sábado, 2 de novembro de 2013

Cid Gomes e a aliança com Dilma Rousseff

O governador Cid Gomes (PROS) começa a construir a sua chapa majoritária para o Governo do Estado do Ceará. O Partido da República da Ordem Social terá candidatura própria no pleito eleitoral de 2014, a mais provável candidatura será da secretária estadual Izolda Cela, em detrimento da postulação do senador Eunicio Oliveira do Partido do Movimento Democrático Brasileiro.

Os dois mandatos do atual chefe do executivo do Ceará, sempre foi um enorme condomínio-administrativo, com vários grupos políticos. No decorrer dos últimos pleitos eleitorais alguns desses grupos foram expulsos do centro do poder: Tasso Jereissati (2010) e a Luzianne Lins (2012).


O sociólogo Luiz Cláudio Barbosa
O presidente estadual do PMDB, o senador Eunício Oliveira, já começa a entrar em confronto com o atual presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, o deputado estadual José Albuquerque (PROS), pela não entrada do suplente do PMDB no lugar de um parlamentar titular da Casa do Povo. Eunicio Oliveira (PMDB) usou esse incidente para começar a  vetar as pré- candidaturas do PROS, sem muito sucesso, o suplente de deputado estadual do PMDB, não assumiu, nem houve tentativa do governador em contornar o incidente político-eleitoral com seu aliado tradicional.

O governador Cid Gomes (PROS) começa a fazer um trabalho a nível nacional para se tornar o anti- Eduardo Campos (PSB), na região do Nordeste. O peso político-eleitoral do Ceará é proporcional ao do seu ilustre vizinho (Pernambuco), por isso a presidente Dilma Rousseff não contraria o seu principal aliado nesta região do Brasil.

A presidente Dilma Rousseff (PT) compreende a pressão da direção nacional do PMDB, mas a mesma não aceita entrar em choque, com o seu principal aliado na região Nordeste. O governador Cid Gomes tem uma pré-candidatura no PROS, com capacidade de agradar o Partido dos Trabalhadores, nesse caso a titular da Secretaria Estadual da Educação, a pedagoga Izolda Cela, que teria como provável companheiro de chapa majoritária, o deputado federal José Nobre Guimarães, na única vaga para Senado.

O senador Eunicio Oliveira (PMDB) não esperava o seu esvaziamento na política nacional, com aval do Planalto. A presidente Dilma Rousseff (PT) vai oferecer algo que ainda não tem nesse momento, a indicação do futuro presidente do biênio (2015 -2016) do Senado, pois a sua reeleição ainda não passou no teste da urna, no próximo ano. Eunicio Oliveira (PROS) não terá nenhuma garantia dos seus antigos aliados sobre a sua indicação, como pré- candidato único do palanque estadual de apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), em solo cearense.


Artigo no Jornal O Estado - TweetFor e o Mundo Real

O artigo que foi publicado na quarta - feira, 30 de outubro de 2013, no Caderno Opinião do Jornal O Estado:
http://www.oestadoce.com.br/noticia/tweetfor-e-o-mundo-real


As redes sociais já são parte do cotidiano de uma parcela significativa da população mundial. A conexão com o mundo através de um computador ou celular  é  uma necessidade  real e já  representa uma das principais formas de se sentir parte da sociedade. O fenômeno da globalização do microcosmo da vida privada no macrocosmo da nova praça pública:  Internet.
A mudança de participação social do mundo real para o mundo virtual tem sido o grande debate das ciências humanas no início do século XXI. O cidadão cibernético do espaço público abstrato não é sempre o mesmo cidadão pleno da sociedade civil. O debate de temas públicos,  por exemplo, é travado calorosamente no universo das redes sociais, em detrimento de uma rotina cívica no mundo real.
O Twitter foi inventado para ser um miniblog individual compartilhado com uma rede de amigos de suas opiniões ou atos sociais. O alcance deveria ser restrito e personalizado ao mundo privado de cada detentor dessa ferramenta cibernética. O Twitter já é sinônimo de participação social nas ações positivas da cidadania plena em nossa nação e na sociedade mundial.
O Programa Pela Ordem - TV Fortaleza - 30 de outubro de 2013 

