quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Capitão Wagner (PR) e a renovação da parceria com Tasso Jereissati (PSDB)

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa


O prefeiturável Capitão Wagner (PR) deverá refazer a aliança, com o senador Tasso Jereissati (PSDB), visando sua campanha midiática, para prefeito de Fortaleza. Capitão Wagner precisa aumentar as suas aparições com o ex-governador Tasso Jereissati, pois sem dúvida, é o seu maior trunfo perante a opinião pública fortalezense. A formação da chapa majoritária do prefeito Roberto Cláudio (PDT) e do seu candidato a vice-prefeito, o deputado federal Moroni Torgan (DEM), já é motivo para que ocorra mudanças na estratégia de campanha da coligação PR-PSDB-PMDB-SD.


O senador Tasso Jereissati (PSDB) não vai se tornar uma liderança secundária no pleito eleitoral de Fortaleza. Tasso Jereissati sabe do seu poder de transferência de voto, que pode chegar  a 20% do eleitorado, no final do primeiro turno da eleição nesse ano. O grande debate interno será a decisão do prefeiturável Capitão Wagner (PR), em relação a participação das lideranças tassistas na sua campanha, como por exemplo o deputado federal Raimundo Gomes de Matos (PSDB) e o deputado estadual Carlos Matos (PSDB), pois os mesmos têm forte apelo nos setores organizados das classes médias fortalezenses.


O deputado estadual e prefeiturável Capitão Wagner (PR) terá uma enorme perda de contingente eleitoral na periferia de Fortaleza, em função das máquinas administrativas da Prefeitura de Fortaleza e do Governo do Estado do Ceará, com a nova colaboração do candidato governista a vice-prefeito, o deputado federal Moroni Torgan, que tem condição de transferir em torno de 70 mil votos até 90 mil votos, para a reeleição do prefeito Roberto Cláudio (PDT), onde os principais prejudicados são os prefeituráveis: Luizianne Lins (PT) e o próprio candidato republicano (Capitão Wagner).


A essência da campanha do prefeiturável Capitão Wagner (PR) precisa ser tassista-tucano, sem espaço de criação  de algo hibrido, para o cidadão-eleitor que segue e vota de acordo, com a opinião do senador Tasso Jereissati (PSDB). O mito de que o eleitorado fortalezense não votaria no candidato apoiado pelo ex-governador Tasso Jereissati (PSDB), não é realidade, pois vamos lembrar que  a candidatura ao governo do Estado do senador Eunício Oliveira (PMDB), foi forte  e de certa forma vitoriosa em consequência do apoio de Tasso, se analisarmos os votos obtidos na capital, no primeiro e no segundo turno do pleito eleitoral de 2014, assim como o próprio senador Tasso Jereissati foi eleito como o mais votado na capital cearense.Veja o vídeo:




Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político

                                                  Quinta-feira, 11 de Agosto de 2016



terça-feira, 9 de agosto de 2016

Heitor Férrer e a Esquerda Conservadora

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa


O prefeiturável Heitor Férrer (PSB) começou um processo rápido e gradual de formação de um discurso político-eleitoral de acordo, com a nova esquerda, representada pela agremiação partidária da ex-presidenciável Marina: Rede de Sustentabilidade. O histórico do deputado estadual Heitor Férrer sempre foi de um conservador moderado nos seus posicionamentos nos debates públicos. A esquerda conservadora será a grande novidade da sucessão municipal de Fortaleza.


No pleito eleitoral de 2012 no município de Fortaleza, a candidatura de Heitor Férrer era considerada de centro-direita no espectro ideológico, pois tinha como companheiro da chapa majoritária, na candidatura de vice-prefeito, o empresário Alexandre Pereira (PPS), que foi responsável por dar o tom social-liberal da campanha. Heitor Férrer atraiu o eleitorado tassista da capital cearense, com os seus posicionamentos no campo do imaginário popular próximo ao ideário da modernidade conservadora da Era Tasso Jereissati (1987-2006). O eleitorado tassista sempre foi algo em torno de 18% dos votos válidos no primeiro turno: Patricia Saboya 17% (2000), Antônio Cambraia 18% (2004) e Patricia Saboya 18% (2008).


