domingo, 20 de agosto de 2023

Cidadania e a reeleição do José Sarto

 






Na primeira quinzena do mês de agosto deste ano, o Cidadania deu posse ao novo diretório municipal de Fortaleza, com a ativista social, Raquel Dias, como presidente da nova executiva. É muito importante frisar que o Cidadania se mantém, na base governista da prefeitura de Fortaleza, nos últimos dez anos (2013-2023), como a única agremiação partidária que nunca teve crise de identidade, com o poder executivo.

 

O ex-deputado estadual, o médico Roberto Cláudio, foi eleito pela primeira vez pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), para prefeito de Fortaleza, no pleito eleitoral de 2012. Roberto Cláudio recebeu o apoio das seguintes agremiações partidárias, no segundo turno: PDT, PPS (Cidadania), PSDB, PC do B e outros. No primeiro mandato (2013-2016) do prefeito fortalezense, Roberto Cláudio, as agremiações partidárias que o apoiaram na vitória no pleito eleitoral municipal de 2012, sem nenhuma exceção atuaram nas autarquias municipais. 

 

Na reeleição do prefeito fortalezense, Roberto Cláudio, já filiado no PDT, no pleito eleitoral de 2016, o Paço Municipal de Fortaleza perdeu o apoio das seguintes agremiações partidárias: MDB, PSDB, PSB e outros. Roberto Cláudio recebeu o apoio incondicional da direção estadual do Cidadania, na figura do empresário Alexandre Pereira, que era o secretário de Turismo do município de Fortaleza, na sua recondução (Roberto Cláudio) ao Palácio do Bispo. 

 

No pleito eleitoral de 2020, em Fortaleza, o prefeito eleito, o médico José Sarto, teve o apoio do PSDB e do PSB que retornaram à base de apoio da prefeitura de Fortaleza. José Sarto começa a perder o apoio de algumas agremiações partidárias, para a sua provável candidatura majoritária de reeleição, no próximo ano: PSB, PSD e outros. 

 

O presidente estadual do Cidadania, Alexandre Pereira, e a presidente do diretório municipal de Fortaleza, Raquel Dias, já representam as únicas lideranças partidárias da base de apoio do prefeito da capital cearense, José Sarto (PDT), que nunca romperam ou tiveram crise de identidade, com o poder executivo de Fortaleza, nos últimos dez anos.

 

O presidente estadual do PDT, o senador Cid Gomes, já criou uma crise de identidade entre a agremiação partidária trabalhista e o prefeito de Fortaleza, o médico José Sarto, nos últimos meses, pois o senador Cid Gomes tenta levar o PDT para apoiar a candidatura majoritária petista à sucessão municipal do atual chefe do executivo da capital cearense, que é pedetista. 

 

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa é diretor-executivo da Consultoria LCFB 

 


quinta-feira, 17 de agosto de 2023

O limbo político-eleitoral das seguintes agremiações partidárias: PSD, Podemos e PSB

 




 

A direção estadual do PSD, na figura do ex-vice-governador Domingos Filho tem o desejo de fazer parte da base aliada do Governo Estadual, todavia, o governador Elmano de Freitas (PT) não deseja trazer o grupo do deputado federal Domingos Filho para a sua órbita de influência política-administrativa, mas existe o interesse de atrair o grupo político do deputado federal Célio Studart que faz parte do PSD local. Célio Studart será o candidato a vice-prefeito da chapa majoritária lulopetista em Fortaleza, no próximo ano. 

 

O presidente estadual do Podemos e prefeito de Aracati, Bismarck Maia, tem muita dificuldade de reorganizar a sua agremiação partidária após a permanência do senador Cid Gomes à frente da direção estadual do PDT. Bismarck Maia ficou numa situação de aliado primordial do ministro Camilo Santana (PT), porém, não tem o mesmo tratamento político-administrativo do Governo Estadual. As lideranças cidistas vão permanecer por enquanto nos diretórios municipais pedetistas.

 

A seção cearense do Partido Socialista Brasileiro (PSB) disputa parte da política local. A direção nacional do PSB não tem interesse de transformar o diretório regional socialista numa sucursal do lulopetismo cearense, no caso específico do grupo petista do ministro Camilo Santana, como também não se tornará uma puxadinha do grupo do prefeito de Fortaleza. O destino do PSB estadual poderia ser a independência política-institucional sob a liderança do ex-deputado federal, Denis Bezerra, no pleito eleitoral de 2024, nos municípios cearenses. 

