A participação do sociólogo e consultor político, Luiz Cláudio Ferreira Barbosa sociólogo e consultor político, no Programa Pela Ordem do jornalista, Paulo Sérgio Cordeiro Feitosa, no estúdio da TV Fortaleza, com apresentação na TV Assembleia. Tema - Jair Bolsonaro precisava confiar no vice-presidente Hamilton Mourão
O condomínio político-administrativo do senador Cid Gomes (PDT) e do governador Camilo Santana (PT) não deverá se manter unido nos próximos meses. Os fatores dessa implosão são de ordem ou natureza de caráter interno. A incapacidade da manutenção da atual aliança de várias agremiações partidárias na base aliada do Governo Estadual e da Prefeitura de Fortaleza, pois ambas as maquinas administrativas estão nos limites dos seus gastos públicos. É a fadiga do material da longa aliança entre cirismo-cidista e o lulismo-camilista, com quase dezesseis anos (2003-2019) de convivência administrativa e eleitoral.
O governador Camilo Santana (PT) e o ex-senador Eunício de Oliveira (MDB) deverão construir um novo bloco dominante da política alencarina. Os sócios secundários deverão ser o deputado federal, Domingos Neto (PSD), e o deputado federal, Genecias Noronha (SD), assim como algumas pequenas agremiações partidárias. O lançamento de uma candidatura petista , na disputa eleitoral de Fortaleza, é sem dúvida o principal motivo do rompimento do governador Camilo Santana e do senador Cid Gomes, pois o primeiro deverá seguir a orientação do ex-presidente Lula, pois o mesmo deseja impor grande derrota política-eleitoral ao ex-governador Ciro Gomes e ao Partido Democrático Trabalhista secção nacional.
O ex-presidente Lula deverá fazer a indicação do deputado estadual, Elmano de Freitas ou do deputado estadual, Acrísio Senna, como candidato ao cargo de prefeito de Fortaleza. A deputada federal, Luizianne Lins, não iria unificar a agremiação petista e muito menos tem a simpatia do bloco partidário (MDB-PSD-SD) auxiliar do governador Camilo Santana. Lula não vai permitir o processo natural de antropofagia entre e as correntes petistas fortalezenses. O centralismo lulista não vai permitir a perda de tempo na construção da chapa majoritária petista-emedebista para a prefeitura de Fortaleza. O deputado estadual, Danniel Oliveira, deverá ser o pré-candidato a vice-prefeito do pré-candidato a prefeito do Partido dos Trabalhadores, na capital cearense.
O prefeito Roberto Cláudio (PDT) nos últimos sessentas dias já contabilizou a perda de três agremiações partidárias: PSC, Avante (PT do B) e PTC. Há possibilidade da saída do Patriota e do Democrata, em função dos interesses de suas cúpulas nacionais. As agremiações partidárias citadas nesse parágrafo; somente possuem o desejo de eleger os seus próprios deputados federais. O PTB deverá ir para o bloco partidário do governador Camilo Santana, no pleito eleitoral de 2020, em Fortaleza. Roberto Cláudio ainda terá muita dificuldade na negociação com as seguintes agremiações partidárias: PC do B e PSB. Os socialistas e os comunistas dependem dos petistas nas seguintes disputas eleitorais: Recife (PE) e São Luis (MA). O PSD e o Solidariedade (SD) vão entregar os cargos na administração municipal de Fortaleza, bem na véspera do início do primeiro turno.
O PDT secção fortalezense deverá contar com o apoio do Cidadania (PPS) e o PRTB, como aliados de primeira ordem. O Partido Progressista (PP) ainda é a grande incógnita, em função da sua direção nacional, que não tem simpatia por nenhuma aliança de centro-esquerda nas eleições municipais. O Partido Liberal (PR) sob a liderança do prefeito Acilon Gonçalves (Eusébio) não vai aceitar ser apenas aliado secundário do grupo político do prefeito Roberto Cláudio (PDT). O ex-governador Ciro Gomes (PDT) vai trazer o grupo do senador Tasso Jereissati (PSDB) para a base aliada do atual chefe de executivo da capital cearense. O PSDB não deverá apoiar o PDT, pois a maioria das lideranças tucanas (Roberto Pessoa, Danilo Forte, Lúcio Alcântara e outros) são por natureza anti-Ferreira Gomes. O governador paulista, o empresário João Dória (PSDB), tem simpatia pela pré-candidatura do deputado federal, Capitão Wagner (PROS), para prefeito de Fortaleza.