O senador Tasso Jereissati (PSDB) deverá trazer o cidadão-eleitor tassista para apoiar o prefeiturável Capitão Wagner (PR), no pleito eleitoral de Fortaleza. A candidatura socialista de Heitor Férrer deveria procurar atrair uma parte desse contingente de votos no espectro ideológico de centro-direita ou conservador moderado, mas adotou o caminho inverso. O prefeito Roberto Cláudio (PDT) vai conseguir dar uma guinada para o espectro ideológico de centro-direita graças ao seu companheiro de chapa majoritária, o candidato a vice-prefeito Moroni Bing Torgan, que tem capital político-eleitoral de aproximadamente 17% dos votos válidos no primeiro turno da sucessão municipal de Fortaleza de 2012.


A Rede de Sustentabilidade adotou um posicionamento de neutralidade, em relação ao impeachment da presidente Dilma Rousseff no Congresso, mas para a maioria dos analistas políticos essa agremiação tem ligação ideológica histórica, com os movimentos ecológicos oriundos do Partido dos Trabalhadores, que é percebida pela opinião pública. O prefeiturável Heitor Férrer (PSB) precisa conquistar parte do seu eleitorado cativo que é de postura moderada conservadora no debate público. A maioria do eleitorado fortalezense tenderá a votar numa candidatura de discurso político-administrativo do campo ideológico de centro-direita moderada, onde o melhor prefeiturável com esse discurso seria o socialista Heitor Férrer de acordo com a sua votação para prefeito de Fortaleza, em 2012, mas a sua guinada política-eleitoral ao espectro ideológico de centro-esquerda no início desse pleito eleitoral de 2016, ainda é um movimento em evolução. Veja o Vídeo:


Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político
Terça-feira, 09 de Agosto de 2016



domingo, 7 de agosto de 2016

O Duelo na Classe Média Fortalezense: Moroni Torgan vs Tasso Jereissati

Foto: Balada In


O pleito eleitoral de Fortaleza de 2016 deverá ter um contingente maior de eleitores da nova classe média, com renda mensal de cinco salários até dez salários mínimos, em relação ao pleito eleitoral de 2012. O cidadão-eleitor com poder aquisitivo acima da média e com formação educacional de nível superior não deve votar em nenhum candidato ligado ao condomínio político-administrativo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dos seus aliados locais: Partido dos Trabalhadores e os Irmãos Gomes (Ciro e Cid).


Nas eleições de 2014 na capital cearense, o senador eleito Tasso Jereissati (PSDB) foi o grande vencedor nos bairros nobres de Fortaleza (Meireles, Fátima, Aldeota, Cidade dos Funcionários, Bezerra de Menezes e outros), porém uma grande surpresa foi o número  expressivo de votos,  nesses mesmos bairros para o deputado federal eleito Moroni Bing Torgan (DEM), fato inédito, para esse parlamentar. A votação do senador Tasso Jereissati (PSDB) foi de 680 mil votos no eleitorado fortalezense. A votação do deputado federal Moroni Torgan (DEM) foi 200 mil entre os eleitores na capital cearense.

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa
O senador Tasso Jereissati (PSDB) foi o principal aliado da candidatura ao Governo do Estado do Ceará do senador Eunício Oliveira (PMDB) no primeiro e segundo turno no pleito eleitoral de 2014. Tasso Jereissati transferiu parte de sua votação no campo pessoal para o postulante peemedebista de sua coligação partidária. O deputado federal Moroni Torgan (DEM) apoiou no segundo turno o atual governador cearense (Camilo Santana) fato que ajudou a diminuir a rejeição do mesmo na periferia e nas regiões nobres de Fortaleza. Os dois parlamentares não tiveram participações tão efetivas como deveriam nas coordenações de suas coligações de segundo turno do pleito estadual de 2014, em Fortaleza.


