terça-feira, 3 de janeiro de 2023

Elmano Inclusivo?

 




O governador Elmano de Freitas não fez a inclusão de agremiações partidárias adversárias à sua candidatura, no primeiro turno do pleito eleitoral estadual de 2022; no seu secretariado, para o ano de 2023: PSDB, Cidadania, Avante, Agir 36, PROS, PSB e outros. Elmano de Freitas coloca três pedetistas em secretarias, como sua cota pessoal: Salmito Filho, Robério Monteiro e Oriel Nunes.

A Consultoria LCFB já havia previsto o fim do modelo administrativo-institucional do período do governo estadual do ex-governador e senador Cid Gomes (2007-2014) e do seu sucessor, o ex-governador e ministro da Educação, Camilo Santana (2015- 2022), na área de uma frente partidária ampla, com capacidade de absorção de partidos outrora adversários. O governador Elmano de Freitas somente vai trabalhar com a federação partidária lulopetista (PT, PC do B e PV) e os seguintes partidos auxiliares, na sua base parlamentar, na Assembleia Legislativa e Congresso: MDB (Eunício Oliveira) e Progressistas (AJ Albuquerque).

O efeito do espelhamento administrativo do governo federal no governo estadual, não vai acontecer na área de alianças partidárias, na política local. As seguintes agremiações partidárias são aliadas do presidente Lula (PT), no Congresso e no Esplanada dos Ministérios, contudo, os mesmos são meros aliados informais do governador Elmano de Freitas (PT), na Assembleia Legislativa e no secretariado estadual: PSB, Cidadania, Solidariedade, PDT, PROS Agir 36 e Avante. O diretório estadual do PSD vai ser oposicionista ao governo estadual, já o diretório estadual do PSDB, não tem outra alternativa, a não ser a de oposição, na política local.

O governador Elmano de Freitas não vai absorver os seus antigos adversários partidários, no primeiro ano do seu mandato. Elmano de Freitas vai deixar o presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, o deputado estadual Evandro Leitão (PDT), como responsável pela conversa com os parlamentares das agremiações partidárias não participantes do secretariado estadual, assim como também com os deputados federais independentes da bancada cearense. A Consultoria LCFB acredita numa única absolvição partidária pré-agendada pelo governador Elmano de Freitas (PT), nos próximos dias, que seria a direção estadual do União Brasil.

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa é diretor - executivo da Consultoria LCFB


segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa na TV Otimista

 



TV Otimista: especialistas fazem prognósticos dos governos Elmano e Lula


Começa nesta segunda-feira (2) e vai até a próxima sexta (6), na TV Otimista, uma série de entrevistas com cientistas e consultores políticos, com projeções sobre os governos Elmano Freitas e Luiz Inácio Lula da Silva – ambos do PT.

O Programa Política Especial, exibido às 17h, abordará as novas composições ministeriais e do secretário estadual; o desafio de Lula e o novo centrão no Congresso Nacional e a relação PT-PDT no Ceará.

Também deverão ser pontos do bate-papo os primeiros cem dias das novas gestões, a busca da pacificação política no País e os impactos dos resultados eleitorais de 2022 nas disputas municipais de 2024.


Convidados

A primeira convidada do Programa Política Especial é a cientista política Carla Michele Quaresma. Professora universitária, a entrevistada desta segunda-feira (2) também é formada em sociologia e marketing. Ela estuda partidos políticos e financiamento de campanhas.


Nesta terça-feira, Erivaldo Carvalho conversa com Leonardo Bayma, advogado especializado em processo legislativo e direito eleitoral, consultor político e doutorando em ciência política;


O professor da Universidade Federal do Ceará (UFC), Cleyton Monte, será o entrevistado da quarta-feira (4). Ele é cientista político.


No dia seguinte, quinta-feira (5), participa Emanuel Freitas, doutor em sociologia, professor da Uece, em teoria política (graduação) e de sociologia e políticas públicas, na pós-graduação.

Fechando o especial, na sexta-feira (6), o programa recebe Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, cientista social, especialista em ciência política e consultor político.

