A participação do sociólogo e consultor político, Luiz Cláudio Ferreira Barbosa sociólogo e consultor político, no Programa Pela Ordem do jornalista, Paulo Sérgio Cordeiro Feitosa, no estúdio da TV Fortaleza, com apresentação na TV Assembleia. Tema - Ciro Gomes e o bloco partidário pró-reformas: PDT - PPS e Podemos.
Café & Literatura. Na companhia do intelectual, Oscar d'Alva, na cafeteria Dona Xícara - Livraria Saraiva - Shopping Iguatemi
A participação do sociólogo e consultor político, Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, no Programa Pela Ordem do jornalista, Paulo Sérgio Cordeiro Feitosa, no estúdio da TV Fortaleza, com apresentação na TV Assembleia. Tema - Jair Bolsonaro somente vai governar para 2/3 do eleitorado brasileiro.
O governador paulista, o empresário João Dória, começa a reconstrução do PSDB nacional, sem a participação efetiva da velha guarda tucana: Fernando Henrique Cardoso, José Serra, Geraldo Alckmim, Beto Richa, Aécio Neves e outros. O PSDB sempre foi uma agremiação partidária, com o colegiado de líderes nas suas decisões internas, porém já existe uma mudança de comportamento interno. João Dória começa a impor um novo modelo personalista sobre as estâncias do diretório nacional do PSDB, sem encontrar nenhuma resistência entre os seus companheiros tucanos.
O PSDB nacional tem o pensamento focado em fazer do governador João Dória, o seu candidato presidencial, no pleito eleitoral de 2022. Não poderá haver nenhum diretório estadual, com a discordância do interesse eleitoral do governador paulista. O diretório tucano cearense deverá passar por um período de adaptação, em relação ao novo centralismo da direção nacional, sem direito à rebelião ou rebeldia, mas apenas com alinhamento incontestável ao governador João Dória, na política local. Constatamos então que a última palavra será da direção nacional sob a direção estadual, como no caso específico da aliança ou palanque, no município de Fortaleza.
O deputado federal, o ex-prefeito Roberto Pessoa, e o ex-deputado federal, Danilo Forte, já são aliados da nova agenda interna do PSDB nacional. A deputada estadual, Fernanda Pessoa, e o deputado estadual, Nelinho, sem dúvida irão seguir a orientação do diretório nacional tucano. O ex-governador Lúcio Alcântara deverá ser recebido pelo governador João Dória, nos próximos dias, na sede do Governo de São Paulo. O PSDB nacional é por natureza anti-Ciro Gomes (PSDB), com isso não há espaço para aliança no município de Fortaleza entre o PSDB e o PDT, no primeiro turno ou segundo turno.
A direção nacional do PSC na figura do governador carioca, Wilson Witzel, já sinalizou o apoio ao pré-candidato à prefeito de Fortaleza, o deputado federal Capitão Wagner (PROS), com isso o governador paulista, João Dória, poderá orientar o PSDB fortalezense a fazer parte dessa aliança partidária: PROS-PODE-PSC e PSDB. João Dória tem interesse numa futura aliança com o grupo político do deputado federal Capitão Wagner, na política cearense.
Luiz Cláudio Ferreira Barbosa sociólogo e consultor político
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) não tem interesse de construir o
consenso democrático, como desejaria a imprensa brasileira e a classe
intelectual. Jair Bolsonaro já deixou bem nítido o interesse da governança
plena para somente 1/3 do eleitorado brasileiro, assim como a governança
parcial, para outro 1/3 do eleitorado brasileiro via as reformas estruturais na
área econômica (Paulo Guedes). Em síntese 2/3 do eleitorado é o alvo
administrativo do Governo Federal.
O restante do 1/3 do eleitorado de perfil oposicionista é simplesmente
considerado pelo o presidente Jair Bolsonaro (PSL), como público descartável do
seu Governo Federal. O ex-presidente Lula e o Partido dos Trabalhadores
procuram manter a hegemonia desse contingente eleitoral não prioritário ao
bolsonarismo, assim como o ex-governador Ciro Gomes (PDT) procura também elo de
ligação, com esse eleitorado preso ao gueto eleitoral pró-Lula-PT-PC do B-
PSOL. Ciro Gomes poderia procurar o Cidadania e Podemos, para a construção do
novo polo partidário independente, com viés político e econômico pró- reformas.
A imprensa privada brasileira é um pária político-empresarial, para o
presidente Jair Bolsonaro (PSL) por causa das suas redes sociais. Jair Bolsonaro
procura destruir o grupo O Globo e o grupo UOL entre outros (Jornal Estadão),
com um ponto muito interessante que é o fato de não colocar nada no seu lugar,
pois o grupo Record e o grupo SBT são apenas auxiliares midiáticos das
plataformas das redes sociais do Governo Federal. Os veículos de comunicação
não terão êxito na tentativa de pautar o presidente Jair Bolsonaro (PSL) na sua
conduta pessoal e na sua conduta administrativa. O bolsonarismo institucional
tem a imprensa brasileira como o seu principal inimigo público, já o seu
principal inimigo político ainda é o lulismo.
