma competição largando no pelotão intermediário. A disputa é curta. São 40 segundos de prova, embora não seja uma regra, afinal: “A corrida só termina quando acaba”. A eleição de 2020 é de tiro curto. Largar na frente é importantíssimo, assim como se manter entre os dois primeiros até o fim da prova. Trata-se de uma eleição que não será definida em um único turno, teremos semifinal e final, como foi as Olimpíadas de 2012, lá eram 16 meninas disputando o pódio. As eleições de 2020 em Fortaleza teremos onze candidatos, onde somente um sairá vencedor.



Temos pouco mais de quarenta dias de disputa, as pedras continuam rolando.  Os pilotos, digo candidatos, estão buscando a melhor estratégia para vencer a competição eleitoral. Para os pilotos de BMX significa uma disputa por medalhas, prêmios, patrocinadores e ascensão dos países em âmbito global. E para os candidatos à Prefeitura de Fortaleza, a ambição de comandar a quarta capital do país por quatro anos.

Quem nas eleições de 2020 encarnará as figuras da colombiana, Mariana Pajon e da neozelandesa, Sarah Walker? Quem sobreviver, verá.

 

Amaudson Ximenes Veras Mendonça é Sociólogo 




Célio Studart e a Candidatura Invisível - Sucessão Municipal de Fortaleza

 



O prefeiturável e deputado federal, Célio Studart (PV), mantém uma candidatura a prefeito de Fortaleza, quase não perceptível no debate público. Célio Studart sempre foi uma surpresa após as apurações eleitorais de 2016 (Vereador) e de 2018 (Deputado Federal), porém, eram disputas para os cargos legislativos, que não é o caso, nesse pleito eleitoral de 2020, onde participa de uma disputa ao cargo de executivo do município de Fortaleza. O Partido Verde cultiva a esperança da fidelidade de quase cento e cinquenta mil fortalezenses, que votaram no Célio Studart, nas últimas duas eleições.

 

A defesa dos direitos dos animais  foi a principal bandeira parlamentar do deputado federal, Célio Studart (PV), no seu curto mandato de vereador fortalezense, como também, no seu atual mandato no Congresso, todavia, esse apelo nunca foi bem testado, como sendo praticamente a única bandeira em campanha para prefeito de Fortaleza. Célio Studart é uma grande incógnita nesse primeiro turno da sucessão municipal de Fortaleza. 

 



O candidato do Partido Verde nesse momento não irá atrapalhar uma possível vitória do prefeiturável, Capitão Wagner (PROS), no primeiro turno do pleito eleitoral desse ano, como também não estaria num eventual segundo turno contra o próprio Capitão Wagner. O prefeiturável Heitor Férrer (SD) e o prefeiturável governista, o deputado estadual José Sarto (PDT), sem dúvida serão os principais prejudicados com um eventual crescimento na perspectiva política-eleitoral do prefeiturável, Célio Studart (PV), entre os eleitores fortalezenses. 

 

Há disputa informal no eleitorado de nível superior e renda acima de  dez salários mínimos, entre o prefeiturável Heitor Férrer (SD) e o prefeiturável Célio Studart (PV), pois entre os eleitores novos (16 a 34 anos) desse estrato social, o favorito é o candidato do Partido Verde, já entre os eleitores mais velhos (35 a 65 anos) dos fortalezenses mais ricos e instruídos, o predomínio é de eleitores favoráveis ao candidato da coligação Solidariedade e MDB. Heitor Férrer deverá apresentar um apelo do voto útil à sua candidatura entre os eleitores celistas. Célio Studart tem mais dificuldade de fazer esse apelo ao voto útil aos eleitores heitorzista-eunicista.

 


O prefeiturável Célio Studart (PV) pode ser uma grata surpresa no resultado final do primeiro turno do pleito eleitoral de Fortaleza. Célio Studart acredita na fidelidade do seu eleitorado fortalezense, porém, ainda não há nenhum sinal de onda verde, entre os eleitores fortalezenses. A discussão do tema dos direitos dos animais, sem dúvida é quase monopólio do candidato a prefeito do Partido Verde. 


Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político 

 

Fortaleza, 04 de Outubro de 2020




quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Capitão Wagner e a Periferia Fortalezense - Sucessão Municipal de Fortaleza

 



O prefeiturável Capitão Wagner (PROS) tem feito uma campanha política-eleitoral presencial e também utilizando com sabedoria o espaço público digital, com ênfase no eleitorado de baixa renda ou sem renda. A estratégia do Capitão Wagner é muito coerente, pois o candidato governista a prefeito de Fortaleza, o deputado estadual José Sarto (PDT), ainda não fez uma investida política-eleitoral, nesse público alvo, que é predominante nas periferias da capital cearense. A prefeiturável Luizianne Lins (PT) ainda tem um bom recall entre os cidadãos fortalezenses abaixo da linha da pobreza, porém, já não tem militância e nem uma forte rede de apoiadores, nas redes sociais, com isso é previsível a redução do seu capital político nesse estrato social. O prefeiturável Heitor Férrer (PDT) é um fenômeno genuíno da classe média tradicional, com razoável penetração, nos bairros pobres de Fortaleza.

 

O Capitão Wagner deverá ter algo em torno de 60% da preferência da população pobre fortalezense, nesse início da campanha eleitoral antes do advento do horário de rádio e TV. Capitão Wagner não tem nenhum concorrente organizado na campanha de rua e nem na campanha feita  nos aplicativos digitais, com isso no campo político da simbologia ou no imaginário popular, o candidato a prefeito do PROS, já implantou a sua marca política-eleitoral. O tempo tem sido muito favorável a consolidação do nome do Capitão Wagner no subconsciente do cidadão fortalezense, principalmente nas regiões miseráveis da maior cidade cearense. 

 


O prefeiturável José Sarto (PDT) deverá crescer nos próximos dias na preferência eleitoral do fortalezense, contudo, é preciso acelerar o processo de massificação da sua marca política-eleitoral, como o sucessor do prefeito Roberto Cláudio (PDT), pois isso seria uma espécie de terceiro mandato da atual gestão municipal de Fortaleza. O desafio é conseguir entusiasmar a militância cirista-robertista que ainda está adormecida nos espaços públicos e nas redes sociais. As campanhas de vereadores da base governista não têm sido entusiastas com a campanha do candidato a prefeito, por isso acendeu o sinal amarelo, na cúpula do condomínio político-eleitoral do governador Camilo Santana (PT) e do senador Cid Gomes (PDT). 

 

A prefeiturável Luizianne Lins (PT) só tem uma estratégia política-eleitoral viável, que é impedir o avanço do prefeiturável governista, José Sarto (PDT), no seu antigo eleitorado lulista, nos bairros pobres fortalezenses. Luizianne Lins tem a compreensão do peso eleitoral do auxílio emergencial, por isso a centralização no combate ao anti-Ciro Gomes (PDT) e no anti-Roberto Cláudio (PDT), com o respaldo da direção nacional do Partido dos Trabalhadores. O anti-bolsonarismo deverá ser tarefa dos seguintes prefeituráveis: Renato Roseno (PSOL) e Anízio Melo (PC do B). 

 


O prefeiturável Heitor Férrer (SD) manterá a iniciativa de reconquistar os setores moderados, no campo ideológico da classe média tradicional. O seu companheiro de chapa majoritária, o deputado estadual Walter Cavalcante (MDB), tem feito bom trabalho de atrair o setor conservador dos movimentos carismáticos da capital cearense, para a campanha política-eleitoral da coligação Solidariedade e MDB. O papel do presidente estadual do MDB, o empresário Eunício Oliveira, ainda será importante nas regiões periféricas fortalezenses, para a massificação do nome do Heitor Férrer, como candidato a prefeito de Fortaleza.

 

A campanha da dupla Capitão Wagner e Kamila Cardoso tem um forte apelo popular, nas ruas e nas redes sociais, nos primeiros dias da campanha eleitoral. Os grupos bolsonaristas já estão na campanha da principal coligação partidária (PROS-PODE-PSC e Republicano) oposicionista a prefeitura de Fortaleza. O cidadão fortalezense dos estratos sociais mais pobres, sem dúvida vai olhar a candidatura do Capitão Wagner, com muito carinho, em função do auxílio emergencial do Governo Federal. 

 

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político 


Fortaleza, 01 de Outubro de 2020




 

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Feliz Aniversário ao Eunício Oliveira - Sucessão Municipal de Fortaleza


 


O aniversário do presidente estadual do MDB, o empresário Eunício Oliveira, no dia trinta de setembro de 2020, com certeza tem significado de mudança, para o mesmo, pois poderá marcar o início de uma nova trajetória de sucesso. Eunício Oliveira tem a oportunidade de eleger o próximo prefeito de Fortaleza, o candidato da coligação MDB e Solidariedade: o deputado estadual Heitor Férrer. A polarização da política fortalezense não será o bolsarismo contra o anti-bolsonarismo, porém, é o momento da criação de uma candidatura de centro ou centrista. 