Serviço
Programa Política Especial, na TV Otimista
Exibição: de 2ª à 6ª, às 17h
Canais 181 (Brisanet), 103 (Multiplay) e 26 e 526 (Claro TV)
Streaming: tvotimista.com.br

domingo, 1 de janeiro de 2023

Um caminho da Biodiversidade

 




Reflexão para um novo Ano. O sonho da liberdade das escolhas, eqüidade no acesso às oportunidades e de um mundo solidário sempre foram a vontade de uma sociedade historicamente de injustiças sociais e centralismo no poder. Momentos definidos como Mudanças de Época foram retratados como berços do Iluminismo: na Revolução Francesa (1789) no lema constitucional "Liberté, égalité, fraternité ou la Mort" ou na Revolução Americana ou Independência(1776) no "Live Free or Die". O Mainstream Global revela no atual contexto bases de uma transformação real com antigos atores e novos lemas "Green Deal", o Pacto Ecológico Europeu, ou o "The Great Reset", a grande reinicialização, todos na crença de um novo desenvolvimento mais sustentável e com princípios e valores que se centram no respeito às diferenças nas opiniões, na dignidade necessária a qualidade de vida com acessos à educação, a saúde e a segurança, moradia e alimentos. 

No Brasil, a construção democrática se vê a prova a cada instante e na leitura dos novos passos das nações, a concomitante adaptação a um provável novo Iluminismo. A sucessão Política do Brasil segue na lente de uma descontinuidade e e busca de resiliência. Um exemplo interessante da outra ponta, é a de continuidade, no Estado do Ceará. O entendimento das diferenças, muito acentuadas nas vulnerabilidades sócio-econômicas, e a procura para tratar de avanços, com maior inclusão sem perder as vantagens competitivas globais no desenvolvimento sustentável e centrada nas preocupações das mudanças climáticas. Não se pode definir certo ou errado, mas sim escolhas para algo mais estrutural que reflitam uma visão de longo prazo e pactos intergeracionais em uma perspectiva Ética!

Uma reflexão no campo político institucional para as ações estratégicas dos novos tempos e desafios. O "Ser ou Não Ser" para o senso comum é contribuir ou não contribuir nesse Estádio de Complexidades sistêmicas que afetam a vida de todos. A decisão cabe a cada cidadão com reflexos no futuro da Nação ou do seu Estado! Polarizações, Socialismo ou Capitalismo; Liberalismo ou Conservadorismo, perdem espaço para a cooperação pacífica e ao meio termo, retiram os personalismos ou fisiologismos para o bem comum no diálogo às diferentes opiniões. Projetos de Poder dão espaço a melhoria das condições para a sobrevivência humana. Pensamento Realista ou Utópico-idealista?



Célio Fernando é economista e empresário 

sábado, 31 de dezembro de 2022

Camilo Santana e o Secretariado de Elmano de Freitas

 




O ex-governador Camilo Santana (PT) literalmente organizou o secretariado do governador eleito petista, Elmano de Freitas, para o biênio (2023-2024), pois será o período de reestruturação do lulopetismo, como principal força política a nível nacional, já na esfera local é o camilismo-fernandista.

A Consultoria LCFB acredita na divisão político-institucional do governo estadual de Elmano de Freitas, como o período da hegemonia do camilismo, na máquina administrativa do Governo Estadual. O ex-governador Camilo Santana (PT) tem como único parceiro político-administrativo, o governador eleito, Elmano de Freitas (PT), porém na área exclusivamente política ou na formação de grupo político; pois a sua principal parceira é a ex-secretária estadual, Fernanda Pacobahyba, em relação a própria governadora Izolda Cela e ao senador Cid Gomes (PDT).

A Consultoria LCFB acredita no seguinte triunvirato do Governo Estadual, nos próximos quatro anos: Camilo Santana (Político e Institucional), Elmano de Freitas (Administrativo e Social) e Fernanda Pacobahyba (Econômico). As prováveis forças secundárias da política cearense de acordo com a Consultoria LCFB: MDB (Eunício Oliveira) e Progressistas (Zezinho Albuquerque). O lulopetismo local vai fazer parte do camilismo- fernandista, pois será uma coabitação bem tranquila no Governo Estadual.