O empresário Geraldo Luciano e a sua agremiação partidária (Novo) tem condição de fazer uma boa pontuação eleitoral no primeiro turno da sucessão municipal de Fortaleza, com algo entorno de 5% a 8% dos votos válidos. O Partido Social Liberal deverá ter a sua própria candidatura na capital cearense, com possibilidade de fazer entre 3% a 5% dos votos válidos. O deputado federal Célio Studart e o Partido Verde ainda não decidiram a sua própria relação pública. Temos então um campo eleitoral de 10% a 12% dos votos válidos para a prefeitura de Fortaleza não favoráveis num primeiro momento ao candidato pedetista.
O deputado federal, Capitão Wagner, é o líder das forças oposicionistas partidárias (PROS-PODE-Avante-PSC-PTC e Outros), na política cearense. O DEM e o PSDB ainda poderão vir a apoiar o principal candidato a prefeito de Fortaleza, dos setores não-governamentais. O vice-prefeito fortalezense, Moroni Torgan, já não tem o mesmo capital político de outrora ( pleito eleitoral de 2016). É necessário a compreensão da divisão do bloco partidário governista, temos o surgimento do novo bloco partidário oposicionista com apoio das cúpulas partidárias de Brasília. Em síntese teremos entre três ou quatro candidatos a prefeito de Fortaleza, e todos com boas chances de irem ao segundo turno.
Luiz Cláudio Ferreira Barbosa sociólogo e consultor político
O encontro entre amigos e irmãos. É quase duas décadas (2000-2019) de bom relacionamento profissional e político. Na companhia do vice-prefeito de Fortaleza, o ex-deputado federal Moroni Bing Torgan,no seu gabinete institucional.
Avaliação do Programa de Proteção Urbana (PMPU), que é ao mesmo tempo colaborativo e sistêmico, que tem por objetivo agir na Prevenção, forma mais indicada para evitar a ocorrência do delito.
O ex-senador Eunício de Oliveira deverá manter o MDB, na base aliada do governador Camilo Santana (PT), na esfera estadual. Eunício de Oliveira é um grande aliado do ex-presidente Lula, com isso deverá apoiar a pré-candidatura petista a prefeito de Fortaleza. O eunicismo-emedebista é o principal aliado do lulismo-camilista nas eleições municipais cearenses, no próximo ano (2020). O MDB deverá ser o principal aliado do governador Camilo Santana (PT), após o fim da sua aliança, com o grupo político do senador, Cid Gomes, abrigado no Partido Democrático Trabalhista (PDT).
O ex-presidente Lula tem interesse de impor uma derrota histórica ao ex-governador Ciro Gomes (PDT) e ao prefeito, Roberto Cláudio (PDT), no pleito eleitoral de 2020, em Fortaleza. O lulismo-camilista precisa chegar ao segundo turno contra a candidatura a prefeito de Fortaleza do Capitão Wagner (PROS) e de seus aliados bolsonaristas, em detrimento da candidatura cirista-robertista do Partido Democrático Trabalhista (PDT). O prefeito Roberto Cláudio (PDT) e o ex-governador Ciro Gomes (PDT) já têm a dimensão do poder de transferência de capital político do governador Camilo Santana (PT), entre os eleitores fortalezenses, após o segundo turno da sucessão presidencial de 2018, que foi favorável ao presidenciável Fernando Haddad (PT).
O MDB secção cearense tem enorme dívida de gratidão ao ex-presidente Lula, quando o mesmo retirou a candidatura à reeleição do senador na época, o sindicalista José Pimentel (PT), com grande possibilidade de vitória entre as duas vagas ao Congresso Alto (Senado), pelo estado do Ceará, no pleito eleitoral de 2018. O ex-senador Eunício de Oliveira deverá fazer pré-campanha de candidatura própria do MDB ao cargo de prefeito de Fortaleza, com incentivo do governador Camilo Santana (PT) e os seus aliados.
