quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Eunicio Oliveira e o PMDB Nacional



O líder do senado do Partido do Movimento Democrático Brasileiro, o empresário Eunicio Oliveira,  deverá atuar como bombeiro na crise da reforma ministerial da presidente Dilma Rousseff (PT). O PMDB não teve atendido o seu pleito de ocupar o Ministério da Integração Nacional, com a indicação do senador Vital do Rêgo (PMDB -- PB).

O vice-presidente da República, o advogado Michel Temer (PMDB), não tem interesse num processo de choque, com o Governo federal, em função da formação dos palanques regionais, que serão feitos, com o Partido dos Trabalhadores. O senador Eunicio Oliveira (PMDB) não pretende colocar obstáculo entre a sua agremiação partidária e o Planalto, para não ficar isolado da seção regional do PT.

A presidente Dilma Rousseff (PT) recebeu boas notícias de sua equipe de marketing político-eleitoral, com a volta do crescimento  na sua avaliação pessoal e do seu governo nas pesquisas de opinião pública de consumo interno do Planalto. Dilma Rousseff  decidiu  impor limites ao jogo do toma lá dá cá, com o seu maior aliado (PMDB).

A cúpula nacional do Partido do Movimento Democrático Brasileiro não tem o interesse de entregar na véspera do pleito eleitoral de 2014, as suas cinco pastas: Agricultura, Minas e Energia, Turismo, Aviação Civil e Previdência. O PMDB deverá se dividir em duas alas (dilmistas e independentes), no Encontro Nacional, para deliberação do apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT).

O senador Eunicio Oliveira (PMDB) mantém a sua fidelidade ao projeto político -- administrativo que foi iniciado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem como principal função trazer o PT cearense, para a sua chapa majoritária: Governador, Vice-Governador e Senador. Eunicio Oliveira compreende o momento delicado dos seus companheiros peemedebistas, mas não colocará em risco o seu projeto de ser governador do Ceará, com apoio do Planalto.

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político


domingo, 12 de janeiro de 2014

Cid Gomes veta o PMDB, nunca o senador Eunício Oliveira

O governador Cid Gomes (PROS) já não esconde o desejo da candidatura própria do seu grupo político, nos quadros do Partido Republicano da Ordem Social, para a sucessão estadual de 2014. Cid Gomes mantém apreço ao seu maior aliado na política local, o senador Eunício Oliveira (PMDB), o que não se estende a direção nacional do Partido do Movimento Democrático Brasileiro.

O vice-presidente da República, o advogado Michel Temer (PMDB), fez uma cruzada política-administrativa contra o ex-deputado federal Ciro Gomes (PROS), nos corredores do Planalto, para barrar a sua indicação ao Ministério da Saúde, na reforma ministerial da presidente Dilma Rousseff (PT), nos próximos dias. O peemedebista teve o apoio integral da cúpula nacional do Partido dos Trabalhadores, para retirar o político cearense do rol dos possíveis ministeriáveis.
Sociólogo Luiz Cláudio Ferreira Barbosa 

O senador Eunicio Oliveira é o líder da bancada peemedebista no Congresso Alto (Senado), com assento direto na cúpula nacional de sua agremiação partidária. A iniciativa particular ou unilateral do vice-presidente Michel Temer (PMDB) contra o ex-Ministro Ciro Gomes (PMDB), somente foi possível devido a sua força política-administrativa junto ao Planalto. O PMDB como ator social não participou abertamente desse complô ao político cearense.

O governador Cid Gomes (PROS) nunca teve uma querela política- administrativa, com a direção estadual do PMDB, por isso o apoio natural à pré -candidatura do senador Eunício Oliveira, já deveria ter acontecido, mais o fator Michel Temer, já trouxe problema para esse acordo local. Cid Gomes não veta o nome do parlamentar peemedebista, por outro lado não tem força para impor o PMDB, como cabeça da chapa majoritária numa coligação governista, em detrimento do seu partido, para sucessão de 2014.


Os militantes do Partido Republicano da Ordem Social não deixarão passar essa oportunidade de pregar o rompimento, com os peemedebistas, em favorecimento de uma candidatura própria ao Governo do Estado do Ceará. O senador Eunicio Oliveira (PMDB) vai procurar a manutenção da aliança pessoal, com o atual chefe executivo do Governo estadual, não vai entrar em choque, com ala cirista do PROS local. A candidatura própria do PMDB seção do Ceará, já tem o aval do vice-presidente Michel Temer e da cúpula nacional. 

  Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político.


Artigo no Jornal O Estado - Dilma Rousseff e o PMDB

O artigo que foi publicado na quarta - feira, 08 de Janeiro de 2014, no Caderno Opinião do Jornal O Estado:
http://www.oestadoce.com.br/noticia/dilma-rousseff-e-o-pmdb


A presidente Dilma Rousseff (PT) tem no seu principal aliado político-administrativo, o Partido do Movimento Democrático Brasileiro, as suas maiores dificuldades, nos palanques regionais, para a sua reeleição, nos próximos dez meses. O PMDB deseja participar na chapa majoritária, com a recondução do atual vice-presidente Michel Temer ao posto, nos próximos quatros anos.
As principais lideranças peemedebistas já compreenderam que a base de apoio ao Planalto, só faz aumentar, nos últimos dois anos (2013 – 2014), com a vinda do Partido da Social Democracia (PSD) e do Partido Progressista (PP), mais ainda o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). O PMDB deseja aumentar as suas bancadas parlamentares no Congresso Nacional (Câmara / Senado), mas terá muita dificuldade de ser o principal aliado do Planalto, em uma coligação partidária gigantesca, num eventual segundo mandato da atual chefe do Executivo. A manutenção da presidência na Câmara e no Senado no  próximo biênio ( 2015 – 2016) não encontra ressonância no Partido dos Trabalhadores, que cobiça esses cargos ocupados atualmente por peemedebistas.


O PMDB tem sempre questionado a sua participação no primeiro escalão do governo federal, por isso faz pressão, para que seja indicado o senador Vital do Rêgo (PMDB – PB), no comando do Ministério da Integração Regional, na próxima reforma ministerial.  O vice-presidente Michel Temer (PMDB – SP) procura reunir os peemedebistas numa linha programática de ação político-administrativa conjunta com o Planalto.
O Congresso Nacional do Partido do Movimento Democrático Brasileiro ainda no primeiro semestre desse ano, com certeza será marcado, por muitos discursos de insatisfações, com o Partido dos Trabalhadores, pois aliança nacional não é correspondida nos palanques regionais, a favor dos pré–candidatos peemedebistas para governador e senador. O PMDB não tem ímpeto de romper com o Planalto, para se juntar aos palanques regionais das oposições (PSDB – DEM – PPS – PSB), por isso de permanência na base governista da presidente Dilma Rousseff (PT), nos próximos quatro anos.
A presidente Dilma Rousseff (PT) não deseja o rompimento com o PMDB nesse ano de eleição presidencial, onde a mesma será candidata à reeleição. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou com a tarefa de enquadrar o Partido dos Trabalhadores em suas seções regionais, já num processo de verticalização das coligações em favor dos pré-candidatos do PMDB  nos estados polêmicos: Pará, Alagoas, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Ceará e outros.
Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político.




terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Artigo no Blog Eliomar de Lima - DEM e PPS e a parceria com o esquema político de Cid Gomes

Com o título “Moroni Torgan e Alexandre Pereira no subpalanque do PROS, eis artigo do sociólogo Luiz Cláudio Ferreira Barbosa. Ele destaca a parceria DEM-PPS como mais um trunfo para o esquema político do governador Cid Gomes na hora de indicar o seu sucessor. Confira:
A maior preocupação dos meios de comunicação na área da política estadual, por um bom tempo tem sido o destino da aliança do senador Eunício Oliveira (PMDB) e do governador Cid Gomes (PROS), para o pleito eleitoral de 2014. No silêncio dos bastidores do xadrez eleitoral, os Democratas e o Partido Popular Socialista, já fizeram o primeiro sub-palanque da base governista, enquanto, o palanque principal está indefinido.
O DEM até pouco tempo atrás era oposição aos três níveis das esferas executivas (Fortaleza, Estado, União) na política cearense. A mudança na postura política somente aconteceu no segundo turno do pleito eleitoral de Fortaleza, em 2012, quando houve o apoio ao candidato vitorioso dos Irmãos Gomes.
O presidente estadual do DEM, o ex-deputado federal Moroni Torgan, já faz parte da base governista do Palácio da Abolição, com apoio declarado ao futuro pré-candidato do Partido Republicano da Ordem Social, para sucessão do governador Cid Gomes. A bancada demista na Assembleia Legislativa do Ceará já é parte do bloco parlamentar da situação.
O PPS já foi uma sigla forte no Ceará, no período das duas candidaturas presidenciais (1998 – 2002) do ex-ministro Ciro Gomes (PROS). A saída dos irmãos Gomes da sigla socialista, não foi tranquila, como a saída recente do PSB. O atual presidente estadual do PPS, o empresário Alexandre Pereira, com bastante maestria foi oposição ao governador Cid Gomes (PROS), durante quatro anos (2009 – 2012), mas agora trilha um caminho inverso, com demonstração de bom senso de ambas as partes, visando a um objetivo comum de aliança política-administrativa, para os próximos pleitos eleitorais.
O governador Cid Gomes (PROS) convidou o empresário Alexandre Pereira para ser o secretário do Conselho Estadual do Desenvolvimento Econômico (Cede), no início de 2013, esse movimento político teve aval da direção nacional do Partido Popular Socialista. Alexandre Pereira poderá vir a ser o candidato independente ao Senado, com a permissão do Palácio da Abolição, na construção do segundo palanque estadual cidista-PROS, somente formado com os adversários no plano nacional do Partido dos Trabalhadores: DEM, PPS e Solidariedade.
O ex- deputado federal Moroni Torgan (DEM) e o secretário estadual Alexandre Pereira (PPS) vão liderar um palanque regional para o presidenciável do PSB, o governador pernambucano Eduardo Campos, em sintonia com os seus diretórios nacionais, sem atrito dos seus interesses políticos-eleitorais com os irmãos Gomes. A aliança do DEM – PPS poderá ter o apoio de mais agremiações partidárias nos próximos meses, com isso terá um papel de destaque na sucessão estadual de 2014.
* Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, Sociólogo e Consultor Político.


sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Artigo no PoliticaBook - Qual o destino político de Tasso Jereissati?

O ex-senador Tasso Jereissati (PSDB) caminha para ser o coordenador do presidenciável tucano, Aécio Neves, na Região do Nordeste. O efeito dessa escolha pela política nacional, já desmonta o futuro palanque do PSDB, no Ceará. Tasso Jereissati está cada vez mais distante do eleitorado cearense,  como opção das forças de oposições (PSDB – PR).
Á cúpula nacional do Partido da Social Democracia Brasileira ainda procura convencer o ex-senador Tasso Jereissati, para ser pré-candidato a um cargo da chapa majoritária: Governador e Senador. O bloco de oposição cearense (PSDB-PR) não tem a mínima chance, sem a participação de sua maior liderança, com isso somente haveria uma chapa majoritária, para referendar a vitória governista.
Jornalista Ana Villa Real
O palanque tucano em terras cearense está restrito a decisão final do empresário Tasso Jereissati, com isso toda estrutura de campanha fica dependente de uma decisão particular. O PSDB local está num processo de desidratação eleitoral nos últimos quatros anos, já sendo visto como com força entre mediana para pequena, entre os partidos do xadrez político. Tasso Jereissati pode diluir qualquer tentativa de impedir a vitória completa da base de apoio da presidente Dilma Rousseff, no pleito eleitoral do Ceará.
O governador Cid Gomes (PROS) acompanha essa decisão do ex-senador Tasso Jereissati (PSDB) de ser o coordenador da campanha tucana nacional, na região do Nordeste, como uma vitória do seu grupo político, na política cearense. Cid Gomes não esperava esse acontecimento político-eleitoral, com isso vai lançar o seu pré- candidato para governador pelo Partido Republicano da Ordem Social (PROS).
O deputado federal José Nobre Guimarães (PT) será o principal pré- candidato a única vaga do Senado, no pleito eleitoral desse ano. O seu nome é quase certo numa eventual aliança estadual entre o PT e o PROS. O senador Inácio Arruda (PC do B) poderá disputar a reeleição ao Congresso Alto, com desistência do ex -senador Tasso Jereissati (PSDB), em disputar a sua vaga. O futuro senador do Estado do Ceará poderá ser da base governista do Planalto. 
           Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político

O link da matéria na homepage do PoliticaBooK:
http://www.politicabook.com/profiles/blogs/qual-o-destino-pol-tico-de-tasso-jereissati
A participação do sociólogo Luiz Cláudio Ferreira Barbosa no programa A Verdade - TV União. Na noite de sexta - feira, 03 de Janeiro de 2014, no horário das 23:00. Pauta: O cenário político cearense e nacional para 2014.
O link da Rede União: http://redeuniao.com.br/novo/


quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Cid Gomes e o Roberto Cláudio – Sem Aplausos e Nem Vaias

A festa de final de ano no aterro da praia de Iracema, não teve a clássica interrupção das atrações artísticas, para a fala do governador Cid Gomes (PROS) e do prefeito Roberto Claudio (PROS). Os fortalezenses não tiveram o discurso de final de ano das suas duas principais lideranças na área da administração pública.