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa é diretor - executivo da Consultoria LCFB


Camilo Santana e a Hegemonia no Governo do Ceará

 




O ex-governador Camilo Santana (PT) é a maior liderança política cearense dos últimos meses. O colapso definitivo do modelo político-administrativo do ex-ministro Ciro Gomes (PDT) e do senador Tasso Jereissati (PSDB), aconteceu no pleito eleitoral estadual deste ano, com a candidatura para chefe do executivo do Governo Estadual do ex-prefeito fortalezense Roberto Cláudio (PDT), havia a certeza do domínio da política local pelo lulopetismo; a própria Consultoria LCFB refez essa observação nos últimos dez dias. A verdadeira força motriz é o camilismo, com as suas variantes. A frente oposicionista sob a liderança do deputado federal, Capitão Wagner (UB), não existe mais.

A Consultoria LCFB acreditava no processo de espelhamento político-administrativo do Governo Federal no Governo Estadual, como principal força política lá e cá: o lulopetismo. A principal força política cearense é o camilismo e atuará como modelo administrativo na área econômica do Governo Estadual, no primeiro ano do governador eleito Elmano de Freitas (PT). Camilo Santana montou uma nova engenharia política-institucional do seu próprio grupo político, no Ceará, com a sua secretária da Fazenda, Fernanda Pacobahyba, para o controle da área financeira do próximo Governo Estadual e com a indicação de dois técnicos, para as seguintes secretarias: Secretaria do Planejamento (Sandra Machado) e Secretaria da Fazenda (Fabrício Gomes).

O governador eleito petista, Elmano de Freitas, vai ter o controle da articulação política, com a parceria do atual presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, o deputado estadual Evandro Leitão (PDT), com isso ainda há certo espelhamento político-administrativo, com o Governo Federal. A área de articulação política do futuro Governo Estadual é somente controlada pelo lulopetismo. O camilismo compreende a necessidade de compartilhamento de poder, com o lulopetismo cearense, para boa relação, com a direção nacional do Partido dos Trabalhadores. É muito sútil a percepção desta nova coabitação entre o camilismo e o lulopetismo, na administração estadual, no próximo ano.

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa é diretor - executivo da Consultoria LCFB


Artigo - Sarto e sua versão de Robin Hood

 



A flecha não partiu da floresta de Sherwood, tampouco teve como endereço as abastadas carruagens com moedas dos altos impostos, em cobranças do perverso príncipe João, com valores a serem tomados e devolvidos ao subjugado povo de Nottingham. Pelo contrário, a seta buscou atingir aqueles que defendiam a não taxação de um serviço obrigatório e já em execução por décadas pelo Palácio do Bispo, que, no momento em que o país vive uma crise financeira e de dívidas impagáveis, subjuga a população de Fortaleza com a Taxa do Lixo. E isso inclui, sim, as residências de comunidades mais pobres.


Assim como confunde a floresta de Sherwood com o Bosque do Pajeú, que circunda o Palácio do Bispo, o prefeito Sarto se autointitula o Robin Hood de Fortaleza ao declarar que irá tirar dos ricos em benefício dos pobres. Em sua visão tosca, Sarto aponta como vilões os vereadores Adriana Nossa Cara (Psol), Carmelo Neto (PL), Danilo Lopes (Avante), Enfermeira Ana Paula (PDT), Estrela Barros (Rede), Eudes Bringel (PSB), Gabriel Aguiar (Psol), Guilherme Sampaio (PT), Inspetor Alberto (PL), Jorge Pinheiro (PSDB), Julierme Sena (União Brasil), Júlio Brizzi (PDT), Larissa Gaspar (PT), Léo Couto (PSB), Márcio Martins (Pros), Priscila Costa (PL), Ronaldo Martins (Republicanos) e Sargento Reginauro (União Brasil), sem perceber que João Pequeno, Frei Tuck, Allan Dale e Will Scarlet estão nesse grupo.


O autointitulado Robin Hood de Fortaleza também não atenta que o Robin Hood de Sherwood não buscava causar o problema para depois postar de bom moço. Foi Sarto quem elaborou a proposta da Taxa do Lixo com a cobrança às pessoas pobres. Foi Sarto quem impôs à Câmara Municipal de Fortaleza um trâmite em regime de urgência, sem direito ao debate dos vereadores e da própria sociedade. Foi Sarto quem buscou intimidar parlamentares de sua própria base, contrários aos abusos na mensagem. Foi Sarto com suas flechadas do Bosque do Pajeú quem impôs o constrangimento a uma parte dos 20 vereadores que se submeteram à taxação aos mais pobres, assim como foi votada a proposta original.