 

O empresário Eunício Oliveira teve duas grandes vitórias no campo político-eleitoral, no ano de 1998, com a sua indicação à presidência do MDB do Ceará, como também a sua primeira eleição, para o cargo de deputado federal, no período de 1999 até 2002. Na sua reeleição como representante da Câmara, o empresário Eunício Oliveira, foi indicado como  ministro da Comunicação do primeiro mandato do presidente Lula (2003-2006). Eunício Oliveira viria a ser reeleito para o seu terceiro mandato (2007-2010) de deputado federal, como o principal responsável pelo crescimento do MDB cearense, nas seguintes esferas políticas: local (Estadual) e nacional.

 


A chegada do Eunício Oliveira (MDB) ao Senado representou um período de prosperidade econômica a nível de liberação de verbas públicas do Governo Federal, para o Estado do Ceará e para os municípios cearenses. Eunício Oliveira é o político cearense que mais trouxe emendas parlamentares, para o município de Fortaleza, nas últimas duas décadas (1999-2020), para os seguintes prefeitos: Juraci Magalhães (1997-2004), Luizianne Lins (2005-2012) e Roberto Cláudio (2013-2020). A população fortalezense talvez não tenha a dimensão exata das contribuições do Eunício Oliveira (MDB), no dia-a-dia da sua vida cotidiana: transporte, moradia, educação, saúde e outros. 

 

O período eleitoral é   uma grande oportunidade, para o presidente estadual do MDB, o empresário Eunício Oliveira, criar uma nova narrativa da sua vida pública, com um novo diálogo com o cidadão fortalezense. A plataforma digital do MDB e o palanque do prefeiturável, Heitor Férrer, sem dúvida são os novos palcos da nova retórica unicista, na política cearense e fortalezense. Eunício Oliveira tem condição de pactuar de novo, com a sociedade civil da capital cearense, com isso se tornará um grande aliado da coligação partidária MDB e Solidariedade. A liderança do Eunício Oliveira não pode ficar refém de nenhuma equipe de comunicação partidária ou assessoria de gabinete, o próprio Eunicio apresentará a sua versão dos fatos. Feliz aniversário, meu amigo Eunício Oliveira.

 

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político 


Fortaleza, 30 de setembro de 2020





domingo, 27 de setembro de 2020

O LuloPetismo Fortalezense vai para Caucaia? - Sucessão Municipal de Fortaleza

 



O deputado estadual e prefeiturável de Caucaia, o petista Elmano de Freitas, deverá ser o principal projeto político-eleitoral do lulopetismo fortalezense. Elmano de Freitas montou uma coligação partidária (PT-Progressista-PSB e outros), para o cargo de prefeito de Caucaia, com o apoio do ex-governador Ciro Gomes (PDT) e do senador, Cid Gomes (PDT), como também do governador, Camilo Santana (PT), assim como outras lideranças. É notória a capacidade ímpar do prefeiturável, Elmano de Freitas, pois conseguiu reunir uma frente ampla de aliados, enquanto, a deputada federal e prefeiturável petista fortalezense, Luizianne Lins, se mantém num absoluto isolamento, no seu palanque.

 

A militância petista cearense, a partir do primeiro mandato do ex-presidente Lula (2003-2006), foi responsável pela ocupação de vários cargos federais, em solo cearense. A militância petista fortalezense esteve à frente dos principais cargos públicos da administração da prefeitura de Fortaleza de 2005 até 2012, com alguns ainda no terceiro escalão da atual administração municipal. A saída prematura da presidente Dilma Rousseff (PT), no segundo semestre de 2016, sem dúvida deixou vários técnicos, oriundos do Partido dos Trabalhadores secção cearense, sem uma fonte de renda fixa. O militante petista com experiência na administração pública, não é algo exclusivo ou fenômeno administrativo-partidário do Partido dos Trabalhadores, pois é característica também de alguns militantes dos outros partidos políticos brasileiros. 

 


O movimento de apoio de vários petistas fortalezenses  a candidatura petista à prefeitura de Caucaia, sem dúvida era algo nos cálculos do condomínio político-eleitoral do senador Cid Gomes (PDT) e do governador Camilo Santana (PT), porém, o pontapé inicial foi do ex-governador Ciro Gomes (PDT) quando declarou apoio a postulação do deputado estadual, Elmano de Freitas, no segundo maior município cearense. O efeito colateral do fortalecimento de uma frente partidária pró-Elmano de Freitas é o esvaziamento da campanha da prefeiturável petista, Luizianne Lins. Ocorrendo  um crescimento político-eleitoral do prefeiturável, José Sarto (PDT), entre os eleitores lulopetistas das regiões periféricas da capital cearense. 

 

Há um enorme sentimento entre os petistas da diminuição dos seus espaços administrativos na máquina da prefeitura de Fortaleza, pois ainda temos muitos técnicos oriundos das correntes internas do Partido dos Trabalhadores, pois qualquer que seja o próximo prefeito da capital cearense, esses espaços serão praticamente extintos. Assim como também haverá uma mini-reforma administrativa (2021-2022) no Governo Estadual, com várias demissões de terceirizados, entre os quais muitos petistas. O município de Caucaia surge como uma possibilidade para alguns técnicos ou burocratas petistas, nos próximos quatro anos (2021-2024).

 


É preciso especificar que o candidato petista em Caucaia, o deputado estadual Elmano de Freitas, não fez nenhuma promessa a essa militância petista, com alguma experiência na administração pública, em caso de sua vitória, no pleito eleitoral de 2020. Elmano de Freitas tem uma visão de administração pública  e percebe a necessidade do enxugamento dos quadros técnicos, no município de Caucaia, nos próximos anos, em função do orçamento que  será bem menor  que o da atual administração. A minha abordagem na antropologia política tem como finalidade deixar bem nítido o grau da competitividade do prefeiturável petista (Caucaia), Elmano de Freitas, numa antítese frente a fragilidade da prefeiturável petista (Fortaleza), Luizianne Lins.


O núcleo político-eleitoral dos Irmãos Gomes (Ciro-Cid e Ivo) e do governador Camilo Santana (PT), têm a compreensão da necessidade do sucesso da candidatura pedetista, José Sarto, em Fortaleza, como também do sucesso do prefeiturável petista, Elmano de Freitas, no município de Caucaia, pois ambos os projetos têm o mesmo DNA cirista-camilista. A prefeiturável, Luizianne Lins (PT), deverá atacar o candidato oposicionista e líder da sucessão municipal de Fortaleza, Capitão Wagner (PROS), é bem provável, porém, que os seus principais oponentes sejam os prefeituráveis José Sarto (PDT) e Heitor Férrer (SD-MDB), pois os três vão disputar o voto anti-Capitão Wagner, no primeiro turno ou a segunda vaga no segundo turno. 

 

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político 

 

Fortaleza, 28 de setembro de 2020




terça-feira, 22 de setembro de 2020

A Construção da Terceira Via: Heitor Férrer e Eunício Oliveira - Sucessão Municipal de Fortaleza

 



O presidente estadual do MDB, o empresário Eunício Oliveira, foi um dos grandes responsáveis pela criação da terceira via da sucessão municipal de Fortaleza, com a colaboração do presidente estadual do Solidariedade, o deputado federal Genecias Noronha; assim nasceu a candidatura do deputado estadual, Heitor Férrer (SD), para o cargo de prefeito de Fortaleza. Eunício Oliveira e Genecias Noronha têm o interesse de construir um palanque de confluência de vários setores da classe política e da sociedade civil, numa verdadeira coligação partidária nessa sucessão municipal de Fortaleza de caráter ideológico de centro ou centrista. 

 

É preciso frisar que o capital político-eleitoral do prefeiturável, Heitor Férrer, já é consolidado, sendo algo em torno de 8% até 12% das perspectivas dos votos válidos no primeiro turno. Heitor Férrer não fez uma pré-campanha, pois apenas passou esse período tentado construir uma coligação competitiva, todavia, teve êxito na missão. A coligação entre o Solidariedade e o MDB deu a capacidade ímpar de capital político-eleitoral ao prefeiturável, Heitor Férrer, com algumas sinalizações negativas nas redes sociais, contudo, o silêncio dos novos apoiadores dessa terceira via da sucessão municipal, em breve será trocada por manifestações de apoio. Existe uma tendência de crescimento eleitoral do Heitor Férrer nos próximos dias.

