quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Ciro Gomes e o Anti-Jair Bolsonaro | A Prefeitura de Fortaleza

O ex-governador cearense, o advogado Ciro Gomes, poderá vir a ser candidato ao cargo de prefeito de Fortaleza, no pleito eleitoral de 2020. Ciro Gomes vai analisar essa alternativa eleitoral, como a ante-sala da sucessão presidencial de 2022. O cirismo-trabalhista não pode perder a prefeitura de Fortaleza, para os aliados do presidente eleito (Jair Bolsonaro): Capitão Wagner (PROS) ou Luis Eduardo Girão (PROS). 

A cúpula bolsonarista na política cearense, não é una e nem única. As variantes são unidas pelo desejo de derrotar o grupo do ex-governador Cid Gomes (PDT), na eleição de 2020, em Fortaleza. O bloco partidário (PSL-PROS) tem condição de vencer na capital cearense, no próximo pleito eleitoral. Cid Gomes poderá refazer a reengenharia política-eleitoral no seu grupo político, com a pré-candidatura do ex-governador Ciro Gomes (PDT), para prefeito de Fortaleza. O processo teria início no ano de 2019, com a chapa majoritária ao executivo fortalezense: Ciro Gomes (Prefeito) e o deputado estadual eleito e  vereador Salmito Filho, como candidato a vice-prefeito.

A direção nacional do Partido dos Trabalhadores deverá lançar o professor universitário, Fernando Haddad, para o cargo de prefeito de São Paulo, no pleito eleitoral de 2020. Fernando Haddad compreende a vitrine midiática das eleições municipais de 2020, como candidato e apoiador de vários candidatos petistas, nos principais municípios brasileiros. A derrota ou vitória na eleição municipal de 2020, é apenas ante-sala do pleito eleitoral de 2022, para presidente da República. O atual prefeito tucano de São Paulo vai fazer parte da base de apoio ao presidente eleito Jair Bolsonaro, nos próximos dois anos, com apoio do Partido Social Liberal (PSL).

O pedetista Ciro Gomes (PDT) tem esses dois fatores na área política-eleitoral. Ciro Gomes não pode assistir  inerte a possibilidade, não remota,  do seu grupo político ser desalojado da prefeitura de Fortaleza. O PDT nacional precisa diminuir a exposição da pré-candidatura do Fernando Haddad (PT), para prefeitura de São Paulo, com uma belíssima vitória do Ciro Gomes, na mais importante prefeitura administrada (PDT) por pedetista, no Brasil. Haverá em breve a continuidade da ideia da candidatura do Ciro Gomes, para prefeito de Fortaleza.

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa sociólogo e consultor político 

Fortaleza, 06 de Dezembro de 2018



segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Jair Bolsonaro e a Reorganização da Política Cearense

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) não terá que negociar com os seguintes políticos tradicionais do Estado do Ceará: Tasso Jereissati (PSDB), Ciro Gomes (PDT) e Eunício Oliveira (MDB). Os cargos do futuro Governo Federal em solo cearense serão negociados com os parlamentares: Heitor Freire (PSL), Capitão Wagner (PROS) e Luis Eduardo Girão (PROS). Os tucanos bolsonaristas locais  (Roberto Pessoa e Danilo Forte) deverão fazer, num segundo momento, parte da mesa de negociação com o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), em relação aos cargos das estatais federais em terras alencarinas.   
O senador Tasso Jereissati (PSDB) deverá nos próximos dias refazer a sua aliança política-administrativa com o senador Cid Gomes (PDT) e Ciro Gomes (PDT). Tasso Jereissati será aliado dos irmãos Gomes numa frente partidária (PDT-PSB-PC do B) anti-Jair Bolsonaro (PSL), retornando então ao convívio com  o governador Camilo Santana (PT) e com o secretario estadual, Maia Júnior, em solenidades abertas ao público. O senador cearense deverá sair do PSDB e da oposição ao Governo Estadual.