Nos grandes centros urbanos brasileiros, o universo do Twitter foi responsável pela criação de várias comunidades que passarão da fase dos encontros virtuais para os encontros reais. O novo bate-papo público baseado no seu universo online que saiu das telas dos meios de comunicação para um espaço privado de reuniões.
Na cidade de Fortaleza, esse processo de fazer uma grande reunião com os participantes mais ativos do Twitter, foi organizado, no ano de 2010, e recebeu o nome de TweetFor. A pequena confraternização dos twitteiros fortalezenses não ficou restrita a um pequeno ato social. O  TweetFor é o maior encontro social de membros do Twitter das regiões Norte – Nordeste do Brasil.
O TweetFor representa o maior encontro social deste tipo e reúne indivíduos das mais variadas  áreas profissionais, com o objetivo de  uma maior interação entre eles numa grande festa . Há três anos consecutivos, o evento é realizado, no final do ano, no bosque do Marina Park Hotel.
Os idealizadores do TweetFor são os amigos  Freitas Júnior , Alfredo Marques e Sávio Queiroz, e mais alguns integrantes não citados nesse artigo. No próximo ano, o evento deverá ter uma característica de influência à opinião pública das redes sociais, com várias palestras. O Twitter segue fortalecido e será por muito tempo o maior palco de debates públicos na sociedade brasileira, com grande potencial para ser responsável em organizar grandes manifestações.

Artigo no Jornal O Estado - A Reavaliação de Aécio Neves

O artigo que foi publicado na quarta - feira, 23 de outubro de 2013, no Caderno Opinião do Jornal O Estado:
http://www.oestadoce.com.br/noticia/reavaliacao-de-aecio-neves

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) começa a reavaliar o futuro de sua candidatura presidencial, após a criação da aliança entre o governador pernambucano Eduardo Campos (PSB) e a ex-senadora Marina Silva (REDE-AC), para a sucessão da presidente Dilma Rousseff (PT), no pleito eleitoral de 2014.
A ascensão política do senador Aécio Neves (PSDB) somente veio a acontecer nos últimos dois anos da presidência do tucano Fernando Henrique Cardoso (1995 – 2003), quando o mesmo foi eleito presidente da Câmara Federal. Aécio Neves recebeu o apoio do ex-governador mineiro Itamar Franco (PMDB) para ser eleito  chefe do executivo do Estado de Minas Gerais, no pleito eleitoral de 2002, onde saiu vitorioso.
O sociólogo Luiz Cláudio Barbosa

Os seus dois mandatos (2003–2010) de governador de Minas Gerais são coincidentes, com o período do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Planalto. Aécio Neves (PSDB) mantém uma relação de não enfrentamento com o Partido dos Trabalhadores na política mineira, pois a maioria de seus aliados locais são lulistas. O tucano mineiro sempre coabitou bem nas políticas públicas com o Planalto.
A política de conciliação das elites na política mineira sempre foi a matriz ideológica do senador tucano Aécio Neves, para fazer a sua base eleitoral interna entre as lideranças estaduais do PSDB. Na construção da imagem de presidenciável para o pleito eleitoral de 2014, o tucano Aécio Neves, manteve essa marca do político conciliador, entre os seus aliados e os adversários, indo contra o desejo do tucanato paulista que desejava a manutenção do confronto político-eleitoral com o Partido dos Trabalhadores, nos últimos pleitos eleitorais, em São Paulo e Brasil.
A direção nacional do Partido da Social Democracia Brasileira já não desejava a manutenção da polarização imposta pelo o Partido dos Trabalhadores, nos últimos três pleitos eleitorais a nível nacional, onde os candidatos petistas foram os vitoriosos. O futuro presidenciável tucano, o senador Aécio Neves, já defendia o pensamento político-administrativo do pós-lulismo, nos seus discursos para atrair os eleitores moderados do lulismo, isso sem perder apoio do eleitor anti-lulista, com essa postura ele pretende alcançar a simpatia da maioria dos eleitores, para ser eleito presidente da República.
O surgimento da aliança entre o presidenciável Eduardo Campos (PSB) e da  ex -senadora Marina Silva (Rede) poderá esvaziar o discurso pós-lulismo do senador tucano Aécio Neves, com isso irá diminuir o capital político- eleitoral do bloco partidário PSDB – DEM, na sucessão presidencial de 2014.