 

 

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa é diretor-executivo da Consultoria LCFB 


quarta-feira, 16 de agosto de 2023

Elmano de Freitas deseja criar adversário fácil de derrotar na política cearense

 



 

O governador Elmano de Freitas (PT) precisa esvaziar a oposição política de direita do ex-deputado federal Capitão Wagner (UB) e do senador Eduardo Girão (Novo), pois é provável que o espectro ideológico conservador social esteja com vaga garantida no segundo turno do pleito eleitoral de 2024, em Fortaleza. 

 

Elmano de Freitas prefere confrontar o grupo do prefeito de Fortaleza, o médico José Sarto (PDT), pois a liderança do próprio é muito frágil perante a opinião pública. O lulopetismo prefere o duelo entre os modelos administrativos do que o duelo de esquerda progressista contra a direita radical ou conservadorismo social. 

 

O grupo do prefeito José Sarto (PDT) começa a recrutar uma série de pequenas agremiações partidárias, para a construção de uma futura coligação majoritária, no próximo ano. Os seguintes partidos: PMN, Democracia Cristã, Avante e Agir 36. José Sarto deve ir para a federação partidária PSDB e Cidadania por onde tentará a sua reeleição, no próximo ano. 


Luiz Cláudio Ferreira Barbosa é diretor-executivo da Consultoria LCFB 


quinta-feira, 10 de agosto de 2023

Romeu Zema e o Centro - Oeste

 




O governador mineiro, Romeu Zema (Novo), já antecipou o movimento político-institucional do consórcio dos governadores sulistas (SP, MG, RJ, ES, PR, SC e RS), como um potente grupo de pressão, na nova etapa da reforma tributária, no Congresso. Romeu Zema defende a tese da reorganização das bancadas congressistas sulistas, com certa urgência nos próximos dias. É na realidade uma mobilização dos setores produtivos sulistas e dos deputados federais e senadores que são residentes nestas regiões.

Os setores organizados da sociedade civil das regiões Sul e Sudeste vão provavelmente pressionar os principais presidentes dos partidos brasileiros, com domicílio eleitoral nestes estados. As agremiações partidárias com os seus presidentes paulistas: PSD (Gilberto Kassab), MDB (Baleia Rossi), Solidariedade (Paulinho da Força Sindical), PL (Valdemar Costa Neto) e o Republicanos (Marcos Pereira).

A federação partidária PSDB e Cidadania tem como presidente nacional, o governador gaúcho Eduardo Leite, já a presidente do Partido dos Trabalhadores, tem a deputada paraense, Gleisi Hoffmann, ainda temos o presidente nacional do Avante, o deputado federal Luis Tibé, que tem residência em Minas Gerais.

As bancadas congressistas do Agronegócio e da Agroindústria dos estados do Centro-Oeste (Goiás, Mato Grosso, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul) tendem a trabalhar muito próximas aos interesses econômicos e aos interesses políticos do consórcio de estados sulistas, na nova etapa de discussão da Reforma Tributária, no Congresso.

O governador mineiro, Romeu Zema, deve estender o fórum de discussão da Reforma Tributária feita pelos governadores sulistas e a sociedade civil organizadas das regiões Sul e Sudeste, para os entes federativos da região Centro-Oeste, em função do ponto geográfico estratégico do estado de Minas Gerais. As fronteiras agrícolas mineiras estão vizinhas aos seguintes estados do Centro-Oeste: Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal.


O link da matéria no Blog do Eliomar de Lima - Jornal O Povo: https://mais.opovo.com.br/colunistas/eliomar-de-lima/2023/08/09/artigo-zema-e-o-centro-oeste.html

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa é diretor-executivo da Consultoria LCFB


domingo, 6 de agosto de 2023

Entrevista no Programa Política da TV Otimista - Lula refém do Centrão




A participação do sociólogo e consultor político, Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, no Programa Política, com a apresentação do jornalista, Erivaldo Carvalho, no estúdio da TV Otimista.


Luiz Cláudio Ferreira Barbosa é diretor-executivo da Consultoria LCFB 




sexta-feira, 4 de agosto de 2023

O Duelo Artificial entre o Elmano de Freitas contra o José Sarto

 




 

O novo duelo político-administrativo do Governo Estadual e da prefeitura de Fortaleza, sem dúvida é um processo eleitoral artificial construído pelo núcleo lulopetista cearense, na velha estratégia maquiavélica de dividir para conquistar. O ministro da Educação, Camilo Santana (PT), e o atual senador Cid Gomes (PDT) tinham o interesse na reconstrução da aliança entre o PDT e o PT a nível regional visando uma boa convivência institucional, na capital cearense. 