O deputado federal eleito, Capitão Wagner (PROS), deverá negociar a entrada do PSDB local pró-Jair Bolsonaro, no seu bloco político. O deputado federal Danilo Forte e o deputado federal eleito, Roberto Pessoa, irão negociar com o governador eleito paulista, ex-prefeito João Doria, a reconstrução do ninho tucano, em solo cearense. O bloco partidário (PSL-PROS-PSDB) pró-Jair Bolsonaro na política local, com certeza vai abrir processo de reaproximação estratégica via Brasília, com os seguintes partidos: Podemos, PRP, Patri e PHS.
O tassismo e o cirismo-cidista  vão fazer união  tática na área política-administrativa, com esperança de uma aliança, nas eleições municipais de 2020. O senador Tasso Jereissati deverá sair do seu atual partido. O PPS vai ser a nova agremiação partidária dos tassistas. O presidente eleito, Jair Bolsonaro,  vai deixar de investir nos seus aliados cearenses, para derrotar futuramente o ex-governador Ciro Gomes (PDT), em solo cearense, no pleito eleitoral presidencial de 2022.

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa sociólogo e consultor político
Fortaleza, 03 de Dezembro de 2018



sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Gabriel Barbosa - O caminho das pedras de Jair Bolsonaro

Desde as manifestações de 2013, uma parcela da população brasileira se explanou num discurso de mudanças e insatisfação com as demandas impostas pelo executivo e consequentemente pelo quadro contaminado do legislativo. 

A partir deste desvio, ou seja, para um discurso de fragmentação da classe política e uma cobertura midiática excessiva nos casos de corrupção descobertas pelas etapas da Operação Lava Jato, houve uma espécie de generalização negativa dos quadros políticos tradicionais. As eleições de 2014 também serviram como uma válvula de escape com a propagação do discurso polarizador do "nós contra eles", lançado durante as campanhas de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), auxiliando no esfacelamento civilizado do debate público político. 

Passado as eleições, com a reeleição de Dilma Rousseff, sucederam se os primeiros meses de seu segundo mandato e com ele sua baixa capacidade de articulação e diálogo com o Congresso Nacional. Também houve nesse intervalo as manifestações contra a corrupção e a exaltação patriótica, a publicidade dos casos de corrupção envolvendo políticos dos partidos tradicionais. Por último, o questionamento dos resultados das urnas vinda do candidato perdedor. Esse conjunto de fatores foi a oportunidade de colocar em cheque o jogo democrático.

O discurso anticorrupção, juntamente com o descrédito da população pela classe política, foi  o caminho das pedras para que Jair Bolsonaro (PSL) trabalhasse sua imagem e seu discurso num espectro antissistema. Bastando não apenas ser contra a corrupção, por ser um discurso batido por todos os políticos, o militar da reserva resolveu ir além e expressar posicionamentos extremos para cativar potenciais eleitores. 

Não há espaços vazios na política, então toda a trajetória de Bolsonaro foi centrada num leque de ideais que refletia numa parcela popular que se encontra na zona do conservadorismo, em especial nas regiões Sul e Sudeste. Por vezes, o capitão da reserva se valeu de discursos espelhados no senso comum. 

Por fim, a voz que ecoou nas eleições de 2018 foi de um conservadorismo moralista, centrado na simbologia do cristianismo onde o sentimento de um nacionalismo requentado ressurge como a “nova era” no maior país da América Latina. Todo esse conjunto de fatores fez com que Bolsonaro fosse escolhido para ser o próximo presidente do Brasil. O voto e as redes sociais foram a consequência versus ferramenta dos fenômenos reunidos no espectro sócio político. 

Gabriel Barbosa jornalista e analista político





quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Jair Bolsonaro e a nova fase da República

O presidente eleito Jair Messias Bolsonaro representa o fim do modelo político-administrativo do presidencialismo de compadrio ou coalizão. Jair Bolsonaro deverá ter o seu modelo político-administrativo de semiparlamentarismo. A chave desse modelo vai ser o Partido Social Liberal e os seus satélites partidários no Congresso: PSC – PRTB – PROS e PATRI. O bloco do Centrão e a bancada do MDB e PSDB deverão ser esvaziados no início do próximo ano legislativo (2019).
 O Partido dos Trabalhadores e os seus aliados históricos (PC do B, PSB e PSOL) deverão ser o novo núcleo da oposição parlamentar anti-bolsonarista. O maior líder das oposições deverá ser o senador eleito, baiano, o ex-ministro Jacques Wagner (PT), em substituição ao ex-presidente Lula, que vai ser jogado ao ostracismo político-eleitoral. Lula não tem condição de ser o anti- Jair Bolsonaro, pois isso só seria benéfico ao presidente eleito. O petismo paulista e o petismo mineiro, assim como o petismo gaúcho foram pulverizados pelos eleitores sulistas, somente vai sobrar o petismo nordestino (Piauí, Rio Grande do Norte, Ceará e Bahia), tendo como sua maior liderança  o senador Jacques Wagner, entre os lulistas nordestinos.

