quinta-feira, 1 de maio de 2014

Artigo no Blog do Eliomar de Lima - José Guimarães e o consenso político-eleitoral: PT – PROS – PMDB

Em artigo enviado ao Blog, o sociólogo e consultor político Luiz Cláudio Ferreira Barbosa avalia o lado político da solenidade de entrega do título de cidadania fortalezense ao deputado federal José Guimarães. Confira:
http://blog.opovo.com.br/blogdoeliomar/jose-guimaraes-e-o-consenso-politico-eleitoral-pt-pros-pmdb/


A solenidade da entrega do título de cidadão fortalezense ao deputado federal José Nobre Guimarães, na Câmara Municipal de Fortaleza, na noite de segunda-feira, 24, foi um grande ato público, com a classe política cearense se destacando dentre os convidados. José Nobre Guimarães deixa bem claro o seu desejo de reedição do palanque da política local, com os aliados vitoriosos dos últimos pleitos eleitorais estaduais de 2006 e de 2010, entre os principais partidos: PT-PROS-PMDB.
As principais correntes petistas foram prestar homenagem ao parlamentar José Nobre Guimarães. Os petistas concordam com a presença de um nome do partido na chapa majoritária da base aliada do governador Cid Gomes (PROS): governador, vice-governador e senador. José Nobre Guimarães mantém a maioria do diretório estadual, com a primazia de ser o pré-candidato ao Senado, com apoio da presidente Dilma Rousseff. O PT local estará presente no palanque liderado pelo os irmãos Gomes, com ou sem PMDB.

O governador Cid Gomes (PROS) esteve presente no evento da Câmara Municipal com os seus principais colaboradores, como também com os seus dois principais pré-candidatos ao governo estadual: o vice-governador Domingos Filho e o deputado estadual José Albuquerque. Cid Gomes manteve o silêncio como principal aliado no evento festivo entre os aliados petistas. O PROS deseja fazer o palanque da sucessão estadual deste ano, como instrumento político-eleitoral da manutenção da sua hegemonia na política alencarina.
O senador peemedebista Eunício Oliveira não esteve na solenidade de entrega do titulo de cidadão fortalezense ao deputado federal José Nobre Guimarães, mas enviou uma linda mensagem enaltecendo a sua historia de vida. Eunício Oliveira não deseja se afastar da principal liderança petista cearense. Compareceu ao evento o seu sobrinho e deputado estadual, Daniel Oliveira (PMDB), como o seu representante para a manutenção da aliança do PMDB e do PT em terras cearenses.

O deputado federal José Nobre Guimarães compreende que terá o papel de conciliar as principais forças políticas no palanque do Ceará da presidente Dilma Rousseff (PT). O PT não vai incentivar o rompimento entre o PROS e o PMDB, na sucessão estadual de 2014, pelo contrario: será o principal fiador da manutenção desse grupo hegemônico no mesmo palanque como uma reedição das alianças vitoriosas do passado recente.

Artigo no Jornal O Estado - Dilma e a Seca

O artigo que foi publicado na quinta - feira, 27 de março de 2014, no Caderno Opinião do Jornal O Estado:
http://www.oestadoce.com.br/noticia/dilma-e-seca

O fenômeno climático da seca sempre foi decisivo para mudar o panorama político brasileiro. A estiagem de chuvas nas regiões Sudeste e Nordeste já é responsável pela introdução do tema na agenda eleitoral desse ano. A presidente Dilma Rousseff (PT) não esperava enfrentar uma série de críticas referentes ao setor de fornecimento de energia em função do quase colapso do sistema hidrelétrico nacional.
O período de manutenção das taxas de pleno emprego e o crescimento da economia nos dois primeiros meses do decorrente ano já são boas notícias para o Planalto. A crise enérgica nacional em função da seca é o calcanhar de Aquiles da campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). O alto consumo de energia elétrica nos lares brasileiro é um fenômeno social e econômico que poderá causar panes no sistema de abastecimento energético do Brasil nos próximos meses.