Artigo no Blog do Eliomar de Lima - A Escolha de Sofia de Dilma: Eunício ou Cid Gomes?

Com o título “A Escolha de Sofia de Dilma Rousseff: Eunício Oliveira ou Cid Gomes?”, eis artigo do sociólogo Luiz Cláudio Ferreira Barbosa sobre o cenário 2014 no Estado - 21 de novembro de 2013. Para ele, a presidente Dilma Rousseff terá um abacaxi pela frente: manter a unidade da aliança política no Ceará, sem desagradar aos grupos de Eunício  e Cid Gomes, sem falar no seu PT. Confira:
http://blog.opovo.com.br/blogdoeliomar/a-escolha-de-sofia-de-dilma-eunicio-ou-cid-gomes/

O senador Eunício Oliveira (PMDB) não deseja o rompimento com os seus atuais aliados na política cearense: Partido do Trabalhadores e os Irmãos Gomes. O presidente estadual peemedebista refuta qualquer ideia de desmontar o atual condomínio político-administrativo do governador Cid Gomes (PROS), mas já se coloca como o seu principal pré-candidato à sucessão estadual.
O comando nacional do Partido dos Trabalhadores mantém uma agenda comum com o seu principal aliado na esfera administrativo-partidária, no caso o Partido do Movimento Democrático Brasileiro, para a construção de vários palanques regionais de apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) e do vice-presidente Michel Temer (PMDB) no próximo pleito eleitoral. O palanque local será da cabeça de chapa do PMDB com o apoio do PT, já num pré-acordo orquestrado pelo ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) e a cúpula nacional peemedebista.
O governador Cid Gomes saiu do seu antigo domicilio eleitoral para um novo partido somente para ficar na base aliada da presidente Dilma Rousseff (PT), numa manobra de transferência maciça de parlamentares e de prefeitos para o Partido Republicano da Ordem Social (PROS-90). Esse fato foi único, nesse semestre, uma demonstração explicita de lealdade política ao Planalto.
O sociólogo Luiz Cláudio Barbosa

O processo nacional de aliança partidária sobre a tutela do Planalto será mais forte do que o controle da política local do grupo partidário dos irmãos Gomes. A presidente Dilma Rousseff (PT) não deseja desmontar o palanque único na política cearense, mas tem uma escolha de Sofia a fazer, pois precisará desagradar a um dos seus principais aliados: Eunício Oliveira (PMDB) ou Cid Gomes (PROS).

O senador Eunício Oliveira (PMDB) não é o principal pré-candidato à sucessão estadual do governador Cid Gomes (PROS), por isso a decisão final ocorrerá em Brasília sobre a tutela da presidente Dilma Rousseff (PT), nos próximos meses (Janeiro-Abril) do período pré-eleitoral de 2014. Cid Gomes (PROS) deseja a manutenção do projeto de fazer o seu sucessor na chefia do Governo do Estado. Eunicio Oliveira (PMDB) precisa demonstrar uma capacidade ímpar de liderança para impor a força da aliança nacional do seu partido com o Partido dos Trabalhadores sobre os interesses do continuísmo administrativo-político do grupo dos irmãos Gomes, na política local, no pleito eleitoral de 2014.
* Luiz Cláudio Ferreira Barbosa,
Sociólogo e consultor político.



