quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

O ajuste na Esplanada dos Ministérios

Por coalizão, reforma ministerial vira só ‘ajuste’
A reforma ministerial que a presidente Dilma Rousseff fará a partir da semana que vem com a transferência de Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia) para a Educação vai se resumir a cinco mudanças pontuais. A configuração política da Esplanada dos Ministérios e a chave do cofre serão mantidos tais como estão para evitar desconfianças no mercado e desequilíbrio na aliança de sustentação ao governo.
Guido Mantega, da Fazenda, fica onde está. Além da saída de Fernando Haddad da Educação, para disputar a Prefeitura de São Paulo, a presidente vai trocar o comando do Ministério das Cidades, sem tirá-lo do PP, devolver o Trabalho ao PDT e substituir Iriny Lopes (Secretaria das Mulheres), que deixa a pasta para concorrer à Prefeitura de Vitória. “Farei apenas um ajuste na equipe. Reforma só existe na cabeça da imprensa”, afirmou Dilma, ontem, a interlocutores.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

http://www.politicabook.com/profiles/blogs/o-pdt-e-o-planalto

Ciro Gomes e o seu isolamento político.

Ciro Gomes
No fim de 2011, o nome do ex-ministro Ciro Gomes (PSB) chegou a entrar na lista de possíveis candidatos para a Ciência e Tecnologia. Um encontro entre ele e Mercadante teria ocorrido. No entanto, nada foi confirmado. Na semana passada, pessoas próximas ao petista disseram que o governo não quer ampliar o tamanho do PSB no governo.
Presidido nacionalmente pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) passou a vivenciar uma disputa por hegemonia com o PT na região Nordeste.

Governo usa agenda para promover Haddad

Governo usa agenda para promover Haddad
O governo prepara uma despedida comemorativa para o ministro da Educação, Fernando Haddad (PT), que deixará o cargo para disputar a Prefeitura de São Paulo.
O ministério programou para a próxima segunda-feira um evento no Palácio do Planalto para anunciar que o ProUni atingiu a marca de 1 milhão de bolsas concedidas, em universidades, a alunos pobres de todo o país. O ato antecederá a sucessão de Haddad pelo ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, dando início à reforma ministerial.
A Educação já começou a convidar parlamentares para a solenidade. Mas a data só deve ser oficializada depois de amanhã. A cerimônia, mais do que um afago da presidente Dilma Rousseff em seu candidato, antecipará uma das principais bandeiras do petista -há seis anos no ministério- na corrida municipal.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

PT vai à base para ter força com Dilma

PT vai à base para ter força com Dilma
O PT intensificou nos últimos meses seus contatos com os movimentos sociais na tentativa de aglutinar forças além do campo institucional para levar adiante projetos estratégicos e, sobretudo, confrontar o PMDB, o seu sócio de maior peso no condomínio do governo da presidente Dilma Rousseff.
Com sindicatos, movimentos sociais e manifestações populares, os petistas acreditam que poderão desequilibrar a atual correlação de forças entre os dois partidos, inclusive nas eleições municipais deste ano, território onde o PMDB historicamente apresenta bons resultados: em 2008, os peemedebistas elegeram 1.203 prefeitos contra 557 prefeitos petistas .
O outro objetivo estratégico da ação é utilizar a pressão das entidades organizadas para fazer avançar no Legislativo e no Executivo projetos e discussões sobre temas em que o PMDB é frontalmente contra o PT, como a redução da jornada semanal de trabalho, por exemplo.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Ameaça de encolhimento força PSDB a articular com outros partidos


Diante da ameaça de encolhimento nas eleições municipais deste ano, o PSDB pretende articular com as demais legendas da oposição uma estratégia conjunta para a atuação nos meses anteriores à disputa nas urnas.

O objetivo é dar visibilidade a projetos de políticos oposicionistas, com a construção de uma vitrine para as siglas adversárias ao governo da presidente Dilma Rousseff no plano nacional, e tentar evitar uma sangria de prefeituras para partidos da base governista em outubro.

O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, quer aproveitar o retorno do recesso parlamentar, em fevereiro, para se reunir com a cúpula do DEM e do PPS. “A ideia é afinar o discurso entre as legendas e definir uma linha estratégica, evitando que os partidos acabem costurando parcerias e adotando posturas que, no final de outubro, acabem por beneficiar os aliados do governo federal”, diz Guerra.

A despeito do gesto de aproximação, as três legendas estão longe de atuar juntas nas disputas municipais deste ano. As ambições tucanas se chocam com as do PPS, por exemplo, que pretende ter candidatos ao menos em 20 das 26 capitais. Já dentro do DEM, o pleito é encarado como questão de sobrevivência. Profundamente desfalcada pela criação do PSD, a legenda também mira nas prefeituras das capitais e de cidades com mais de 200 mil habitantes a sua estratégia para se recompor.

Hoje com 790 prefeituras, o PSDB pretende chegar à marca dos mil prefeitos eleitos em 2012, com o mesmo foco nas capitais dado pelas demais siglas de oposição.

Os tucanos ainda terão, contudo, de resolver conflitos internos antes de se dedicar à costura de alianças com demais partidos, sobretudo em São Paulo (SP), principal frente da disputa municipal para os tucanos, onde não tem ainda um candidato definido.

sábado, 14 de janeiro de 2012

DEM e PMDB preparam parcerias em pelo menos três capitais


 DEM e PMDB preparam parcerias em pelo menos três capitais

Diante do temor de o DEM ser riscado do cenário político nas próximas eleições municipais, integrantes do partido veem no PMDB, um dos principais partido da base aliada do governo Dilma Rousseff, uma boia de salva-vidas para conseguir sobreviver após o próximo pleito. As conversas entre o presidente nacional do DEM, José Agripino Maia (RN), e o vice-presidente da República e presidente licenciado do PMDB, Michel Temer (SP), são cada vez mais frequentes no sentido de transformar o namoro em um casamento na maioria das capitais do país.

Apesar dessa aproximação, a possibilidade de fusão ou mesmo do embarque do partido de oposição na base aliada do atual governo são descartadas pelos caciques do DEM. O diálogo entre Temer e Agripino, no entanto, é uma questão de conveniência política e vem a reboque da movimentação do PSB, do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e do PSD, do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, também considerados peças de relevância no tabuleiro eleitoral de outubro e de 2014.

Ao ver o posto de protagonista da base do governo ameaçado, o PMDB estendeu a mão para um DEM que perdeu vários quadros no Congresso para o recém-casado PSD e que ainda não conseguiu avaliar o impacto nos municípios.

“Para ser sincero, essa aliança também é uma questão de sobrevivência”, ressaltou o deputado federal Pauderney Avelino (DEM-AM), cotado para ser líder da bancada na Câmara neste ano. Avelino também é pré-candidato à prefeitura de Manaus. “As conversas estão ocorrendo. E vamos sair juntos em várias capitais. O PMDB vê com simpatia essa aproximação”, disse o presidente em exercício do PMDB, senador Valdir Raupp (RO). Segundo ele, um novo encontro com o Agripino Maia deve ocorrer até o fim do mês. “Essa movimentação do Kassab com o PSB de Eduardo Campos de certa forma levou o PMDB a olhar para o lado e ver o DEM como um parceiro”, avaliou Pauderney Avelino.

Um movimento estratégico entre os dois partidos ocorreu no início da semana quando o presidente municipal do DEM em São Paulo, Alexandre Moraes, selou um acordo para sair como vice na chapa do deputado federal Gabriel Chalita (PMDB), na disputa para a prefeitura da capital paulista. Chalita é a aposta de Temer para preencher um espaço deixado pelo ex-governador Orestes Quércia, que morreu em dezembro de 2010. O acordo só não será concretizado caso o ex-governador José Serra (PSDB) resolva de última hora sair como candidato. Se isso ocorrer, os demistas embarcariam na campanha do tucano. 
 
A aliança no principal colégio eleitoral do país deve servir de “sinal verde” para os demais estados. “As mexidas em âmbito nacional também criam reflexos nos estados. Um diálogo com o PMDB Nacional facilita para nós nos municípios”, comentou o deputado federal Mendonça Filho (PE), integrante da Executiva do DEM. O parlamentar tenta chegar a um acordo com o PMDB para sair na cabeça de chapa à Prefeitura de Recife. As conversas também envolvem o PSDB e o PPS. Este último defende a candidatura do ex-deputado Raul Jungmann.

Além de Recife e Manaus, as conversas entre os dois partidos estão bem avançadas em Salvador, onde o atual líder do DEM na Câmara, ACM Neto, deve fechar aliança com o ex-ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima. O nome mais cotado para a disputa municipal é o do peemedebista Mário Kértesz. Em contrapartida, ACM Neto receberia apoio para disputar o governo estadual em 2014. Fortaleza também está na lista de possíveis alianças entre os dois partidos, onde há conversas com o PSDB e com o deputado federal Danilo Fortes (PMDB). Esse cenário de “tríplice aliança” (PMDB-DEM-PSDB) se repete ainda em Natal (RN) e Florianópolis (SC).