A presidente Dilma Rousseff (PT) enfrenta uma série de criticas negativas em relação à condução das políticas públicas na área de energia. O Ministério de Minas e Energia está quase a uma década sob     re o comando do senador maranhense Edison Lobão (PMDB), com resultados nada satisfatórios na ampliação da rede de infraestrutura de distribuição do sistema elétrico público.
O Planalto tem sido mais eficaz no combate da estiagem de chuvas no perímetro do semiárido na região Nordeste. Na década de 1990, ainda era comum o grande êxodo de nordestinos para os grandes centros urbanos nacionais, com a proliferação de várias frentes de trabalhos nos municípios, como a única política pública de emergência, para o combate das mazelas sociais e econômicas da seca na região.
A presidente Dilma Rousseff (PT) tem feito política pública de ampliação da capacidade hidráulica na região do Nordeste, com o Programa Água para Todos. Criado com o objetivo de promover o acesso à água para as populações carentes das regiões do semiárido, o programa pretende abastecer 750 mil famílias até o fim deste ano. De acordo com o Ministério da Integração Nacional, deverão ser instaladas 300 mil cisternas de polietileno e 450 mil cisternas de placa. Com capacidade para armazenar 16 mil litros de água da chuva, cada cisterna dessas pode atender a uma família de cinco pessoas por até seis meses de estiagem. O investimento feito pelo governo, por meio da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), é no valor R$ 4,7 bilhões.
A presidente Dilma Rousseff (PT) poderá se sair muito bem desse período de estiagem de chuvas na região do Nordeste. O mesmo fenômeno não será possível na região do Sudeste, pois é preciso que haja bom inverno para aumentar o volume dos reservatórios de água.

Artigo no Jornal O Estado - Nova FIEC

O artigo que foi publicado na quinta - feira, 20 de março de 2014, no Caderno Opinião do Jornal O Estado:
http://www.oestadoce.com.br/noticia/nova-fiec

A Federação das Indústrias do Estado do Ceará já tem nova diretoria para os próximos cinco anos (2014 - 2018), tendo como intuito  impor uma nova marca administrativa interna de grupo de pressão dos interesses dos empresários cearenses frente às políticas públicas do Planalto e do Palácio da Abolição. A FIEC vai fazer um importante papel junto aos setores organizados da sociedade civil em relação às demandas sociais reprimidas do setor público.
A presidente Dilma Rousseff tem se reunido com vários grupos de empresários nos últimos dias, para o debate de medidas públicas na área de produção de bens de consumos O ministro da Fazenda, o economista Guido Mantega, já esteve presente, no início desse mês, no primeiro encontro com os grandes empresários brasileiros, para discutir a conjuntura econômica e a medida provisória que tributa investimentos no Exterior.

O Planalto tem a compreensão de negociar uma agenda comum com os principais fóruns do setor empresarial brasileiro. Os empresários, por outro lado, já começaram vários movimentos visando futuras doações de recursos para as principais equipes na área econômica dos presidenciáveis: Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). O setor privado brasileiro deverá votar de acordo com os seus interesses no campo político nacional, com efeito cascata nas disputas regionais.
A Federação das Indústrias do Estado do Ceará tem dois experientes empresários e políticos no topo da direção regional: Beto Studart e Alexandre Pereira. O presidente eleito da FIEC, o administrador de empresas Beto Studart, já tem vasta experiência em negociações de grande porte com o governo federal e com o Governo Estadual do Ceará, e agora, como novo representante do setor produtivo local fará com certeza uma brilhante gestão.
O secretario estadual do Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico (CEDE), o empresário Alexandre Pereira, foi eleito como vice - presidente da nova direção da FIEC. Alexandre Pereira será sem dúvida o grande coringa da relação entre os setores produtivos e as políticas públicas do Governo do Estado do Ceará, pois vai atuar nas duas frentes conjuntamente, como elo forte de parceria desses atores sociais.
O presidente da FIEC deverá desempenhar um papel muito importante, como principal nome do setor patronal do Ceará, nos principais grupos de pressão da Confederação Nacional da Indústria. O vice-presidente da FIEC deverá fazer papel diferente, pois irá atuar como  elo de ligação fixo entre o setor estatal e o setor privado nas políticas públicas de sua agência reguladora: Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico.