Artigo no Jornal O Estado - Os três polos da política brasileira

O artigo que foi publicado na quarta - feira, 16 de outubro de 2013, no Caderno Opinião do Jornal O Estado:
http://www.oestadoce.com.br/noticia/os-tres-polos-da-politica-brasileira



A última pesquisa Datafolha para Presidência da República, divulgada no último sábado (12/10), já trouxe uma certeza: o crescimento do presidenciável Eduardo Campos (PSB-PE) nas intenções de votos na pesquisa estimulada, pois cresceu de 8% para 15%, com a saída da ex-senadora Marina Silva do questionário principal. Eduardo Campos começa um processo lento e gradual de conquista do eleitorado tradicional da ex-senadora Marina Silva.
A presidente Dilma Rousseff (PT) ainda mantém um enorme capital político- eleitoral, com aproximadamente 42% das intenções de voto na pesquisa estimulada. A sua aprovação pessoal está na casa dos 38% de Ótimo / Bom entre os entrevistados da pesquisa Datafolha. O Partido dos Trabalhadores procura valorizar esses números, nada desprezíveis, de sua provável candidata para permanecer mais quatro anos no Planalto. O modelo de embate com a chapa tucana-demo já não será o pensamento matriz da campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT).

O senador Aécio Neves (PSDB) conquista a segunda colocação ou polarização em relação à candidatura petista na corrida para sucessão presidencial. O índice de 21% na opinião pública nacional, isso pode ser um alento temporário, para a cúpula partidária tucana, pois as suas principais fortalezas estão localizadas nas regiões sul / sudeste / centro-oeste no mapa político-eleitoral do Brasil. Aécio Neves não cresceu nas outras regiões brasileiras (norte / nordeste), com a saída da ex-senadora Marina Silva do questionário principal dos prováveis presidenciáveis na pesquisa estimulada do Datafolha.
O sociólogo Luiz Cláudio Barbosa

O Lulismo sem Lula começa a esboçar o seu principal representante no pleito eleitoral de 2014, para presidente da República, com a candidatura do socialista, Eduardo Campos (PE), como a terceira via. A construção desse novo condomínio político-eleitoral só foi possível, com a iniciativa da ex-presidenciável Marina Silva de renunciar à sua postulação, para apoiar o presidenciável do PSB.

O governador pernambucano Eduardo Campos (PSB) iniciou o processo de construção de vários palanques regionais, com os militantes da Rede de Sustentabilidade, que se filiaram ao PSB junto com a ambientalista Marina Silva, no dia 05 de outubro de 2013, na cidade de Brasília. Os membros da Rede vão compor um subconjunto na agremiação partidária socialista, como uma corrente ao estilo petista. O Partido Socialista nunca permitiu a criação de correntes internas, na sua história política, este fato poderá trazer transtornos para as alianças já firmadas, em parceria com o bloco PSDB-DEM nos estados, para futuros palanques locais.



Artigo no Jornal O Estado - Lulismo sem Lula II

O artigo que foi publicado na quarta - feira, 09 de outubro de 2013, no Caderno Opinião do Jornal O Estado:
http://www.oestadoce.com.br/noticia/lulismo-sem-lula-0


A ex-senadora Marina Silva fez uma manobra inusitada para os padrões da política nacional, já que a mesma abriu mão de sua pré-candidatura presidencial para apoiar o provável presidenciável do Partido Socialista Brasileiro, o governador pernambucano Eduardo Campos, no próximo pleito eleitoral de 2014.
A Rede de Sustentabilidade deverá ser a segunda maior corrente interna do Partido Socialista Brasileiro, com ganho político-eleitoral, para construção dos palanques regionais, para as eleições de 2014. O PSB sai fortalecido nas alianças regionais já construídas em parceria, com o Partido da Social Democracia Brasileira, com possibilidade de ser o principal partido de oposição ao Governo Federal.

