sábado, 10 de fevereiro de 2024

O Líder do Futuro

 



O LÍDER DO FUTURO... mudança na filosofia do trabalho da liderança com efetividade no mundo atual. 


Uma lição que levo comigo e espero que fique com você depois que terminar de ler esta mensagem. 


Você precisa entender que quase tudo o que sabemos sobre gerenciamento hoje está enraizado na fabricação. E que, se fôssemos estudar liderança, administração, educação pública e/ou corporativa e estado do trabalho, precisacisaríamos começar a partir de um novo paradigma. 


Já existiu uma época, em que administrar e/ou gerenciar pessoas não era uma competência comportamental. Era uma tarefa técnica/cognitiva realizada com ameaças e medo. Os colaboradores (trabalhadores) eram contratados por seu trabalho operacional, não por suas ideias (estratégico).


Na economia atual, porém, as coisas estão mudando significativamente... é hora de pensar no que vem a seguir. Dito isso, passei muitos meses estudando sobre educação, liderança e gerenciamento com base no manual de liderança do Vale do Silício.


O que significa, onde estamos hoje (ESTADO ATUAL) e para onde estamos indo (ESTADO DESEJADO)... Vale a pena contemplar o que é exigido do líder do futuro. 


Emílio Freitas é sociólogo e professor universitário

A Nova-Velha Aliança: Cid Gomes & Luizianne Lins

 




O realinhamento político-institucional entre o senador Cid Gomes (PSB) e a deputada federal, Luizianne Lins (PT), somente aconteceu porque ambos não fazem parte do núcleo político-eleitoral do neopetismo estadual: Elmano de Freitas, José Nobre Guimarães e Camilo Santana. A deputada federal Luizianne Lins (PT) tem pelo menos uma mínima noção de que não será a pré-candidata petista à prefeitura de Fortaleza, pois esse posto será muito bem ocupado pelo deputado estadual Evandro Leitão (PT) com o apoio do deputado federal, José Nobre Guimarães (PT), e o seguinte aval é do governador Elmano de Freitas (PT) e o outro aval do presidente Lula (PT). Cid Gomes precisa então cooptar a Luizianne Lins.


O sociólogo e consultor político, Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, acredita que será muito pontual essa reaproximação entre o senador Cid Gomes (PSB) e a deputada federal Luizianne Lins (PT), pois ambos são dependentes do condomínio político-administrativo lulista-elmanista sob a coordenação política do deputado federal, José Nobre Guimarães, com aval da direção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT). 


Luiz Cláudio Ferreira Barbosa defende a tese de que o senador Cid Gomes (PSB) tem o interesse de indicar o candidato a vice-prefeito de Fortaleza na chapa majoritária lulopetista, com a candidatura oficial de Evandro Leitão, no pleito eleitoral deste ano, contudo, esse é o mesmo desejo do grupo petista da Luizianne Lins.


É somente uma questão de tempo o esfriamento político-institucional entre o senador Cid Gomes (PSB) e a deputada federal Luizianne Lins (PT) em função da fragilidade política-eleitoral perante o núcleo fechado do neopetismo cearense. A Consultoria LCFB somente vê uma guerra de movimentos sem nexo das peças terciárias do tabuleiro do lulopetismo local. 


Luiz Cláudio Ferreira Barbosa é diretor-executivo da Consultoria LCFB 

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

As contradições performativas brasileiras

 



  


Para a Filosofia da Linguagem de Jürgen Habermas e Karl-Otto Apel a ética do discurso pressupõe uma comunicação social com conteúdos normativos e determinantes das formas de ação. E como o ‘agir’ é justamente o tema da ética, realizar algo oposto ao que se fala é definido inexoravelmente enquanto “contradição performativa”. De sorte, que a atual polarização política nacional com projetos manipuladores e narrativas ideológicas refutadoras da realidade mantém o Brasil longe de ser uma nação Democrata, Republicana e Pacifista.


Integrantes de poderes e grupos políticos não são “Democratas” quando passam por cima da Constituição ou não apresentam paradigmas universais de sua aferição. Por aqui, um grupo político assume ser “relativa” a Democracia para justificar alianças com governos de Cuba, Venezuela, Nicarágua, China, Irã e Rússia. Já outro grupo político solta loas a ditadura (1964-1985) e defende intervenção militar no presente. No ranking de 167 países do The Democracy Index, o Brasil caiu 04 posições em 2022 (51ª) em relação a 2021 (47ª). São cinco os fatores que determinam os países mais democráticos (Noruega, Nova Zelândia, Islândia) e mais autoritários (Afeganistão, Mianmar, Coreia do Norte): pluralismo eleitoral, funcionamento do governo, participação da população, cultura política e liberdades civis. Quesitos que não conseguimos avançar “consensualmente” há décadas.   