O deputado federal Moroni Torgan (DEM) será candidato a vice-prefeito na chapa majoritária do prefeito fortalezense, o médico Roberto Cláudio (PDT), no pleito eleitoral de 2016. Moroni Torgan é a principal liderança anti-Dilma-Lula-PT como líder da bancada da Segurança Pública, na Câmara Federal. O parlamentar  democrata ainda é a principal voz radical cearense (Congresso) de defesa do afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT) da presidência da República. Os setores mais radicais anti-Dilma Rousseff (PT) na classe média fortalezense têm no deputado federal Moroni Torgan (DEM), o seu principal representante nesse processo. O prefeito Roberto Cláudio (PDT) precisa afastar qualquer sombra do ex-presidente Lula do seu palanque de reeleição, por isso vai precisar do discurso radical favorável ao impeachment do seu  parceiro de chapa majoritária. 


O senador Tasso Jereissati (PSDB) é a voz mais moderada no Senado contra o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), com ressonância nos setores organizados da classe média fortalezense. Tasso Jereissati deverá ser o principal aliado do prefeiturável Capitão Wagner (PR), em todos os setores sociais do universo eleitoral de Fortaleza. O duelo nada informal do deputado federal Moroni Torgan (DEM) e do senador Tasso Jereissati (PSDB), já começou em todos os setores da sociedade civil fortalezense. Veja o vídeo:





Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político
Domingo, 07 de Agosto de 2016  



sábado, 6 de agosto de 2016

Moroni Torgan e a reinvenção política-eleitoral de Roberto Cláudio



O deputado federal Moroni Bing Torgan (DEM) tem a mais longínqua marca política  perante a opinião pública fortalezense, pois já são vinte seis anos como homem público. Moroni Torgan já foi eleito quatro vezes deputado federal (1991-1994 | 1999-2002 | 2003-2006 | 2015-2018); o mesmo foi vice-governador do segundo mandato do governador Tasso Jereissati (1995-1998) e por duas vezes ocupou a Secretaria da Segurança Pública do Ceará: (1988-1990) e (1995-1996).


O prefeito fortalezense, o médico Roberto Cláudio (PDT), fez o convite ao deputado federal Moroni Torgan (DEM) no início do ano para ser seu companheiro na chapa majoritária para a sua reeleição, como candidato a vice-prefeito. Roberto Cláudio precisava da marca popular do ex-prefeiturável Moroni Torgan nas regiões periféricas de Fortaleza. Na última eleição para deputado federal na capital cearense, a votação do parlamentar Moroni Torgan foi de quase 200 mil votos, com representatividade em todas as urnas eleitorais.  
 
Luiz Cláudio Ferreira Barbosa
A coligação do PDT e do DEM, com as seguintes candidaturas: Roberto Cláudio para prefeito e Moroni Torgan (DEM) para vice-prefeito, foi homologada na última quinta-feira, 04 de Agosto de 2016. A mudança nítida na campanha para reeleição do atual gestor público do município de Fortaleza. A chapa majoritária terá um apelo mais popular do que técnica, em função do discurso do deputado federal Moroni Torgan (DEM) nas regiões periféricas de Fortaleza. Moroni Torgan é melhor comunicador do que a equipe oficial de comunicação da prefeitura de Fortaleza, com isso vai popularizar ou publicitar com mais eficiência as obras estruturais e sociais, da administração municipal, para o cidadão-eleitor fortalezense.


O deputado federal Moroni Torgan (DEM) tem discurso anti-petista-lulista, com isso tem forte apelo na classe média fortalezense. Moroni Torgan poderá afastar o espectro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que é aliado do governador Camilo Santana (PT) e do ex-governador Cid Gomes (PDT), do palanque de reeleição do prefeito Roberto Cláudio (PDT), pois por incompatibilidade política-eleitoral não haveria espaço para o discurso de defesa dos aliados petistas. O prefeito Roberto Cláudio (PDT) deverá criar uma marca mais independente, em relação aos seus aliados históricos e deverá fazer campanha ao estilo Moroni Torgan. Assista a minha entrevista no programa Pela Ordem do jornalista, Carlos Frederico, na TV Fortaleza e TV Assembleia. Logo abaixo:

  

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político

Fortaleza, 06 de Agosto de 2016