O discurso raivoso do presidente Jair Bolsonaro (PSL) contra os seus
desafetos internos, como o presidente da Câmara e as cúpulas partidárias. É
também estendido aos seus inimigos das oposições. Jair Bolsonaro manterá o tom
agressivo nas redes sociais, para consumo do seu eleitorado mais fiel, assim
como as medidas econômicas da equipe de Paulo Guedes, Mansueto de Almeida,
Rogerio Marinho e outros têm o interesse de atender as classes médias
tradicionais, porém a imprensa brasileira é aliada mercadológica das reformas:
Previdência, Tributaria e Trabalhista. Os intelectuais brasileiros são
pregadores no deserto da falta de bom senso dos atores políticos da sociedade
civil.
Luiz Cláudio Ferreira Barbosa sociólogo e consultor político
O governador Camilo Santana (PT) sempre foi a simbiose político-administrativo entre o senador Cid Gomes (PDT) e o ex-presidente Lula (PT), com isso nunca houve identificação por parte do chefe do executivo estadual, com o ex-governador Ciro Gomes (PDT). Camilo Santana fez da sua visita ao cárcere de Lula; o seu principal movimento abrupto na política cearense. Ciro Gomes foi aliado (2003-2018) do Lula e do Partido dos Trabalhadores até o primeiro semestre do ano passado.
O ex-presidenciável Ciro Gomes (PDT) não teve grande vitória eleitoral no primeiro turno da sucessão presidencial de 2018, na sua terra natal (Ceará). Ciro Gomes teve 41% dos votos válidos dos cearenses, no primeiro turno da sucessão presidencial, já o ex-presidenciável Fernando Haddad (PT) teve o sufrágio de 33% dos eleitores alencarinos, no mesmo pleito eleitoral. O governador Camilo Santana (PT) não fez campanha, para o seu companheiro partidário na primeira etapa da eleição para presidente, em solo cearense. A campanha de reeleição do senador Eunício de Oliveira (MDB) foi responsável por fazer a campanha do candidato petista a presidente da República, no Estado do Ceará, nessa etapa eleitoral. Eunício de Oliveira tinha o aval de Camilo Santana e do ex-presidente Lula.
O grupo político do ex-governador Ciro Gomes (PDT) não fez campanha favorável a candidatura à reeleição de Eunício de Oliveira ao Congresso Alto (Senado), pois o mesmo era aliado do ex-presidente Lula e do candidato petista (Fernando Haddad) a presidente da República. A não recondução do senador Eunício de Oliveira ao seu cargo parlamentar, acendeu a luz amarela no grupo político do governador Camilo Santana, que no período do segundo turno da sucessão presidencial, não poupou nenhum esforço pró-Fernando Haddad entre os eleitores cearenses. Destaco o importante detalhe de que essa foi a primeira eleição majoritária de Camilo Santana na política cearense, sem a participação do grupo do ex-presidenciável Ciro Gomes, no mesmo palanque. A ação conjunta do triunvirato Camilo Santana - Lula - Fernando Haddad foi responsável pela votação recorde de 71% dos votos válidos, no segundo turno da sucessão presidencial, em solo cearense.
O governador Camilo Santana (PT) deverá lançar uma candidatura petista a sucessão municipal do prefeito, Roberto Cláudio (PDT), ou fazer aliança informal, com o pré-candidato Capitão Wagner (PROS), na sucessão municipal da capital cearense. O ex-governador Ciro Gomes (PDT) tentará fazer aliança com o senador Tasso Jereissati que deverá sair do PSDB, para ir ao partido Democrata, com isso teremos a reedição da aliança política-administrativa entre PDT e DEM, em síntese antipetista, no pleito eleitoral de Fortaleza. O senador Cid Gomes (PDT) manterá a sua aliança política-administrativa, com o governador Camilo Santana (PT). Cid Gomes é o único pedetista que teria o apoio de Camilo Santana, para sucedê-lo no comando do executivo do Governo Estadual.
Luiz Cláudio Ferreira Barbosa sociólogo e consultor político
O deputado federal, Heitor Freire, e o deputado estadual, André Fernandes, vão trabalhar com a perspectiva de candidatura própria do Partido Social Liberal, no pleito eleitoral da maior cidade cearense, no próximo ano. A união das oposições partidárias somente vai acontecer durante o segundo turno. Eu não acredito no esfacelamento do Movimento Conservador Cívico Cearense (MCCC) entre a postulação da coligação PROS-PODE e a postulação do PSL, na sucessão municipal do prefeito Roberto Cláudio (PDT).
O Movimento Conservador Cívico Cearense (MCCC) nasceu durante o segundo turno do pleito eleitoral municipal de Fortaleza, no ano de 2004, em torno do ex-deputado federal e atual vice-prefeito da capital cearense, Moroni Torgan, em função do seu forte discurso de combate à corrupção e a violência urbana, com certo moralismo cristão nas peças publicitárias do candidato demista. Moroni Torgan recebeu o apoiou do MCCC na sua postulação ao Senado, no pleito eleitoral de 2006. Observem que a cada término de pleito eleitoral o MCCC deixava de existir como força política. O movimento por natureza é horizontal, como também espontâneo, representando a união de conservadores a uma candidatura majoritária.
As manifestações nas ruas de 2013 e de 2015 foram fundamentais para a solidificação do Movimento Conservador Cívico Cearense como uma enorme massa conectada através das redes sociais. Agora não seria mais em torno de Moroni Torgan, pois começavam a apoiar a candidatura do vereador na época, Capitão Wagner (PR), que se elegeu deputado estadual nas eleições de 2014. Capitão Wagner, diferente de Moroni Torgan, formou grupo político com representantes nas casas legislativas (Congresso, Assembleia e Câmara Municipal). A cada término de período eleitoral o MCCC se desfaz como força política atuante. O movimento é anti-Ferreira Gomes por natureza política-eleitoral.
Os vários grupos bolsonaristas fazem parte do Movimento Conservador Cívico Cearense (MCCC), porém não são a sua força motriz, pois esse movimento não tem núcleo de organização, deste modo se desfaz a cada manifestação ou pleito eleitoral. O Partido Social Liberal secção cearense talvez não compreenda a essência do movimento conservador local que é mais antigo do que o bolsonarismo cearense. Os membros moderados do Movimento Conservador Cívico Cearense já começaram um movimento lento mas gradual de agrupamento em torno do mandato do senador, Luis Eduardo Girão (PODE), em função dos seguintes temas: a defesa da Família, luta contra o aborto, discussão do suicídio e a cultura da paz. Na segunda parte desse artigo irei falar sobre o apoio do MCCC a provável coligação partidária do PROS (Capitão Wagner) com o PODE (Luis Eduardo Girão).
Luiz Cláudio Ferreira Barbosa sociólogo e consultor político
O ex-governador Ciro Gomes (PDT) decidiu ocupar o espaço político do anti-lulismo no imaginário popular. O presidente Jair Bolsonaro (PSL) dedica a maior parte da sua ação política midiática, simplesmente em atacar o bloco do centrão, com isso o discurso antipetista, já está em segundo plano, na sua própria retórica. Ciro Gomes teve a sensibilidade de compreender o imenso vazio deixado pelo principal inimigo do Partido dos Trabalhadores e do ex-presidente Lula.
O bolsonarismo-olavista simplesmente esqueceu o seu antigo adversário de retórica, no caso específico o lulopetismo. O novo discurso do Movimento Cívico Conservador Brasileiro (Bolsonarismo) é a desqualificação do presidencialismo de coalizão, na figura do blocão partidário fisiológico do Congresso (Câmara / Senado): PSD-PP-PL (PR)-DEM-SD e PTB. Ciro Gomes, não pensou duas vezes, para se tornar o principal político brasileiro a fazer críticas ao ex-presidente Lula, com a ausência do presidente Jair Bolsonaro, nesse campo político do antipetismo.
O ex-presidente Lula está com bastante disposição de construir um novo pólo democrático anti-Jair Bolsonaro, na área política-partidária: PT-PSB-PC do B-PDT e os dissidentes tucanos. Lula começa a redefinir onde a sua agremiação partidária vai apoiar o aliado mais competitivo, nas cidades brasileiras acima de quinhentos mil habitantes, nas eleições municipais de 2020. O cearense Ciro Gomes não tem o mesmo capital político-eleitoral do ex-aliado petista.
O provável presidenciável Ciro Gomes não deverá permanecer no atual pólo democrático, como grupo não hegemônico ou num papel secundário. O petismo tentará atrair os pedetistas nordestinos, com exceção de Pernambuco e Ceará, para os seus palanques regionais. Os pedetistas sulistas (Sul-Sudeste) são por natureza conservadores ou trabalhismo pró-mercado ao estilo do Novo (Partido). Ciro Gomes tentará mudar para algum partido fora de qualquer influência do ex-presidente Lula. Há as seguintes opções partidárias de centro ideológico que não são lulistas: Cidadania (PPS), Podemos e Partido Verde.
Luiz Cláudio Ferreira Barbosa sociólogo e consultor político