Artigo no PoliticaBook - Eunício Oliveira e a solidificação do vazio político

O artigo que foi publicado na quinta - feira, 13 de março de 2014, no Portal do PoliticaBooK:
http://www.politicabook.com/profiles/blogs/eun-cio-oliveira-e-a-solidifica-o-do-vazio-pol-tico


A primeira pesquisa de opinião pública do cenário político-eleitoral do Ceará, realizada pelo Instituto Vox Populi, foi publicada em várias homepages dos sites de jornalismos. O cidadão-eleitor demonstra, com bastante precisão, que não há vazio político na sua opção de voto, quando é posto o nome do senador Eunício Oliveira (PMDB) a sua frente, em qualquer enquete de consulta da pesquisa eleitoral.
O Instituto Vox Populi fez dois tipos de abordagem aos cearenses: espontânea e estimulada. Na abordagem do estilo espontânea, o pesquisador faz a perguntar ao eleitor sobre a sua primeira opção de voto para governador do Ceará, sem apresentar nomes ou cartela de prováveis pré-candidatos, por isso a maioria das respostas são evasivas: com quase 71% dos entrevistados sem uma opção de nome. Na abordagem do estilo estimulada, com o pesquisador já apresentando uma cartela com vários pretendentes ao executivo do Governo estadual, o eleitor consultado tem o direito de fazer a opção de um nome da sua preferência , com isso há a materialização do estimulo de votar ou escolher um pré-candidato entre outros. Eu chamo esse fenômeno de solidificação do vazio político que é realizado na pesquisa de opinião pública.

O senador Eunício Oliveira (PMDB) se saiu muito bem na pesquisa espontânea, quando o eleitor-cidadão não está atento ao debate público da sucessão estadual do pleito eleitoral de 2014, com uma média de 7% de entrevistados que responderam ao estimulo da pesquisa Vox Populi, com a citação do seu nome. Eunício Oliveira tem o seu capital político aumentado em qualquer cenário das pesquisas estimuladas, quase sempre nesse cenário o eleitor-cidadão sai do seu estado de letargia, em relação ao quadro sucessório do seu estado, com isso, o pré-candidato peemedebista teve mais citações do que outros pré-candidatos juntos, com uma média de 45% até 60% dos votos estimulados.
O governador Cid Gomes (Pros) não descartou o nome do senador Eunício Oliveira (PMDB), como o seu provável candidato a sucessão estadual de 2014 no Ceará. A frente partidária das oposições (PR – PSDB – PSB – PRB) não esconde a vontade de apoiar o pré-candidato peemedebista na cabeça da chapa majoritária ( Governador).A grande verdade nesse momento é que o PMDB ainda é governista na política local, com a tendência de ser oposição nos próximos meses. No caminho inverso dos partidos, o eleitor-cidadão já definiu o nome de Eunício Oliveira (PMDB), como a sua melhor opção nesse momento para governar o Estado do Ceará, mas lógico que tudo pode mudar nas apurações do primeiro e do segundo turno do pleito eleitoral de 2014.


Artigo no Jornal O Estado - Blocão e o PMDB

O artigo que foi publicado na quinta - feira, 13 de março de 2014, no Caderno Opinião do Jornal O Estado:
http://www.oestadoce.com.br/noticia/blocao-e-o-pmdb

A presidente Dilma Rousseff (PT) não teve problema com a bancada das oposições (PSDB-DEM-PPS-Psol) nas votações das suas mensagens no Congresso, nos últimos quatro anos (2011 – 2014). O surgimento do Blocão acendeu a luz amarela na equipe de articulação política do Planalto, pois o adversário é interno na Câmara Federal.