O chefe do executivo do Governo estadual, o engenheiro Cid Gomes, já havia passado por um final de semana, nada, fácil nas redes sociais. Cid Gomes foi tema dos principais jornais e suas homepages, em função, da crise de abastecimento d’agua na cidade de Itapipoca no interior do Ceará. A maioria das matérias jornalísticas foram críticas em relação a obra da Adutora e da tentativa do governador de ajuda ao corpo técnico da Cagece.
Luiz Cláudio Ferreira Barbosa


O chefe do executivo da Prefeitura de Fortaleza, o médico Roberto Cláudio, não teve uma imagem positiva na mídia  na última quinzena do mês de dezembro, após a pesquisa de opinião pública do Ibope – CNI, com uma avaliação negativa do primeiro ano do seu mandato. O número de consultados foi muito pequeno para uma metrópole como Fortaleza, com algo em torno de 204 entrevistados.

Os principais noticiários dos meios de comunicação cearense apresentaram matérias de conteúdo critico a atual gestão municipal tendo a pesquisa do Ibope – CNI, como um consenso na opinião pública, pois não houve reação a altura do Paço Municipal de Fortaleza, nas mídias tradicionais (Jornal, Rádio, Televisão) e, nas redes sociais (Facebook e Twitter), apresentando  sua versão do primeiro ano de mandato do prefeito Roberto Cláudio (PROS).

O núcleo político do governador Cid Gomes e do prefeito Roberto Cláudio não repetiram o ritual do final de ano novo de 2012, quando subiram ao palco do Aterro da Praia de Iracema, para desejarem boas festas aos cidadãos da cidade de Fortaleza, naquele momento, somente tivemos aplausos, para essas duas lideranças. O medo de uma reação diferente em relação à última festa, com certeza acendeu luz amarela nas equipes da área de comunicação das duas gestões públicas. Cid Gomes não quis arriscar e talvez entrar, o ano de 2014, com uma imagem negativa, que seria ampliada nas redes sociais, em função de várias matérias na imprensa local e nacional.


Artigo no PoliticaBook - Cid Gomes e a candidatura interna do seu grupo político – partidário (PROS) - 20/12/2013.

O governador Cid Gomes (PROS) já noticiou a indicação do seu irmão e secretário estadual da Saúde, Ciro Gomes, como futuro coordenador da campanha do seu candidato ao Governo do Estado do Ceará. O Partido Republicano da Ordem Social terá uma candidatura própria, no pleito eleitoral de 2014.
O ex-deputado federal Ciro Gomes defende a candidatura própria do Partido Republicano da Ordem Social, com a sua preferencia pelos pré-candidatos:  o ex-ministro Leônidas Cristino e o deputado estadual, Mauro Filho (PROS). Ciro Gomes tem apoio, na sua tese interna no PROS, do prefeito de Fortaleza, o médico Roberto Cláudio que tem simpatia pelo atual presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, o deputado estadual José Albuquerque (PROS).
Luiz Cláudio Ferreira Barbosa
O Partido do Movimento Democrático Brasileiro sempre foi fiel as suas alianças, com o grupo político-eleitoral dos Irmãos Gomes. O PMDB acreditava na indicação do seu atual presidente estadual, o senador Eunicio Oliveira, como candidato natural do condomínio político-administrativo do governador Cid Gomes (PROS), mas esse pensamento não tem respaldo no PROS e no PT.
A saída do vice-governador Domingos Filho (PROS) dos quadros peemedebistas, já foi uma demonstração nítida das pré-campanhas abertas dos militantes do PROS, para a sucessão estadual do próximo ano. Domingos Filho tem a simpatia do governador Cid Gomes (PROS), como o principal nome interno de união de todas correntes do PROS. A secretaria estadual da Educação, a pedagoga Izolda Cela (PROS), já poderia ser considerada o segundo nome de consenso de indicação do atual chefe do Governo Estadual, na sua agremiação partidária.
O governador Cid Gomes (PROS) não demonstra o interesse de apoiar um nome externo dos quadros do PROS, para a sua sucessão a frente do Governo do Estado do Ceará. O senador Eunicio Oliveira (PMDB) não esperava essa movimentação política-eleitoral dos irmãos Gomes, por isso da radicalização de seus atos públicos, em relação aos seus quase aliados.
           Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político