No tocante a “Republicano” é quem respeita instituições, poderes e erário. Portanto, incitar conflitos institucionais, confiscar poderes e combater regras anticorrupção é tipificado como alguém que perpetra crime de “lesa pátria”. No Índice de Percepção da Corrupção da Transparência Internacional de 2023, o Brasil caiu 10 posições no ranking ao registrar 36 pontos e ficar na 104ª posição entre 180 países, abaixo da média da América Latina (43). Conforme a percepção de uma escala de 0 a 100, especialistas e empresários analisaram o setor público brasileiro (governos anterior e atual) a partir dos resultados de investigações sobre a corrupção e do empenho e da independência dos investigadores. E nestes critérios ingressamos numa leniência geral ano a ano e de forma nada invejável. 


Na pós-pandemia, incredulamente, o belicismo superou o “Pacifismo”, com Rússia, Hamas/Houthis e Venezuela atacando Ucrânia, Israel/EUA e Guiana. E como na Política Externa quem inicia a guerra por quaisquer motivos comete “crime contra a paz”, não há que se falar em posição nacional neutral ou pró-invasor. O art. 4º da Constituição/1988 aduz que a Política Externa é de Estado (não de governo), Técnica (não ideológica) e juridicamente previsível, tendo como princípios: independência, igualdade e não-intervenção entre as nações; defesa da paz e solução pacífica dos conflitos; autodeterminação e cooperação entre os povos para o progresso da humanidade; prevalência dos direitos humanos, repúdio ao terrorismo e racismo e concessão de asilo político. Assim, sob o ângulo do Pacifismo, o Brasil tanto tem diferentes governos a esquerda e a direita constantemente ridicularizados nas Relações Internacionais, como é considerado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC/ONU) um dos países mais violentos do mundo por contar, paradoxalmente, com apenas 2,5% da população e quase 20% dos homicídios do planeta.   


Nas linguagens/práticas da Democracia, Republicanismo e Pacifismo, o Brasil é real espelho das poesias concretistas de Renato Russo em Quase sem querer (Mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira) e de Humberto Gessinger na Somos quem podemos ser (Quem ocupa o trono tem culpa, quem oculta o crime também, e quem evita a dúvida também tem). Definitivamente, falta-nos um “centro” discursivo e de ação. A começar por um partido hegemonista, hábil e coerente...  


Laércio Noronha Xavier é advogado e professor universitário

Fortaleza: a cidade dos contrastes

 



 


O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome divulgou os dados atualizados dos programas sociais. Fortaleza se destacou. Em janeiro de 2024, se tornou a terceira cidade em número de beneficiados pelo Programa Bolsa Família. São 347 mil núcleos familiares atendidos pela política. Isso não se deve somente ao tamanho da população. Os dados são claros e mostram o preocupante quadro de miséria vivido em nossa cidade. 


Na Era Roberto Cláudio e Sarto, a capital cearense conquistou a proeza de ser uma megalópole com o maior PIB do Nordeste e um número recorde de 16 bilionários. Ao mesmo tempo em que aprofundou as desigualdades estruturais, com 40% de sua população morando em assentamentos precários, alto índice de subnutrição infantil , 2/3 da população ganhando até 2 salários mínimos, baixo IDH e índices absurdos de violência (Relatório Fortaleza 2040). 


É uma cidade que vivencia um verdadeiro apartheid social. Um bolsão de miséria na periferia e um oásis de opulência na área que compreende a Regional II. A estratégia para enfrentar, minimamente, esse dilema se deu apenas no último ano de governo, com um orçamento que supera os 2 bilhões de reais e tem mais a finalidade eleitoral do que a preocupação concreta com os graves problemas que afligem a população. Precisamos inserir a inclusão social na agenda da Prefeitura de Fortaleza, do contrário, em menos de 10 anos, seremos a capital mais desigual do Brasil.


Acrisio Sena  é Historiador

terça-feira, 6 de fevereiro de 2024

Ninguém vai responder ao Ciro Gomes?

 




O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) virou uma espécie de liderança informal do antipetismo cearense e fortalezense via as redes sociais pós-bolsonaristas no âmbito local. Ciro Gomes mantém a retórica pós-moralista de combate a corrupção, porém, o alvo de seu discurso é o governador Elmano de Freitas (PT) e o Governo do Estado do Ceará. A Consultoria LCFB não entra no mérito das provas físicas que o Ciro Gomes diz ter para fazer esse tipo de comentário. Ninguém vai responder ao Ciro Gomes?

O sociólogo e consultor político, Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, tem dito que o cirismo-trabalhista cearense tem ocupado cada vez mais um espaço midiático nas redes sociais pós-bolsonaristas ou redes sociais da direita radical cearense e fortalezense. O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) não deu uma guinada ideológica para a extrema direita, pois a direção nacional do Partido Democrático Trabalhista (PDT) é neolulista a nível de Governo Federal. 