No final do mês de fevereiro, foi organizando o bloco dos partidos independentes ou blocão na Câmara: PMDB, PP, PR, Pros, PDT, PSC e PTB da base governista, com a participação do Solidariedade, como agremiação partidária de oposição no bloco. O PMDB é a incubadora dessa frente parlamentar dissidente na base governista do Planalto, pois são os peemedebistas os seus principais organizadores: Vice-presidente Michel Temer (SP), líder do PMDB na Câmara Eduardo Cunha (RJ) e o presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (RN).

O Partido dos Trabalhadores não esperava a formação do Blocão que foi organizado pelos peemedebistas, como uma resposta ao projeto de dominação do Congresso, para o biênio de 2015 – 2016  que seria orquestrado pela cúpula petista, com ajuda do Planalto. Os parlamentares petistas desejam o controle das presidências da Câmara e do Senado no início do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, em caso de sucesso da reeleição.
O vice-presidente Michel Temer não deseja o rompimento da aliança do PMDB com o PT no pleito eleitoral de 2014, por isso ainda deseja ser o companheiro da chapa majoritária da presidente Dilma Rousseff. Michel Temer procura mostrar o seu poder de articulação na Câmara, como o fundador do maior bloco parlamentar independente (Blocão) da base governista de apoio ao Planalto, com influência nos partidos de oposições, como por exemplo, o Solidariedade.
O líder da bancada peemedebista na Câmara, o deputado federal Eduardo Cunha (RJ) é o principal articulador do blocão, com ajuda das lideranças da bancada PP-Pros. Eduardo Cunha não deseja o diálogo, nesse primeiro momento, com o ministro da Casa Civil, o petista Aloizio Mercadante, pois o seu principal objetivo é a criação de um novo grupo de pressão parlamentar, para confrontar os interesses do Planalto e do PT nas votações da Câmara no ano de 2014.
O presidente da Câmara, o deputado peemedebista Henrique Eduardo Alves (RN), tem como principal objetivo a sua pré-candidatura ao Governo do Estado do Rio Grande do Norte, tendo como segundo plano a sua recondução a presidência da Câmara no próximo biênio legislativo (2015 -2016). Henrique Eduardo Alves não pensou duas vezes em colocar a estrutura da mesa diretora do Congresso baixo para construir a maior bancada governista sem a liderança do PT e do Planalto.


Artigo no Jornal O Estado - Dilma e a Popularidade

O artigo que foi publicado na quinta - feira, 27 de Fevereiro de 2014, no Caderno Opinião do Jornal O Estado:
http://www.oestadoce.com.br/noticia/dilma-e-popularidade

No último final de semana, tivemos duas pesquisas de opiniões públicas publicadas nos principais veículos jornalísticos do Brasil: Ibope – Estado de São Paulo e Datafolha – Folha de São Paulo. A presidente Dilma Rousseff (PT) começa a sofrer uma leve queda em sua aprovação de governo em ambas as consultas.
O Planalto compreendeu o movimento vindo do cidadão - eleitor por desejo de mudança na forma de administrar em relação essa atual gestão pública, pois na pesquisa Datafolha-Folha de São Paulo esse índice foi de 67% dos entrevistados insatisfeitos. Os maiores índices de insatisfações são encontrados entre os estratos sociais com maior renda econômica e escolaridade.

