quarta-feira, 8 de março de 2017

João Doria é a antítese de Michel Temer? Parte 01



O presidente Michel Temer (PMDB) representa ou personifica o vazio político-administrativo do Governo Federal. O prefeito de São Paulo, o empresário João Doria (PSDB), representa o super-executivo no imaginário popular. Michel Temer está totalmente refém dos desdobramentos jurídicos do Lava-Jato sob a supervisão do juiz Sérgio Moro, com probabilidade de renúncia ou cassação do atual chefe do executivo. João Doria vai tomar o comando nacional do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), como provável presidenciável do espectro eleitoral de centro - direita, sem adversário, sem aliados inconvenientes. 


O presidente Michel Temer (PMDB) tem o controle do Congresso Nacional (Câmara e Senado), com boa equipe administrativa na área econômica, e para completar mantém excelente relação política, com os grupos de pressões dos setores organizados da sociedade civil. Michel Temer não tem apoio popular, com quase doze meses de mandato presidencial, pois o seu nível rejeição administrativa é bem semelhante do último ano de mandato da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). O comando nacional do Partido do Movimento Democrático Brasileiro deverá ser varrido pela operação Lava-Jato, nos próximos dias, com isso ficará um enorme vazio administrativo no Governo Federal. 


O prefeito João Doria (PSDB) tem o controle da Câmara Municipal de São Paulo, assim como tem agenda política-administrativa propositiva ao cidadão paulistano e ao cidadão brasileiro. João Doria é o novo exemplo de político construído exclusivamente nas redes sociais, com isso o seu mandato é on-line vinte quatro horas, para uma plateia formada pelo cidadão-contribuinte que se satisfaz politicamente, com as suas peças publicitárias institucionais e informais, sem nenhum vínculo, com os representantes partidários tucanos e os seus aliados. 


Os grandes atos políticos do presidente Michel Temer (PMDB) se tornam pequenos, em repercussão entre os formadores de opinião pública, pois não têm eco ou ressonância na classe média tradicional dos grandes centros urbanos. Os pequenos atos políticos do prefeito João Doria (PSDB) são agigantados pelos formadores de opinião pública, com grande estardalhaço nas redes sociais, com apoio de uma plateia cibernética na faixa etária de 16 até 35 anos, na sua grande maioria. João Doria tem a simpatia política da classe média brasileira, em boa parte dos municípios da Federação. O presidente Michel Temer está sendo eclipsado pelo prefeito João Doria no espaço público do debate administrativo, nas mídias tradicionais (Jornal, Televisão e Rádio) e nas redes sociais. 


Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político

Fortaleza, 08 de Março de 2017


terça-feira, 7 de março de 2017

Camilo Santana e a Nova Política de Conciliação no Ceará - Lúcio Alcântara e Camilo Santana




O governador Camilo Santana (PT) demonstra capacidade ímpar de diálogo, com as lideranças da base aliada do presidente Michel Temer (PMDB), na política cearense. Camilo Santana se aproximou do presidente estadual do PSB, o deputado federal Danilo Forte, com resultados positivos na relação política-administrativa Ceará - Brasília. O chefe do executivo estadual mantém excelente relação pessoal, com o senador Tasso Jereissati (PSDB), e o seu grupo político.


O ex-governador Lúcio Alcântara, atual presidente estadual do Partido da República,  começa um processo de aproximação no campo pessoal, com o governador Camilo Santana (PR). Lúcio Alcântara não tem nenhuma inimizade pessoal ou política, com Camilo Santana, com isso deixa aberta a possibilidade de uma futura aliança com o governador, bem ao estilo do deputado federal Danilo Forte (PSB). O lucismo e o tassismo são anti-Ferreira Gomes, mas são considerados oposicionistas moderados ou aliados informais do Governo Estadual.


A política da conciliação do governador Camilo Santana (PT) tem muita semelhança com o grande Pacto Pelo Ceará, em torno do ex-governador Virgílio Távora, no início dos anos 60 no século passado. Camilo Santana não vai romper com o ex-governador Cid Gomes (PDT), mas deverá virar aliado do presidente Michel Temer (PMDB) após a sua transferência para nova agremiação partidária ligada ao Palácio do Planalto ou Governo Federal. As opções de partidos: PSB, PPS e PSDB. O PR poderá vir ser a quarta opção, para o chefe do executivo do Governo Estadual. 


O presidente Michel Temer (PMDB) tem no seu aliado, o deputado federal Danilo Forte (PSB), um importante elo de ligação e diálogo, com o governador Camilo Santana (PT), nos últimos dez meses. Michel Temer sabe que será questão de tempo  ter o PPS do empresário Alexandre Pereira e o DEM do vice-prefeito Moroni Torgan (Fortaleza), no primeiro escalão do Governo do Estado do Ceará, com a saída do governador cearense do quadro partidário do Partido dos Trabalhadores . O anti-Ferreira Gomes não é o anti-Camilo Santana. 


Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político


Fortaleza, 07 de Março de 2017





terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

André Figueiredo e o Salmito Filho na Construção do Novo Trabalhismo Fortalezense



O presidente estadual do PDT, o deputado federal André Figueiredo, sempre procurou transformar a sua agremiação partidária, no maior partido de centro-esquerda do Ceará. O presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, o vereador Salmito Filho (PDT), sempre buscou construir a maior bancada no legislativo da capital cearense. André Figueiredo e Salmito Filho têm compreensão da necessidade do realinhamento do discurso ideológico do diretório municipal de Fortaleza, que servirá como modelo do novo trabalhismo, para os outros diretórios municipais pedetistas. 


O deputado federal, André Figueiredo, foi o grande responsável, por trazer o ex-governador Cid Gomes e o seu grupo político-administrativo ao Partido Democrático Trabalhista secção Ceará. André Figueiredo compreendeu a necessidade de adiar o processo lento e gradual de crescimento da agremiação partidária pedetista, para acomodar o maior grupo político local, sempre deixando claro que a simbiose entre cirismo-cidista e o trabalhismo, não seria muito difícil, pois ambos têm quase o mesmo discurso ideológico: pró-social e nacionalista. 


O vereador Salmito Filho quando assumiu a presidência do legislativo municipal de Fortaleza, no ano de 2015, foi o responsável pela construção da maior bancada pedetista da capital cearense, nos últimos vinte anos. Salmito Filho tem origem política nas lutas sociais, mas sempre teve ligação fraternal, com as bandeiras históricas do trabalhismo brizolista. A probabilidade da eleição de dois ou três deputados estaduais da bancada de vereadores pedetistas, já é por si só o principal motivo de transformar o diretório municipal de Fortaleza, num fórum permanente de recriação do trabalhismo cearense, para o pleito eleitoral de 2018.


O deputado federal André Figueiredo incentivou a palestra do presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Salmito Filho, no IV Seminário Nacional de Vereadores do PDT, que aconteceu no Hotel Nacional, em Brasília-DF, na quinta e sexta-feira, dias 16 e 17 de Fevereiro de 2017. Salmito Filho fez parte da mesa de palestrantes. Tema: O Trabalhismo e a nova gestão pública municipal – Desafios à construção de um mandato transparente e participativo. O PDT fortalezense terá lugar de destaque na reestruturação do trabalhismo cearense, com repercussão na campanha presidencial de Ciro Gomes no Partido Democrático Trabalhista, no próximo ano.


Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político
 
Fortaleza, 21 de Fevereiro de 2017

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Eunício Oliveira e o Leonardo Araújo na construção do novo PMDB-Ceará



O senador Eunício Oliveira quando assumiu o comando do diretório estadual do PMDB cearense no ano de 1998, conviveu com várias correntes. Eunício Oliveira sempre procurou ser a maior corrente interna, mas sem sufocar as outras alas nas últimas duas décadas. O novo líder da bancada PMDB-PSD-PMB na Assembleia Legislativa do Ceará, o deputado estadual Leonardo Araújo, deverá ser a primeira liderança parlamentar do peemedebismo eunicista cearense, sem outra corrente interna.


O presidente do Congresso, o senador Eunício Oliveira, deverá reestruturar a sua agremiação partidária, sem a presença de peemedebistas dissidentes pró-Governo do Estado do Ceará, com isso vai nomear o deputado estadual Leonardo Araújo, como o novo porta-voz das oposições, na Assembleia Legislativa. O deputado estadual Leonardo Araújo não tem nenhuma ligação histórica, com o PMDB do período governista (2007-2014), porém, a sua principal missão será impor uma nova marca partidária no discurso político-parlamentar, no peemedebismo eunicista.


O PMDB deverá adotar um discurso radical em relação ao governador Camilo Santana (PT), assim como também ao prefeito de Fortaleza, o médico Roberto Cláudio (PDT), com essa tática vai atrair os setores  anti-Ferreira Gomes da sociedade civil cearense. O deputado estadual Leonardo Araújo (PMDB) tem compreensão dessa missão política-social de transformar a liderança do bloco PMDB-PSD-PMB, no novo núcleo político puramente anti-Camilo Santana, com a liderança do senador Eunício Oliveira ( PMDB) e do deputado federal Domingos Neto (PSD).


O deputado estadual, Leonardo Araújo (PMDB) deverá construir o elo político-parlamentar, com outro bloco oposicionista (PR-PSDB-SD-PSDC) sob a liderança do deputado estadual Capitão Wagner (PR), no plenário da Assembleia Legislativa do Ceará. Leonardo Araújo construiu uma excelente rede social no seu mandato legislativo, que deverá ser turbinado por vários veículos de comunicações tradicionais (Televisão, Rádio e Jornal),que irão reproduzir quase que diariamente as suas críticas ao atual chefe do executivo do Governo do Estado do Ceará.


Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político 


Fortaleza, 20 de Fevereiro de 2017