 O ex-ministro Ciro Gomes deverá reorganizar o novo partido de centro do espectro ideológico da política brasileiro. Ciro Gomes deverá abrir uma negociação de diálogo, com a ala tucana do ex-governador Geraldo Alckmin (SP), para adesão dos mesmos ao Partido Democrático Trabalhista (PDT). A frente partidária democrática liberal (PODE-PPS-PV) deverá ter uma aproximação estratégica no parlamento, com a bancada cirista-trabalhista, já numa espécie de aliados informais do presidente Jair Bolsonaro, pois essas agremiações partidárias não serão reféns ou satélites do Partido dos Trabalhadores. O novo bloco Centrão terá visão progressista liberal, em detrimento ao fisiologismo do antigo bloco de Centrão da Era Lula-Dilma-Temer (2003-2018).   
 O novo núcleo político ou elite governamental do Palácio do Planalto não deverá seguir o manual administrativo do ex-presidente Fernando Henrique (PSDB) e do ex-presidente Lula (PT), que foi repudiado pela opinião pública e pelos eleitores nas urnas das eleições 2018. O presidente Jair Bolsonaro (PSL) não vai alimentar os sobreviventes eleitorais das elites fisiológicas da política brasileira. Jair Bolsonaro deverá investir em novas lideranças do Movimento Cívico Popular Conservador através do seu partido: Partido Social Liberal.

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa sociólogo e consultor político


Fortaleza, 01 de novembro de 2018  




quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Cid Gomes e o distanciamento ao Partido dos Trabalhadores - Fernando Haddad

O ex-governador Cid Gomes compreendeu o momento da ruptura pragmática com o presidenciável Fernando Haddad (PT), em solo cearense. Os candidatos pedetistas aos governos estaduais, são todos bolsonaristas no segundo turno: Amazonas, Rio Grande do Norte e Amapá. Cid Gomes apenas reproduziu o clima anti-lulista interno no diretório nacional do Partido Democrático Trabalhista. A autocrítica trabalhista já foi feita. O divórcio com o ex-presidente Lula será no decorrer do segundo turno, com o total abandono do presidenciável Fernando Haddad pelos trabalhistas. 

O processo de confronto do senador eleito cearense, o engenheiro Cid Gomes, com a militância petista já estava dada como certa no período do segundo turno. A liderança pedetista cearense apenas usou o ato petista do governador Camilo Santana, para simplesmente fazer o divórcio eleitoral entre as suas bases políticas, em relação ao voto útil no presidenciável Fernando Haddad.

A vitória do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) na região metropolitana de Fortaleza, já é dada como certa. A diferença eleitoral do presidenciável Fernando Haddad para o presidenciável Jair Bolsonaro pode ser irrisória entre os cearenses residentes no interior. O prefeito Roberto Cláudio (PDT) pode pagar um alto preço político, com a vitória do candidato do PSL na capital, com os votos dos eleitores ciristas.

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) tentará uma aproximação diplomática com o futuro presidente Jair Bolsonaro, após a construção do ministério ou primeiro escalão do Governo Federal. A bancada pedetista no Congresso (Câmara e Senado) não fará parte da oposição liderada pelo PT - PC do B, com isso teremos o posicionamento de independência ou de aliança informal com a bancada parlamentar bolsonarista.

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa sociólogo e consultor político

Fortaleza, 16 de Outubro de 2018 

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa



terça-feira, 18 de setembro de 2018

Jair Bolsonaro e as Pesquisas Eleitorais do Mercado Financeiro: BGT - Pactual e CNT-MDA

O presidenciável Jair Bolsonaro é a maior força política-eleitoral na reta final do primeiro turno. Jair Bolsonaro sempre foi objeto de críticas negativas dos analistas políticos e jornalistas. A imprensa brasileira e o mercado financeiro já começaram a aceitar o fato da liderança incontestável do candidato a presidência do Partido Social Liberal (PSL).

As duas pesquisas (BGT-Pactual/CNT-MDA), financiadas pelo sistema financeiro, não pouparam o cenário negativo do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), e mostraram  os cenários positivos ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), nas pesquisas espontâneas e nas pesquisas estimuladas. 