 

O senador Cid Gomes fez o movimento equivocado de destituir o deputado federal André Figueiredo da presidência estadual do Partido Democrático Trabalhista (PDT), sem combinar com o governador Elmano de Freitas (PT), e somente avisando ao ministro Camilo Santana (PT) da tomada do comando da agremiação trabalhista regional. Cid Gomes simplesmente abriu a possibilidade do prefeito de Fortaleza, José Sarto, e do ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, de saírem do PDT, para a federação partidária PSDB-CIDADANIA. 

 

O prefeito de Fortaleza, José Sarto, com certeza acreditou que a manobra do senador Cid Gomes, foi orquestrada pela dupla Camilo Santana e Elmano de Freitas, para retirar o seu grupo político do diretório municipal do PDT da capital cearense. José Sarto participou do grupo do ex-prefeito Juraci Magalhães (MDB), assim como também foi membro do grupo do ex-governador Tasso Jereissati (PSDB), no período de confronto destes dois grupos, alojados um na administração estadual e outro na administração de Fortaleza. 

 

O núcleo político do prefeito fortalezense, José Sarto (PT), optou por ressuscitar artificialmente o antigo duelo entre os grupos dominantes das maiores administrações públicas da política cearense: Estado versus Fortaleza. É um movimento político artificial, pois não era do interesse do grupo político do senador Cid Gomes (PDT) e do ministro Camilo Santana (PT) uma radicalização política de antigos aliados de longa data, contudo, o lulopetismo cearense transformou o processo artificial criado pelo sartismo-robertista numa oportunidade de criar um adversário a nível regional e a nível de política-eleitoral fortalezense. 


Luiz Cláudio Ferreira Barbosa é diretor-executivo da Consultoria LCFB 


quinta-feira, 3 de agosto de 2023

Centrismo Radical de Eduardo Girão (Novo 30)

 





No pleito eleitoral de Fortaleza, em 2012, o eleitorado conservador social votou nas candidaturas a prefeito do deputado estadual, Heitor Férrer (PDT), e no ex-deputado federal Moroni Torgan (DEM), contra os candidatos representantes do condomínio político-administrativo do governador Cid Gomes (PSB) e da prefeita da capital, Luizianne Lins (PT), no primeiro turno: Roberto Cláudio (PSB) e o Elmano de Freitas (PT). Há um contingente razoável de eleitores de perfil oposicionista no maior município cearense.


O universo do eleitorado conservador social fortalezense, no pleito eleitoral de 2012, foi acima de 33% dos votos válidos das somas dos conjuntos das candidaturas do Heitor Férrer (PDT) e do Moroni Torgan (DEM), no primeiro turno. Nas eleições de 2016 e de 2020 na capital cearense, a candidatura oposicionista do ex-deputado federal Capitão Wagner (UB) teve 33% dos votos válidos, no primeiro turno de ambas as disputas eleitorais. É comprovado a sedimentação espontânea de uma parcela do eleitorado fortalezense que não deseja a continuação do mesmo grupo político-administrativo à frente do Governo Estadual e da prefeitura da capital cearense.




O condomínio político-administrativo do governador Elmano de Freitas (PT) tentará colocar o candidato petista à prefeitura de Fortaleza, no segundo turno do pleito eleitoral de 2024. O eleitorado conservador social fortalezense ou eleitorado centrista radical antipetista vai tentar derrotar uma candidatura competitiva lulopetista à sucessão do prefeito de Fortaleza, o médico José Sarto (PDT), no próximo ano. O eleitorado cirista antipetista pode caminhar na direção da candidatura competitiva oposicionista. 


O senador Eduardo Girão (Novo) é o único político da oposição cearense com o discurso de contraponto ao lulopetismo na administração federal e na administração estadual. Eduardo Girão assume abertamente um posicionamento ideológico antipetista especificamente no eleitorado fortalezense de alta classe média e na classe média tradicional nas pautas de costumes e nas pautas econômicas, pois o seu discurso ideológico e a sua prática parlamentar não entram em contradição por causa do perfil ideológico de sua agremiação partidária; o Novo 30. O eleitorado centrista radical antipetista fortalezense ainda não tem uma candidatura a prefeito de Fortaleza, porém, já possui uma liderança antilulista sem nenhuma contradição no discurso.


P.S - O artigo no caderno Opinião do Jornal Otimista 


Luiz Cláudio Ferreira Barbosa é diretor-gerente da Consultoria LCFB