O governador Camilo Santana (PT) e o ex-senador Eunício de Oliveira (MDB) não desejam ser refém do grupo político do senador Cid Gomes (PDT), em caso de vitória da candidatura cirista-robertista, no pleito eleitoral de Fortaleza, no próximo ano (2020). O prefeito Roberto Cláudio (PDT) precisa do apoio do governador Camilo Santana (PT), em outras palavras, precisa da neutralidade do mesmo no pleito eleitoral de Fortaleza, porém, o ex-presidente Lula e o ex-senador Eunício de Oliveira deverão atacar o ex-governador Ciro Gomes (PDT), nos próximos meses, até que o PT-MDB não tenham mais capacidade de reeditar aliança, com o PDT, como aconteceu no ano passado; na eleição municipal de Fortaleza de 2020.
Luiz Cláudio Ferreira Barbosa sociólogo e consultor político
A participação do sociólogo e consultor político, Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, no Programa Pela Ordem. Com apresentação do comentarista político, Paulo Sérgio Cardoso Feitosa, no estúdio da TV Fortaleza. O programa exibido no dia 28 de Agosto de 2019. A TV Assembleia faz a transmissão do Programa Pela Ordem.
Na companhia do jornalista e dirigente nacional do Cidadania-PPS, Inácio de Almeida, no escritório do secretário municipal de Fortaleza, Alexandre Pereira, na cafeteria Três Corações da Livraria Cultura. O Cidadania-PPS deverá ter candidatura própria no pleito eleitoral de 2020. O nascimento da terceira via social-liberal entre os eleitores fortalezenses.
Não há dúvida sobre a crise na imagem do presidente Jair Bolsonaro (PSL) perante a opinião pública. Entretanto assistimos a agenda econômica do ministro, Paulo Guedes, com amplo apoio entre os parlamentares e os atores sociais do mercado. O ex-governador Ciro Gomes mantém crítica negativa, em relação ao presidente e ao superministro das reformas estruturantes. Ciro Gomes, sem dúvida , encontra apoio nas críticas ao comportamento social de Jair Bolsonaro, a frente do Governo Federal. Já o posicionamento do pedetista, em relação ao ministro, Paulo Guedes, não tem ressonância nem mesmo dentro de sua agremiação partidária.
O ex-presidente Lula já compreendeu o espírito liberal de grande parcela da sociedade civil organizada brasileira. Lula orientou o Partido dos Trabalhadores a fazer parte da Reforma Tributária, como ator político propositivo na Câmara e no Senado. O lulismo-petista deverá ser o grande fiador da proposta de Reforma Tributaria do presidente da Câmara, assim como do presidente do Senado. É importante termos essa compreensão do teatro das sombras entre o Partido dos Trabalhadores e o grupo do centrão no Congresso. Lula deverá mandar o ex-prefeito Fernando Haddad manter crítica negativa a pessoa do presidente Jair Bolsonaro, porém o mesmo somente fará crítica positiva ao presidente da Câmara, o deputado federal Rodrigo Maia (DEM), como o responsável pela tramitação exemplar das mudanças na área tributária da União, com efeito cascata nos Estados e Municípios.
O ex-governador Ciro Gomes precisa compreender que a sociedade civil organizada já absorveu a bandeira da reestruturação do serviço público, em todas as áreas de influência do Governo Federal. A bancada da Câmara (Federal) do Partido Democrático Trabalhista após a votação da MP da Liberdade Econômica, já demonstrou predisposição de apoio à agenda econômica do ministro, Paulo Guedes, e do bloco do centrão. Ciro Gomes tem condição de ser o contraponto positivo da Reforma Tributária, assim como faz o PODE e o Cidadania 23 (PPS), com os seus posicionamentos públicos de defesa da reestruturação da máquina administrativa do Governo Federal. O gueto político-ideológico da cúpula pedetista é fato consumado. É necessário o realinhamento do ex-governador Ciro Gomes com a maioria dos parlamentares trabalhistas no Congresso.
O ex-presidente Lula e o ex-prefeito, Fernando Haddad, vão tentar isolar ou destruir a liderança do ex-governador, Ciro Gomes (PDT), no espectro ideológico de centro-esquerda brasileiro. Lula já fez isso com o ex-governador, Leonel Brizola, nos anos 90. O lulismo-petista deseja reconquistar a confiança do mercado financeiro e dos seus atores sociais. Ciro Gomes deve refundar o trabalhismo brasileiro, com víeis social-liberal já presente nos parlamentares federais pedetistas. O trabalhismo liberal é a única saída do PDT, para não cair num isolamento produzido pelo ex-presidente Lula e o Partido dos Trabalhadores.
Luiz Cláudio Ferreira Barbosa sociólogo e consultor político