A nova carta ao povo brasileiro será feita pelo mercado financeiro, para o presidenciável Jair Bolsonaro e para o economista Paulo Guedes, isso  trará a diminuição da zona de atrito do candidato presidencial do PSL nos editoriais sobre política e economia dos principais veículos privados de comunicação . A próxima pesquisa da XP Investimentos deverá reforçar a chegada do presidenciável Jair Bolsonaro aos 30% nas pesquisas estimuladas.

As próximas consultas de opinião pública sobre a sucessão presidencial dessa semana, já não poderão ou deverão ser muito diferentes das pesquisas eleitorais dessa segunda-feira (17/09). Os institutos DataFolha, Ibope e Paraná Pesquisa sempre são usados pelos jornais e pelos principais canais da televisão brasileira, porém são tutelados os seus dados pelos institutos de pesquisas mais usados pelo mercado financeiro: MDA (CNT), FSB Pesquisa (BGT-Pactual) e Ipespe (XP Investimento).

As pesquisas eleitorais financiadas pelo mercado financeiro deverão sair sempre nas segundas-feiras e nas sextas-feiras, com isso forçariam as pesquisas eleitorais das principais empresas de comunicação a não serem mais negativas ao presidenciável Jair Bolsonaro, nesta  reta final do primeiro turno. Jair Bolsonaro não aceita recurso financeiro dos grandes empresários e dos banqueiros, com isso vai receber outro tipo de ajuda desses atores políticos. O economista Paulo Guedes vai fazer o mercado financeiro e o capital industrial ajudarem na consolidação dos altos índices eleitorais do presidenciável Jair Bolsonaro, nas pesquisas de conhecimento público.
Luiz Cláudio Ferreira Barbosa sociólogo e consultor político 

Fortaleza, 17 de Setembro de 2018 




quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Eunício Oliveira e Camilo Santana – O Novo Lulismo Administrativo Cearense

O período administrativo dos presidentes petistas, Lula e Dilma Rousseff, foi marcado pelo crescimento econômico e social no Estado do Ceará. Vamos fazer uma retrospectiva dos governantes nos últimos anos.O primeiro mandato (2003-2006) do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi no mesmo período do mandato do governador Lúcio Alcântara (PSDB). O segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi durante o primeiro mandato (2007-2010) do governador Cid Gomes (PSB). O primeiro mandato (2011-2014) da presidente Dilma Rousseff (PT) teve como coincidente temporal, o segundo mandato do governador Cid Gomes (PSB-PROS). A presidente Dilma Rousseff não terminou o seu segundo mandato (2015-2016), que foi durante o mandato (2015-2018) do atual governador Camilo Santana (PT).
O lulismo administrativo sempre trabalhou com a união das políticas públicas do Governo Federal e Governo Estadual, isso independente do governador de plantão. As políticas de redistribuição de recursos financeiros aos cidadãos mais pobres cearenses, em conjunto com o trabalho do(a) presidente e do governador, sem dúvida foram os grandes responsáveis pela melhoria do padrão de vida de todos os alencarinos. A saída da presidente Dilma Rousseff (PT) constituía  uma grave ameaça ao fim do modelo político – administrativo da era lulista, em pleno início da gestão pública do chefe executivo estadual: Camilo Santana (PT).
O senador Eunício Oliveira (MDB) foi o grande responsável pela criação da segunda fase do lulismo administrativo cearense. Eunício Oliveira manteve o fluxo de recursos financeiros do Governo Federal para os cofres do Governo Estadual, nos últimos três anos (2016-2017-2018). O lulismo administrativo chegou ao fim nos seguintes governos estaduais na região do Nordeste: Bahia (Rui Costa) e Piauí (Wellington Dias).  O único governador petista que manteve a sua linha de crédito, com o Governo Federal, foi o representante local (Camilo Santana).

O senador Eunício Oliveira (MDB) que é o presidente do Senado, não fez a opção da oposição inconsequente referente às vitorias sociais e econômicas do período lulista (2003-2016), para o povo cearense. Eunício Oliveira e o governador Camilo Santana (PT) mantiveram o período de equilíbrio fiscal do Governo do Estado do Ceará, assim como a maioria das políticas sociais conjuntas das duas esferas administrativas (Federal-Estadual). Este é o principio da ética da responsabilidade dos homens públicos, acima dos interesses partidários. A sociologia política local já deveria ter feito análise dos benefícios dessa aliança política do senador Eunício Oliveira (MDB) e do governador Camilo Santana (PT). Escreverei mais sobre esse assunto.


Luiz Cláudio Ferreira Barbosa sociólogo e consultor político
Fortleza, 05 de Setembro de 2018