 


A prefeiturável e ex-prefeita, Luizianne Lins (PT), entrou num processo de autoisolamento entre os seus companheiros petistas, pois não tem praticamente um candidato competitivo, como companhia na chapa majoritária ao cargo de vice-prefeito, como também há uma fuga de ex-auxiliares das suas administrações municipais, para a campanha de prefeito de Caucaia do deputado estadual, Elmano de Freitas (PT), em função da competitividade do mesmo, no município da região metropolitana de Fortaleza. O eleitorado anti-José Sarto (PDT) da prefeiturável Luizianne Lins (PT) deverá migrar para o prefeiturável, Heitor Férrer (SD), nos próximos dias, assim como o eleitorado anti-Capitão Wagner (PROS) da candidata petista deverá votar no prefeiturável, Renato Roseno (PSOL), como a melhor opção de centro-esquerda no pleito eleitoral de Fortaleza. Luizianne Lins poderá ser o novo Inácio Arruda na eleição de 2020, na capital cearense.

 

A coligação partidária MDB e Solidariedade deve defender a manutenção da parceria na administração entre a Prefeitura de Fortaleza e o Governo do Estado do Ceará, com a diferença de ter um canal mais aberto do que  tem a atual administração municipal, com o Governo Federal. O presidente estadual do MDB, Eunício Oliveira, e o deputado federal, Genecias Noronha (SD), têm a noção da queda da arrecadação financeira da prefeitura de Fortaleza, nos últimos anos, assim como nos próximos anos, isso  torna necessário uma parceria muito forte entre as três máquinas administrativas, na próxima gestão pública, no município de Fortaleza. O eleitorado camilista que não é pró-Ferreira Gomes que não tem simpatia pela candidatura do prefeiturável, Capitão Wagner (PROS), e somente deseja o continuísmo, com a renovação do grupo político vigente no poder administrativo municipal de Fortaleza. 

 


O prefeiturável Heitor Férrer deve ser visto como uma renovação da continuidade administrativa, assim como a melhor opção política-eleitoral moderada, para a classe média tradicional fortalezense. Heitor Férrer deve apresentar os parlamentares emedebistas e os parlamentares do Solidariedade, na sua publicidade na televisão, rádio e redes sociais, como antítese do eu sozinho, como foi na última campanha eleitoral de 2016, para o cargo de prefeito de Fortaleza. O discurso da continuidade das principais obras do prefeito Roberto Cláudio, porém, com ênfase nas políticas públicas favoráveis as camadas mais pobres da sociedade civil da capital cearense, pois este é o único discurso atrativo aos eleitores paupérrimos, para compreenderem o prefeiturável, Heitor Férrer (SD), numa campanha curtíssima de 45 dias do primeiro turno.

 

A demora da apresentação do deputado estadual, José Sarto (PDT), como o candidato do condomínio político-eleitoral dos irmãos Gomes (Ciro - Cid - Ivo) e do governador Camilo Santana (PT), assim como o vácuo político-eleitoral nas redes sociais cirista-robertista, após a indicação do presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, como candidato a prefeito de Fortaleza, é um sinal de desmotivação da militância digital pedetista. José Sarto apenas atuou como uma liderança tradicional nas convenções partidárias dos seus aliados, em contrapartida o prefeiturável, Capitão Wagner (PROS), mantém uma agenda positiva nas redes sociais, e o prefeiturável, Heitor Férrer (SD), já criou um ritmo frenético de produção de conteúdo, para as redes sociais.

 

 


Na segunda quinzena de outubro o prefeiturável, Heitor Férrer, poderá ser o principal oponente do prefeiturável, Capitão Wagner (PROS), no pleito eleitoral de 2020, em Fortaleza, com isso pode haver um esvaziamento da candidatura governista, para os dois primeiros colocados na preferência eleitorado fortalezense. Heitor Férrer precisa trabalhar para ser o anti-Capitão Wagner, por dois motivos: o primeiro é o provável colapso da campanha petista, e a segunda é o não carisma político-eleitoral da chapa majoritária governista (José Sarto e Élcio Batista). A coligação MDB e Solidariedade tem o papel de ser a grande surpresa, no primeiro turno do pleito eleitoral de Fortaleza. A nova geringonça da polícia cearense. 

 

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político 

 

Fortaleza, 22 de Setembro de 2020




quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Avaliação do apoio de Tasso Jereissati ao José Sarto e ao Élcio Batista - Sucessão Municipal de Fortaleza

 



O senador Tasso Jereissati (PSDB) decidiu apoiar o prefeiturável pedetista, o deputado estadual José Sarto, como a melhor opção do bloco partidário PSDB e Democrata, no pleito eleitoral de 2020. Tasso Jereissati somente tinha essa alternativa política-eleitoral, em função da sua solidão internamente no ninho tucano a nível nacional e a nível estadual. O momento de reaproximação com os irmãos Ferreira Gomes (Ciro - Cid - Ivo) e com o governador Camilo Santana (PT), pode ser considerado como um realinhamento de sobrevivência na arena política cearense do senador, Tasso Jereissati, e do seu reduzido grupo de auxiliares mais próximos.

 

O governador paulista, o tucano João Doria, já levou o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), para o campo ideológico da direita liberal autoritária, com enormes semelhanças ao bolsonarismo (direita radical), como também irá apoiar a agenda econômica ultraliberal do ministro da Economia, Paulo Guedes; nas pautas das reformas estruturais da máquina administrativa do Governo Federal. O senador Tasso Jereissati não tem nenhuma rejeição às propostas das reformas tributárias e das reformas administrativas do Governo Federal, pois as mesmas são apoiadas pela cúpula neotucana pró-mercado financeiro, porém, a nova agenda política de João Doria não deixou espaço, para o palanque duplo presidencial, com o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) sob administração do senador Tasso Jereissati, em solo cearense, no pleito eleitoral de 2022.

 


O senador Tasso Jereissati somente levou o tempo de televisão e rádio do PSDB de Fortaleza, como também o seu séquito interno na agremiação tucana, para o palanque da candidatura cirista-robertista a prefeito de Fortaleza. O ex-governador Lúcio Alcântara e os deputados federais Roberto Pessoa e Danilo Forte, assim como os deputados estaduais Nelinho e Fernanda Pessoa tiveram a capacidade orgânica junto a cúpula nacional do PSDB, para fazer uma articulação de apoio ao prefeiturável, Capitão Wagner (PROS), com isso não há nenhuma troca de farpas entre os grupos divergentes no PSDB estadual. A direção nacional do PSDB deverá lançar o governador, João Doria, como candidato a presidente da República, no pleito eleitoral de 2022, com isso será adversário do presidenciável Ciro Gomes (PDT) a nível nacional e local.

 

O senador Tasso Jereissati (PSDB) quando declarou o seu apoio à reeleição do prefeito de Sobral, Ivo Gomes (PDT), com certeza este apoio pode ser considerado o marco da entrada do mesmo no condomínio político-administrativo do senador Cid Gomes (PDT) e do governador Camilo Santana (PT). Tasso Jereissati tem noção que o seu grupo político terá papel secundário no cirismo-trabalhismo nesse momento, porém, com certeza será uma força atuante no pleito eleitoral de 2022, nos seguintes pleitos eleitorais: estadual e nacional.

 


O presidente estadual do Democrata, Chiquinho Feitosa, e o presidente do diretório municipal de Fortaleza do Democrata, o empresário Marcilio Gomes, sem dúvida fizeram um excelente trabalho na estruturação dessa agremiação partidária nas principais cidades, porém, mais especificamente na capital cearense. O DEM de Fortaleza deverá fazer uma bancada de vereadores, definindo assim a sua entrada na coligação majoritária do candidato do prefeito Roberto Cláudio (PDT), que sempre foi tratada com uma certa particularidade pela cúpula política do governador, Camilo Santana (PT), e do senador Cid Gomes (PDT), com o aval do presidente nacional do Democrata e prefeito de Salvador, o baiano ACM Neto.Havia uma certa independência do DEM, em relação ao PSDB, no tocante ao palanque da chapa majoritária pedetista - socialista (José Sarto e Élcio Batista), no pleito eleitoral de Fortaleza, desse ano. 

 

A vitória para prefeito de Fortaleza do deputado estadual, José Sarto (PDT), poderá colocar o senador tucano, Tasso Jereissati, numa posição vantajosa para abrir uma linha direta de conversação entre o governador paulista, João Doria (PSDB), e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), em relação ao pleito eleitoral presidencial, no caso específico do Ceará. A vitória para prefeito de Fortaleza do deputado federal, Capitão Wagner (PROS), pode criar um enorme vácuo político internamente para o grupo tassista, no ninho tucano, pois o PSDB estadual, com o aval da direção nacional dessa agremiação partidária, com certeza daria o aval de participação dos dissidentes tucanos, na próxima administração municipal de Fortaleza.

 

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político 

 

Fortaleza, 16 de setembro de 2020