Agora, o Robin Hood de Fortaleza tenta criminalizar os 18 vereadores aliados à população mais pobre, por não caírem em mais uma das artimanhas do Bosque do Pajeú. Sarto diz querer aumentar de 30% para 70% o número de residências isentas à Taxa do Lixo. A conversa é semelhante à do vendedor espertalhão, que aumenta o preço real de uma mercadoria para que o comprador, envolvido em uma falsa promoção, não sinta a “pancada”. A ideia de Sarto é impor uma cobrança à população e ainda se passar por bom moço, como o prefeito que taxou os ricos para não cobrar dos pobres. Aliás, duvido que Fortaleza tenha 30% de residências ricas, como mais uma vez sugere a tosca visão de Sarto. 1% e olhe lá...

Se Sarto queria isentar 70% dos imóveis, por que o percentual não constou na mensagem original? A disparidade entre o percentual da proposta original para os 30% do bom moço Robin Hood de Fortaleza mostra uma clara armação de iludir a população e de provocação aos vereadores da oposição. Os parlamentares da oposição sabem que é mais fácil derrubar na Justiça a taxação de 70% dos imóveis aos 30% que deveriam constar na mensagem original do Bosque do Pajeú.


Em dezembro do ano passado - e isso não é coincidência, dada à distração de fim de ano -, Sarto aumentou o próprio salário em mensagem à Câmara Municipal. Não há registro dos 11% de aumento serem doados pelo prefeito a instituições que cuidam da população mais pobre.

O Robin Hood de Fortaleza mais parece com o Xerife de Nottingham, o truculento cobrador de impostos. Ao longo de muitas versões, algumas tentaram nominar o antagonista secundário da lendária história na floresta de Sherwood, mas nenhum nome conseguiu superar a denominação “Xerife de Nottingham”.

Não nos custa agora taxar... digo, tentar.

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa é sociólogo e gerente-executivo da Consultoria LCFB


O link da matéria: https://mais.opovo.com.br/colunistas/eliomar-de-lima/2022/12/24/artigo-sarto-e-a-sua-nova-versao-de-robin-hood.html


terça-feira, 27 de dezembro de 2022

Geraldo Alckmin é o Coringa do Neolulismo

 




 

O vice-presidente eleito, o médico Geraldo Alckmin (PSB), é a própria Frente Ampla realmente aliada do lulopetismo. O ex-presidente Lula decidiu modelar dois tipos de Frente Ampla, a primeira gestada dentro do Partido Socialista Brasileiro (PSB), como aliada do lulopetismo; já a segunda é totalmente fragmentada. É o Centrão do terceiro mandato do Lula, que será provavelmente a segunda Frente Ampla: PSD, MDB, PP (Arthur Lira) e outros.

 

A Consultoria LCFB trabalha com o termo neolulismo, para a identificação do lulismo sem o Partido dos Trabalhadores. A principal liderança do neolulismo é o futuro ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, com o consentimento da cúpula nacional do PT, e do núcleo íntimo ou familiar do ex-presidente Lula, porém, a composição interna do PSB nacional saiu do controle da família Campos, para as mãos de Geraldo Alckmin (Márcio França) e do futuro ministro da Justiça, o senador maranhense Flávio Dino, e os seus aliados. Os neolulistas socialistas vão ter ao todo três ministérios: Indústria e Comércio, Portos e Justiça. 

 

O presidente eleito, Lula (PT), não pode desfazer de uma vez a Frente Ampla, com isso temos o processo lento de fatiamento dessa Frente, contudo, é muito necessário transformar o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), num político coringa, para atrair os setores moderados da direita brasileira não adepta do lulopetismo, todavia, a própria não é formada totalmente por antipetistas. Geraldo Alckmin se tornou o rosto e a voz consentida da Frente Ampla. 

 

A Consultoria LCFB acredita que a senadora Simone Tebet (MDB) ficou muito dependente politicamente da direção nacional do Partido dos Trabalhadores. Simone Tebet foi sem dúvida ofuscada pelo vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), como a liderança do neolulismo e também da terceira via da política brasileira. A direção nacional do Partido Socialista Brasileiro vai trabalhar com a possibilidade de fazer uma federação partidária, com o Partido Democrático Trabalhista (PDT) sem o ex-ministro Ciro Gomes. 

 

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa é diretor - executivo da Consultoria LCFB