Ciro Gomes ocupou o discurso antipetista com ajuda das redes sociais da direita cearense cristã evangélica (anti-elmanista-petista) com a discussão de que há corrupção na atual gestão do Governo Estadual.

A Consultoria LCFB não compreende o motivo da não ofensiva lulista-elmanista no campo midiático contra o discurso pós-moralista do ex-ministro Ciro Gomes (PDT), nos últimos meses. O sentimento antipetista na capital cearense já é algo bem reconhecido nos últimos pleitos eleitorais, porém, é muito irreal como o Ciro Gomes (PDT) ocupou um espaço de destaque no noticiário dos principais veículos de comunicação cearense e ainda cooptou parte significativa das redes sociais pós-bolsonaristas. 

Ninguém entre os petistas e os neopetistas, vai responder ao Ciro Gomes?


Luiz Cláudio Ferreira Barbosa é diretor-executivo da Consultoria LCFB 


segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

Cid Gomes e o Partido Socialista Brasileiro (PSB) real politicamente

 







O senador Cid Gomes retorna ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) para reorganizar a sua base política-eleitoral que é diminuta neste momento, pois nem todos os prefeitos ex-pedetistas que vão lhe acompanhar serão seus aliados no seu processo de reeleição numa disputa direta com o deputado federal, José Nobre Guimarães (PT), pela provável única vaga destinada ao lulismo-elmanista, mesmo tendo duas vagas em disputa em 2026. Cid Gomes faz um acerto quando dialoga abertamente com a única liderança socialista cearense com potencial de votos, o ex-deputado federal Denis Bezerra, que não é pró-José Nobre Guimarães (PT).



O sociólogo e consultor político, Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, acredita que o senador Cid Gomes vai reestruturar o comando estadual do Partido Socialista Brasileiro (PSB) no seguinte tripé no período pré-eleitoral das eleições municipais deste ano: os camilistas não petistas, os cidistas não José Nobre Guimarães e os socialistas autênticos (Denis Bezerra). Luiz Cláudio Ferreira Barbosa defende a tese de que o presidente nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB), o neolulista Carlos Siqueira, não tem interesse de transformar a seção cearense socialista numa sucursal do lulopetista sem reconhecimento do núcleo político-institucional do governador Elmano de Freitas (PT) e do deputado federal José Nobre Guimarães (PT).



A Consultoria LCFB não tem dúvida do ímpeto no campo ideológico do neopetismo cearense de ser anti-Cid Gomes (PSB),  isso limita uma aliança política-institucional entre iguais do PT e do PSB no pleito eleitoral de Fortaleza. O senador Cid Gomes vai se tornar uma liderança mais pragmática em relação a sua própria sobrevivência política-eleitoral, mas, independentemente da sua ligação com o ministro Camilo Santana (PT). Cid Gomes não conta com o apoio do neopetismo estadual para a sua tentativa de reeleição ao Senado.



Luiz Cláudio Ferreira Barbosa é diretor-executivo da Consultoria LCFB 


sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

A sorte não anda ao lado do José Sarto

 






A Consultoria LCFB acredita que o início do quarto ano de administração pública do prefeito fortalezense, o médico José Sarto, não começou nada bem, pois o chefe do executivo da capital cearense não consegue nem abrir uma simples sessão na Câmara Municipal de Fortaleza. José Sarto prova ter uma péssima assessoria de articulação política, e essa avaliação se estende até a sua equipe de comunicação. 



O sociólogo e consultor político, Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, acredita que o termo sorte e o termo não sorte quase sempre não são usados nos relatórios enviados aos clientes da Consultoria LCFB, todavia, vamos abrir uma exceção no caso do prefeito fortalezense, o médico José Sarto, no caso específico dos últimos sessenta dias. Luiz Cláudio Ferreira Barbosa defende a tese de que era algo há muito tempo previsto essa manifestação dos funcionários públicos fortalezenses na abertura dos trabalhos da Câmara Municipal de Fortaleza. As equipes de articulação política e de comunicação de alguma maneira ocultaram essas informações, nada positivas, do prefeito José Sarto, pois é uma incompetência do próprio chefe do executivo da capital cearense uma tragédia anunciada dessas de um confronto entre os manifestantes e o prefeito José Sarto.



A consulta de opinião pública do Paraná Pesquisa trouxe um quadro positivo de aceitação da administração pública de Fortaleza, avaliação que não é replicada em relação ao prefeito. A Consultoria LCFB não tem dúvida que o hiato entre a boa avaliação administrativa da capital cearense e a popularidade apenas razoável do chefe do executivo local é sem dúvida resultado de uma grande falha na assessoria de articulação política e de comunicação do Palácio do Bispo. A incompetência de articulação política e a incapacidade de construir uma boa imagem de gestor público do atual prefeito de Fortaleza, sem dúvida afasta a sorte eleitoral.



Luiz Cláudio Ferreira Barbosa é diretor-executivo da Consultoria LCFB