A construção do polo político-eleitoral, formado por antigos aliados do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ou Lula, para o lançamento de chapa majoritária para presidente e vice-presidente da República é o novo movimento na esfera política. O PSB tem uma chapa pura para derrotar o sonho da presidente Dilma Rousseff (PT) de ser reeleita no próximo ano.
O lulismo sempre foi o estilo político-administrativo dos oitos anos de mandatos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a frente do Planalto. O crescimento econômico nos últimos dez anos, com a saída de um grande contingente de membros das classes D e E, para a nova classe média, sem dúvida foi a sua principal marca positiva.
A presidente Dilma Rousseff (PT) acreditava na continuação do lulismo no centro do poder, assim como o Partido dos Trabalhadores, como a maior agremiação partidária, a permanecer no comando do Planalto. O surgimento do lulismo sem Lula coloca em xeque-mate a tese do continuísmo do atual governo federal, na preferência política dos seus leitores cativos: os lulistas.
A provável chapa majoritária do Eduardo Campos e da Marina Silva tem apelo político-eleitoral entre os lulistas das regiões Norte \ Nordeste, com respaldo nos eleitores anti-lulistas das regiões Sul \ Sudeste,  uma combinação nefasta para as pretensões eleitorais dos petistas e os peemedebistas de permanecerem por mais quatro anos no Poder Executivo do governo federal.
O senador Aécio Neves (PSDB) poderá ser prejudicado nas suas pretensões de ser o principal adversário da reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT).  A chapa tucana poderá se esvaziar como proposta de interromper o continuísmo do lulismo no poder central. O lulismo sem Lula pode ser a preferência eleitoral do eleitor tradicional anti-Lula, que nos últimos pleitos eleitorais presidenciais, não votou nos candidatos do Partido dos Trabalhadores.

Artigo no Blog do Eliomar de Lima - Cid Gomes, o PROS e o Eunício

Com o título “PROS no centro do condomínio político-eleitoral do governador Cid Gomes”, eis artigo que o sociólogo Luiz Cláudio Ferreira Barbosa manda para o Blog - 07 de outubro de 2013. Ele analisa o cenário 2014 e a situação dos Ferreira Gomes e a virtual candidatura a governador do peemedebista Eunício Oliveira. Confira:
http://blog.opovo.com.br/blogdoeliomar/cid-gomes-o-pros-e-o-eunicio/

O Partido Socialista Brasileiro e o Partido Republicano Brasileiro deixaram de ser as principais siglas de acomodação dos aliados do Governo Estadual para serem substituídos pelo Partido Republicano da Ordem Social e pelo Solidariedade. O condomínio político- eleitoral do governador Cid Gomes passou por um momento de readaptação, em outras siglas partidárias, para acomodação da sua enorme base de sustentação.
O grupo político dos irmãos Gomes necessitava permanecer na base aliada da presidente Dilma Rousseff (PT), por isso a saída do antigo domicilio político-eleitoral e a transferência para a nova sigla. A grande movimentação partidária na política cearense é somente reflexo do movimento das placas tectônicas da política nacional.
       O sociólogo Luiz Cláudio Barbosa na TV União
O Partido Republicano da Ordem Social (PROS-90) não será uma grande agremiação nacional, no máximo um partido mediano, mas será o maior partido na política cearense, em função do peso político- administrativo da máquina do Governo do Estado. O PROS vai acomodar os dois maiores grupos políticos da política local: o grupo do governador Cid Gomes e o grupo do prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio.
O prefeito Roberto Cláudio tinha espaço bem definido como a nova geração do PSB na política nacional. O diretório municipal de Fortaleza tinha um peso político forte e influente no diretório estadual da agremiação socialista, que não é o mesmo peso dentro do PROS, pois essa agremiação é centralizada na direção nacional e nos diretores estaduais, sem cultura política de valorização dos diretórios municipais.
A superação da fase de acomodação do grupo dos irmãos Gomes, já será sucedida pela necessidade de um nome competitivo para a nova sigla, mas não há um nome forte nos quadros internos, para impor aos principais aliados partidários. Outro problema é o peso político-eleitoral do senador Eunício Oliveira (PMDB), como pré- candidato ao executivo estadual, com excelentes números nas pesquisas de opinião pública e que conta com apoio das direções nacionais do PT e do PMDB para a sua empreitada eleitoral.
O PROS seção estadual já nasceu da necessidade de uma solução rápida para acomodação dos interesses políticos dos aliados do governador Cid Gomes, nesse momento de readaptação interna na política local e acomodação externa na política nacional.
* Luiz Cláudio Ferreira Barbosa,
Sociólogo e consultor político.