A avaliação positiva do Planalto começa a cair em ambas as pesquisas: 41% na consulta Datafolha – Folha de São Paulo e 39% na consulta Ibope – Estado de São Paulo. A presidente Dilma Rousseff (PT) começa a sofrer um processo de desgaste de sua imagem pública em função do seu estilo austero de administrar o governo federal. A conjuntura econômica em nada contribui para melhorar o cenário de aprovação da presidente entre os consultados na avaliação positiva de sua administração.
O núcleo político do Planalto não tem dúvida da necessidade de fazer mudanças pontuais na relação da presidente Dilma Rousseff (PT) com o cidadão - eleitor na área de comunicação. O estilo de administradora rígida no primeiro biênio (2011 – 2012) da atual administração do governo federal que já foi muito bom, em matéria de aprovação popular, mas nesse último biênio (2013 – 2014), já não temos o mesmo resultado positivo, pelo contrario, os índices de aprovação em ritmo decrescente nas pesquisas de avaliação da opinião pública.
A presidente Dilma Rousseff (PT) ainda lidera a sucessão presidencial desse ano, com uma enorme margem de intenções de votos nas pesquisas, em relação aos seus principais concorrentes oriundos das oposições: Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). A candidata petista à reeleição ainda mantém 47% das intenções de votos nas consultas de opinião pública. Com esse resultado, poderá ser eleita no primeiro turno da sucessão presidencial de 2014.
O cidadão-eleitor deseja mudança no gerenciamento das políticas públicas do Governo federal, mas ainda vota na atual gestora do Planalto. Essas são as principais constatações das pesquisas de opiniões públicas: Ibope – Estado de São Paulo e Datafolha – Folha de São Paulo. A queda de popularidade da presidente Dilma Rousseff (PT) pode ser o início de um processo linear de desgaste de sua imagem pública na sociedade civil.

Artigo no Jornal O Estado - A base aliada do Planalto

O artigo que foi publicado na quinta - feira, 20 de Fevereiro de 2014, no Caderno Opinião do Jornal O Estado:
http://www.oestadoce.com.br/noticia/base-aliada-do-planalto


A presidente Dilma Rousseff (PT) quando encerrar a reforma ministerial, poderá ter a maior base de apoio da história da novíssima república. A maior base parlamentar dos últimos vinte anos no Congresso Nacional, com o apoio de aproximadamente 357 parlamentares de um universo de 501. O presidencialismo de coalizão sobre a tutela do Partido dos Trabalhadores nos últimos doze anos.
O Planalto tem dez partidos com representantes na Esplanada dos Ministérios no período de termino de mandato da presidente Dilma Rousseff (PT). O PROS e o PTB são os novos inquilinos da base aliada lulista-dilmista com assento numa autarquia do Governo Federal. O Brasil tem ao todo 39 ministérios na sua máquina administrativa.

O Congresso deveria ser uma seara de tranquilidade para a presidente Dilma Rousseff (PT), com uma oposição real (PSDB – DEM – PPS – SDD) reduzida a somente pouco mais de 100 parlamentares, para vetar os projetos do Governo federal. A realidade política das votações na Câmara e no Senado têm sido o oposto do esperado pelo Planalto, em função do gigantismo da sua base aliada.
Os parlamentares peemedebistas já iniciaram um processo lento e gradual de infidelidade nas votações dos projetos de interesses do Planalto. A bancada do PSD ainda não aderiu por completo à base aliada congressista da presidente Dilma Rousseff (PT). O bloco partidário (PP – PROS) não vai receber nenhum ministério na reforma do primeiro e segundo escalão do Governo federal, com isso aproximadamente 50 parlamentares são governistas apenas de forma simbólica no papel.
A presidente Dilma Rousseff (PT) começa a temer a maneira como as cúpulas dos partidos aliados do Planalto, não têm interesse de impedir as alianças regionais, com os seus principais adversários: PSDB e PSB. Na região Sul – Sudeste já são vários os palanques duplos ou triplos das siglas partidárias com espaço administrativo no Governo Federal. O ministro da Casa Civil, o economista Aloizio Mercadante (PT), não tem dúvida dessas traições consentidas da bancada governista nas votações do Congresso e dos palanques múltiplos dos partidos aliados nos estados.
O Partido dos Trabalhadores não cedeu espaço na reforma ministerial aos seus aliados no Congresso, com isso ainda será o maior partido beneficiado no presidencialismo de coalizão. O PMDB não deverá romper com o PT na chapa majoritária de reeleição da presidente Dilma Rousseff e do vice – presidente Michel Temer, mas com certeza os seus principais diretórios estaduais vão apoiar os presidenciáveis de oposição: Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB).