quarta-feira, 22 de novembro de 2017

A Radiografia Política-Eleitoral da Aliança Camilo Santana e Eunício Oliveira

O governador Camilo Santana (PT) deverá ter o senador Eunício Oliveira (PMDB) como o seu companheiro na chapa majoritária na sua campanha a  reeleição, no próximo ano. Camilo Santana vai afiançar essa aliança política-administrativa no primeiro momento, porém num segundo momento a mesma irá se transformar em aliança eleitoral pois o senador Eunício Oliveira (PMDB) será candidato à reeleição no Senado, na coligação partidária governista. 

O senador Eunício Oliveira (PMDB) vai trabalhar abertamente, para a construção do bloco partidário PT e PMDB no pleito eleitoral de 2018, no Estado do Ceará. Eunício Oliveira compreendeu que não haveria mais  condição para a reedição da aliança eleitoral, com o senador Tasso Jereissati (PSDB), pois o mesmo não sendo candidato ao Governo Estadual, não deixa nenhuma perspectiva de reeleição do senador peemedebista. O fim da parceria política-eleitoral entre o PMDB e o PSDB, já é fato na política cearense.

O presidenciável Ciro Gomes (PDT) tem interesse de matar esse alinhamento político-administrativo do governador Camilo Santana (PT) com o senador Eunício Oliveira (PMDB), antes que  se torne uma coligação partidária, para as eleições de 2018. Ciro Gomes terá muito dificuldade de ter êxito nessa empreitada política, pois a cada participação de Camilo Santana ao lado do Eunício Oliveira, em eventos de parcerias públicas do Governo Estadual com os recursos financeiros do Governo Federal, essa aliança é reforçada perante a sociedade que poderá aprovar essa parceria administrativa, como algo louvável no campo eleitoral.

O ex-governador Cid Gomes(PDT) vai procurar manter certa distância política da relação administrativa do Governo Federal e do Governo Estadual traduzido nas figuras do governador Camilo Santana (PT) e do senador Eunício Oliveira (PMDB). Cid Gomes compreende a necessidade do chefe executivo estadual ter acesso aos recursos financeiros de Brasília, pois são seis anos de prolongada estiagem ou seca. O Partido Democrático Trabalhista deverá manter o controle da Assembléia Legislativa do Ceará numa provável reeleição do governador Camilo Santana (PT), como também a primazia na indicação do sucessor do prefeito Roberto Cláudio (PDT), no novo condomínio político-administrativo da política cearense.

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa sociólogo e consultor político 

Fortaleza, 22 de Novembro de 2017


quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Tasso Jereissati e o discurso oposicionista de Domingos Neto

O senador Tasso Jereissati (PSDB) não era membro efetivo do grupo de oposição ao governador Camilo Santana (PT), mas apenas um crítico das ações da atual administração pública estadual. Tasso Jereissati vai precisar construir um novo discurso ideológico, em relação ao governador Camilo Santana, talvez a sua principal fonte seja o modelo oposicionista do deputado federal Domingos Neto (PSD). Acompanharemos então o surgimento do bloco partidário oposicionista PSDB e PSD na política cearense.

O presidente estadual do PSD, o deputado federal Domingos Neto, já foi aliado do governador Camilo Santana (PT), mas houve rompimento político-administrativo no mês de dezembro de 2016. Domingos Neto durante o ano de 2017, consolidou seu discurso político de nova liderança oposicionista ao condomínio político-administrativo do ex-governador Cid Gomes (PDT), com ênfase nas obras estruturais do Governo Estadual. O PSD cearense usou as inserções comerciais (Rádio | Televisão) para fazer o contraponto às principais obras da Era Cid Gomes (2007-2014), sendo o principal foco de questionamento o Acquário do Ceará.

O PSD e o PSDB nunca foram aliados na política regional. O senador Tasso Jereissati (PSDB) deverá aproveitar uma boa parte do arsenal midiático do deputado federal Domingos Neto (PSD), para uso entre os seus pares tucanos, na construção do novo discurso anti-Camilo Santana-Cid Gomes, nas inserções comerciais do PSDB cearense na televisão e rádio do próximo ano. O processo de aproximação entre tucanos e  pessedistas não poderá ser adiado para o próximo ano, essa aliança ocorrerá em breve. 

O PSD nacional poderá comandar o Ministério das Cidades nos próximos dias ou então coabitar administrativamente com o PP nacional nessa autarquia federal. O deputado federal Domingos Neto (PSD) poderá ter muita influência com o futuro ministro das Cidades, assim como será um grande interlocutor dos prefeitos oposicionistas cearenses nas suas demandas no Ministério das Cidades. O senador Tasso Jereissati (PSDB) deverá construir uma boa relação de parceria política-eleitoral, com o deputado federal Domingos Neto (PSD). Assista o vídeo: 





Luiz Cláudio Ferreira Barbosa sociólogo e consultor político 

Fortaleza, 16 de Novembro de 2017 


terça-feira, 14 de novembro de 2017

Ciro Gomes e as lideranças legislativas: Zezinho Albuquerque e Salmito Filho 

O presidenciável Ciro Gomes (PDT) tem a enorme chance de sinalizar aos deputados federais e aos senadores, a sua intenção de construir uma relação republicana entre o executivo e o legislativo. Ciro Gomes deverá usar como modelo de democracia participativa : Assembleia Legislativa do Ceará e  Câmara Municipal de Fortaleza. O pedetismo-cirista tem o seu centro de origem entre os parlamentares cearenses. Os dois principais interlocutores ou modelos para os futuros aliados, como exemplo de equilíbrio do poder legislativo com o executivo: deputado estadual Zezinho Albuquerque (PDT) e o vereador fortalezense Salmito Filho (PDT). 

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) tem o maior número de prefeitos e lideranças sociais, mas sua maior força política está entre os deputados estaduais e os parlamentares dos municípios cearenses, com hegemonia eleitoral sem precedente na história do nosso estado. O presidente da Assembléia Legislativa do Ceará, o deputado estadual Zezinho Albuquerque (PDT) é o maior expoente legislativo na política regional,  sendo  responsável pela manutenção da coesão das bases pedetistas-ciristas, em torno do governador Camilo Santana (PT), via o equilíbrio de forças entre o executivo e o legislativo.

O presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, o vereador Salmito Filho, foi o grande responsável pela criação da maior bancada municipal pedetista do Brasil, no final do ano de 2015, contribuindo para o fortalecimento do pedetismo-cirista fortalezense, em parceria, com o prefeito Roberto Cláudio. O exemplo dado pela capital cearense é de uma relação equilibrada e republicana entre o executivo e o legislativo, modelo  bem sucedido que sem dúvida será explorado nos grandes diretórios municipais do PDT, com palestras e seminários.

O presidenciável brizolista, o advogado Ciro Gomes, deverá fazer a indicação do presidente da Assembléia Legislativa do Ceará, para ser o companheiro da chapa majoritária de reeleição do governador Camilo Santana (PT): Senador ou Vice-governador. Ciro Gomes tem noção da capacidade ímpar do deputado estadual Zezinho Albuquerque (PDT) de manter a maior base de parlamentares cearenses (federais, estaduais e municipais), sendo este o caminho para obter  uma maior votação para o candidato presidencial do PDT, no Ceará. O presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, o sociólogo Salmito Filho (PDT), deverá ter a missão de fazer várias palestras e seminários entre os correligionários pedetistas do Brasil, em nome do modelo republicano de equilíbrio entre o poder executivo e o poder legislativo, que com certeza seria aplicado numa futura administração do Governo Federal de Ciro Gomes. 



Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político 

Fortaleza, 14 de Novembro de 2017 

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Adeus Tasso Jereissati Paz e Amor - O Radicalismo Político do Neotassismo



O senador Tasso Jereissati (PSDB) abandonou o seu estilo de conciliador político - Administrativo perante ao governador Camilo Santana (PT). Tasso Jereissati é o novo anti-Camilo-Cid-Lula.O neotassismo não surge apenas como um discurso ético e moral da classe média cearense, mas também será uma referência de políticas públicas na área econômica do atual Governo Estadual, atuando como novo contraponto ao modelo administrativo de Camilo Santana.

A nova direção estadual do PSDB, na figura do seu novo presidente, o ex-deputado estadual Francini Guedes, vai trabalhar na perspectiva de reorganizar as oposições no âmbito local: PR-PSD-PMB-PROS-Solidariedade. Francini Guedes vai construir uma estratégia de confronto político-eleitoral ao grupo do ex-governador Cid Gomes (PDT), algo nunca feito internamente no tucanato cearense, com quase um ano de antecedência da eleição estadual de 2018, pois nos últimos dois pleitos eleitorais (2010-2014), as participações nas chapas majoritárias eram decididas nos prazos finais das convenções partidárias.

O senador Tasso Jereissati (PSDB) assumiu a liderança do discurso oposicionista ao governador Camilo Santana (PT), mesmo após o depoimento de não ser mais candidato ao Governo do Estado do Ceará, no pleito eleitoral de 2018. Tasso Jereissati vai radicalizar o seu discurso político-eleitoral, numa nova ideologia contra os irmãos Ferreiras Gomes: Ciro Gomes e Cid Gomes. O neotassismo não terá nenhuma ligação histórica de boa convivência política, em relação ao presidenciável Ciro Gomes (PDT).

O governador Camilo Santana (PT) contava com a neutralidade política-eleitoral do senador Tasso Jereissati (PSDB), na eleição estadual do próximo ano. Camilo Santana esperava uma vitória tranquila para a sua reeleição à frente do Governo do Estado do Ceará, com apoio direto e indireto dos principais grupos políticos cearense. O neotassismo como novo catalisador das oposições teria um efeito mais forte com a pré-candidatura do senador Tasso Jereissati (PSDB) ao quarto mandato de governador do povo alencarino. Assista o vídeo:




Luiz Cláudio Ferreira Barbosa sociólogo e consultor político 

Fortaleza, 13 de Novembro de 2017


segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Ciro Gomes e a simbologia política - eleitoral dos seus 60 anos



O presidenciável Ciro Gomes (PDT) fez sessenta anos, em clima de entusiasmo juvenil. Ciro Gomes tem compreensão da situação ímpar eleitoral de ser o candidato a presidente da República, com longevidade política, sem nenhuma mácula na sua vida de homem público. O pedetista pode ser candidato único do campo progressista brasileiro: PDT, PC do B e PSB.

O fim da polarização das últimas eleições presidenciais (1994-1998-2002-2006-2010-2014) entre o PT e o PSDB, e a provável não candidatura do ex-presidente Lula (PT), são um presente para o presidenciável Ciro Gomes, que pode ocupar o espaço principal no espectro ideológico de centro-esquerda no eleitorado brasileiro. 

A direção nacional do PC do B começa a imitar a estratégia política-eleitoral da executiva nacional do PDT, que irá lançar o ex-ministro Ciro Gomes, como alternativa competitiva ao vazio político do lulismo-petista, na próxima eleição presidencial de 2018. Ciro Gomes vai tentar atrair algum membro do Partido Comunista do Brasil, para ser o seu companheiro numa chapa majoritária para a presidência: presidente e vice-presidente. O PSB deverá vir participar desse novo bloco partidário progressista, para  se tornar o maior partido de centro-esquerda no Congresso, como também para a manutenção do maior número de governadores eleitos e reeleitos, na nova esquerda democrática. 

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) vai aproveitar o colapso do campo político-eleitoral do PSDB e do PMDB, para a construção de uma retórica presidencial centrista, com o intuito de atrair o eleitorado moderado do anti-lulismo. Aos sessenta anos o cearense Ciro Gomes pode ser o novo líder da esquerda brasileira após o fim da Era Lula-Dilma-PT. O Partido dos Trabalhadores será o próximo aliado do pedetista Ciro Gomes ou seu principal adversário? Assista o vídeo:



Luiz Cláudio Ferreira Barbosa sociólogo e consultor político 

Fortaleza, 06 de Novembro de 2017 



sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Eunício Oliveira deverá fazer aliança eleitoral com Camilo Santana

O senador Eunício Oliveira (PMDB) já vem mantendo uma aliança administrativa, com o governador Camilo Santana (PT), nos últimos noventas dias. Eunício Oliveira é o grande responsável pela vinda de muitos recursos financeiros do Governo Federal para os cofres do Governo do Estado do Ceará. O PMDB cearense deverá fazer parte do novo arco de aliança do governador Camilo Santana (PT), nas eleições de 2018.

O senador Tasso Jereissati (PSDB)  não aceitou a candidatura ao cargo de governador do Estado do Ceará, numa chapa majoritária de agremiações partidárias oposicionistas (PMDB - PSDB - PR - SD - PSD), na minha avaliação esta fato funcionou com uma senha política-eleitoral, para o senador peemedebista, Eunício Oliveira, estreitar a sua aliança administrativa, com o governador Camilo Santana. Tasso Jereissati é adversário do presidente Michel Temer (PMDB). Camilo Santana não é adversário do Governo Federal.

O governador Camilo Santana (PT) tem feito muitos elogios ao senador Eunício Oliveira (PMDB) nos eventos conjuntos do Governo Estadual, com os recursos financeiros do Governo Federal. Camilo Santana irá convidar Eunício Oliveira para ocupar a vaga de candidato a reeleição ao Senado na chapa majoritária governista. Os futuros eventos públicos terão como principais estrelas nos palanques: Eunício Oliveira e Camilo Santana. 

O fim do bloco oposicionista do PMDB e do PSDB, em solo cearense, já havia acontecido quando o senador Tasso Jereissati saiu da base aliada do presidente Michel Temer. O senador Eunício Oliveira (PMDB) não encontrou resistência da parte do governador Camilo Santana (PT), em relação ao Governo Federal. Eunício Oliveira e Camilo Santana são aliados na esfera pública da área administrativa, existindo então um enorme potencial de serem aliados eleitorais. Assista o vídeo:



Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político 

Fortaleza, 03 de Novembro de 2017 


Jornal da Câmara - Segunda Edição